sábado, 13 de junho de 2020

Parte I : O Leninismo, Bandeira Vitoriosa da Libertação da Humanidade P. N. Pospelov

O Leninismo, Bandeira Vitoriosa da  Libertação da Humanidade

P. N. Pospelov

21 de Janeiro de 1952


Informe pronunciado na sessão solene de homenagem a V. I. Lênin. realizada em Moscou, por ocasião do XXVIII aniversárlo da morte de Lênin, transcorrido a 21 de Janeiro de 1952.



PASSARAM-SE vinte oito anos desde o lutuoso dia em que nos deixou Vladimir Ilitch Lênin, o maior gênio da humanidade, o chefe, pai e mestre querido dos trabalhadores de todo o mundo. 

A imortal doutrina de Lênin, desenvolvida pelo grande continuador de sua obra, o camarada Stálin, criou raízes na mente e no coração da humanidade trabalhadora e aponta à humanidade o caminho para libertar-se dos grilhões do capitalismo, o caminho de renovação do mundo na base do socialismo. O leninismo — o marxismo da época do imperialismo e das revoluções proletárias — confirma de ano a ano, de maneira cada vez mais profunda, a sua força grandiosa e invencível, serve de bússola segura e de farol a todos os construtores do socialismo e do comunismo, a todos os que lutam contra o imperialismo e contra a escravidão capitalista. 

Por ocasião do primeiro aniversário da morte de V. I. Lênin disse o camarada Stálin:

"Recordai, amai, estudai Ilitch, nosso mestre e nosso chefe.
Lutai e vencei os inimigos internos e externos como o fazia Ilitch.
Construí a nova vida, as novas condições de existência, a nova cultura, como o fazia Ilitch.
Não renucieis jamais às pequenas coisas no trabalho, pois as grandes coisas se compõem de pequenas coisas; temos aí um dos Importantes legados de Ilitch." 

Os homens soviéticos, dirigidos pelo grande Partido de Lênin e Stálin, conquistaram as vitórias de significação histórica mundial ao socialismo porque lutaram e venceram os inimigos internos e externos e construíram a nova vida como o fazia Ilitch, de acordo com os imortais legados de Lênin.
A garantia da invencibilidade do Partido Comunista e do povo soviético está em observarem os legados de Lênin e em se guiarem em toda a sua actividade pelas sábias indicações do grande continuador da obra de Lênin, o camarada Stálin! (Prolongados aplausos.)

  

I — O Partido Marxista de Novo Tipo, Grande Força Transformadora da Sociedade 

 

Lênin e Stálin lutaram durante muitos anos contra os oportunistas, pela formação de um Partido revolucionário marxista de novo tipo, diferente por princípio dos velhos partidos reformistas da II Internacional, lutaram pela formação de um Partido capaz de conduzir o proletariado à conquista do Poder, capaz de renovar o mundo na base do socialismo.


Há alguns dias, em 18 de janeiro de 1952, completaram-se 40 anos de um importantíssimo acontecimento na vida de nosso Partido: a Conferência de Praga realizada em 1912, em que se expulsou do Partido da classe operária os traidores mencheviques e se formou o Partido Bolchevique como um Partido independente; ali surgiu um Partido revolucionário marxista de novo tipo, o Partido do leninismo. 

Quando se desencadeou a primeira guerra mundial os partidos reformistas da II Internacional degeneraram politicamente por culpa dos líderes oportunistas, agentes da burguesia no movimento operário, atraiçoaram a causa da solidariedade internacional dos operários e apoiaram a guerra imperialista sob as falsas palavras de ordem de "defesa da pátria", mas na realidade, em holocausto aos interesses egoístas e rapaces dos imperialistas.

Somente o Partido Bolchevique, o Partido revolucionário marxista de novo tipo, salvou a bandeira da solidariedade internacional dos operários e se pronunciou contra a guerra imperialista, pela derrota dos governos imperialistas e pela saida revolucionária da guerra imperialista.

Durante os anos de guerra o Partido de Lênin e Stálin se armou ideologicamente com a doutrina leninista das guerras justas e injustas e com os métodos de luta contra a guerra imperialista. O Partido se armou com a genial doutrina leninista da possibilidade da vitória do socialismo primeiramente em alguns países capitalistas ou inclusive num só.

Em um dos momento mais difíceis da história de nosso Partido, depois das jornadas de julho de 1917, quando o Partido era objecto de cruéis perseguições do governo imperialista de Kerenski, Lênin, oculto na clandestinidade, escrevia inspiradamente, referindo-se ao Partido Bolchevique:
"Nele temos fé; nele vemos o cérebro, a honra e a consciência de nossa época."(1)

Na época do imperialismo, quando os multi-mílionários e os milionários, dominados pela demência política e por uma avidez canibalesca de super-lucros de guerra, condenam os povos às guerras imperialistas e à calamidade e sofrimentos indescritíveis, Lênin vê no Partido Comunista a razão de nossa época. No Partido Comunista Lênin vê a grande força capaz de apontar aos povos o caminho para por fim às guerras imperialistas e alentar o povo a essa luta.

Na época do imperialismo, quando o capitalismo agonizante e em decomposição comete os crimes mais desalmados e ferozes para manter o poder caduco dos capitalistas senhores de escravos e quando os imperialistas proclamam que os próprios conceitos de honra e de consciência são uma "quimera" desnecessária, Lênin vê no Partido Comunista a consciência insubornável de nossa época, a grande força destinada a salvar a vida, a honra e a liberdade dos povos.

Em 1917, Lênin e Stálin viram que o mais provável era que a cadeia do imperialismo se rompesse na Rússia. Por isso os chefes da Revolução Lênin e Stálin, guiaram com segurança o Partido e a classe operária à vitória da Revolução Socialista sob a palavra de ordem: "Todo o poder aos Soviéts!". O Partido Bolchevique soube desmascarar ante o povo os partidos dos latifundiários e dos capitalistas (as centúrias negras, os cadetes) e os partidos pequeno-burgueses e conciliadores (os social-revolucinários, os mencheviques, etc.) que haviam se nvertido em defensores dos capitalistas e latifundiários e em servidores dos imperialistas. O Partido de Lênin e Stálin grangeou a confiança da maioria do povo e conquistou o poder porque foi o único Partido que agiu na prática contra os latifundiários e os capitalistas, e foi n único Partido capaz de pôr fim à guerra imperialista, ao domínio dos capitalistas e latifundiários e de garantir um poder genuinamente popular.

— "Nós, o Partido Bolchevique — escrevia Lênin em princípios de 1918 — convencemos a Rússia, conquistamô-la das mãos dos ricos para os pobres, das mãos dos exploradores para os trabalhadores."(2)
 
Ao fundamentar o Decreto sobre a Paz, Lênin definiu genialmente, em seu histórico discurso de 26 de outubro de 1917, em que consistia a força invencível do jovem Estado proletário: na consciência das massas. Lênin demonstrou a diferença de princípio existente entre nosso conceito de força e o conceito burguês. 

"A força — afirmava Lênin — se demonstra, na opinião da burguesia, quando as massas marcham cegamente para o matadouro, obedecendo às ordens dos governos imperialistas. A burguesia não reconhece um Estado como forte senão quando este pode, fazendo uso de todo o poder do aparelho governamental, obrigar as massas a marchar para onde desejam os governantes burgueses. Nosso conceito de força é muito diferente. Acreditamos que a consciência das massas é que determina a fortaleza do Estado. Este é forte quando as massas sabem tudo, podem julgar tudo e fazem tudo conscientemente."(3)
 
Toda a história do Estado soviético, criado pelo gênio de Lênin, demonstra que sua força se baseia na consciência das massas, que defendem com a maior firmeza a sua pátria socialista.
"Somos defensistas agora e desde 25 de outubro de 1917 que o somos — indicava Lênin; desde então somos pela defesa da pátria pois demonstramos- na prática o nosso rompimento com imperialismo."(4)

A guerra civil que nos foi imposta pela classe dos latifundiários e dos capitalistas, derrotados pela Revolução, e pelos Estados imperialistas que empreenderam a intervenção armada contra nosso país, terminou com a vitória do povo soviético. Fracassaram os planos dos imperialistas norte-americanos, ingleses, franceses e outros, fracassaram os planos dos Hoover e dos Urquhart que sonhavam dividir e subjugar a Rúsisa. O povo soviético expulsou de seu território os ocupantes estrangeiros que haviam causado a nosso povo sofrimentos cruéis e imensos e inesquecíveis prejuízos materiais.

A República Soviética conseguiu vencer as hordas dos intervencionistas e dos guardas brancos porque o núcleo dirigente da retaguarda e da frente do Exército Vermelho era o Partido de Lênin e Stálin, forte por sua unidade e coesão e insuperável por sua capacidade para organizar as massas de milhões de homens.

"Se a Rúsisa pôde enfrentar a investida do imperialismo mundial, se conquistou uma série de importantíssimos êxitos na política exterior e se em dois ou três anos adquiriu uma força que abala os fundamentos do imperialismo mundial — afirmava o camarada Stálin em 1921 — isto se deve, entre outras cousas, ao Partido Comunista, coeso, temperado nas lutas e forjado de aço, duro, que nunca deixou de aumentar o número de seus militantes e teve sempre como preocupação primordial melhorar a sua qualidade."(5)
 
Já em seus primeiros anos de existência o Estado soviético revelou a sua imensa força moral e política, sua solidez e firmeza, embora o nosso país fosse, porém, atrasado e fraco no sentido técnico e econômico em relação aos Estados capitalistas mais poderosos. 

Fazendo um balanço do caminho percorrido pelo Partido e pelo Estado soviético, Lênin afirmou por ocasião do XI Congresso do Partido:
"... o que a Revolução Russa conquistou é inalienável. Nenhuma força poderá arrebatá-lo, da mesma forma que nenhuma força do mundo poderá tirar-lhe o que foi criado pelo Estado Soviético. Trata-se de uma vitória histórico-mundial."(6)
Em seu último discurso, pronunciado no Pleno do Soviét de Moscou, Lênin afirmou com a mais profunda segurança que "o socialismo já não é agora uma questão do futuro longínquo" e que nosso Partido saberia conduzir o povo à vitória do socialismo.

Sob a direção de Lênin e Stálin o Partido realizou com êxito uma reviravolta radical em sua política, que consistiu na passagem da política do "comunismo de guerra" à nova política econômica, a política de utilizar as relações mercantis, que visava fortalecer a aliança entre os operários e os camponeses, deslocar os elementos capitalistas e estabelecer os alicerces da economia socialista. 

Realizaram-se as previsões do grande Lênin e seu testamento sobre a construção da sociedade socialista. O Partido Comunista, sob a sábia direção do camarada Stálin, salvaguardou o testamento de Lênin dos ataques dos inimigos do leninismo, soube alentar o povo soviético com os grandiosos objectivos da construção da sociedade socialista em nosso país, derrotou a todos os inimigos do socialismo e suas tentativas de impedir a industrialização da agricultura e conduziu o nosso país à vitória do socialismo. Num prazo histórico de brevidade nunca vista, nos anos dos planos quinquenais stalinistas, nosso país, na base do regime soviético e do grande entusiasmo das massas populares no trabalho, liquidou seu atraso técnico, económico e cultural e converteu-se de um país agrário atrasado numa potência socialista industrial e kolkoziana. O potencial técnico e económico do país do socialismo, que cresceu de maneira incomparável, unido à invencível força moral e política do povo soviético, não somente permitiu enfrentar a pérfida agressão da Alemanha hitlerista que tinha à sua disposição a técnica e a economia de toda a Europa ocupada, mas também derrotar a Alemanha fascista e o Japão imperialista e libertar os povos da Europa do jugo fascista. Pode-se dizer com segurança que somente o Estado soviético, a profunda consciência das massas e a unidade moral e política do povo, somente os patriotas soviéticos, dirigidos pelo Partido de Lênin e Stálin, poderiam suportar as provas de inaudita dureza do primeiro período da guerra e alcançar a vitória completa sobre o fascismo alemão, inimigo jurado da humanidade. 

A vitória histórico-mundial da União Soviética sobre a Alemanha fascista e o Japão imperialista permitiu aos povos de vários países da Europa e da Ásia tomar seu destino em suas próprias mãos, facilitou a vitória do regime de democracia popular em vários países do centro e do sudeste da Europa bem como a vitória da grande revolução popular na China. Modificou-se radicalmente toda a situarão internacional. Formou-se o poderoso campo da paz, do socialismo e da democracia. Modificou-se a correlação de forças entre os sistemas capitalista e socialista. Avançou a causa da renovação do mundo na base da democracia e do socialismo. 

O povo soviético e toda a humanidade avançada guardarão sempre gratidão e reconhecimento para com o grande inspirador e organizador de todas as nossas vitórias, o camarada Stálin, cujo gênio político, organizador e estratégico salvou o futuro da humanidade! (Prolongados e tempestuosos aplausos.)
Em toda a sua atividade no sentido da transformação revolucionaria da sociedade, o Partido marxista de novo tipo se guia pelas leis cientificamente comprovadas do desenvolvimento da sociedade, pela grande ciência do marxismo-leninismo. Nisso reside a imensa superioridade de nosso Partido e dos Partidos Comunistas e Operários irmãos sobre todos os partidos burgueses e pequeno-burgueses, sobre os partidos conciliadores. 

"Somente o nosso Partido — assinala o camarada Stálin — sabe em que direção é preciso agir e leva avante nossa tarefa com êxito. A que o nosso Partido deve esta superioridade? A que é um Partido marxista, um Partido leninista, a que se guia em seu trabalho Pela doutrina de Marx, Engels e Lênin. Não pode haver dúvida de que, enquanto continuarmos fiéis a essa doutrina, enquanto nos guiarmos por esta bússola, lograremos êxitos em nosso trabalho."(7)
Todo o curso da história confirmou e confirma as palavras de Lênin de que o bolchevismo assinalou o caminho justo para se evitar os horrores da guerra e do imperialismo. Os Partidos Comunistas irmãos, que levam a cabo a renovação do mundo na base do socialismo, guiam-se pela grande experiência histórica e o exemplo do Partido de Lênin e Stálin.

(1) V. I. Lênin — Obras, tomo XXV, pg. 239, ed. russa (retornar ao texto)
(2) V. I. Lênin — Obras, tomo XXVII, pg. 214, ed. russa. (retornar ao texto)
(3) V. I. Lênin — Obras Escogidas, tomo III, pg. 328, Ed. Problemas, 1946, B. Aires. (retornar ao texto)
(4) V. I. Lênin — Obras, t. XXVII, pg. 42, ed. russa. (retornar ao texto)
(5) J. Stálin — Obras, t. V, pg 99 ed. russa. (retornar ao texto)
(6) V. I. Lênin — "Obras Escogidas", t. IV, pg. 650, Ed Problemas, B. Aires. (retornar ao texto)
(7) J. Stálin — Obras, t. XII, pg. 377, ed. russa. (retornar ao texto)

quinta-feira, 11 de junho de 2020

VEJA A HISTÓRIA DO NEGRO ZUMBI, O HEROI BRASILEIRO DESCENDENTE DE ANGOLA.

Que o exemplo  de luta contra o racismo e a escravatura dado pelo Negro Zumbi, inspire e transforme a luta de hoje contra o racismo, numa luta pela abolição da escravatura assalariada, do capitalismo e das classes sociais.

Germano Boa Antonio
CAFÉ HISTÓRICO
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VEJA A HISTÓRIA DO NEGRO ZUMBI, O HEROI BRASILEIRO DESCENDENTE DE ANGOLA.
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Negro Zumbi tambémi o último dos líderes do Quilombo dos Palmares e também o de maior relevância histórica para fim da escravatura e independência do Brasil. Descendente de guerreiros Angolanos era sobrinho do líder Ganga Zumba, o qual, por sua vez, era filho da princesa Aqualtune dos Jagas (ou imbangalas), um povo de tradições militares com ótimos guerreiros. Negro Zumbi, é uma das figuras mais marcantes no combate a escravatura, sendo ele poliglota (fluente na língua quimbundo, português, latim e exímio conhecedor de línguas banto...), letrado e destímido líder na defesa da liberdade dos povos negros que de todas as maneiras, não admitia a escravidão, a dominação dos brancos sobre os negros e portanto, tornou-se um dos maiores símbolos pela liberdade dos povos negros da história.

Originário de Angolanos do reino kongo, etimologicamente o nome adotado pelo herói é Zumbi de “kazumbi” que é originário da língua quimbundo do norte de Angola que faz alusão aos seres espirituais, como fantasmas, ou alma de uma pessoa falecida, para Negro Zumbi o seu nome fazia referência aos seus ancestrais em Angola. Negro Zumbi havia nascido livre tendo sido capturado durante a expedição de Brás da Rocha Cardoso e aprisionado quando tinha por volta de sete anos de idade. Entregue aos cuidados do padre jesuíta católico Antônio Melo, recebeu o batismo e ganhou o nome de “Francisco” nome este que Zumbi nunca se identificou.

Adolescente de intelecto incomparável Padre Antônio Melo escreveu várias cartas a um amigo, exaltando a inteligência de Zumbi (Francisco).Inconfor­mado com o sofrimento do seu povo, aos 15 anos fugiu do seminário voltando para o Quilombo dos Palmares onde juntou-se aos seus irmãos de raça e anos mais tarde ainda em terras brasileiras Negro Zumbi tornou-se líder do Quilombo dos Palmares com 25 anos de idade, comandando a resistência contra as tropas do governo Português.

Durante seu “governo” a comunidade em que liderava cresceu e se fortaleceu, obtendo várias vitórias contra os soldados portugueses. O líder Zumbi mostrava grande habilidade no planeamento e organização do quilombo, além de coragem e conhecimentos militares. O seu território ocupava uma área equivalente ao actual território de Portugal, tornando-se num dos pioneiros a lutar activamente na resistência contra a escravidão na América com um exército de cerca de trinta mil homens.

Os que lá viviam chamavam o quilombo de Angola Janga (Angola Pequena). Enquanto guerreiro além de combater o exército português com o seu exército dedicou-se a libertar escravos cativas nas fazendas.

Negro Zumbi ganhou respeito e admiração de seus compatriotas quilombolas devido as suas habilidades como guerreiro, a qual lhe conferia coragem, liderança e conhecimentos de estratégia militar ímpares entre os seus antecessores quilombolas.

O Quilombo dos Palmares, nome dado em referência ao número elevado de Palmeiras, existiu por um período de quase cem anos, entre 1600 e 1695. Este Quilombo liderado por Negro Zumbi constituiu-se num abrigo não só de negros, mas também de brancos pobres, índios e mestiços extorquidos pelo colonizador.

Os quilombos, que na língua banto significam "povoação", funcionavam como verdadeiras metrópoles independentes com hierarquia, tendo núcleos habitacionais e comerciais, além de local de resistência à escravidão, já que abrigavam escravos fugidos de fazendas.

O Quilombo do Negro Zumbi era tido com a Terra Prometida, e Zumbi, era considerado o Messias e tido como eterno e imortal, e era reconhecido como um protector leal e corajoso. Zumbi era um extraordinário e talentoso dirigente militar. Explorava com inteligência as peculiaridades da região. 

No Quilombo de Palmares plantavam-se frutas, milho, mandioca, feijão, cana de açúcar, legumes, batatas, etc. Em meados do século XVII, administrativamente calculavam-se em cerca de onze povoados. 
A capital era Macacos, na Serra da Barriga.
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MORTE
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Traído por um dos seus soldados, a 20 de novembro 1695 aos 40 anos, Negro Zumbi morre em combate, recusando se render tombou como um verdadeiro herói dignificando os seus antepassados e tornando-se num verdadeiro ancestral Africano.

Teve a sua cabeça cortada, salgada e levada com o pénis dentro da boca, ao governador Melo de Castro. Em Recife, foi exposta a cabeça em praça pública no Pátio do Carmo, visando desmentir a crença da população sobre a lenda da imortalidade de Negro Zumbi. 

Nesta épica batalha em que Negro Zumbi foi emboscado com um número reduzido de guerreiros ainda assim lutaram até a morte, por outro lado o exército português com várias centenas de militares empunhado armas e canhões teve inúmeras baixas humanas.

Séculos passaram e Negro Zumbi continua a ser uma das maiores referências como símbolo de resistência a escravatura entre os povos das ex-colónias portuguesas e da liberdade dos povos negros.

Hoje muitos cantores brasileiro refletem ele nas suas musicas (Negro zumbi hooo.. Hooo.. Negro Zumbi.) O dia da Consciência negra é considerado como feriado no Brasil em homenagem ao Heroi Brasileiro Negro Zumbi. E como novidade a produtora americana Marvel escolheu Negro Zumbi como um dos seus novos super Herois, tendo o poder de imortal temente por todos
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Fonte: Livro: Nova crítica Historica, 8 serie. Mário Smidtch (Brasil)
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Por: Germano Boa o Historidor.

conhecido como Zumbi dos Palmares (1655-1695) fo

segunda-feira, 1 de junho de 2020

A mitologia da democracia americana caiu ontem à noite — Lute por uma alternativa da classe trabalhadora !

A mitologia da democracia americana caiu ontem à noite — Lute por uma alternativa da classe trabalhadora!

By J. Palameda em 31 de maio de 2020
chicagoyouth

Manifestantes em Chicago, IL, 30 de maio.

Ontem à noite, a grande mitologia dos Estados Unidos — de liberdade de expressão, compromisso e democracia — caiu em fogo, fumaça, spray de pimenta, toque de recolher e abuso policial. Ficou claro, sem qualquer dúvida, que a única coisa que mantém o governo americano no lugar é a violência, da polícia e dos militares. Em nove estados e territórios, a Guarda Nacional foi chamada, e toques de recolher foram anunciados em 25 cidades de 16 estados. Em todo o país, de Huntsville, Alabama, a Fayetteville, Arkansas, a Nova York, a Los Angeles, a Chicago, e além, manifestantes que enfrentavam condições económicas desesperadas e governo ineficaz levantaram suas vozes de maneiras sem precedentes, e se defenderam da agressão policial, saquearam lojas e geralmente atacaram.

Muitos especialistas, como Don Lemon, da CNN, não acreditavam em seus olhos. Eles não conseguiam entender onde o projecto nacional americano tinha falhado. Apenas cinco anos atrás, Barack Obama era presidente, civilidade, embora tributado pelo extremismo republicano, era o sentimento político da época. De sua posição em apartamentos urbanos aconchegantes ou mansões suburbanas, os chefes políticos de classe alta da América pensavam que tudo estava no caminho certo. A classe trabalhadora deste país sabe há várias décadas que este não é o caso.
Vida na América pós-guerra fria

Que algumas vidas são mais importantes do que outras tem sido uma verdade universal americana, desde o genocídio dos nativos americanos, até a exploração do trabalho escravo negro para construir o país, para lucrar com o trabalho de imigrantes enquanto armazena o nativismo. É tecida integralmente no tecido do país. Os vastos palácios dos ricos, o "estilo de vida de classe média", e todas essas coisas que muitos americanos pensam que os separa do resto do mundo, foram construídos pela hiperex exploração em casa e pelo imperialismo assassino e colonialismo no exterior. O assassinato e exploração de imigrantes e pessoas de cor é uma questão de registo histórico americano.

No entanto, na esteira da Reaganomics, os mitos da era new-deal de uma nação americana, fortes por suas diferenças e compaixão, colocados sobre a simples verdade da brutalidade americana, começaram a corroer até mesmo para os brancos de "classe média". Por várias décadas, o governo americano assassinou abertamente seu próprio povo, enviou empregos para o exterior e cometeu atrocidades amplamente documentadas condenadas não só pela esquerda, mas por vários organismos internacionais burgueses. O valor diferente da vida tornou-se generalizado em quase todos os aspectos de nossas vidas como trabalhadores em 2020, e está presente em todas as interacções que temos com as instituições estatais. A polícia aperta a mão dos manifestantes das mulheres, predominantemente brancos, e arranca crianças de mães imigrantes. "Nossas" tropas devem ser apoiadas, até que voltem da guerra imperialista lidando com traumas. Alguns trabalhadores estão em tempo integral e têm benefícios, outros, fazendo exactamente o mesmo trabalho, estão em part-time e enfrentam falência de pequenos problemas de saúde. Trabalhos de colarinho branco baloon, enquanto empregos de colarinho azul desaparecem. Todos vimos tantos negros desarmados mortos que não nos lembramos de todos os seus nomes e histórias. Até reacionários como Rush Limbaugh, que são os primeiros a defender policiais, tiveram dificuldade em defender Derek Chauvin. Tudo isso, no pano de fundo de uma pandemia na qual os líderes nacionais têm amordaçado estratégias de reabertura sobre quantas vidas podem negociar por ganhos de acções.

"Não, o entendimento crescente e popular de que a vida das pessoas de cor e da classe trabalhadora vale menos do que as opções de acções tem sido uma criação bipartidária."

É importante ressaltar que este tem sido um esforço bipartidário. Não podemos culpar esse desdém aberto pela vida dos trabalhadores e pessoas de cor sobre Trump ou mesmo Reagan. A desregulamentação dos derivativos de Bill Clinton foi responsável pelo colapso de 2008 que viu milhões perderem sua casa, enquanto Wall Street foi resgatada (por Obama). Obama deportou mais de 2 milhões de imigrantes, matou milhares de civis inocentes no Oriente Médio com drones, e pouco fez para conter a ruína neoliberal da América rural e a brutalidade policial contra afro-americanos. Foi Obama quem renunciou ao ato patriota, e permitiu ao Poder Executivo deter "terroristas" indefinidamente sem acusação, uma política que Donald Trump está agora tentando armar contra "antifa". Foi Obama quem puniu as pessoas da classe trabalhadora com impostos extras se eles não compraram um plano de saúde com uma dedução de US $ 10.000. Foram prefeitos democratas em Los Angeles, Atlanta, Nova York, Chicago e muito mais, que desencadearam a brutalidade de seus departamentos de polícia sobre as pessoas nos últimos dias, emitiram toques de recolher e se recusaram a responsabilizar a polícia. Foi a prefeita democrata Lori Lightfoot, em Chicago, que chamou os manifestantes de "criminosos" e prendeu mais de 1000 depois de prendê-los no centro da cidade. Foi Amy Klobuchar que falhou em processar o assassino de George Floyd.

Não, o entendimento crescente e popular de que a vida das pessoas de cor e da classe trabalhadora vale menos do que as opções de acções tem sido uma criação bipartidária. É por isso que os Don Lemons do mundo não podem acreditar em seus olhos — líderes do Partido Democrático e moderados em todo o país passaram as últimas décadas criando essa raiva que agora está apenas começando a se manifestar, diante de um velho inimigo: a lei e o direito da ordem.

Lei e ordem de campanha a partir de 68 eleições

Como trabalhadores, temos que ser estudantes de lutas anteriores por direitos civis e reformas nos Estados Unidos. Em 1968, quando tumultos abalaram o país, Richard Nixon respondeu elaborando uma campanha presidencial para a "lei e a ordem", para "voltar ao normal", ironicamente semelhante à plataforma atual de Biden. Mas é Trump quem está se posicionando como este candidato nos últimos dias, fantasiando sobre atirar em saqueadores, designar antifa tem uma organização terrorista, e atacar "encrenqueiros" em Washington, DC. Funcionou espetacularmente para Nixon, que ganhou a eleição facilmente, apesar do flagrante racista racista George Wallace cortar em território republicano e obter 13% dos votos.

"Há uma forte corrente fascista neste país, que defenderá a supremacia branca a qualquer custo para os direitos  básicos burgueses."

Dois anos depois, em 1970, mais de 60% dos americanos por uma pesquisa gallup na época apoiaram a morte de estudantes inocentes no Estado de Kent, um que estava simplesmente caminhando para a aula. Fred Hampton foi assassinado naquele ano a sangue frio, e os Panteras Negras foram destruídos pela infiltração do FBI e pela COINTELPRO intensificada luta interna. Há uma forte corrente fascista neste país que defenderá a supremacia branca a qualquer custo para os direitos básicos burgueses. Eles vão com um sopro voar uma bandeira de Gadsden, e com outro defender a polícia, pessoas que jogam pimenta sentados em sua própria varanda. Da última vez, essa corrente de lei e ordem foi bem sucedida, e desintegrou o movimento popular.

Quando o poder do povo subir, como aconteceu no final da década de 1960, essas forças na América, empoderadas pelo seu presidente, atacarão os movimentos do povo com força letal. Já vimos que os movimentos fascistas americanos se mudaram para "defender as empresas" e parar de saquear, posicionando-se não como nazistas abertos, mas como simples americanos que anseiam por um retorno à normalidade da "lei e da ordem". Devemos nos preparar para combatê-los de qualquer maneira.
Mas a história não é um círculo, embora deva informar nossas lutas e linhas de diálogo. Em 1964, Malcolm X argumentou em seu famoso discurso "A Cédula ou a Bala" que activistas dos direitos civis deveriam usar a cédula se autenticamente útil, e lutar por uma votação útil se não fosse. Em uma eleição de dois agressores sexuais, com 40 milhões de desempregados, enfrentando desastres ambientais e doenças, o povo dos Estados Unidos, de Fayetteville a Nova York, iniciou esse processo. Ao fazê-lo, os trabalhadores deste país mostraram seu imenso poder, parando cidades inteiras, como o martirizado activista da IWW Joe Hill sabia que eles poderiam.

Estamos nos estágios iniciais desse processo, e movimentos e tendências ideológicas sobem e caem em horas nas ruas em cidades de todo o país, e o poder do povo é muitas vezes cru e desorganizado, como disse Frank Chapman, presidente da NAARPR, sobre as lições da ação de Chicago em 30 de maio. O movimento popular, como continua, terá de enfrentar a violência individualista anárquica e imprudente. Não deve se afastar da classe trabalhadora e das comunidades de cor, ou parecer como invasores estrangeiros em bairros e movimentos, uma situação em que o movimento anti-guerra dos anos 60 se encontrava frequentemente. Deve identificar-se claramente como classe trabalhadora, para os interesses da classe trabalhadora, e identificar claramente seus inimigos. O movimento deve direcionar sua militância contra instalações policiais e estabelecimentos exploratórios, e trazer uma mensagem política contra a supremacia branca e para os direitos dos trabalhadores aos seus locais de trabalho e qualquer local de contato com colegas de trabalho — salas sindicais, clubes esportivos, cenas de música, sala de aula, etc.

O que todos nós temos lutado por todo o país, em grave risco, é por uma sociedade em que toda a vida humana seja valorizada igualmente — uma em que todas as vozes sejam ouvidas igualmente, onde os assassinos vão para a prisão, onde as pessoas são socorridas perante os bancos. Por isso, fomos espancados, atacados com gás lacrimogêneo e baleados com todo tipo de munição. Mas sabemos, apesar do que prefeitos democráticos e superintendentes da polícia dizem, que estamos lutando por uma verdadeira democracia em que a polícia será controlada por assembleias comunitárias, a supremacia branca será activamente arrasada e suprimida, e nossas escolhas democráticas não estão entre dois criminosos senil.

 O preço que pagamos já foi íngreme, com jornalistas feridos, cegos e milhares de activistas espancados, atingidos, gás lacrimogêneo, presos, baleados e até mortos — e o preço continuará a crescer. Mas nós pagamos com o peso das lutas de libertação passadas neste país sobre nossos ombros, e um coração esperançoso para uma reformulação fundamental da sociedade americana em direcção a uma democracia trabalhadora.

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quarta-feira, 20 de maio de 2020

O importante mesmo é, não defender qualquer proposta que defenda os interesses capitalistas


 "Uma em cada duas grandes empresas está a receber apoios do Estado relacionados com a pandemia de covid-19, enquanto estes apoios chegam a menos de uma em cada dez micro e pequenas empresas, alertou esta terça-feira a CGTP."

 A CGTP bem pode dizer que não assinou e que denunciou o último dito acordo entre o governo/patronato e UGT, mas o importante mesmo para poder contrariar tais objectivos, é mobilizar os trabalhadores e não defender qualquer proposta que defenda os interesses capitalistas

É justo que se denuncie o "maná" a céu aberto, que tem constituído o programa do Lei-OFF para as grandes empresa, mas a critica que se deve fazer não é para que as micro, pequenas e médias empresas capitalistas tenham as mesmas facilidades de acesso, mas estar contra a Lei-off pura e simplesmente, seja pela via do fundo da Segurança Social como é o caso, debilitando-o ainda mais, ou pela via do OE, na medida em que não tem que ser os contribuintes a pagar para evitar a insolvência ( quem não tem cabedal, que arreie o cabaz) por outro quando tal Lei-Off ao contrário da protecção que dá aos capitalistas, reduz um terço o salário do trabalhador .

A obrigação sindical da CGTP e dos seus dirigentes não é defender as pequenas e médias empresas, como constantemente o faz, nem a promoção da "actividade económica capitalista" em nome da criação de emprego, ou seja de manutenção da escravatura assalariada, mas sim de defesa intransigente da classe trabalhadora da exploração capitalista e pela liquidação da exploração do "homem pelo homem" como consta nos seus estatutos.


terça-feira, 19 de maio de 2020

19 de Maio de 1954: Catarina Eufémia é morta a tiro em Baleizão

19 de Maio de 1954: Catarina Eufémia é morta a tiro em Baleizão, numa manifestação de trabalhadores agrícolas por aumento do salário.
 
Ceifeira alentejana, Catarina Eufémia, filha de José Diogo e de Maria Eufémia, nasceu em 1928, na aldeia de Baleizão, concelho e distrito de Beja. Era uma assalariada rural pobre e analfabeta, como tantas outras mulheres do seu Alentejo natal. Casou ainda nova, em 1946, tendo depois três filhos. A sua vida teria sido anónima e esquecida como a de tantos outros alentejanos da sua condição se não tivesse acabado em circunstâncias tenebrosas, guindando-a a símbolo da resistência e contestação ao regime salazarista.
 
O Alentejo, naqueles tempos difíceis, era uma região de latifúndios e de emprego sazonal, onde as condições de vida dos  assalariados eram extremamente difíceis. Esta situação sócio-económica e laboral penosa e dura agitou as massas camponesas da região a partir de meados dos anos 40, vindo-se a agudizar nas duas décadas seguintes, gerando-se um permanente clima de agitação social no campesinato. 
 
Eram inúmeros tumultos e mais frequentes ainda as greves rurais, que acabavam sempre com a intervenção da GNR e eram devidamente vigiadas pela PIDE, em busca então de infiltrados e agitadores comunistas.Numa dessas greves de trabalhadores agrícolas, ocorrida a 19 de maio de 1954 na aldeia de Baleizão, um grupo de operários assalariados dirigiu-se à residência do patrão. Entre esses trabalhadores rurais, contava-se Catarina Eufémia,com um filho de oito meses ao colo. 
 
Entre outras pretensões, reivindicava-se para as mulheres um aumento da jorna (salário de um dia de trabalho) de 16 para 23 escudos (o que representa na moeda atual - o Euro - um aumento de 8 para 11 ou 12 cêntimos), na campanha da ceifa. 
 
No entanto, a GNR apareceu, como tantas outras vezes, acabando por intervir duramente. Para além dos tiros para o ar, de intimidação e para dispersar a concentração dos operários rurais, outros houve que tiveram um destino mais cruel e sangrento. 
 
De facto, o tenente Carrajola, da GNR, no caminho do grupo de assalariados para a casa do patrão, matara Catarina Eufémia com vários tiros, que caíra para o chão com o filho ao colo. Este assassinato a sangue-frio foi uma das mais brutais ações do regime de Salazar, causando uma revolta surda e contida entre as massas rurais alentejanas. 
 
Catarina tornou-se, depois da sua morte trágica, como um símbolo, principalmente entre o Partido Comunista Português, como um modelo de mulher, mãe e militante. Muitas vezes se lhe jurou vingança, tal foi a raiva de dor que pulsou durante décadas no Alentejo por aquela morte cruel, aparecendo também flores na campa de Catarina, no cemitério de Quintos, depositadas por desconhecidos. 
 
Os cantores de intervenção e os poetas opositores ao regime não deixaram também de cantar a pobre assalariada rural assassinada: José Afonso, Sophia de Mello Breyner ou José Carlos Ary dos Santos, entre outros. 
 
No imaginário popular e oposicionista, o assassinato de Catarina Eufémia era a demonstração clara da crueldade e brutalidade dos métodos e formas de resposta por parte do regime às desigualdades e injustiças que apoiava e mantinha.
 
Catarina Eufémia. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012.
CATARINA EUFÉMIA

Sophia de Mello Breyner Anderson
O primeiro tema da reflexão grega é a justiça
E eu penso nesse instante em que ficaste exposta
Estavas grávida porém não recuaste
Porque a tua lição é esta: fazer frente
Pois não deste homem por ti
E não ficaste em casa a cozinhar intrigas
Segundo o antiquíssimo método obíquo das mulheres
Nem usaste de manobra ou de calúnia
E não serviste apenas para chorar os mortos
Tinha chegado o tempo
Em que era preciso que alguém não recuasse
E a terra bebeu um sangue duas vezes puro
Porque eras a mulher e não somente a fêmea
Eras a inocência frontal que não recua
Antígona poisou a sua mão sobre o teu ombro no instante em que morreste
E a busca da justiça continua

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Sobre o dito acordo social, imposto ao governo e aos lacaios da UGT !

 
Tal dito "acordo" não é mais do que a satisfação das exigências de mais apoio financeiro e diminuição fiscal que desde a discussão parlamentar do OE 2020 (orçamento de Estado) as associações patronais e todos os partidos mais à direita vinham reclamando, mas agora reforçado  e à boleia do "coronavirús" segundo o comunicado saído de tal acordo : "para reforçar e aprofundar, a breve prazo, um quadro legal, administrativo e de medidas de apoio céleres  e cada vez mais desburocratizadas às empresas... que seja favorável à retoma da actividade económica, à promoção da produtividade e competitividade"  e é evidente que para satisfazer os ditos sentimentos "patrióticos" ou seja  " os objectivos estratégicos para o nosso país" que não deixam de ser exclusivamente os seus e para que tudo corra pelo melhor, ou seja, evitar ao máximo  a resistência dos trabalhadores à sua ofensiva, não se esquecem de referir e recorrer aos seus parceiros sociais para a necessidade quanto "à salvaguarda da coesão social" ou seja, para que os trabalhadores se submetam pacificamente à sua ofensiva capitalista e a toda a exploração que dela decorra
 É inteiramente justo as denuncias que a CGTP faz de uma série importante de situações anti-laborais e sociais, que já vêm de trás e reforçadas recentemente, pela via da simplificadíssima Lei-off a favor da tesouraria da classe capitalista,  como os novos ataques contemplados no novo documento, como não o assinar foi ainda mais positivo, como aliás já em outras situações anteriores também o tinham feito, mas com muito pouco resultado prático para a classe operária, na medida em que a mobilização e a luta convocada ficou muitíssimo aquém do que era necessário e por isso tais "acordos" anti-laborais e sociais foram implementados na sua totalidade, particularmente no governo PSD/CDS/TRÓIKA.
 
 Portanto cair de novo na ilusão de que a CGTP poderá ir mais além longe  do que faz à décadas, ou seja,   umas poucas manifestações ou greves simbólicas, na medida em que  continua a defender até à exaustão, como aliás o PCP e o BE a "recuperação da actividade económica" indo ao encontro da ambição  e da estratégia capitalista, seria um erro grasso por parte dos trabalhadores  pensar que a "oposição" da CGTP ao governo e à exploração capitalista,  vá mais longe do que foi no passado.

Assim sendo o mais importante e o que de facto poderá contribuir para o equilibrar um pouco a balança da luta de classes e contrariar a ofensiva capitalista em curso, é nos locais de trabalho, nas escolas e nos locais de habitação operária e popular, é que os trabalhadores mais conscientes, bem como os intelectuais progressistas que se opõem a esta tragédia humana para o qual o capitalismo em agonia nos está a conduzir, se cheguem à frente e com o seu trabalho revolucionário possa ajudar a acordar e a elevar a consciência da classe trabalhadora, para o combate social emancipador, que é necessário e urgente travar.

segunda-feira, 11 de maio de 2020

Viva a RESISTÊNCIA a ORGANIZAR !

 
 Viva a RESISTÊNCIA a ORGANIZAR !

 À conta do Fundo (perdido) de Resolução para 2020, mais 850 milhões de euros vão ser injectados no Novo Banco. No total já foram investidos 2.978 milhões de euros e está previsto que até 2026 o Novo Banco acabe por secar a totalidade ao Fundo do poço
A injectar em apoio às empresas capitalistas já está aprovado 23mil milhões de euros, mas o patronato continua a exigir muito mais, desta injecção parte dela será a fundo perdido, o restante se verá se também não o  será, não é por acaso que os bancos para tirar o (cavalinho da chuva) exigiram 90% de garantia ao estado, o que quer dizer que se a coisa correr pró torto, como irá acontecer a milhares de pequenas e médias empresa, lá vão de novo querer obrigar, (mas desta vez com o CONSENSO NACIONAL de todos os aliados parlamentares e direcções sindicais, em nome da " recuperação da actividade económica" ou seja, da recuperação do lucro capitalista) os contribuintes, ou melhor dito, a classe trabalhadora a pagar de novo.

Ao mesmo tempo corta-se nos salários a um milhão e duzentos mil de trabalhadores em lei-off, a outros milhares de trabalhadores a recibo verde atribui-se um subsídio ultra miserável de 280 Euros como a outros milhares que trabalhavam em sistema informal, imposto pelo patronato ou seja em prática de fuga ao fisco e ao pagamento da TSU ( taxa à segurança social) seja na restauração, nos hotéis ou em outros ramos de actividade.

Como o próprio governo, a UE, FMI, OCDE todos declaram e prevêem que a crise económica capitalista vai ser longa e de lenta recuperação, de mais duros e maiores sacríficios para a classe trabalhadora, prevendo-se centenas de milhões de despedimentos.

Na opinião de muito economistas, na sua maioria adeptos do capitalismo, a presente crise económica mundial será bem mais profunda que a grande depressão de 1930, o que quererá dizer que não só a sua recuperação será mais difícil como vai ficar aquém do que consideram desejável recuperar, ou seja, qualquer crescimento a haver este será mínimo, como contribuirá muito pouco para a recuperação das centenas de milhões de empregos que foram destruídos. Em Portugal, à semelhança ou mesmo pior do que fez o governo ultra reacionário do PSD/CDS - P.Coelho/P.Portas, o governo PS/UE, ASSALTARÁ, os rendimentos salariais, laborais e sociais à classe trabalhadora na dimensão e profundidade que a crise económica e a agonia em que vegeta o capitalismo, o exigir.

Daqui se deve concluir que não se pode continuar a confiar em todos aqueles, que em nome dos interesses dos trabalhadores, procuram intoxicar com a ideia reformista, mas altamente conservadora de é possível humanizar o sistema de exploração capitalista, quando a vida diariamente nos demonstra exactamente o contrário e nos diz que o número de pessoas a viver na pobreza e em extrema pobreza é cada vez maior no nosso país e que já ultrapassa 60% da população.

A resistência a fazer a tal ofensiva capitalista, dado a presença de tal CONSENSO NACIONAL anti-operário, só será possível se os sectores mais conscientes, elevarem a consciência da classe trabalhadora e a fazer compreender que a luta pela defesa dos seus direitos, contra a ofensiva capitalista em curso, passa também pelo derrube das forças oportunistas que controlam os sindicatos e os têm colocado desde à décadas ao serviço dos seus próprios interesses, do governo e da burguesia exploradora.

Viva a RESISTÊNCIA a ORGANIZAR !

Não ao desemprego, redução do horário de trabalho sem perda de salário !

Trabalho para todos !

Abaixo o capitalismo!  Viva o socialismo ou será a barbárie !

quinta-feira, 7 de maio de 2020



Exército Vermelho salvou humanidade do nazismo

8 de Maio de 2015
No capitalismo, as guerras são fruto da concorrência entre as classes dominantes de diferentes nações pelo domínio do planeta. Na Primeira Guerra Mundial, formaram-se dois blocos imperialistas opostos: Tríplice Aliança (Impérios Alemão, Austro-Húngaro e Turco-Otomano) e a Tríplice Entente (Impérios Inglês, Francês e Russo).
O sol nasce vermelho
Algo novo, entretanto, surgiu durante a Primeira Guerra Mundial: a revolução socialista de outubro de 1917, na Rússia; nova cisão ocorria no mundo, agora dividido em dois sistemas adversos: o capitalismo e o socialismo.
Os dois blocos capitalistas passaram a ter um objetivo comum: a destruição do primeiro Estado operário-camponês da história, em vista da restauração do capitalismo em escala global. Foi com este propósito que o bloco vencedor investiu na economia alemã 15 bilhões de marcos em seis anos (1924-1929).
Quando o nazismo se apossa da Alemanha e explicita seu intento de domínio mundial, as potências capitalistas dominantes não tratam de combatê-lo. Ao contrário, fecham os olhos às suas agressões e até incentivam o monstro nazista a direcionar seu ataque contra a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).
Em 1939, a URSS propôs à Inglaterra e França um pacto para ações militares conjuntas se os países do Eixo (Alemanha, Itália e Japão), bloco nazifascista, iniciassem a guerra na Europa. Não houve rejeição formal, mas nenhum passo foi dado por parte dos países capitalistas para concretizar o pacto. Ao contrário, França e Inglaterra firmaram com Alemanha e Japão acordos de não-agressão. Deixada sozinha, em agosto de 1939, a URSS assinou com a Alemanha um tratado de não-agressão. Os dirigentes sabiam que, mais cedo ou mais, tarde Hitler romperia o acordo, mas conseguiram ganhar um tempo valioso para transferir parte de suas indústrias para o leste do grande território soviético, bem como reforçar sua capacidade de defesa militar.
De 1938 a 1941, Hitler ocupou Áustria, Checoslováquia, Polônia, Bélgica, Holanda, Dinamarca, Noruega, Grécia, Iugoslávia e finalmente a própria França. Na Europa central e oriental, a Alemanha adquiriu imensa quantidade de material de combate, meios de transporte, matérias-primas, materiais estratégicos e força de trabalho, tornando-se forte o suficiente para atacar a URSS.
Hitler, no livro MeinKampf (Minha Luta), proclamou: “…tratando-se de obter novos territórios na Europa, deve-se adquiri-los principalmente à custa da Rússia”.
A invasão hitlerista foi impiedosa. “Fuzilavam em massa as pessoas (mulheres, crianças, idosos, montavam campos de morte, deportavam para trabalho forçado na Alemanha. Por onde passavam, não deixavam pedra sobre pedra”. Era a política do extermínio. “Eu tenho o direito de destruir milhões de homens de raça inferior que se multiplicam como vermes” (Hitler).
Em resposta, o governo, o Partido Bolchevique e o povo soviético lançaram a palavra de ordem: “Morte aos invasores fascistas, tudo para a frente! Tudo para a vitória!”. Às fileiras do Exército Vermelho se integraram milhões de homens. Criaram-se também inúmeros regimentos de milícia popular, contando com dois milhões de combatentes.
Formou-se ainda na retaguarda uma força guerrilheira massiva. A dedicação e bravura do povo soviético comoveram o mundo e foram decisivas para quebrar a resistência capitalista (EUA, Inglaterra, França). Formou-se finalmente o bloco aliado, antifascista, a frente única dos povos pela democracia.

Caíra por terra a ideia de Hitler de que a ocupação da URSS seria um passeio uma “guerra relâmpago”. Os nazistas não imaginavam a resistência que encontrariam nas principais cidades: Leningrado, Stalingrado, Kiev e Moscou, entre tantas. Homens, mulheres, idosos e crianças se ergueram como muralha inexpugnável.

 Os feitos do povo soviético repercutiram no mundo inteiro, levando um jornal burguês como o STAR, de Washington, a publicar: “Os sucessos da Rússia na luta contra a Alemanha hitleriana revestem-se de grande importância não só para Moscou e o povo russo, como também para Washington, para o futuro dos Estados Unidos. A história renderá homenagens aos russos por terem suspendido a guerra relâmpago, pondo em fuga o adversário”.
Em junho de 1942, os invasores avançam, mas encontram uma barreira instransponível em Stalingrado. Durante sete meses de combate, os invasores perderam 700.000 soldados e oficiais, mais de mil tanques, dois mil canhões e morteiros, 1.400 aviões. Os invasores eram tecnicamente superiores, mas, em novembro de 1942, os números já se invertiam em favor dos soviéticos. Os alemães estavam com 6.200.000 soldados, os soviéticos com 6.600.000; 5.000 tanques invasores contra 7.000 soviéticos; 51.000 peças e morteiros contra 77.000.
Na derrota do Stalingrado, os nazistas perderam 1,5 milhões de soldados e oficiais. “… Do ponto de vista moral, a catástrofe que o exército alemão sofreu nos acessos de Stalingrado teve um efeito sob o peso do qual ele não pôde mais reerguer-se”. (A segunda guerra mundial, B.Lideel Hart)
Depois, ocorreu a vitória do Cáucaso e se iniciou processo de expulsão em massa dos ocupantes nazistas. “A União Soviética pode orgulhar-se das suas heroicas vitórias”, escreveu o presidente dos EUA, Franklin Roosevelt, acrescentando: “…os russos matam mais soldados inimigos e destroem mais armamentos do que os outros 25 estados das Nações Unidas no conjunto”.
O final de 1943 marca a virada na frente soviética e na Segunda Guerra em geral. O movimento contra o nazifascismo se consolidou e se ampliou em todo o planeta.

Em junho de 1944, com o exército alemão batido em todas as regiões da URSS, as tropas anglo-americanas desembarcaram no Norte da França, dando início à frente ocidental proposta pelo governo soviético desde o início da invasão.
Pode-se dizer que a essa altura a guerra estava decidida, diante da derrota alemã na Rússia. O próprio Winston Churchil, primeiro-ministro britânico, reconhece o papel fundamental dos soviéticos, no discurso pronunciado na Câmara dos Comuns, em julho de 1944: “….Considero meu dever reconhecer que a Rússia mobiliza e bate forças muitíssimas maiores que as enfrentadas pelos aliados no Ocidente, que, há longos anos, ao preço de imensas perdas, ela suporta o principal fardo da luta em terra”.
Um Exército Libertador
Apesar de imensas perdas, o Exército Vermelho avançou no encalço dos alemães pela Europa Oriental adentro, fustigando os nazistas e auxiliando as forças populares da resistência a derrotarem os ocupantes e seus colaboradores internos. Repúblicas democrático-populares foram instaladas com os partidos comunistas à frente na Polônia, Hungria, Iugoslávia, Checoslováquia, Romênia e Bulgária.
“Para Berlim!” era a palavra de ordem do exército libertador. Não foi um passeio. A resistência nazista, embora enfraquecida, produzia encarniçados e sangrentos combates. Os russos vitoriosos não mataram, não pilharam, não se vingaram dos crimes cometidos pelo exército alemão no solo soviético. Ao contrário, alimentaram os famintos, organizaram a assistência médica, o funcionamento dos transportes, a distribuição de água e de energia elétrica. A 2 de maio de 1945, o Comando Supremo alemão assinou o ato de capitulação incondicional das forças armadas, com a bandeira da URSS tremulando no alto do parlamento alemão, em Berlim. No dia 09 de maio, houve um imenso ato em Moscou em comemoração ao fim da Grande Guerra Patriótica (como os soviéticos denominaram sua participação na Segunda Guerra Mundial) e, desde então, até hoje, celebra-se na Rússia esta data como o Dia da Vitória.

Sob novos céus
Terminada a guerra na Europa, era preciso voltar-se para a Ásia. O Japão, aliado dos nazistas dominava milhões de pessoas na China, na Coreia, nas Filipinas. Apesar de as forças armadas dos EUA e da Inglaterra virem imprimindo sucessivas derrotas, as forças japonesas ainda eram numerosas e fortes. De vez em quando, elas atacavam as fronteiras da URSS e torpedeavam navios soviéticos em alto-mar.

No dia 8 de agosto de 1945, a União Soviética declarou guerra ao Japão e começou a ofensiva. Nesse mesmo dia, o primeiro-ministro japonês, Teiichi Suzuki afirmou: “…A entrada da URSS na guerra hoje de manhã põe-nos definitivamente numa situação sem saída e torna impossível continuar a guerra” . Estava certo. No final do mês, o Exército nipônico havia perdido 677 mil soldados e oficiais: 84 mil mortos e 593 mil prisioneiros.
Ao contrário do que muitos pensam, e a historiografia burguesa busca difundir, não foram as bombas estadunidenses lançadas no início de agosto contra Hiroshima e Nagasaki que provocaram a capitulação japonesa. A guerra continuou normalmente depois do ataque bárbaro e covarde. A rendição resultou do destroçamento do exército nipônico pelas tropas soviéticas.
Se alguém duvida, leia o testemunho do general Chenault, que chefiou as forças dos EUA na China: “…A entrada da URSS na guerra contra o Japão foi o fator decisivo para o fim da guerra no Pacífico, o que sucederia mesmo sem o emprego de bombas atômicas. O rápido golpe desferido pelo Exército Vermelho sobre o Japão fechou o cerco que pôs finalmente o Japão de joelhos”.
O Exército Vermelho contribuiu ainda para a expulsão dos nazistas da China e da Coreia. O sacrifício do povo soviético foi inestimável. Mas valeu a pena porque livrou a Humanidade da besta nazista. Foi também a vitória do socialismo que saiu da Segunda Guerra triunfante em toda a Europa Oriental e na China.
Por todos, valeu a carta de agradecimento enviada pelo povo coreano a Josef Stalin, comandante supremo das forças soviéticas: “… Os combatentes soviéticos chegaram não como conquistadores, mas como libertadores. Emancipada da escravidão, a nossa pátria respirou livremente. O céu apareceu-nos radioso. A nossa terra floresceu. Jorraram canções de liberdade e felicidade…”.

José Levino é historiador

Fonte de pesquisa: O Grande Feito do Povo Soviético e do Seu Exército. VassiliRiábov, Edições Progresso, Moscou,1983.
Via "averdade.org.br"

segunda-feira, 4 de maio de 2020

Marinha israelita abre fogo contra pescadores palestinos enquanto exército ataca agricultores

Marinha israelita abre fogo contra pescadores palestinos enquanto exército ataca agricultores

Barcos da marinha israelita abriram hoje fogo contra pescadores palestinos ao largo da costa norte de Gaza e soldados dispararam granadas de gás lacrimogéneo contra agricultores no sul da Faixa de Gaza, noticiou a agência WAFA.

Os barcos da marinha abriram fogo e apontaram canhões de água aos pescadores que navegavam a três milhas náuticas da costa norte de Gaza, obrigando-os a regressar à costa.

No sul da Faixa de Gaza, soldados israelitas dispararam granadas de gás lacrimogéneo contra agricultores palestinos que se encontravam a leste de Khan Younis, forçando-os também a abandonar a zona antes de serem feridos.

O assédio da marinha e do exército israelitas aos pescadores e agricultores palestinos perto das fronteiras é um acontecimento quase diário que visa desencorajá-los de prosseguir a pesca, uma fonte de rendimento vital para milhares de famílias de Gaza, e de cuidar das suas terras perto da vedação da fronteira com Israel.

Num outro incidente, também relatado pela WAFA, forças israelitas impediram hoje os agricultores palestinos de lavrar as suas terras perto da cidade de Nablus, no norte da Cisjordânia, de acordo com um dos agricultores.

Ahmad Shahin disse que os agricultores foram hoje às suas terras na aldeia de al-Sawiyeh para as lavrar e preparar a plantação, quando os soldados israelitas os impediram e lhes ordenaram que as deixassem sob o pretexto de serem terras do Estado.

Disse que o exército não deixaria os agricultores trabalharem nas suas terras porque querem mantê-las para a expansão dos colonatos.

Segundo os habitantes locais, a vida na aldeia tem sido profundamente afectada pelo assédio dos colonos judeus. «As pessoas não podem ir cultivar as suas terras. Os colonos arrancam as nossas oliveiras e atiram pedras às pessoas».
Sábado, 2 Maio, 2020 - 20:05

sábado, 2 de maio de 2020

A "recuperação económica que é necessário fazer"?

Em face da exigência ao governo por parte das associações patronais para que se alivie as medidas de confinamento, para que as empresas possam retomar a actividade sem que para isso haja um parecer cientifico que demonstre que é possível fazê-lo em segurança sanitária para os trabalhadores, A Chispa! até acha que a concentração do 1º de Maio até podia e devia ser muito maior, caso a direcção da CGTP não levasse  as regras impostas pelo governo capitalista bem mais para lá do que era exigido ...

Quanto ao discurso, é justo que se denuncie os ataques que vem sendo feitos aos direitos sociais e laborais, e ao salário, como mesmo o pouco apoio social ou até a falta dele a muitos milhares de trabalhadores, enquanto por outro se atribui apoios na ordem  dos milhares de milhões de euros, no qual muitos milhões a fundo perdido, às empresas capitalistas

No entanto não deixamos de criticar a direcção da CGTP por continuar a insistir no velho discurso de colaboração e conciliação de classe com o poder burguês capitalista, em vez de optar por um discurso e por uma prática anti-capitalista, que eleve a consciência de classe ao proletariado, e o mobililize contra a actual situação social e anti-laboral de miséria crescente, de desemprego e de exclusão social e ao invés disso venha considerar que tal situação não apenas prejudica os trabalhadores, como a própria "recuperação económica que é necessário fazer" ou seja, recuperação essa que não é, nem mais nem menos, do que a recuperação dos lucros capitalistas.

Sendo esta orientação politica sindical a questão central do discurso, ela é  extremamente perigosa para os trabalhadores, na medida em que em nosso nosso entender ela, vai fazer depender a resposta e a resistência a dar à nova ofensiva capitalista em curso.  Assim sendo apelamos a todos os trabalhadores aos militantes sindicais e outros, aos jovens e às mulheres trabalhadoras a estar vigilantes e a lutar contra tal orientação politica sindical, na medida em que  está contra os nossos interesses de classe.
Não à conciliação de classe!
Não ao desemprego e à degradação dos salários !

Redução dos horários de trabalho, trabalho para todos!

O caminho a percorrer só pode ser um, o caminho da luta pela defesa dos nossos direitos e da nossa emancipação do jugo capitalista!