terça-feira, 6 de julho de 2010

Apelo da PAME à classe operária e aos militantes da Europa !


Não só concordamos e estamos solidários com a luta do proletariado grego, contra a ofensiva capitalista, como manifestamos todo o nosso apoio aos objectivos politicos a que se propõem a PAME e os trabalhadores gregos.

No entanto chamamos a atenção dos trabalhadores portugueses, para compararem as posições verdadeiramente de classe, anti-capitalistas e revolucionárias dos sindicalistas gregos, com as posições politicas reformistas e as formas de luta convocadas pelas Direcções sindicais em Portugal, que têm vindo a permitir a execução prática da politica reacçionária do governo, quando têm como prática constante a convocação de lutas a conta gotas, e com um grande desfazamento no tempo entre elas e até estabelecer acordos gravosos com o governo, aquém dos objectivos a que se proponham, como mesmo de perda de direitos, anteriormente legislados, como aconteceu com os enfermeiros e professores.

Nas grandes mobilizações nacionais de 29 de Maio e 8 de Julho, em vez de chamar todas as camadas sociais assalariadas atingidas pela politica reacçionária do governo e assim radicalizar a luta, CENTRAM a sua acção, NÂO, na rejeição total das politicas anti-sociais e anti-laborais, mas em APELOS ao BOM SENSO do governo e da classe capitalista, como agora é perfeitamente notório, quando defendem uma melhor distribuição EQUITATIVA dos custos da crise, que vão mais no sentido de procurar moralizar o sistema capitalista do que própriamente se lutar contra o capitalismo . Assim e indo ao encontro do chamamento da PAME no sentido de se organizar a resistência às politicas da burguesia e do governo, aqui deixamos o nosso contacto para quem estiver interessado em lutar por estes objectivos. " jotaluz@gmail.com"

Esperamos e fazemos votos para que os trabalhadores obriguem as direcções sindicais a manifestarem o seu apoio, ao MANIFESTO da PAME como aos trabalhadores gregos, como a todo o proletariado europeu. " A CHISPA !"
CHAMAMENTO DA P.A.M.E. AO PROLETARIADO EUROPEU !

A classe operária dos países europeus !

A todos os sindicatos militantes da Europa !

A todos os sindicalistas militantes da Europa !
Estimados companheiros!
Mandamos-vos a resolução chamamento que aprovamos hoje, terça-feira 29 de junho de 2010, de todos os trabalhadores de Atenas, que durante a grande concentração que a PAME realizou em frente ao parlamento grego com motivo da greve geral.

Nós, milhares e milhares de manifestantes atenienses, declaramos mais uma vez, estarmos totalmente contra as bárbaras medidas anti-laborais que está a tomar o governo social-democrata.

Medidas essas que estão a eliminar pela raíz os direitos e conquistas de muitos anos de luta, para favorecerem o grande capital monopolista.

Continuamos firmemente a nossa luta classista, apoiando os objectivos do movimento sindical classista do nosso país, representado pela PAME. Uma frente que junta nas suas fileiras milhares de trabalhadores de centenas de organizações sindicais de primeiro e segundo grau.

Neste período, os trabalhadores de vários países estão a lutar contra as politicas dos seus respectivos governos.Expressamos o nosso apoio e solidariedade. De todas estas lutas, pequenas ou grandes, podemos tirar algumas conclusões:

* A classe operária em todos os países europeus está se confrotando com uma estratégia única e bem elaborada, por parte do capital monopolista.Uma estratégia que não só tem como objectivo colocar sobre a classe operária todas as consequências da crise económica, mas também garantir sobretudo a rentabilidade do capital a longo prazo, com a eliminação de qualquer direito laboral e o aumento da exploração. Somos testemunhas da agressão mais selvagem conhecida a nivel europeu, e ao mesmo tempo da luta mais feroz que cada país capitalista leva a cabo para garantir a sua parte do bolo. Uma competitividade que trará novas calamidades para todos os povos.

* Os governos liberais ou os neoliberais social-democratas, estão a implantar as mesmas medidas cruéis. Estão a representar os mesmos interesses.

* Direitos fundamentais, conquistados mediante duras lutas, com sangue e sacrifícios, estão-se a eliminar com o protexto de "saída da crise", uma crise provocada pela anarquia capitalista e a sobreacumulação de benefícios. Uma crise profunda, que demonstra os limites históricos do capitalismo, um sistema que está a apodrecer e gera uma escala massiva de desemprego, pobreza, guerra e repressão.

* Está-se a comprovar que a U. E. é e sempre foi uma União de Capitalistas. Uma União que, como o FMI e os EUA, juntos com os governos, formam uma colisão para o SAQUEIO dos POVOS, a prol do capital.

* A CES (Coordenadora Europeia Sindical) está a desmonstrar com nitidez que não é uma organização sindical, mas sim um conjunto de burocratas que apoiam as estratégias da U.E. . A responsabilidade destas forças é imensa, por serem elas que desarmam o movimento operário, ao adoptarem a politica de reconciliação com o capital, a politica de colaboração entre as classes, a submissão.

Estimados companheiros!

Perante esta situação, hoje é uma prioridade fundamental a coordenação de todos os sindicatos militantes a nivel europeu e de todos os trabalhadores europeus.

Hoje mais que ontem, precisamos:

* Internacionalismo e solidariedade operária

* Coordenação sindical militante

*Lutas classistas em comum, com objectivos comuns

Em todos os países da U.E., em toda a Europa: Os ataques ao Sistema de Seguro Social, às relações laborais, à sanidade, à educação; as privatizações em todos os sectores, o desemprego massivo, o rebaixamento de salários e pensões, não são medidas temporais, serão permanentes. Através destes ataques o capital tenta fortalecer o próprio sistema capitalista, condenando amplos sectores de trabalhadores ao desemprego e à indegência. Mulheres e jovens vão pagá-lo caro.

Trabalhadores da Europa!

Não podemos aguardar mais! Temos de coordenar os nossos esforços!

Nós, os gregos, trabalhadores, desempregados, imigrantes, mulheres, jovens e pensionistas, expressamos a nossa solidariedade aos trabalhadores do Estado espanhol, Portugal, Dinamarca, Itália, Roménia, França. A trabalhadores de todos os países, que protestam nas ruas.

Expressamos o nosso internacionalismo a todos os trabalhadores europeus, que deixem atrás as direcções sindicais conformistas e burocratas e abrão caminho com novas direcções militantes honestas e combativas, que organizem o nosso contra-ataque.

O objectivo destas lutas tem de ser o rejeitamento total das medidas anti-laborais. Que não se aplique tal politica reacçionártia.

Devemos exigir medidas que satisfação as necessidades actuais das famílias populares.

Devemos ajudar a que a classe operária na Europa compreenda que o nosso futuro não é o capitalismo.

Lutemos para que cesse a exploração do homem pelo homem.

Atenas 29 de Junho de 2010





1 comentário:

  1. Ao invés dos gregos e mais alguns no centro da Europa, a maioria dos dirigentes sindicais vai de férias. Contacta-se um Sindicato e dizem-nos que "isto" agora está parado, que só em fins de Setembro é que se fará alguma coisa. Que novidades não há!
    Enquanto isso, o governo capitalista fabrica mais leis anti-populares, enfurecidamente, sem cessar a sua actividade que alguém já disse ser legislorreia (mas parece que agora apoia)! É um afã para rapar onde pode do bolso dos trabalhadores e das suas já parcas condições de serviço de saúde, ensino, reformas, etc.
    Enquanto isso, Belmiros, Coelhos na MotaEngil e quejandos, esfregam as mãos de contentes, dobrando os lucros.
    Como este governo "socialista" infringe a Constituição que diz defender e que ajudou a fazer noutras alturas, infringe as próprias leis da sociedade capitalista quando é necessário, lá veio o "social-democrata" Passos Coelho propor as emendas fundamentais para colocar em prática, de modo legal aquilo que os governos já têm vindo a fazer há muito tempo. Assim, legalizaria a mais feroz exploração,legalizaria sem vergonha os despedimentos e por aí adiante, voltando-se em termos legais (pelo menos) aos piores tempos que já conhecemos.
    Apelo a todos os revolucionários, à Classe Operária e demais explorados a levantarem bem alto a luta, não ficar indiferente, não baixar a seja em férias seja quando for.

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