
É inteiramente justo as denuncias que a CGTP faz de uma série importante de situações anti-laborais e sociais, que já vêm de trás e reforçadas recentemente, pela via da simplificadíssima Lei-off a favor da tesouraria da classe capitalista, como os novos ataques contemplados no novo documento, como não o assinar foi ainda mais positivo, como aliás já em outras situações anteriores também o tinham feito, mas com muito pouco resultado prático para a classe operária, na medida em que a mobilização e a luta convocada ficou muitíssimo aquém do que era necessário e por isso tais "acordos" anti-laborais e sociais foram implementados na sua totalidade, particularmente no governo PSD/CDS/TRÓIKA.
Portanto cair de novo na ilusão de que a CGTP poderá ir mais além longe do que faz à décadas, ou seja, umas poucas manifestações ou
greves simbólicas, na medida em que continua a defender até à exaustão, como aliás o PCP e o BE a "recuperação da actividade económica" indo ao encontro da ambição e da estratégia capitalista, seria um erro grasso por parte dos trabalhadores pensar que a "oposição" da CGTP ao governo e à exploração capitalista, vá mais longe do que foi no passado.
Assim sendo o mais importante e o que de facto poderá contribuir para o equilibrar um pouco a balança da luta de classes e contrariar a ofensiva capitalista em curso, é nos locais de trabalho, nas escolas e nos locais de habitação operária e popular, é que os trabalhadores mais conscientes, bem como os intelectuais progressistas que se opõem a esta tragédia humana para o qual o capitalismo em agonia nos está a conduzir, se cheguem à frente e com o seu trabalho revolucionário possa ajudar a acordar e a elevar a consciência da classe trabalhadora, para o combate social emancipador, que é necessário e urgente travar.
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