
Diz o CC do PCP pela voz de Jerónimo de Sousa que"O Partido
Comunista Português (PCP) considera que a proposta de Orçamento do Estado para
2017 (OE2017) não é "aquela que o país precisa" mas integra
"orientações e medidas que dão resposta a prementes problemas" dos
cidadãos."
Se não é aquela que o País precisa, pensamos que se refira aos
trabalhadores, o natural seria que votasse contra, porque não o faz?
Porque "integra orientações e medidas que dão resposta a
prementes problemas" Quais " prementes problemas" os sociais,
quando o salário minimo nacional vai continuar muito abaixo da "indigna e
insultuosa" proposta de 600 euros que o PCP e a CGTP dizem reivindicar,
mas que vão acabar por aceitar os 557 euros?
Num país onde as reformas minimas só completam o aumento de dez
euros em Agosto e que mesmo assim ficam muito abaixo dos 412 euros que é o
número considerado pela burguesia como o limite de pobreza, mantendo-se 2,5
milhões de pessoas a viver na miséria, onde uma a cada três crianças passam
fome?
Onde os trabalhadores e os pobres têm que esperar anos por um
consulta médica e pagar uma taxa "moderadora" acima das suas
possibilidades, quando a própria Constituição burguesa garante a sua
gratuitidade.
Onde os estudantes filhos da classe trabalhadora estão impedidos
de estudar porque não têm capacidade económica para pagar os transportes, os
livros e as propinas.?
Num país onde o desemprego real é de 20%?
Onde
as mulheres trabalhadoras fazem trabalho igual ao do homem, mas apenas recebem
60%
Ou estará o PCP a referir-se quando fala dos "problemas
mais prementes do País"aos interesses da classe capitalista que pela via
do chamado "quadro comunitário de apoio" e da recapitalização da CGD
estão e que vão continuar a ser recapitalizados em milhares de milhões de
euros, que depois vão querer exigir que seja o povo a pagar e pela perda de
soberania nacional?
Sim, porque são os problemas destes que o "novo" OE para 2017 pretende garantir e que por isso tem sido elogiado pelo BCE/Draghi e pelas Agências Financeiras Internacionais e que tem o apoio da reação interna PSD e CDS embora façam demagogia em seu redor, na medida em que cumpre escrupulosamente quando o mais próprio seria dizer (caninamente) as regras e as imposições imperialistas da UE.
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