quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Bangladesh : Mais de um milhão de operários em greve.

Esta manhã, o governo de Bangladesh teve que anunciar a criação de uma comissão para rever os salários dos trabalhadores da indústria têxtil, a quem instou a regressar ao trabalho, uma vez que violentos protestos forçaram o encerramento de mais de 500 fábricas, com a polícia a disparar gás lacrimogéneo e canhões de água contra os manifestantes.


Bangladesh : Mais de um milhão de operários em greve.

A greve em massa gerou preocupações sobre a interrupção generalizada de um sector industrial que emprega cerca de 4 milhões de trabalhadores, gera mais de 80% da receita de exportação de Bangladesh e fornece roupas para muitas marcas ocidentais.

Os trabalhadores exigem um salário mínimo mensal de 30.000 taka, cerca de US$ 245, mais que o dobro dos atuais 12.500 taka. O aumento dos preços de alimentos, moradia, transporte e saúde reduziu drasticamente o poder de compra dos trabalhadores.

“O custo de vida subiu muito além da nossa renda”, disse a trabalhadora Mahin Hossain. “Depois de pagar o aluguel, sobra muito pouco para comida, educação dos nossos filhos e outras despesas essenciais. Muitos estão achando quase impossível sustentar suas famílias.”

Apesar do anúncio da formação do conselho, milhares de trabalhadores têxteis realizaram manifestações esta manhã, bloqueando estradas em Dhaka e Gazipur, nos arredores da capital, e interrompendo o transporte em importantes áreas industriais.

A polícia usou gás lacrimogêneo e canhões de água para dispersar os trabalhadores depois que estes atiraram tijolos contra os agentes. Uma viatura policial e uma delegacia foram incendiadas. O governo mobilizou a Guarda de Fronteira para manter a ordem.

Os mais recentes distúrbios ocorrem após manifestações em Ashulia, um importante polo de fabricação têxtil nos arredores de Dhaka, onde dezenas de fábricas fecharam no sábado depois que trabalhadores realizaram protestos exigindo aumentos salariais.

No total, os protestos forçaram o fechamento de 529 fábricas de vestuário nos principais centros industriais do país, de acordo com a Associação de Fabricantes e Exportadores de Vestuário de Bangladesh.

A indústria de vestuário de Bangladesh, a maior do mundo depois da China, contribui com cerca de 10% do produto interno bruto e é a espinha dorsal da economia.

Via: "mpr21"

1de Novembro

quarta-feira, 4 de novembro de 2026

O PS vai mesmo viabilizar isto? Ainda há dúvidas sobre isso?

Apelamos a todas as formas de luta desde, que evoluam para novas formas superiores, tais como Greves Gerais e sempre que tenham como objectivo travar e derrotar a ofensiva capitalista e o avanço do fascismo.











Claro que sim que vai, não tem sido sempre essa a sua politica, haverá dúvidas sobre isso?

E as centrais sindicais e restantes "sindicatos" vão fazer o quê?
 
 A CGTP tem razão na critica que faz ao PS quando este por um lado considera o OGE um mau Orçamento e depois anuncia que em nome da estabilidade politica  vai ABSTER-SE na votação, quando na verdade tal ABSTENÇAO significa a sua viabilização e a continuação da sua politica que cada vez mais favorece os interesses dos tais 10% de famílias ricas que detêm 60% da economia nacional.   

 Mas a sua justa critica perde razão pela sua inconsequencia politica quando sabe que o OGE vai ser aprovado  se limita a convocar uma manifestação para dia 21 deste mês - que  apoiaremos, como apelamos a todos os trabalhadores a mobilizar-se e a participar -  e a nada dizer sobre o que fazer em termos de novas convocações para combater as consequências anti-laborais e sociais que o novo OGE vai querer impôr.

 Tendo em conta experiências passadas é natural que depois de aprovado o OGE se recorra de novo a manifestações que não deixaremos de - apoiar e de poder contribuir para a sua mobilização - a esconder por trás de si, apenas a intenção de se marcar presença, tal como aconteceu em enúmeros "acordos" que não se assinou, mas que na prática muito pouco ou nada se fez para os contrariar, a comprová-lo está as perdas enormes tanto laborais como sociais que a classe trabalhadora sofreu aos longo das décadas após o golpe reacionário do 25 de Novembro, com a agravante de tal pratica hoje ser altamente aproveitada pela lábia demagógica da direita, bem como da extrema direita no qual se destaca o Chega/Ventura. 

O combate a fazer contra a implementação do novo OGE, será muito mais difícil na medida em que as suas politicas raecionárias são muito mais abragentes do que aquelas que estavam comtempladas no Pacote anti Laboral que foi derrotado, o que quererá dizer que a sua inviabilização e derrota vai exigir formas de luta ainda mais avançadas, do que  as duas Greves Gerais a que se recorreu para travar e derrotar o Pacote anti-laboral, daí que se APELE a que se tenha isso em conta  e que não se hesite em convocá-las  em nome da estabilidade politica que só pode favorecer os interesses da burguesia capitalista e da sua tropa de choque, o governo P"SD"/C"DS" e os partidos ainda mais reacionários à sua direita e extrema direita tais o IL e o nazi/fascista Chega

Recorrer à justificação de que se necesita de tempo suficiente para combater o apelo à  Greve Geral que milhares de pessoas em luta pelo direito à habitação em várias manifestações exigiram, não tem nada a ver com a justificação apresentada, na medida em que as manifestações por si só, são um forte factor de mobilização dirigido principalmente à classe trabalhadora, dado que é ela em primeiro lugar a que mais sofre com essa situação. Por outro quando se apelou à Greve Geral contra o OGE, mas também por todos os outros direitos laborais e sociais que a CGTP inscreve  no seu programa de luta imediato, para se fazer Greve Geral no dia 11 de Novembro  dia de Greve Garal em Espanha e a sua transformação numa Greve Geral Ibérica, é por demais evidente que tinha a sua razão de ser, já que a sua importância não só galvanizaria como reforçaria a luta da classe trabalhadora portuguesa pela defesa dos seus interesses, bem como da classe trabalhadora irmã de todas as nacionalidades da Península  Ibérica.


Apelamos a todas as formas de luta desde, que evoluam para novas formas superiores, tais como Greves Gerais e sempre que tenham como objectivo travar e derrotar a ofensiva capitalista e o avanço do fascismo. 

        

sábado, 31 de outubro de 2026

Sinais de fogo

"O eco das manifestações é também um sinal de que a rotina dos protestos rituais, processionais, insistindo em palavras-de-ordem gastas, não responde à situação. Sinal este também dado pela greve geral de dezembro ao mostrar uma grande unidade e sentido de classe da massa trabalhadora, a qual soube ver no pacote laboral a mão conjunta de patrões e Governo. A greve geral ibérica pelo direito à habitação seria um passo mais nesse bom caminho."

Urbano de Campos — 30 Outubro 2026

    Jornal Mudar de Vida -"jornalmudardevida.net"


O fantasma do PREC tira o sono aos homens do poder: políticos, empresários, simples lacaios. Se por um lado insistem que os milhares de manifestantes das últimas semanas não passam de minorias isoladas da população, por outro lado excomungam-nos como se eles anunciassem o fim do mundo.

Sabem bem do que falam. A memória e o instinto de classe alertam-nos. A minoria que durante quase meio século deu o corpo pelo fim da ditadura fascista transformou-se em poucas semanas num movimento de milhões que virou o país do avesso. Com uma particularidade assustadora: foi a classe operária, foram os pobres, essas existências tidas por irrelevantes aos olhos dos poderosos, que deram o sinal de partida para limpar o lixo acumulado em décadas e mudar o país. A ponto de ser impossível voltar para trás.

Outro meio século decorrido, é a ditadura democrática do capital que está sob contestação: um parlamento alheado do povo que trabalha e padece, governos com a missão de proteger os grandes negócios, uma Justiça que perpetua a injustiça, eleições que não alteram nada, associações patronais e escritórios de advogados que fabricam leis por medida, polícias impunes dispostas a toda brutalidade.

Diante dos protestos das últimas semanas, o tema da violência foi comum a toda a direita. O poder anseia por umas montras partidas para provar que o caos é o fim último dos manifestantes. Acoima de arruaceiros quem não fez qualquer arruaça. Na “casa da democracia” pede-se que a polícia encoste os manifestantes à parede. À falta de desacatos, ergue-se em perigo público a ameaça, verbal, de apedrejar uma das 55 casas de que o primeiro-ministro é proprietário.

O espantalho da violência é agitado para justificar a violência. Da polícia, evidentemente. A mesma que tortura dentro das esquadras ou assassina a sangue frio na Cova da Moura e é mantida ao serviço.

A falta de resposta política do Governo e de toda a direita às razões dos protestos está na base deste desvio de conversa que a comunicação social, solícita, abraçou. Discute-se a violência que não houve, mas “pode haver”. Discute-se a violação da lei, quando nenhuma lei foi violada. Invoca-se a ordem pública quando a única desordem foi provocada pelas cargas policiais – com bastões, cães, gás pimenta, tasers, balas de borracha – sobre manifestantes armados de tendas.

Discute-se tudo menos as razões fundadas dos protestos. 140 mil famílias em carência habitacional e mais de 720 mil casas vagas, 154 mil das quais prontas a habitar. Rendas inflacionadas muito acima dos salários. Especuladores e fundos abutres que dominam o negócio dos terrenos, da construção e da habitação. Uma nova lei do arrendamento que, como a anterior, protege o aumento das rendas e o parasitismo. O bom-senso está nos protestos, não na arenga governamental-parlamentar-policial.

A vida social do país entrou em ruptura. Os êxitos económicos arvorados pelo Governo são uma cortina que mal-esconde desigualdades crescentes em tudo o que diz respeito à vida diária da população. As manifestações do Porto e de Lisboa, com ecos no resto do país, trouxeram isto mesmo à tona de água. Daí, o susto do Governo e das autoridades. Daí, a simpatia da população pelos jovens que ousam dizê-lo em alta voz. Vencendo o medo e o conformismo.

O eco das manifestações é também um sinal de que a rotina dos protestos rituais, processionais, insistindo em palavras-de-ordem gastas, não responde à situação. Sinal este também dado pela greve geral de dezembro ao mostrar uma grande unidade e sentido de classe da massa trabalhadora, a qual soube ver no pacote laboral a mão conjunta de patrões e Governo. A greve geral ibérica pelo direito à habitação seria um passo mais nesse bom caminho.

Um novo PREC não está ao virar da esquina. Quando vier, não vai ser seguramente como o de 74-75 – bravíssimo, mas solitário, motivo de solidariedade, de curiosidade e de turismo político. Agora, as condições amadurecem também pela Europa fora. Os actores serão mais e outros – e com ambições maiores.

https://www.facebook.com/reel/1422752702796872

quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Manifestação de 12 de Setembro de 1974

Contra a Lei que procurou bloquear o movimento operário e restringir os direitos constituídos na Lei da greve.



Sabe que a manifestação dos operários da Lisnave em 12 de Setembro de 1974 foi a primeira e a ùnica vez que a Lei que hoje a burguesia quer que seja respeitada, foi confrontada.

Dizia o COPCOM a mando do V governo provisório que só estavamos autorizados a sair a partir das 19.30, mas que ás 15,30 rompemos todos os cordões que nos queriam impedir de sair.

Estavamos contra a Lei porque o seu objectivo era bloquear as lutas e as movimentações do proletariado pela satisfação dos seus interesses.

Mas também contra os serviços minimos impostos na lei da Greve para que aos poucos a pudesse liquidar a lei, que começou com 25 % nos serviços de urgência, hoje com uma percentagem maior estende-se praticamente a todos os sectores de actividade. Tal é da responsabilidade de quem no V governo claudicou à pressão exercida pelas burguesias, que mandam no PS,PPD,CDS  

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Greve geral de 11 de novembro contra o capital e seus governos.

A unidade da classe trabalhadora  não é decretada pelas lideranças sindicais . Ela se constrói na luta diária contra o capital. Não queremos uma classe trabalhadora mobilizada para negociar migalhas.  Queremos uma classe trabalhadora organizada e consciente da sua própria força.


QUE OS CAPITALISTAS PAGUEM PELA CRISE QUE CRIARAM!

Não há moradias decentes porque os salários são miseráveis!

Nós produzimos a riqueza.  A burguesia se apropria dos lucros.  Enquanto os monopólios acumulam lucros, a classe trabalhadora sofre com salários insuficientes, empregos precários, demissões, repressão, jornadas de trabalho intermináveis ​​e uma constante perda do poder de compra.

Enquanto bancos e fundos de investimento lucram com nossas necessidades,  milhões de trabalhadores não têm acesso a moradia digna . Enquanto os serviços públicos são privatizados e as condições de vida se deterioram, somos forçados a aceitar sacrifícios em nome da guerra imperialista, dos gastos militares e de uma economia que beneficia apenas aqueles que detêm o capital.

Não se trata de má gestão. É assim que o capitalismo funciona.  O capital precisa aumentar a exploração para manter sua taxa de lucro. Nossa miséria não é um acidente:  é uma condição para que ele obtenha lucro.

É por isso que na quarta-feira, 11 de novembro, é necessário  parar! Isso não tem nada a ver com eleições.

Uma greve geral não pode se tornar um dia simbólico, uma mera greve de consumidores ou uma arma eleitoral.  O poder de uma greve reside na paralisação da produção.  Sem a nossa força de trabalho, as fábricas não produzem, os armazéns não funcionam, as mercadorias não circulam e os serviços param.  Sem a classe trabalhadora, o capital não funciona.  Devemos demonstrar isso na quarta-feira, 11 de novembro.

DO LOCAL DE TRABALHO PARA A RUA!

Vamos organizar a greve desde a base. Vamos organizar assembleias, piquetes e ampliar a luta. 
Vamos unir nossos conflitos e envolver os trabalhadores não sindicalizados.
Vamos fazer de cada local de trabalho um ponto de organização e luta.

A unidade da classe trabalhadora  não é decretada pelas lideranças sindicais . Ela se constrói na luta diária contra o capital. Não queremos uma classe trabalhadora mobilizada para negociar migalhas.  Queremos uma classe trabalhadora organizada e consciente da sua própria força.

CONTRA O CONTRATO SOCIAL!

Eles nos falam de diálogo social enquanto demissões, empregos precários, privatizações e o aumento do custo de vida continuam. Pedem moderação enquanto monopólios aumentam seus lucros. Pedem paciência enquanto transformam direitos básicos em mercadorias.

Parem de fazer a classe trabalhadora pagar pelas contradições do capitalismo!

A luta econômica deve se transformar em organização de classe. A organização de classe deve se transformar em consciência. E a consciência deve se transformar em  força política revolucionária .

NÃO FIQUE APENAS ASSISTIR NA QUARTA-FEIRA, 11 DE NOVEMBRO, ORGANIZE-SE!

Por salários dignos, pensões públicas, habitação para a classe trabalhadora, saúde e educação públicas; contra demissões e trabalho precário; contra a exploração capitalista e contra o contrato social.

QUE A FORÇA DOS TRABALHADORES SE TRANSFORME EM PODER POLÍTICO!

ESTAMOS PARALIZANDO A PRODUÇÃO PARA MUDAR TUDO!

O capital tem poder porque é organizado!
A classe trabalhadora precisa conquistar sua própria força organizada!

terça-feira, 20 de outubro de 2026

ENQUANTO A ESQUERDA DO HEMICICLO PARLAMENTAR ABANDONOU A LUTA PELA DITADURA DO PROLETARIADO; A BURGUESIA IMPÕE A SUA !

" Adequada e propocional" Ou Ditadura burguesa a todo o vapor sempre que haja resistência laboral e popular à Lei burguesa?
 


ENQUANTO A ESQUERDA DO HEMICICLO PARLAMENTAR ABANDONOU A LUTA PELA DITADURA DO PROLETARIADO; A BURGUESIA IMPÕE A SUA !

A acção "adequada e propocional" da intervenção repressiva da policia, por se exigir os direitos há habitação inscritos na Constituição só não foi mais violenta, como dias antes aconteceu no Porto, porque os manifestantes procuraram pacificamente se defender, ainda assim teve como resultado 55 detidos e dois feridos, os seus pertences destruídos e dinheiro seu, bem como de ofertas de pessoas solidárias se sumiu.

A falta de respeito pela Lei de que acusam os manifestantes não passa de uma falsidade do governo na medida em que a Constituição lhes garante essa liberdade. Ilegalidade e não respeito pela Lei Constitucional existe por parte do governo e do ministério da admnistração interna, que a usa para justificar a repressão policial.

Que a lute continue contra a lei Assunção Crista/CDS, imposta durante o período do Governo PSD/CDS, Passos Coelho/P Portas, para favorecer os interesses dos senhorios e de fundos imobiliários, que provocou milhares de despesos, como o não acesso à habitação a milhares de pessoas, na sua maioria jovens.

As novas alterações propostas à Lei pelo governo PSD/CDS, com o apoio do Chega e da IL vão ainda tornar pior esse acesso, na medida em que facilita ainda mais a especulção imobiliária e por outro dificulta a quem precisa de casa, por impossibilidade económica, resultante dos seus baixos salários a arrendar ou a comprar casa, a ter que sobreviver na casa dos pais ou de outros familiares, ou a ter que viver em barracas ou na Rua.

Que a luta continue e se amplie a todo o País, e que nela se incorpore todas as outras frentes de luta pela recuperação de todos os direitos sociais e laborais.

sábado, 17 de outubro de 2026

Viva a luta da classe trabalhadora, pela sua Emancipação Social!


   

TODOS Á MANIFESTAÇÃO

Na medida em que a crise económica e politica se aprofunda e as velhas potências capitalistas EUA/UE perdem a competitividade para os seus concorrentes emergentes e entram em declínio crónico, continuem a recorrer à agressão militar contra os povos para defender os seus interesses imperialistas, maior será o risco de que  o mundo de novo seja afectado por uma nova guerra mundial, com consequências terríveis para as classes trabalhadoras.  A crise económica que há décadas estagna  todas as economias capitalistas, sem fim á vista, mesmo nas economias mais avançadas, vai chegar a toda a parte. Acrescentando a isso a crise energética como resultado da ofensiva táctica militar, na UCRÃNIA, Médios Oriente, Venezuela e Cuba e variadas ameaças a outros países, que tentem opôr-se para defender os seus interesses soberanos, que pertencem  ou que querem pertencer ao bloco BRICS, particularmente  China, a situação dá indicações que não só está para durar, como mesmo para se aprofundar na medida em que tais contradições se agudizem.

O governo P"SD"/C"DS" que se gaba da sua "perfomance" de crescimento económico acima da média europeia, como se isso fosse grande mérito seu, quando a maioria  dos países da EU estão a 1% ou mesmo abaixo disso, os principais motores a Alemanha muito abaixo desse número, a França e a Itália em gravissima situaçaõ economica com défices publicos a atingir o incumprimento do seu  pagamento da suas dividas, é bem evidente que tal crescimento económico não só não é uma "perfomance" como mesmo um cresciemnto anémico, com grande grau de vir a cair na medida em que a crise económica nesses países, afecta profundamente o rendimento económico dos seus cidadãos que queiram cá vir fazer turismo.  Por outro deve-se e não é pouco à enorme espoliação da classe trabalhadora  e das camadas mais pobres da população, pela via do assalto inflaçionário e da espéculação sobre os impostos do (IVA).

As perdas e as ameaças de ataque aos direitos laborais e sociais, tanto na UE com no nosso país, permitem tirar a conclusão de que vão continuar a aumentar e a demonstrar de que não bastou a grande mobilização e a prova de combatividade da classe trabalhadora que derrotou o Pacote anti-laboral, que foi muito importante, mas não o suficiente para fazer recuar a ofensiva capitalista do governo P"SD"/C"DS, como o demonstra as ameaças de VOLTAR DE NOVO À CARGA, daí que seja necessário compreender que é necessário continuar a luta, na medida em que a derrota do governo P"SD"/C"DS"  e dos seus aliados de extrema direita a IL e o Chega, no Pacote anti-Laboral  mais não tenha representado para os seus interesses do que um contratempo imposto, mas transitório.   

"A CHISPA !" é  de opinião que foi um erro se ter abrandado a luta depois da enorme mobilização realizada que derrotou o Pacote anti-laboral, quando a maioria das condições criadas justificava e apontavam de que era possível ir mais longe e nos aproximarmos da conquista das exigências reivindicativas que hoje se apresentam. Como hoje se justifica pelo agravar da situação económica, de guerra e energética, com possíveis enormes consequências para a classe trabalhadora,  que se amplie este programa de exigência reivindicativa da CGTP a novos factores de mobilização se  deva incorporar no programa apresentado.

Tais como:

1º Por um novo Código de Trabalho que reponha todas as conquistas laborais e socias que foram roubadas!

2º Reaver todas conquistas sociais e laborais e que 7 revisões anti-Constitucionais, liquidaram!

3 º Por uma Lei de habitação progressista, que sirva os interesses da população!

4º Contra a nova revisão anti-Constitucional já acorada pelo P"SD", C"DS", IL e VENT/CHEGA,  e não só...!

5ª Pela defesa da Soberania e Indepência nacional, estar contra a imposições imperialistas e defender a saída da UE !

6º Contra os gastos na defesa para servir os interesses das burguesias imperialistas dos EUA, UE e da burguesia nacional, pela  saída e dissolução do pacto agressivo da OTAN/NATO!



Por uma grande manifestação contra politica de direita que de há 5 ´decadas para cá empobrece e envia para a miséria e exclusão social milhões de pessoas da classe trabalhadora!

Viva a justa luta pelo direito à habitação, pela defesa dos serviços publicos de saúde e educação!

Contra as ameaças de privatização dos Fundos da Segurança Social!

Viva a luta pela Emancipação da  Classe Trabalhadora!

Abaixo o capitalsimo e o imperialismo! 


segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Lições da revolta estudantil francesa

Tanto a Espanha quanto a França estão vivenciando tensões decorrentes da implementação de uma economia concebida pelas classes dominantes... Em ambos os casos, o surgimento de reivindicações relativas a direitos fundamentais (educação pública, moradia) ultrapassou seu conteúdo inicial e passou a desafiar o funcionamento dos sistemas políticos vigentes.

Por Alessandro Stella*

O que há de totalmente novo na história das revoltas estudantis, de 1968 até os dias de hoje, é que o movimento do outono de 2026 não é impulsionado por estudantes do centro da cidade, filhos da burguesia que (temporariamente) se desviam de sua classe social, mas por estudantes de escolas secundárias em bairros operários. De facto, os mais mobilizados na luta parecem ser estudantes de escolas profissionalizantes, já voltados para o mundo do trabalho e excluídos do ensino superior desde o início.

Lições da revolta estudantil francesa

Aula surpresa. 

Foi a surpresa do início do ano lectivo, algo que ninguém previu, muito menos antecipou. Enquanto todos pareciam resignados a esperar pelas próximas eleições presidenciais, depositando nelas suas esperanças de mudança, os estudantes do ensino médio surgiram de repente e agitaram todas as agendas políticas. 

A revolta, que começou em algumas escolas secundárias nos arredores de Paris, espalhou-se rapidamente por toda a França. Não havia nenhuma organização governamental, nenhum partido ou sindicato no comando. Apenas grupos de estudantes do ensino médio, organizados espontaneamente, bloqueavam as entradas de suas escolas e divulgavam informações para as pessoas ao seu redor e nas redes sociais. Era um sinal de que, sob as cinzas, as brasas começavam a reacender, aguardando apenas uma faísca para incendiar a conflagração.

Uma revolta espontânea, imprevisível e repentina, como todas as revoltas. Assim como aconteceu com a ascensão do movimento dos coletes amarelos no outono de 2018 e com tantas outras revoltas sociais antes dele. Neste outono de 2026, toda a atenção política parecia destinada, inevitavelmente, a se concentrar nas próximas eleições presidenciais e, mais uma vez, a reduzir as aspirações de mudança à triste escolha da urna, à delegação do poder sobre o próprio destino a outros.

Desafiando todas as previsões e zombando com raiva do calendário eleitoral, os jovens do ensino médio queriam dizer, acima de tudo e simplesmente, que existiam, que suas vidas presentes e futuras tinham valor. Mesmo sendo menores de idade, não tinham direito a voto e não representavam nenhum valor adicional para os partidos políticos.

Eles tinham motivos para se rebelar. As queixas que vieram à tona, divulgadas pelos grêmios estudantis do ensino médio, denunciavam salas de aula superlotadas, horários fragmentados e restritivos, professores sem substitutos e prédios escolares dilapidados e insalubres. Denunciavam também a natureza humilhante e incongruente da proibição de celulares nas escolas, visto que tanto seus professores quanto os parlamentares que votaram a favor da proibição estavam constantemente grudados em seus telefones. Eram tratados como crianças que precisavam ser punidas e disciplinadas, quando na realidade eram jovens adultos que se recusavam a se resignar a um futuro sombrio e indesejável.

Claramente, por trás das razões estruturais para a falta de recursos e o desinvestimento do Estado na educação pública, existem críticas mais profundas. Em sua essência, trata-se de uma denúncia do sistema escolar de uma suposta República que, sob o pretexto de igualdade formal, nada mais faz do que reproduzir e perpetuar privilégios e discriminação baseados em classe e raça.

Aula de sociologia.

O que há de totalmente novo na história das revoltas estudantis, de 1968 até os dias de hoje, é que o movimento do outono de 2026 não é impulsionado por estudantes do centro da cidade, filhos da burguesia que (temporariamente) se desviam de sua classe social, mas por estudantes de escolas secundárias em bairros operários. De facto, os mais mobilizados na luta parecem ser estudantes de escolas profissionalizantes, já voltados para o mundo do trabalho e excluídos do ensino superior desde o início.

Além disso, as imagens dos bloqueios mostram que muitos dos estudantes rebeldes do ensino médio são negros ou pardos. São jovens franceses, claro, que personificam essa nova França que, embora não seja reconhecida ou apreciada pelos supremacistas brancos (excepto, marginalmente, pelas acções dos jogadores do PSG e da seleção nacional de futebol), representa sua história e seu futuro.

É muito provável que seja por isso que o Estado e seu governo tomaram a decisão, desde os primeiros bloqueios, de não ouvir as palavras, queixas e reivindicações dos estudantes do ensino médio em dificuldades, mas sim de reprimi-los imediata e brutalmente.

É algo que acontece em silêncio, que permanece oculto, que sobretudo não é exibido abertamente, mas como não pensar que por trás da decisão (completamente desnecessária) de recorrer imediatamente a cassetetes em resposta às exigências dos estudantes do ensino médio, existe um racismo profundamente enraizado, personificado pelo Ministro-Prefeito da Polícia, Laurent Nuñez, e por tantos, tantos policiais sob seu comando? Como não pensar que, assim como Éric Zemmour e muitos outros descendentes de colonos em Oran, Laurent Nuñez é possuído por ressentimento e um ódio visceral contra árabes e muçulmanos? Que a polícia, acostumada a perseguir jovens árabes e negros dos bairros periféricos sob o pretexto de combater as drogas, não acredite ter o direito de espancar os estudantes do ensino médio, que se encaixam no mesmo perfil físico?

Lição de gramática .

Para mobilizar a força policial, ministros, policiais e jornalistas cúmplices accionaram a máquina de descrédito. Embora reconheçam que os alunos do ensino médio possam ter razões válidas para reclamar de suas condições de estudo, a classe dominante e a mídia conivente atribuíram a revolta à "França Insubmissa e seus representantes de extrema esquerda".

À negação perpétua da autonomia dos movimentos sociais, à insinuação conspiratória ritual de enxergar um deus ex machina , que usa essas pessoas pobres e ingênuas para seus fins pérfidos, os porta-vozes do sistema disfarçados de jornalistas independentes acrescentaram a qualificação de "representantes da extrema esquerda".

Uma escolha deliberada de terminologia: até agora, esse termo se referia ao Hamas, ao Hezbollah, aos Houthis e a outros grupos político-militares que lutam contra Israel e o imperialismo estadunidense, supostamente manipulados por demônios iranianos. Apenas mais uma camada de tinta destinada a desacreditar aqueles que protestaram na França nas últimas semanas.

Diante da inevitável reação dos estudantes do ensino médio que se opunham aos protestos, espancados com cassetetes, atingidos por gás lacrimogêneo, jogados ao chão, algemados e detidos em delegacias, a velha táctica dos "agitadores" foi resgatada: a dos militantes revolucionários mascarados infiltrados no movimento.

Desde os primeiros bloqueios escolares, supostamente estávamos testemunhando não rebeliões estudantis, mas "tumultos", "violência urbana" e "ódio desenfreado contra as forças da lei", que supostamente estavam nas ruas apenas para proteger a população e, em particular, "nossos filhos e filhas" dos malvados manifestantes. Assim, diante de policiais e gendarmes fortemente armados e protegidos da cabeça aos pés com coletes à prova de balas, os manifestantes supostamente usavam armas temíveis como "morteiros", sem mencionar que se tratavam de morteiros de fogos de artifício, muito menos perigosos do que qualquer projétil usado pela polícia.

Lição de semântica .

Estabelecer uma distinção entre alunos do ensino médio bons, sensatos e academicamente engajados e "indivíduos e grupos fora das instituições educacionais que buscam apenas semear o caos e atacar as forças da lei" visa justificar a repressão policial.

Uma repressão feroz e massiva: em uma semana, houve cinco mil prisões, centenas de pessoas feridas e maltratadas, dois estudantes do ensino médio que perderam um olho e outro  que perdeu dentes, - E ainda um outro que perdeu uma mão -. Uma repressão implacável e excessiva, que teve como alvo meninas e meninos, a maioria menores de idade.

Mas a perversidade do Ministério do Interior, divulgada pelos principais meios de comunicação, evoca incansavelmente a contagem diária de latas de lixo queimadas e policiais feridos (onde, como e por quem, isso nunca é especificado) pelas mãos de "manifestantes encapuzados malignos".

O ápice dessa inversão de responsabilidade pela violência contra pessoas foi atingido em Belfort, onde o prefeito de polícia e o promotor abriram uma investigação contra manifestantes acusados ​​de "tentativa de homicídio contra pessoa com autoridade pública".

Essa pessoa, que havia sido agredida com socos e chutes, era, na verdade, um policial local de alta patente, à paisana, sem sequer usar braçadeira, mascarado e disfarçado de membro do Black Bloc para se infiltrar entre os manifestantes.

Antes de ser descoberto e agredido, ele próprio havia espancado um estudante do ensino médio, mantendo sua cabeça submersa em um riacho por um tempo considerável. Posteriormente, a acusação foi reduzida para "violência intencional": dois estudantes menores de idade do ensino médio foram presos; o policial recebeu oito dias de licença médica e elogios de seus superiores.

Aula de filosofia .

Então, o que querem os estudantes rebeldes do ensino médio? Suas queixas, suas reivindicações e seus objectivos estão claramente escritos nas faixas e cartazes exibidos em frente às suas escolas.

Queixas sobre as condições de estudo, críticas ao tratamento injusto recebido pelas escolas no centro da cidade e nas periferias, contestações ao processo selectivo realizado pelo sistema Parcoursup, à falta de recursos e professores, juntamente com slogans como "Palestina Livre", "ACAB" e "Não à violência policial".

A lista de objectivos continua com a luta contra o patriarcado, a violência de gênero, o colonialismo, o racismo e todas as formas de discriminação e injustiça. Todo esse programa foi escrito por estudantes do ensino médio, por jovens, por indivíduos que ainda são menores de idade perante a lei e que nenhuma das autoridades existentes, que deveriam decidir seu destino, leva em consideração.

O antiautoritarismo, semente da geração de 1968, está ressurgindo. Devemos nos indignar se alguns directores de escola foram vaiados e até mesmo maltratados por alunos? Devemos concordar com as vozes moralistas de que incendiar o muro de uma escola "republicana" é inaceitável e deve ser severamente punido? Ou devemos tentar compreender as razões por trás dessas acções? Conseguimos imaginar o ressentimento, a amargura e o ódio acumulados por um estudante do ensino médio que, ao longo de seus anos escolares, sofreu e suportou em silêncio o assédio, a humilhação e o desprezo de adultos que deveriam educá-lo, e não treiná-lo para a obediência à autoridade?

A revolta dos estudantes do ensino médio francês neste outono de 2026 não se limita ao ambiente escolar. Ela se estende por toda parte. Essa nova geração de rebeldes parece concentrar e amplificar o legado de muitas lutas, tanto antigas quanto modernas.

Do anticapitalismo ao antirracismo, do antissexismo ao antiautoritarismo, abrangendo os princípios da solidariedade com todos os oprimidos do mundo. Apresenta-se como um movimento social de pessoas livres, sem gaiolas impostas ou construídas, sem líderes, sem necessidade de representantes. Fazendo das lutas, da análise, do discurso e da acção colectiva os meios para imaginar um futuro desejável.

Este movimento nascente parece carregar as marcas dos movimentos que o precederam, inspirando-se neles e renovando discursos, métodos e práticas. Apresenta uma certa mistura das revoltas em bairros operários, especialmente após o assassinato policial de Nahel Merzouk, de 17 anos, em 2023, e do movimento dos Coletes Amarelos de 2018.

O movimento também apresenta uma bela mistura de cores, rostos sorridentes e grupos de apoio. Esses jovens demonstram, dia após dia, sem se render, coragem e determinação diante da repressão policial, uma força que somente a convicção na justiça de sua luta pode sustentar.

Será que essas pessoas "jovens, determinadas e revolucionárias", gritando em uníssono das barricadas, estão abrindo novos caminhos para desmantelar este mundo governado por um consórcio de homens poderosos (na economia, na política, nos militares e na mídia)? Conseguirão conquistar estudantes, professores, funcionários da limpeza, desempregados, trabalhadores precários, operários qualificados, autônomos e aposentados? Poderiam os "jovens" dar uma lição aos "velhos"? 

*Diretor de Pesquisa em Antropologia Histórica do Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS)