terça-feira, 23 de junho de 2026

É obrigatório continuar a mobilizar, contra as novas ofensivas capitalistas, pela recuperação de todas as conquistas roubadas!


"o aprofundamento da crise económica e politica  mundial em curso,  associada à perda de competitividade e ao atraso indémico da economia capitalista nacional,  impele a classe capitalista a novos aumentos da produtividade ou seja, impôr maiores ritmos e carga horária de trabalho e um menor custo médio do trabalho assalariado,  que secundo estatisticas do INE se cifra já hoje na ordem dos 13,8  um custo que ao longo dos anos vem estando mais baixo e a roçar os tempos da antiga escravatura para os milhares e milhares de  trabalhadores que se encontra abaixo dessa "média" salarial, para garantir a sua competitividade e a continuação  das suas taxas de lucro." 

https://expresso.pt/politica/2026-06-19-video-reforma-laboral-chumbada-no-parlamento-com-aplausos-da-esquerda-e-lagrimas-nas-galerias-14e6a13b

Os deputados que votaram contra festejam e aplaudem a derrota do Pacote anti-laboral, o Chega abstense de o fazer o que mais uma vez prova a sua falsidade e lábia  demagógica.



A derrota não foi só do governo PSD/CDS/IL/ mas também e particularmente  do gang Chega que depois de várias demonstrações de apoio desde a primeira hora, foi obrigado pela mobilização dos trabalhadores a novas piruetas e a ter que recuar na tentativa de segurar o eleitorado iludido por si, particularmente os sectores operários que tem sido deixados  pelas suas organizações de classe, ao alcance da propaganda e da lábia demagógica das forças burguesa liberais como de extrema direita. Como vem  demonstrar também que se as ofensivas capitalistas iniciadas após 25 de Novembro de 1975 pela via dos chamados "acordos de concertação social" realizados anteriormente ou pelos "acordos" de "rescissão do contrato de trabalho" nas empresas com enormes perdas para a classe trabalhadora,  tivessem sido confrontados com a mobilização e as formas de luta  com que agora se confrontou este Pacote anti-Laboral, não só era inteiramente possível que tais perdas não teriam acontecido, como hoje estariamos em melhores condições politicas e organizacionais para poder alcançar um resultado muito melhor do que aquele que foi alcançado.

 Trata-se de facto de uma vitória que há muito não acontecia, mas recordamos que o aprofundamento da crise económica e politica  mundial em curso,  associada à perda de competitividade e ao atraso indémico da economia capitalista nacional,  impele a classe capitalista a novos aumentos da produtividade ou seja, impôr maiores ritmos e carga horária de trabalho e um menor custo médio do trabalho assalariado,  que secundo estatisticas do INE se cifra já hoje na ordem dos 13,8  um custo que ao longo dos anos vem estando mais baixo e a roçar os tempos da antiga escravatura para os milhares e milhares de  trabalhadores que se encontra abaixo dessa "média" salarial  para garantir a sua competitividade e as suas taxas de lucro. O que quer dizer que a ofensiva capitalista não terminou, como surgem novas ameaças por parte das Associações (esclavagistas)Patronais que ordenaram ao governo, um novo Pacote anti-laboral, que recupere as propostas já discutidas e aceites pela UGT durante o processo "negocial" e  outras "novas" a introduzir para discussão e aprovação, é obrigatório desde já dar resposta com o aprofundamento do processo de luta contra a PSU, que em nome do combate à perguiça e da integração social, mais não visa de que eliminar vários subsídios a pessoas que foram relegadas para uma situação de pobreza e exclusão social pelas perda do seu trabalho, bem como da recuperação dos direitos laborais e sociais eliminados pelas sete revisões inconstitucionais,  como forma de luta para impedir e derrotar a já calendarizada próxima revisão proposta pelo governo e pelo gang Chega, e de outros direitos a conquistar como por exemplo um aumento salarial que no minimo satisfaça as necessidades de cada família trabalhadora, a redução do horário de trabalho para 35 horas semanais Etc,Etc.

A este programa de luta imediata deve-se incorporar a luta pelo investimento dos dinheiros públicos, na Saúde, na Educação e na Segurança Social contra a sua privatização e aumento da idade de aposentação. Contra as politicas de direita  subserviêntes e de perda de soberania dos vários governos capitalistas às imposições da  imperialista UE, bem como contra os gastos militares e cedência de bases militares ao serviço dos interesses do bloco militar imperialista NATO.


 Viva a continuação da luta !

Viva a Classe Trabalhadora!

 

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