quinta-feira, 24 de novembro de 2022

Contra o Orçamento de Estado do capital, todos à Assembleia da Républica amanhã pelas 10,30!

  

CARESTIA e GUERRA = POBREZA, INJUSTIÇA, DESIGUALDADE



O custo de vida aumenta, mas não aumenta igualmente para todos. A inflação geral está acima dos 10% ao ano (INE, outubro), mas o preço do cabaz de bens alimentares essenciais subiu 14,35% em nove meses (Deco, novembro).

São os pobres e os assalariados que mais pagam com a inflação. Mesmo assim, o Governo recusa-se a tabelar preços e a travar a especulação. O Governo, em acordo com o patronato, quer que sejam os trabalhadores a pagar os custos da crise económica.

Travar a subida dos salários é a única coisa em que o Governo se sente forte, com o pretexto de não estimular a inflação. Mas a prática desmente o Governo: a inflação sobe por si, desde 2020 — pela crise económica mundial, pela especulação — sem que os salários tenham aumentado.

Trabalhar para empobrecer é o caminho que as coisas tomam se não houver uma mudança de rumo. O Governo gere as contas públicas para pagar a dívida aos credores-agiotas internacionais e para ajudar a financiar a guerra — o Trabalho que fique para trás.

O apoio à guerra e as sanções à Rússia só vieram piorar o que já era mau. Prolongar a guerra é agravar o sofrimento dos ucranianos e dos europeus. Guerra e sanções foram impostas sem que os povos tivessem direito de escolha, mas são os povos que lhes sofrem as consequências.

O Governo vai atrás dos EUA e da UE de cabeça baixa.

Com a sua submissão às potências imperialistas, faz pagar aos trabalhadores os custos humanos e económicos da guerra.

Os gastos com a Nato são duplamente criminosos: alimentam morte e destruição e roubam recursos ao estado social. Aquilo que vai para a guerra falta nas escolas, na saúde, nas pensões, nos salários, nos transportes, nos apoios sociais.

Os povos estão fartos da guerra. Manifestações crescentesem vários países europeus contra a carestia, a falta de bens, a escassez de energia, o desvio de recursos sociais, as quebras salariais podem transformar-se em manifestações contra a própria guerra, assim as populações percebam a ligação directa entre uma coisa e outra.

O futuro nada oferece de bom às próximas gerações se não forem os trabalhadores a mudar o rumo político do país. Precisamos de um movimento popular aguerrido pelo bem-estar das classes trabalhadoras, pela justiça social, contra a guerra, contra a Nato.

Contra a inflação e a especulação — indexação dos salários, tabelamento dos preços. 

Contra a austeridade — os ricos que paguem a dívida.

Fim à guerra, fora a Nato — negociações de paz já. Não queremos pagar a vossa guerra — não ao aumento das despesas militares.

25 Novembro 2022

A Chispa - achispavermelha.blogspot.com

Colectivo Mumia Abu-Jamal - colectivomumiaabujamal@gmail.com

Mudar de Vida - www.jornalmudardevida.net

segunda-feira, 14 de novembro de 2022

A Inevitabilidade da Guerra entre Países Capitalistas

A inevitabilidade da Guerra entre Países Capitalistas

I.V. Stalin

  Alguns camaradas sustentam que, devido ao desenvolvimento de novas condições internacionais desde a Segunda Guerra Mundial, as guerras entre países capitalistas deixaram de ser inevitáveis. Consideram que as contradições entre o campo socialista e o campo capitalista são mais agudas do que as contradições entre os países capitalistas; que os E.U.A. que os outros países capitalistas têm colocado  outros países sob o seu domínio o suficiente para os impedir de entrar em guerra entre si e de se enfraquecerem uns aos outros; que as mentes capitalistas anteriores foram suficientemente ensinadas pelas duas guerras mundiais e pelos graves danos que causaram a todo o mundo capitalista para não se aventurarem a envolver novamente os países capitalistas em guerra uns com os outros – e que, devido a tudo isto, as guerras entre países capitalistas já não são inevitáveis.

Estes camaradas estão enganados. Veem os fenómenos externos que vêm e vão à superfície, mas não veem aquelas forças profundas que, embora até agora estejam a operar impercetivelmente, determinarão no entanto o curso dos desenvolvimentos.

No exterior, tudo parece estar a “correr bem”: os EUA colocaram a Europa Ocidental, o Japão e outros países capitalistas sob o seu jugo; a Alemanha (Ocidental), Grã-Bretanha, França, Itália e Japão caíram nas garras dos EUA e estão a obedecer mansamente aos seus comandos. Mas seria um erro pensar que as coisas podem continuar a “correr bem” por “toda a eternidade”, que estes países tolerarão o domínio e a opressão dos Estados Unidos infinitamente, que não se esforçarão por se libertar da escravidão americana e tomar o caminho do desenvolvimento independente.

Tomemos, antes de mais nada, a Grã-Bretanha e a França. Sem dúvida, são países imperialistas. Sem dúvida, as matérias-primas baratas e os mercados seguros são para eles da maior importância. Pode presumir-se que irão tolerar infinitamente a situação atual, na qual, sob o pretexto de “ajuda ao plano Marshall”, os americanos estão a penetrar nas economias da Grã-Bretanha e França e a tentar convertê-las em agregados da economia, e o capital americano está a confiscar matérias-primas nas colónias britânicas e francesas e, assim, a conspirar para os elevados lucros dos capitalistas britânicos e franceses? Não seria mais verdadeiro dizer que a Grã-Bretanha capitalista, e, depois dela, a França capitalista, acabará por ser obrigada a romper com o abraço dos EUA e entrar em conflito com ela, a fim de assegurar uma posição independente e, claro, elevados lucros?

Passemos aos principais países derrotados, Alemanha (Ocidental) e Japão. Estes países estão agora a definhar na miséria sob a chancela do imperialismo americano. A sua indústria e agricultura, o seu comércio, as suas políticas externa e interna, e toda a sua vida são entravados pelo “regime” de ocupação americana. No entanto, ainda ontem estes países eram grandes potências imperialistas e estavam a abalar as fundações do domínio da Grã-Bretanha, dos EUA e da França na Europa e na Ásia. Pensar que estes países não tentarão voltar a pôr-se de pé, não tentarão esmagar o “regime” dos EUA, e forçar o seu caminho para o desenvolvimento independente, é acreditar em milagres.

 Diz-se que as contradições entre o capitalismo e o socialismo são mais fortes do que as contradições entre os países capitalistas. Teoricamente, é claro, isso é verdade. Não é apenas verdade agora, hoje; era verdade antes da Segunda Guerra Mundial. E foi mais ou menos percebido pelos líderes dos países capitalistas. No entanto, a Segunda Guerra Mundial começou não como uma guerra com a URSS, mas como uma guerra entre países capitalistas. Porquê? Em primeiro lugar, porque a guerra com a URSS., como terra socialista, é mais perigosa para o capitalismo do que a guerra entre países capitalistas; pois enquanto a guerra entre países capitalistas põe em causa apenas a supremacia de certos países capitalistas sobre outros, a guerra com a URSS. deve certamente pôr em causa a existência do próprio capitalismo. Em segundo lugar, porque os capitalistas, embora clamem, para fins de “propaganda”, sobre a agressividade da União Soviética, não acreditam eles próprios que ela seja agressiva, porque estão conscientes da política pacífica da União Soviética e sabem que ela própria não irá atacar os países capitalistas.

Após a Primeira Guerra Mundial, acreditava-se igualmente que a Alemanha tinha sido definitivamente posta fora de ação, tal como certos camaradas acreditam agora que o Japão e a Alemanha foram definitivamente postos fora de ação. Então, também foi dito e clamado na imprensa que os Estados Unidos tinham colocado a Europa sob o seu jugo; que a Alemanha nunca mais se levantaria e que não haveria mais guerras entre países capitalistas. Apesar disso, a Alemanha ergueu-se de novo como uma grande potência no espaço de cerca de quinze ou vinte anos após a sua derrota,  tendo saído da escravidão e tomado o caminho do desenvolvimento independente. E é significativo que não foi senão a Grã-Bretanha e os Estados Unidos que ajudaram a Alemanha a recuperar economicamente e a aumentar o seu potencial de guerra económica. Naturalmente, quando os Estados Unidos e a Grã-Bretanha ajudaram a recuperação económica da Alemanha, fizeram-no com vista a colocar a Alemanha recuperada contra a União Soviética, para a utilizar contra a terra do socialismo. Mas a Alemanha dirigiu as suas forças, em primeiro lugar contra o bloco anglo-franco-americano. E quando Hitler declarou guerra à União Soviética, o bloco anglo-franco-americano, longe de se juntar a Hitler, foi obrigado a entrar numa coligação com a URSS contra a Alemanha Nazi.

 Consequentemente, a luta dos países capitalistas pelos mercados e o seu desejo de esmagar os seus concorrentes provou na prática ser mais forte do que as contradições entre o campo capitalista e o campo socialista.

 Que garantia há, então, de que a Alemanha e o Japão não voltarão a erguer-se, não tentarão sair da escravidão americana e viver as suas próprias vidas independentes? Penso que não existe tal garantia.

 Mas daí decorre que a inevitabilidade das guerras entre países capitalistas permanece em vigor.

 Diz-se que a tese de Lenine de que o imperialismo inevitavelmente gera guerra deve agora ser considerada obsoleta, uma vez que forças populares poderosas se apresentaram hoje em dia em defesa da paz e contra outra guerra mundial. Isso não é verdade.

 O objetivo do movimento pacifista atual é despertar as massas populares para a luta pela preservação da paz e pela prevenção de uma outra guerra mundial. Consequentemente, o objetivo deste movimento não é derrubar o capitalismo e estabelecer o socialismo – ele limita-se ao objetivo democrático de preservar a paz. A este respeito, o movimento de paz atual difere do movimento da época da Primeira Guerra Mundial para a conversão da guerra imperialista em guerra civil, uma vez que este último movimento foi mais longe e perseguiu objetivos socialistas.

 É possível que, numa conjuntura definida de circunstâncias, a luta pela paz evolua aqui ou ali para uma luta pelo socialismo. Mas então deixará de ser o atual movimento pela paz; será um movimento pelo derrube do capitalismo.

 O mais provável é que o movimento pela paz atual, como movimento pela preservação da paz, se for bem sucedido, resultará na prevenção de uma guerra particular, no seu adiamento temporário, na preservação temporária de uma paz particular, na demissão de um governo belicoso e na sua substituição por outro que esteja preparado temporariamente para manter a paz. Isso, evidentemente, será bom. Mesmo muito bom. Mas, mesmo assim, não será suficiente para eliminar a inevitabilidade das guerras entre países capitalistas em geral. Não será suficiente, porque, para todos os sucessos do movimento de paz, o imperialismo permanecerá, continuará em vigor – e, consequentemente, a inevitabilidade das guerras também continuará em vigor.

 Para eliminar a inevitabilidade da guerra, é necessário abolir o imperialismo

sábado, 12 de novembro de 2022

PARA SE SER COMPREENSIVO SOBRE ESSES FACTORES RESPONSÁVEIS PARA O CONFLITO RÚSSIA-UCRÂNIA

 

Por: Jo Ma Sison 

Fundador do P.C. das Filipinas


PARA SE SER COMPRENSIVO SOBRE ESSES FACTORES RESPONSÁVEIS PARA O CONFLITO RÚSSIA-UCRÂNIA

 

Para sermos abrangentes e responsabilizar todos os principais factores, temos de colocar o conflito Rússia-Ucrânia hoje dentro do seguinte contexto histórico:

 

1. De 1956 a 1991, a traição revisionista do socialismo, restauração capitalista e desintegração da União Soviética, o Pacto de Varsóvia e ascensão dos oligarcas e fascistas tanto na Federação Russa como na Ucrânia)

 

2. Em violação do acordo de Minsk de 1991, os EUA expandiram a OTAN contra a Rússia e empregaram fascistas ucranianos como proxies (seguidores nazis de Bandera, Setor Direito e a atual estrela fascista sionista e oligarca Kolomokoi toyboy comediante Zelensky.
 
Estes factores surgiram da chamada Revolução Laranja e do ressurgimento fascista que levou ao golpe fascista contra Yakunovich. Eles finalmente permitiram que os EUA usassem a Ucrânia como anfitrião de bases militares EUA-OTAN, bem como os fascistas ucranianos como procuração para provocar uma guerra com a Rússia. 
 
No período de 8 anos de 2014-2022, os ataques fascistas persistiram contra a nacionalidade russa por toda a Ucrânia e principalmente na região de Donbas onde o povo russo predominante invocou o direito à autodeterminação nacional e estabeleceu o as repúblicas do povo em Donesk e Lugansk e finalmente a guerra de contra-agressão da Rússia contra Ucrânia a pedido das repúblicas supracitadas.
 
Durante o período 2014-22 de ofensivas fascistas de Kiev, o máximo que Putin poderia fazer era apenas recuperar a Crimeia, o "presente" de Khruschov para a Ucrânia em 1956. A população russa sempre esteve em maioria sobre a população ucraniana na Crimeia. 
 
Aliás, não é só a Ucrânia como estado-nação que tem o direito à autodeterminação nacional mas também o povo de nacionalidade russa na Ucrânia que sofreram a opressão e exploração nacional, manifestada pela proibição da língua Russiana, discriminação no emprego e serviço social, o exílio forçado de mais de 3 milhões de ucranianos russos e massacres unilaterais de russos na região de Donbas e outras áreas.

terça-feira, 8 de novembro de 2022

Alemanha: 200 mil trabalhadores em greve.

 



Cerca de 200.000 trabalhadores participam de greves em empresas industriais na Alemanha

O líder sindical Jorg Hofmann disse, citado pelo Tagesschau na sexta-feira, que todos os trabalhadores estão exigindo que a IG Metall aumente seus salários. Somente na sexta-feira, cerca de 83.000 funcionários de cerca de 400 empresas diferentes deixaram o emprego, segundo Hofmann.

Cerca de 200.000 trabalhadores participaram de greves em siderúrgicas alemãs durante a primeira semana da ação de protesto, informou a mídia alemã.

 No final da semana passada, o sindicato dos metalúrgicos alemães IG Metall convocou protestos em todo o país depois que uma terceira rodada de negociações sobre um aumento salarial não conseguiu chegar a um acordo. Os trabalhadores sentiram que a demanda original do sindicato por um aumento de 8% em 12 meses era muito baixa.

O serviço de notícias alemão Tagesschau informou na sexta-feira que na primeira semana de "greves de alerta" em empresas metalúrgicas e elétricas em toda a Alemanha, mais de 200.000 pessoas pararam de trabalhar.

Desde a semana passada, greves foram realizadas em mais de 1.000 empresas diferentes, disse Tagesschau.

A IG Metall está exigindo um aumento salarial de 8% para 3,8 milhões de trabalhadores alemães para compensar a inflação galopante, enquanto os empregadores ofereceram aos trabalhadores um bônus de 3.000 euros (US$ 2.980) concedido nos próximos 30 meses. A nova rodada de negociações com o sindicato está marcada para 8 de novembro.


segunda-feira, 7 de novembro de 2022

Viva a Revolução de Outubro de 1917!

 

Viva a Revolução de Outubro de 1917!

Viva a luta revolucionária do proletariado pela sua emancipação social!

Viva o socialismo e o comunismo!

sábado, 5 de novembro de 2022

Espanha: Trabalhadores protestam para exigir aumento salarial.

 

Trabalhadores protestam para exigir aumento salarial na Espanha

Sob o lema "Salário ou Conflito" a concentração foi convocada pelos sindicatos Comissões Obreras e União Geral dos Trabalhadores.

Mais de 45.000 trabalhadores mobilizaram-se esta quinta-feira em direcção à Plaza Mayor de Madrid (capital espanhola) para exigir um aumento salarial para fazer face à inflação que se vive no país.

Sob o lema “Salário ou Conflito” a concentração foi convocada pelos sindicatos das Comissões de Trabalhadores (CCOO) e da União Geral dos Trabalhadores (UGT), que exigiam um aumento coletivo dos salários.

"É isso que queremos. Temos razão e não estamos dispostos a ficar de braços cruzados (…) É intolerável, injusto, imoral e indigno; indignos e muito, mas não estamos resignados”, disse a secretária-geral do CCOO, Paloma López.

Além disso, López reiterou que o apelo é para que os salários sejam aumentados “ou nos enfrentarão”, já que o objetivo é proteger o poder de compra dos trabalhadores.

Por seu lado, o secretário-geral da UGT, José María Álvarez Suárez, afirmou que "esta concentração visa dar plena consciência aos empregadores espanhóis de que o nosso lema Salário ou conflito não é uma brincadeira, ou há salário ou haverá um conflito e o tempo nos dá razão”.

"Onde houve conflito, obtivemos salários e foram assinados dezenas de acordos com aumentos que permitem aos trabalhadores manter o poder de compra, em empresas com grandes benefícios e com menos benefícios", disse.

Álvarez afirmou que com essa concentração se exigia que “a riqueza que está sendo gerada em nosso país seja distribuída e não fique apenas nas mãos de alguns, deixando pessoas na estrada (…) essa é nossa luta e é nosso compromisso . É justiça social que a classe trabalhadora participe dos benefícios que gera.”

No início da semana, o Gabinete de Estatísticas Comunitárias, Eurostat, informou que em outubro se registou um valor recorde para a taxa de inflação da zona euro com 10,7 por cento.

De acuerdo con el ente, esto fue impulsado principalmente por el alza en los precios de la energía (41,9 por ciento), mientras que los alimentos aumentaron su valor en un 15,4 por ciento.

Fuente: telesurtv.net

quinta-feira, 20 de outubro de 2022

CWP russo, Resolução do Plenário do Comitê Central do RKWP-CPSU de 9 de outubro de 2022

A guerra mostrou mais uma vez que a razão que permitiu colocar os antigos povos irmãos em uma batalha sangrenta foi a contra-revolução que ocorreu na URSS e o capitalismo estabelecido na Rússia e na Ucrânia. Os Estados Unidos e seus aliados apoiarão esta guerra o máximo possível, jogando lenha na fogueira para manter o fogo aceso. Este é um negócio, uma cura para a crise, bilhões em pedidos e receitas correspondentes. Esta é a divisão do futuro mundo do capital.

CWP russo, Resolução do Plenário do Comitê Central do RKWP-CPSU de 9 de outubro de 2022

13/10/22 14:46

Resolução

Plenário do Comitê Central do RKRP-CPSU de 9 de outubro de 2022

O calcanhar ameaçador do fascismo e as tarefas dos comunistas

Sobre o caráter justo da luta antifascista e o uso de alianças temporárias e tácticas de frente comuns

 A escaramuça militar anunciada oficialmente pelas autoridades russas no território de Donbass e Ucrânia, que já dura o oitavo mês, confirmou a exactidão das principais avaliações do RCWP fornecidas no Relatório do  Plenário do Comitê Central em Março ( 2022):

  1. A causa da guerra é a luta dos maiores predadores imperialistas, liderados pelos Estados Unidos, pela hegemonia mundial.
  2. Os interesses econômicos dos imperialistas americanos, como base da guerra, manifestaram-se claramente na luta pelas sanções, não apenas contra os concorrentes russos, mas também na supressão do potêncial econômico de seus aliados europeus (principalmente a Alemanha) por meio de uma guerra de gás, sabotagem contra o Nord Stream em favor da abertura do caminho para o US LNG.
  3. O objecto da agressão é a Rússia, e o meio de implementação, o aríete do imperialismo da OTAN é a Ucrânia e seu regime nacionalista.
  4. O imperialismo russo, muito mais fraco e em sua infância, luta por seu lugar no mercado mundial, pelo direito de explorar a energia e outros recursos do país.
  5. Para o povo de Donbass, esta guerra é inequivocamente justa, durando pelo nono ano.
  6. A avaliação científica feita pelo nosso partido da política externa agressiva dos Estados Unidos e seus aliados da OTAN, como objectivamente fascista, continuando a cadeia de represálias contra estados soberanos: Iugoslávia, Iraque, Líbia, Síria, Donbass, foi confirmada por nossa conclusão. Hoje, no território da Ucrânia, mais de 50 países estão em guerra com a Rússia e o Donbass, sob o controle de ferro dos Estados Unidos.
  7. O fascismo ucraniano, que é um produto da política dos mentores americanos, é um fascismo vivo real, que se reconhece como fascismo - o herdeiro dos cúmplices de Hitler.
  8. Devido à presença do legado militar soviético, a Rússia hoje é o único país capaz de resistir ao bando predatório de imperialistas liderados pelos Estados Unidos.
  9. No caso de derrota da Rússia, repetindo o destino da Iugoslávia, Iraque, Líbia, o calcanhar de ferro da ditadura fascista moderna será estabelecido por muito tempo na maioria dos países do mundo.
  10. Nesse sentido, a luta das forças armadas russas para reprimir o fascismo na Ucrânia é justa. Até certo ponto, a China e vários países não pertencentes à OTAN são aliados da Federação Russa devido à sua própria luta competitiva contra o domínio económico dos EUA.
  11. A guerra mostrou mais uma vez que a razão que permitiu colocar os antigos povos irmãos em uma batalha sangrenta foi a contra-revolução que ocorreu na URSS e o capitalismo estabelecido na Rússia e na Ucrânia. Os Estados Unidos e seus aliados apoiarão esta guerra o máximo possível, jogando lenha na fogueira para manter o fogo aceso. Este é um negócio, uma cura para a crise, bilhões em pedidos e receitas correspondentes. Esta é a divisão do futuro mundo do capital.

Além disso, a guerra revelou:

  1. Há uma reunião única de todas as forças dos países da OTAN e seus aliados mais próximos no bloco anti-Rússia, somando seu poder econômico, político e militar. Possivelmente, Putin e as autoridades russas subestimaram essa opção.
  2. O curso das hostilidades revelou em muitos aspectos o despreparo das Forças Armadas russas para fazer a guerra, a podridão do sistema, quando os interesses do lucro superam as tarefas nacionais declaradas. Revelou-se o despreparo da rectaguarda e gestão da economia, escassez de pessoal e a falta de planos e métodos de detenção de territórios. Tudo isso sugere que a versão de provocar Putin a iniciar uma operação militar (como a agressão do Iraque ao Kuwait) é bastante plausível.
  3. Uma série de fracassos militares com o abandono de territórios ocupados e pessoas por represália pelos nazistas e, além disso, a troca dos líderes nazistas "Azov" por combatentes comuns das Forças Armadas (e padrinho de Putin - o oligarca Medvedchuk), não apenas questionou o slogan "não abandonamos os nossos", mas também mostrou a essência ideológica podre das autoridades russas.
  4. A chamada descomunização por Putin continua, usando para justificar seus fracassos na política culpando os bolcheviques e Lenin pela situação. Há tendências para apertar os parafusos da produção, cercear as liberdades políticas e intensificar a reação.
  5. Os objetivos proclamados do NMD não só não foram alcançados, mas em muitos aspectos foram adiados, a situação se agravou. (Donbass não foi liberado, o bombeamento de armas se intensificou, a OTAN se expandiu e se aproximou, o frenesi nazista aumentou, o bombardeio de cidades e não apenas Donbass, mas também a Rússia se intensificou ....).
  6. Como resultado da falta de vontade de resolver problemas e alcançar os objetivos declarados da NWO, foram realizados referendos e foi tomada a decisão de incluir 4 assuntos na Federação Russa. Mobilização anunciada. A guerra claramente vai se expandir e apertar.
  7. Cada vez mais, há propostas de diferentes lados para usar pelo menos armas nucleares táticas. O lado ucraniano está bombardeando usinas nucleares. A ameaça de conflito nuclear está claramente aumentando.
  8. Ambas as partes em conflito estão usando cada vez mais a instituição de mercenários. A OTAN envia seus capangas para ajudar Bandera. E na Federação Russa, estão sendo feitas propostas, além das PMCs, para usar legiões estrangeiras, dar oportunidade de expiar prisioneiros de prisões, permitir o emprego de cidadãos estrangeiros nas Forças Armadas sob contrato etc.
  9. Ao mesmo tempo, a Rússia continua a comercializar e a fornecer transportadores de energia e matérias-primas estratégicas para  seus inimigos do campo da OTAN.

 

Nestas condições, a RCWP parte do facto de que a tarefa do Partido Comunista é trabalhar para o desenvolvimento do movimento revolucionário do proletariado em condições históricas concretas, explicar aos trabalhadores a política de classes, nações, estados. Isso é especialmente necessário em tempos de crises e guerras. Hoje, em conexão com a condução de uma operação militar especial na Ucrânia e Donbass, a situação é tensa, a sociedade está discutindo seriamente a possibilidade de uma troca de ataques nucleares entre a Federação Russa e os países da OTAN. O mundo se dividiu em dois campos, cada lado acusa o outro de fascismo, apela à humanidade, justiça e clama por vingança. Os povos da Rússia e da Ucrânia são arrastados para o massacre, até agora apenas no território da Ucrânia e do Donbass. Começou o bombardeio dos territórios adjacentes da Federação Russa.

A RCWP e outros partidos comunistas não se cansam de repetir: a guerra é uma companheira inevitável do capitalismo. A humanidade só pode se livrar das guerras no caminho de transformações revolucionárias progressivas. No entanto, via de regra, nesse local inquestionável, a unidade de pontos de vista termina e novas discrepâncias graves começam nas avaliações dos eventos actuais, que precisam ser registrados e considerados. Assim, várias partes respeitadas e honradas em sua análise procedem erroneamente do facto de que as condições modernas são quase idênticas aos eventos da Primeira Guerra Mundial (1914). Eles acreditam que os predadores imperialistas representados pela Federação Russa, os países da UE e o bloco da OTAN liderado pelos Estados Unidos estão lutando entre si simplesmente pela redistribuição de esferas de influência, controle de rotas de transporte etc. Portanto, os trabalhadores não devem, eles dizem, escolha pelos interesses de qual imperialista particular eles devem morrer. Esses camaradas, apoiando-se no marxismo dogmaticamente entendido, representam a Ucrânia e seu povo como um saco de pancadas, que os imperialistas batem de todos os lados. Portanto, eles concluem que a guerra deve ser interrompida imediatamente e todas as tropas devem ser retiradas da Ucrânia! Camaradas organizam manifestações, vão às embaixadas com suas reivindicações, mas a guerra continua. A posição desses Os não -guerreiros são , de facto, reduzidos a responsabilizar todos os beligerantes e, assim, o principal agressor, os Estados Unidos, está sendo retirado da responsabilidade. E o chamado para “parar a guerra” equivale a uma proposta para parar de bater nos nazistas.

A conclusão política daqueles esquerdistas que consideram os mesmos regimes fascistas tanto na Ucrânia quanto na Federação Russa difere pouco disso. Por que, dizem eles, escolher por qual fascista lutar? Devemos condenar a guerra e exigir que ela seja interrompida. O que acontecerá com os mineiros e motoristas de trator rebeldes no caso da retirada das tropas russas, os camaradas não estão muito interessados, ou eles mesmos não acreditam em seus apelos. 

Há um grupo de partidos e movimentos antiimperialistas que veem a Rússia e a China como forças antiimperialistas. Eles avaliam correctamente o principal perigo representado pelo poderoso bando de predadores imperialistas representados pela OTAN e pelos EUA, mas reduzem o antiimperialismo ao antiamericanismo. Eles vêem na Rússia burguesa e na China moderna um princípio progressista, até mesmo socialista. Isso, claro, é uma ilusão. A Federação Russa e a RPC são um impedimento à agressão americana, mas estão longe de participar da luta pelo socialismo.

Em sua análise, a RCWP parte do facto de que o imperialismo na Federação Russa está em sua infância, que os EUA e a UE estão fazendo todo o possível para suprimir seu rival e abrir caminho para a hegemonia mundial. Eles são usados ​​por forças abertamente fascistas e nazistas iniciadas e apoiadas por eles. O regime ucraniano – onde os banderistas que lutaram ao lado da Alemanha nazista são glorificados, monumentos soviéticos são demolidos, etc. – conseguiu, de facto, colocar a nação ucraniana contra a russa e dividir os dois povos outrora irmãos. Notamos muitas vezes que esta guerra por parte da Federação Russa, embora seja travada por um Estado burguês, tem um carácter defensivo de defesa contra a política imperialista da aliança reacionária das potências ocidentais e contém um componente positivo. O estado russo expressando os interesses e aspirações da burguesia russa de dispor dos recursos naturais e explorar a força de trabalho, ao mesmo tempo é obrigada a contar com os sentimentos progressistas de uma parte significativa da sociedade russa. Os trabalhadores russos simpatizam com os ucranianos, que se viram sob uma ditadura terrorista e propaganda nazista total. Assim, o estado burguês russo é forçado a suprimir o fascismo e ajudar a luta de libertação nacional na Ucrânia.

 

Devemos distinguir entre os objectivos da burguesia e dos trabalhadores nesta luta antifascista e antinazista. A missão histórica do proletariado é derrubar o poder político da burguesia, inclusive na Federação Russa. No entanto, neste momento, uma classe que ainda não se tornou um sujeito político não pode cumprir essa tarefa. A parte liberal e pró-ocidental da sociedade russa quer aproveitar a situação e organizar um suposto protesto popular “contra a guerra” e pela retirada das tropas, ou seja, aproximadamente o que alguns "marxistas do livro" e autores da reconstrução virtual da Primeira Guerra Mundial se propõem a fazer. Já estamos vendo as consequências de tais protestos, dirigidos pelos EUA ou seus satélites, na Ucrânia - a degradação da nação ao estado de nazismo. O mesmo pode acontecer na Federação Russa e em países europeus no caso da derrota da Federação Russa e do Donbass na Ucrânia. Então será possível lembrar a revolução proletária apenas em um contexto histórico. Portanto, a RCWP e os marxistas ortodoxos acreditam que a principal tarefa do proletariado mundial agora é impedir que o imperialismo internacional e seus satélites (o moderno Pacto Anti-Comintern das Democracias Nacionais Anti-Soberanas) e os destacamentos de greve de Bandera derrotem a Rússia burguesa. A Rússia repetindo o destino do Iraque e da Líbia não é do interesse da classe trabalhadora. O RCWP considera necessário promover a Operação Militar Especial em termos de medidas e ações destinadas a derrotar os nazistas ucranianos (fascistas). A diferença fundamental entre a situação de hoje e 1914-16. é que naquela época não havia um núcleo fascista tão poderoso. Hoje é. O calcanhar de ferro do fascismo paira sobre o mundo. Ao contrário de 1914, hoje um oportunista não é apenas aquele que, sacrificando os interesses de classe, jura fidelidade à sua pátria imperialista. Um oportunista hoje é aquele que, em sua miopia política, passa para o lado da não -guerra , evita a guerra contra o fascismo e, assim, apressa seu triunfo final e, consequentemente, o veredicto de todas as classes trabalhadoras.

O Estado guerreia com esses métodos, essas ferramentas (por exemplo, PMCs), esse pessoal que está à sua disposição devido ao modo de produção historicamente determinado. A Federação Russa não é a União Soviética, a promoção de pessoal muitas vezes não é baseada em qualidades comerciais, mas em lealdade pessoal ou laços familiares. A incompetência, o roubo, a venalidade em todos os níveis são uma consequência inevitável da estrutura capitalista da sociedade. Todos esses custos acabam caindo sobre os ombros dos trabalhadores e têm um impacto negativo no front. E tudo isso forçará o proletariado desperto e armado a seguir em frente. Do apoio temporário às ações do Estado burguês na repressão do fascismo, passe à aliança com todos os elementos e sectores progressistas da sociedade contra a burguesia na luta pelo socialismo. E os comunistas devem ajudar este processo de todas as formas possíveis.

 

Plenário do Comitê Central do RKRP decide:

  1. Reconhecer que a luta em curso actualmente contra o regime fascista no território da antiga Ucrânia soviética é justa. Ao mesmo tempo, é necessário distinguir entre a justiça objectiva da luta antifascista do povo e os motivos do regime burguês russo.
  2. Continue explicando as principais causas da guerra em curso desencadeada pelo imperialismo ocidental. Também é necessário enfatizar a culpa da contra-revolução na URSS e no capitalismo russo, de Yeltsin a Putin hoje. Mostrar o enorme mal da chamada descomunização , que nos impede de entender e criar um verdadeiro polo antifascismo, denigre o período soviético da história e a façanha do povo soviético.
  3. Instruir a Secretaria do Comitê Central do RCWP a transmitir nossa avaliação da actual batalha militar ao movimento comunista internacional na próxima reunião da Solidnet em Cuba.
  4. Continuando a considerar a tarefa principal de preparar o povo trabalhador para a derrubada revolucionária do poder da burguesia, na propaganda actual apresenta as seguintes palavras de ordem do momento:

- nacionalização e expropriação dos bens do capital nacional e estrangeiro necessários à vitória sobre o fascismo;

 - ruptura de tratados e obrigações internacionais escravizadoras;

- Prevenção da negociação pelas costas do povo com o lado fascista;

- apoio na propaganda da luta contra o fascismo na experiência do povo soviético;

- expor as especulações dos descomunizadores sobre o tema dos heróis do Krasnodon, etc. - abandonar a linha da descomunização , o que dificulta a criação de amplas frentes populares antifascistas;

- liberdade de agitação política antifascista no país e entre as tropas.

 

  1. Reconhecendo a inevitabilidade da mobilização militar para a repressão do fascismo, para exigir que os filhos dos funcionários do governo, os ricos e os chamados. elites (bancários e financistas, altos dirigentes, o chamado público criativo da corte etc.).
  1. Os membros do RCWP, convocados para a mobilização das Forças Armadas da Federação Russa, consideram o trabalho nas tropas como sua principal atribuição partidária, para realizar trabalhos explicativos e de propaganda entre colegas. Os comitês regionais do RCWP devem relatar imediatamente todos os factos da mobilização ao Comitê Central, e os membros do partido convocado para o serviço na chegada ao local de implantação, o mais rápido possível, informar de qualquer forma sobre seu paradeiro  ao comitê do partido de sua conta, bem como ao Comitê Central.

 

  • Reconhecer o significado progressivo dos resultados dos referendos populares das regiões LPR, DPR, Zaporozhye e Kherson sobre sua entrada na Rússia. Expressar gratidão aos moradores que mostraram coragem e, sob pressão e bombardeio dos nazistas, participaram da votação e mantiveram sentimentos fraternos pelos povos da Rússia. Reafirmar o direito inalienável dos habitantes das novas regiões da Rússia à sua autodeterminação agora e no futuro.
  • Comece a criar células RCWP nas regiões libertadas.
  • Condenar a traição do "negociador" Abramovich e a maior burguesia (oligarquia) atrás dele sobre os factos de uma troca desigual de prisioneiros e a libertação dos líderes da formação fascista "Azov" da
    responsabilidade.
    Exigir a divulgação dos acordos ocultos entre as autoridades e os nazistas.
  • Exigir a publicação de tratados econômicos e políticos de bastidores da Federação Russa com os imperialistas do Ocidente.
  • Reconhecendo que a vitória sobre o fascismo pode ser alcançada pela unidade da frente e da retaguarda, considere aceitáveis ​​as emendas à Legislação Trabalhista para aumentar a jornada de trabalho dos funcionários das empresas de defesa. No entanto, essas alterações não levam em consideração os interesses do outro lado das relações trabalhistas, os empregados. Exigimos que o governo complemente a inovação com disposições sobre garantias e compensações aos trabalhadores por trabalharem em regime especial, sobre os direitos dos sindicatos nesta área.
  • Reconhecendo que a vitória sobre a agressão imperialista pode ser alcançada através do esforço de toda a sociedade, exija que as autoridades em todos os níveis apresentem a responsabilidade da burguesia para o povo e a sociedade. Qualquer sabotagem, especulação sobre as necessidades militares e as necessidades dos trabalhadores em condições de guerra, bem como o não pagamento ou atraso no pagamento de salários aos trabalhadores, deve ser equiparado a traição.
  • No momento das hostilidades, o controle do funcionamento das indústrias e empreendimentos mais importantes para o país, independentemente da forma de propriedade, deve ser feito com o envolvimento obrigatório dos trabalhadores e suas organizações. A responsabilidade pela destruição (fechamento) de tais empreendimentos não autorizados pelo Estado e pela sociedade é do governo.

 

Moscou, 9 de outubro de 2022

Criminoso de guerra nazista recebe título de Herói da Ucrânia

"Os ditos democratas ucranianos que a "democrática" UE homenageia com o prémio do anti-comunista Andrei Sahkarov, são os mesmos que atribuem o título de herói nacional da Ucrânia ao nazi criminoso de guerra Miroslav Simchich. A Chispa!
 

Criminoso de guerra nazista recebe título de Herói da Ucrânia


O governo de Vladimir Zelensky concedeu hoje o título de Herói da Ucrânia ao criminoso de guerra Miroslav Simchich, um colaborador nazista responsável pelo massacre de civis durante a Segunda Guerra Mundial.

Simchich era comandante do Exército Insurgente Ucraniano (UPA na sigla em russo), organização proibida na Rússia,destacou a chefe da província ocidental de Ivano-Frankovsk, Svetlana Onischuk, em seu canal Telegram no sábado.

O funcionário acrescentou que Zelensky também condecorou Simchich com a medalha Gold Star.

O destacamento do referido comandante atacou a cidade de Troitse em outubro de 1944, matando mais de 80 civis, incluindo crianças, mulheres e idosos.

Simchich, que completou 99 anos em janeiro passado, passou mais de três décadas na prisão pelo assassinato de civis e outros crimes de guerra.

A UPA foi formada em 1942, na Ucrânia ocupada pelos alemães, como o braço armado da Organização dos Nacionalistas Ucranianos.

Durante a Segunda Guerra Mundial, a UPA atuou principalmente no oeste do país eslavo, lutando contra as tropas soviéticas e colaborando com os nazistas na Alemanha de Hitler.

Em maio de 2015, o então presidente ucraniano, Petro Poroshenko, concedeu à UPA o título de "combatentes pela independência".

A Rússia questiona as autoridades ucranianas pela exaltação da UPA e seus líderes, Stepán Bandera e Román Shujévich, acusados, entre outros crimes de guerra, do genocídio de poloneses no leste da Galícia e Volhynia.