
Enquanto Trump afirma lamentar as recentes mortes de
civis na guerra civil de longa data na Síria, ele defendeu abertamente o
assassinato intencional de não combatentes durante sua candidatura. Além disso,
Trump difamou publicamente os refugiados do conflito sírio, mostrando que sua Administração
e seus apoiadores têm praticamente nenhuma preocupação ou respeito pelas vidas
dos povos oprimidos, exceto quando é conveniente em termos políticos.
Tanto Trump como sua Administração não são senão as
novas faces da evolução do imperialismo americano. É previsível que uma nação
construída sobre a escravidão e o genocídio de povos indígenas e poluída pela
chaga do racismo institucional e antagonismo de classe irá, de tempos em
tempos, recorrer à violência e assassinatos em massa para alcançar seus
objetivos políticos.
De acordo com Trump, o ataque foi lançado contra o
aeroporto de Al Shayrat em resposta ao uso de armas químicas, as quais, segundo
o Pentágono e o Departamento de Estado, foram utilizadas pelo governo sírio sob
comando de Bashar al-Assad. Dezenas de mísseis de cruzeiro Tomahawk foram
atirados em bases militares na Síria. Mas este ataque por parte dos EUA não é
feito pelo bem da humanidade ou por qualquer princípio ético. Os EUA têm
enfiado suas presas há anos. Assim como no Iraque e na Líbia anteriormente, a
humanidade sempre vem em segundo lugar para a classe dominante na sua busca
incessante por lucros. A alegada ética do Estado imperialismo é nada mais do
que uma farsa.
Esse ataque também demonstra o fortalecimento dos
antagonismos internacionais entre as potências imperialistas. Os EUA e seus
aliados da Otan, de um lado, e a Rússia e China, do outro, estão caminhando
cada vez mais rapidamente para a guerra. Seus exércitos e navios estão em
confronto em muitas regiões do mundo, como na Síria, na Península Arábica, no
Mar do Sul da China, na região Báltica e na Ucrânia. As ameaças de guerra estão
nesse momento sendo expressas mais abertamente do que nunca.
O imperialismo vê a Guerra como solução para as crises
econômicas e a estagnação; lucros novos e enormes podem ser obtidos através da
guerra e da destruição, e subsequentemente através da reconstrução e dominação
das regiões devastadas pela guerra. Há um risco cada vez maior de que os
conflitos regionais instigados pelas potências imperialistas, particularmente
os EUA, evoluam para uma guerra mundial.
Este ataque é outro exemplo flagrante do imperialismo
“humanitário” e tem graves consequências para os povos do mundo. Os povos do
mundo têm visto esse tipo de agressão repetidas vezes, em Hiroshima e Nagasaki,
Coreia, Vietnã, Nicarágua, El Salvador, Argentina, Granada, Iraque, Líbia, e
muitos, muitos outros lugares no mundo. O ataque da América à Síria é igual a
esses atos de agressão mencionados anteriormente e deve ser veementemente oposto
pelos que lutam para trazer justiça, compaixão e eventual paz para a
humanidade.
O Partido do Trabalho da América:
– Condena resolutamente e com veemência o ataque dos
EUA contra a Síria. Nós nos opomos a qualquer ato de agressão contra a Síria.
– Condena com veemência o regime neofascista de
Trump, seu belicismo e agressão militarista, e sua violação da soberania
da Síria.
Não à guerra com a Síria e Rússia!
Não à Otan e todos os agressores imperialistas!
Solidariedade internacional – nossos inimigos não são
outros trabalhadores e povos, e sim os governos belicistas em nossos países!
Tradução: João Pedro Chacon
Sem comentários:
Enviar um comentário
Por favor nâo use mensagens ofensivas.