
"O coordenador do Sitesul -
Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e
Actividades do Ambiente do Sul (afecto à CGTP) afirmou que a reunião com a
administração da Autoeuropa realizada esta quinta-feira à tarde "foi muito
produtiva".
"Ficaram abertos os canais de diálogo com vista a uma solução para os
novos horários de laboração contínua
que agrade a todas as partes",
disse à agência Lusa Eduardo Florindo, sem mais detalhes"
"Uma solução que agrade a todas as partes" mas a direção sindical também quer incorporar na negociação a defesa dos interesses patronais?
Pelas afirmações prestadas, não fica qualquer dúvida sobre o que se está a negociar, dado que estão na disposição de ceder e aceitar
os seis dias de trabalho, ou seja um melhor arranjo sobre os novos horários, desde que para tal haja
uma melhoria no Pré-acordo que os trabalhadores rejeitaram? O que demonstra que as suas posições não
estão assim tão distantes daquela que foi tomada pela ex-maioria traidora que
compunha a CT.
O que pensam os trabalhadores da afirmação da direção sindical de que a "reunião" foi "muito positiva" já que tal "reunião" só possa ter sido "positiva" para a administração da Volkswagen, na medida em que aceitam a implementação dos novos horários, sem que esteja garantido os direitos laborais ameaçados, ou seja, a manutenção dos cinco dias de trabalho de segunda a sexta conforme decisão dos plenários que rejeitaram o "pré-acordo"?
Por outro, quem mandatou os dirigentes
sindicais a desconvocar a greve que tinha sido aprovada pelos trabalhadores,
caso a administração mantivesse a sua ofensiva contra os direitos laborais e
agravamento da exploração? Por acaso convocaram algum plenário ou mesmo
referendo que lhes desse algum mandato para tal decisão, de que têm medo e a quem querem
agradar, será que tal decisão de desconvocação da greve sem ouvir e aprovado pelos
trabalhadores, faz parte das condições determinadas pela administração da
Volkswagen para que haja "abertura ao diálogo"?
Quanto à administração manifestar
interesse em "só negociar" com a nova CT, compreende-se a sua estratégia já que mantém
esperanças na eleição de uma nova maioria, que como a anterior não passe de um
simples instrumento ao seu serviço. Esperemos que os trabalhadores não caiam em
tal esparrela e elejam para a nova CT, os operários mais honestos, conscientes
e combativos, pois só assim se pode criar condições para a defesa e garantia e pela conquista de novos direitos laborais, sociais e económicos na medida em que o
novo projecto a implementar pela administração da Auto Europa Volkswagen visa
aumentar a carga de exploração dos trabalhadores para o dobro da produção e
assim acrescentar ainda mais os seus lucros.
Sem comentários:
Enviar um comentário
Por favor nâo use mensagens ofensivas.