sábado, 17 de março de 2018

Trotskismo ou Leninismo?

Por: J. V. Stálin

19 de novembro de 1924

Camaradas:

Pouco me resta dizer depois do detalhado informe de Kamenev. Limitar-me-ei, portanto, a acabar com algumas lendas propaladas por Trotski e pelos seus correligionários sobre a insurreição de Outubro, sobre o papel desempenhado por Trotski na insurreição, sobre o Partido e a preparação de Outubro etc. Ademais, falarei do trotskismo, como uma ideologia peculiar, incompatível com o leninismo, e das tarefas do Partido em relação com os últimos escritos de Trotski.

1 - A verdade sobre a insurreição de Outubro

Antes de tudo, sobre a insurreição de Outubro. Difunde-se, com insistência, entre os membros do Partido o boato de que todo o CC estava contra a insurreição em outubro de 1917. Costuma-se dizer que, a 10 de outubro, quando se tomou a decisão de organizar a insurreição, o CC, na sua maioria se manifestara contrário, mas que, então, irrompeu no local onde se realizava a reunião um operário, que teria dito: "Vós vos manifestais contra a insurreição, mas eu vos digo que a insurreição virá, apesar disso". E, depois desta ameaça, o CC, como se tivesse ficado intimidado, teria novamente discutido o problema da insurreição e decidido organizá-la.

Isso não é um simples boato, camaradas. Disso fala no seu livro "Dez Dias..." o conhecido John Reed, que, estando muito longe do nosso Partido, não podia certamente saber a história da nossa reunião clandestina de 10 de outubro e por isso mordeu a isca das calúnias postas em circulação pelos Sukhanov. Essa lenda foi reproduzida e repetida numa série de folhetos saídos da pena dos trotskistas, entre eles um recente, da autoria de Sirkin, sobre Outubro. Tais boatos são persistentemente alimentados pelos últimos escritos de Trotski.

Não creio que seja necessário demonstrar que todas essas lendas árabes e outras semelhantes não correspondem à realidade, que na realidade nada ocorreu nem poderia ocorrer de semelhante na reunião do CC. Sendo assim, bem poderíamos passar por cima desses tumores absurdos, pois são tantos os boatos inventados nos escritórios dos oposicionistas ou de indivíduos distanciados do Partido! E desse modo vínhamos agindo até agora, não dando importância, por exemplo, aos erros de John Reed, sem nos preocuparmos com a sua correção. Mas, depois dos últimos escritos de Trotski não mais podemos manter silêncio diante dessas lendas, pois com tais lendas se procura hoje educar a juventude e, infelizmente, nesse esforço já se colheram alguns resultados. Por isso, devo opor a estes boatos absurdos os fatos reais.

Tomo as atas da reunião do CC do nosso Partido de 10 (23) de outubro de 1917. Estão presentes: Lênin, Zinoviev, Kamenev, Stálin, Trotski, Sverdlov, Uritski, Dzerzhinski, Kolontai, Bubnov, Sokolnikov e Lomov. Discute-se a situação política e a insurreição. Após, submete-se a votos a resolução do camarada Lênin sobre a insurreição. A resolução é aprovada por maioria de 10 votos contra 2. Parece que está claro: o CC, por maioria de 10 votos contra 2, toma a decisão de passar ao trabalho prático imediato para organizar a insurreição. O Comitê Central elege na mesma sessão o centro político para dirigir a insurreição, ao qual dá o nome de Birô Político. Compõem-no Lênin, Zinoviev, Stálin, Kamenev, Trotski, Sokolnikov e Bubnov.

Esses são os fatos.

Estas atas destroem de um golpe várias lendas. Destroem a lenda de que o CC, na sua maioria, era contrário à insurreição. Destroem também a lenda de que o CC, na questão da insurreição, esteve a ponto de cindir-se. As atas evidenciam que os adversários da insurreição imediata - Kamenev e Zinoviev - passaram a integrar o órgão de direção política da insurreição ao lado dos partidários desta. Não se falou, nem se podia falar, de cisão de espécie alguma.

Afirma Trotski que, nas pessoas de Kamenev e Zinoviev, tínhamos, em Outubro, a ala direita do nosso Partido. Seriam quase social-democratas. Em tal caso, não se compreende como o Partido pode evitar a cisão; como as divergências com Kamenev e Zinoviev só duraram alguns dias e como foi possível que estes camaradas, não obstante as divergências, fossem colocados pelo Partido nos postos mais importantes, eleitos membros do centro político da insurreição etc. É bastante conhecida no Partido a atitude implacável de Lênin em face dos social-democratas; o Partido sabe que Lênin não teria consentido, por momento sequer, em ter no Partido, principalmente em postos de maior importância, camaradas de mentalidade social- democrata. Como se explica que o Partido pode evitar a cisão? Explica-se pelo fato de que, não obstante as divergências, esses camaradas eram velhos bolcheviques e se situavam no terreno comum do bolchevismo. Em que consistia esse terreno comum? Na unidade de vistas a respeito dos problemas essenciais: o caráter da revolução russa, as forças motrizes da revolução, o papel dos camponeses, os princípios de direção do Partido etc. Se não existisse esse terreno comum, a cisão teria sido inevitável. Se não houve cisão e se as divergências duraram apenas alguns dias, foi exclusivamente porque tínhamos em Kamenev e em Zinoviev leninistas, bolcheviques.

Passamos agora à lenda sobre o papel particular de Trotski na insurreição de Outubro. Os trotskistas propalam com insistência rumores de que o inspirador e o único dirigente da insurreição de Outubro teria sido Trotski. Tais rumores, são postos em circulação, com particular insistência, por Lenzner, o assim chamado redator das obras de Trotski. O próprio Trotski, ignorando sistematicamente o Partido, o CC do Partido e o Comitê de Petrogrado, silenciando sobre o papel dirigente dessas organizações na insurreição e impingindo-se insistentemente como figura central da insurreição, contribui voluntária e involuntariamente para difundir os boatos sobre um papel particular que teria desempenhado na insurreição. Estou longe de negar o papel sem dúvida importante de Trotski na insurreição. Mas devo dizer que Trotski não teve nem podia ter nenhum papel particular na insurreição de Outubro e que, como presidente do Soviete de Petrogrado, não fez senão seguir a vontade das instâncias competentes do Partido, que guiavam todos os seus passos. Aos filisteus do tipo de Sukhanov tudo isso pode parecer estranho, porém os fatos, os fatos reais, confirmam por completo esta minha afirmação.

Tomemos as atas da reunião seguinte do CC, realizada a 16 (29) de outubro de 1917. Estão presentes os membros do CC, além de representantes do Comitê de Petrogrado e de representantes da organização militar, dos comitês de fábrica, dos sindicatos e dos ferroviários. Afora os membros do CC, compareceram também Krilenko, Chotman, Kalinin, Volodarski, Chliapnikov, Lacis e outros. Ao todo, 25 pessoas. Discute-se a insurreição, do ponto de vista exclusivamente prático e de organização. Aprova-se a resolução de Lênin sobre a insurreição, por maioria de vinte contra dois votos, e três abstenções. Elege-se o centro prático para dirigir a organização da insurreição. Quem passa a integrar esse centro? São eleitos cinco camaradas: Sverdlov, Stálin, Dzerzhinski, Bubnov e Uritski. Tarefas do centro prático: dirigir todos os órgãos práticos da insurreição, de acordo com as diretivas do Comitê Central. Como vedes, nesta reunião do CC, ocorreu qualquer coisa de "horrível", isto é, no centro prático, incumbido de dirigir a insurreição, "estranhavelmente" não entrou o "inspirador", a "figura principal" o "único dirigente" da insurreição, Trotski. Como conciliar isso com a opinião difundida sobre o papel particular de Trotski? Não é verdade que tudo isso é um tanto "estranho", como diria Sukhanov, ou como diriam os trotskistas? Todavia, nada há de estranho nisso, pois, no fundo, Trotski, pessoa relativamente nova para o nosso Partido, no período de Outubro, não tinha nem podia ter papel particular algum; nem no Partido nem na insurreição de outubro. Como todos os dirigentes responsáveis, Trotski não passava de um executor da vontade do CC e dos seus órgãos. Quem conhece o mecanismo de direção do Partido bolchevique compreenderá, sem grande esforço, que não podia ser de outro modo: bastaria que Trotski deixasse de acatar a vontade do CC para perder toda influência sobre o curso dos acontecimentos. A tagarelice sobre o papel particular de Trotski não passa de lenda propalada por complacentes comadres "do Partido".

Isto não significa, naturalmente, que a insurreição de Outubro não teve o seu inspirador. Não, teve o seu inspirador e chefe. Mas este foi Lênin, e ninguém mais, o mesmo Lênin cujas resoluções foram aprovadas pelo CC, quando se discutiu o problema da insurreição; o mesmo Lênin ao qual a ilegalidade não impediu de ser o verdadeiro inspirador da insurreição, contrariamente a tudo quanto afirma Trotski. É néscio e ridículo tentar agora esconder, com tagarelices sobre a ilegalidade, o fato incontestável de que o inspirador da insurreição foi o chefe do Partido, Lênin.

Tais são os fatos.

Admitamos que seja assim, dizem-nos, porém não se pode negar que Trotski lutou bem no período de Outubro. Sim, é certo, Trotski lutou bem no período de Outubro. Mas no período de Outubro não só Trotski lutou bem; não combateram mal nem mesmo homens como os social-revolucionários de esquerda, que então marchavam ombro a ombro com os bolcheviques. Em geral, devo dizer que em período de insurreição vitoriosa, quando o inimigo está isolado e a insurreição em pleno desenvolvimento, não é difícil combater bem. Em semelhantes momentos até aqueles que andam sempre a reboque se tornam heróis.

Mas a luta do proletariado não representa uma ofensiva ininterrupta, uma cadeia ininterrupta de êxitos. A luta do proletariado tem também as suas duras provas, as suas derrotas. O verdadeiro revolucionário não é aquele que se revela corajoso no período da insurreição vitoriosa, mas o que, sabendo lutar bem durante a ofensiva vitoriosa da revolução, sabe também dar provas de coragem no período da retirada da revolução, no período da derrota do proletariado; aquele que não perde a cabeça nem se acovarda diante dos reveses da revolução, diante dos êxitos do inimigo: aquele que não se deixa tomar de pânico, nem se abandona ao desespero no período de retirada da revolução. Não combateram mal os social-revolucionários de esquerda no período de Outubro, apoiando os bolcheviques. Mas quem não sabe que esses "denodados" combatentes se deixaram dominar pelo pânico no período de Brest-Litovsk, quando a ofensiva do imperialismo alemão os fez cair no desespero e no histerismo? É muito lamentável, mas é incontestável o fato de que Trotski, que lutou bem no período de Outubro, não conseguiu, no período de Brest-Litovsk - no período dos reveses temporários da revolução, no momento difícil, dar provas de suficiente firmeza, e não seguir as pegadas dos social-revolucionários de esquerda. Não há dúvida, o momento era difícil, tornava-se necessário dar provas de grande coragem e de extraordinária serenidade, para não perder a cabeça, retirar-se a tempo, aceitar em tempo a paz, subtrair o exército proletário, aos golpes do imperialismo alemão, conservar as reservas camponesas e, obtida assim uma trégua, atacar em seguida o inimigo com novas forças. Mas, naquele momento difícil, faltaram a Trotski esta coragem e esta firmeza revolucionárias.

Segundo a opinião de Trotski, a lição essencial da revolução proletária consistiu em "não deixar-se dominar pelo medo" em Outubro. Não é certo, pois esta afirmação de Trotski contém apenas uma partícula da verdade sobre os ensinamentos da revolução. Toda a verdade sobre os ensinamentos da revolução proletária consiste em "não deixar-se dominar pelo medo", não somente nos dias da ofensiva da revolução, mas também nos dias da sua retirada, quando o inimigo obtém vantagens e a revolução, sofre reveses. A revolução não se limita a Outubro. Outubro é apenas o começo da revolução proletária. É mau deixar-se dominar pelo medo na fase ascendente da insurreição. Pior ainda é acovardar-se no momento das duras provas da revolução, depois da tomada do Poder. Saber manter o Poder, logo após a revolução, não é menos importante do que conquistar o Poder. Se Trotski se tornou presa do medo, no período de Brest, no período das duras provas da nossa revolução, quando por pouco não se chegou à "entrega" do Poder deve ele compreender que os erros cometidos por Kamenev e Zinoviev, em outubro, nada tem a ver com isso.

Eis o que há quanto às lendas sobre a insurreição de Outubro.


segunda-feira, 12 de março de 2018

"Emprego aumentou mas precariedade impede saída da pobreza.

O crescimento da economia e o lucro da burguesia capitalista está apoiada nos baixos salários, na precariedade laboral, no desemprego, nas pensões miseráveis do qual 25% da população trabalhadora e reformada sofrem.


"Emprego aumentou mas precariedade impede saída da pobreza.

A entrada no mercado de trabalho aumentou, mas os empregos precários impedem a população de sair da pobreza, revela um estudo do Barómetro do Observatório de Luta Contra a Pobreza na Cidade de Lisboa, hoje divulgado mostra que a inserção no mercado de trabalho se "faz em condições tão precárias que nenhum [entrevistado] consegue sair da situação de pobreza".

O documento refere que "a desigualdade social e a precarização do trabalho têm estado em acelerada evolução e atingem grandes grupos populacionais a partir de baixos salários, trabalho sem contrato, penosas condições laborais, nomeadamente em termos de horários",

Em relação ao tipo de trabalho que os portugueses conseguem, Portugal tem a maior taxa, da União Europeia, de empregados a tempo parcial com o ensino básico, são 55,4%, mais do dobro da média da União Europeia (27,3%). São também os portugueses com o ensino básico que têm a taxa mais alta de "'desencorajados', apesar de estarem disponíveis para trabalhar": 66,7%, contra os 45,2% de média da União Europeia.

Para quem está em situação de pobreza e vive nos bairros históricos de Lisboa, o aumento do turismo não ajuda. "Arrendar uma habitação no mercado privado tornou-se praticamente impossível, dada a crescente procura de habitações para o arrendamento "

Esperemos que alguém reclame por tais avanços...


quarta-feira, 7 de março de 2018

Dia Internacional da Mulher Proletária : A história de uma luta com mais de um século


Dia Internacional da Mulher Proletária : A história de uma luta com mais de um século

Antes de existir o dia já havia a luta. No final do século XIX as mulheres começaram a sair à rua para pedir mais direitos. Organizações femininas dentro dos movimentos operários protestavam contra as 15 horas de trabalho diárias e os salários baixos.

As origens do Dia Internacional da Mulher chegam a 1857. A 8 de março um grupo de trabalhadoras da indústria têxtil organizou uma marcha em Nova Iorque para exigir melhores condições de trabalho, a jornada diária reduzida para 10 horas e direitos iguais para homens e mulheres. Cinquenta e um anos depois, a 8 de março de 1908, um outro grupo de trabalhadoras em Nova Iorque escolheu a data para avançar para uma greve, homenageando as antecessoras. Queriam o fim do trabalho infantil e o direito de votar.

O primeiro dia consagrado às mulheres e aos seus direitos surgiu um ano depois, assinalando essa greve. Nos Estados Unidos, a 28 de fevereiro de 1909, o Partido Socialista da América instituiu o Dia Nacional da Mulher. No ano seguinte, na Conferência Internacional das Mulheres Socialistas em 1910, em Copenhaga, na Dinamarca, foi aprovada uma resolução que propunha seguir o exemplo norte-americano, dando-lhe um caráter universal. O Dia Internacional das Mulheres nasceu aí e as comemorações foram-se estendendo pela Europa.

Mas há uma outra data importante nesta história - 25 de março de 1911. Nesse sábado, 146 mulheres morreram num incêndio na fábrica Triangle Shirtwaist, em Nova Iorque (veja aqui as fotos). A maioria das vítimas era imigrante. Os relatos desse dia contam que as mulheres estavam trancadas num nono andar. Muitas morreram queimadas, outras da queda, depois de se atirarem em desespero pelas janelas. 

Na Rússia, o Dia Internacional da Mulher começou a ser celebrado em 1913, e acontecia no último domingo de fevereiro. Ficou para a história o ano de 1917, durante a Primeira Guerra Mundial. A 23 de fevereiro (8 de março, no calendário gregoriano) centenas de trabalhadoras de fábricas têxteis entraram em greve e saíram à rua num protesto que pedia Pão e Paz.

A luta pelos direitos das mulheres proletárias tem mais de um século, hoje como no passado continuam a ser altamente descriminadas e exploradas, os seus direitos conquistados estão sériamente ameaçados, o desmprego, os baixos salários e os altos ritmos de trabalho são disso uma prova concreta. Esperemos que uma nova mobilização aconteça e que a luta como no passado se agigante  pela defesa dos direitos conquistados e por novas conquistas, rumo à emancipação social da escravatura capitalista

domingo, 4 de março de 2018

Em West Virginia: Professores entram no seu sétimo dia de greve!

Um forte exemplo de luta para os professores portugueses, bem como para os enfermeiros que à longo tempo de negociação em negociação e conciliação com o governo por parte das suas direções sindicais esperam  que as suas reivindicações sejam satisfeitas...


CHARLESTON, W.Va. - Uma greve de professores em todo o estado em West Virginia entrou em seu sétimo dia na sexta-feira, com professores desafiando os esforços do governador do estado e líderes sindicais para acabar com o acordo para aumentar o salário.

No início desta semana, James C. Justice, o governador, anunciou um plano para aumentar os salários dos professores em 5%, e líderes sindicais estaduais disseram que os professores retornariam para trabalhar na quinta-feira. Mas professores em todo o estado se recusaram, dizendo que não retornarão até que o Legislativo do Estado conclua o acordo e os municípios do estado mantêm as escolas fechadas.

Usando t-shirts vermelhas, muitas vezes com os nomes de seus condados, os professores preencheram as câmaras do Senado do Estado na manhã de sexta-feira e preencheram os corredores e a rotunda do Capitólio, cantando: "Não nos estamos saindo".

A interrupção começou na última quinta-feira, depois de meses de tensão crescente em vários problemas, incluindo alterações propostas aos planos de seguro de saúde dos professores que elevariam os prémios mensais para muitos.

A greve deixou mais de 250 mil alunos sem aulas nos 55 municípios do estado.

Alguns estudantes planejam mostrar apoio aos professores com um protesto dirigido por estudantes em Charleston na tarde de sexta-feira.

"Estamos antecipando que haverá milhares de instrutores, mas também estudantes e membros da comunidade hoje para caminhar pelo Capitólio", disse Katrina Minney, 44, uma professora do ensino médio de Kenna, W.Va., que estava planejando ir . "Nós sentimos que merecemos esse aumento de salário e nós merecemos ter nosso seguro seguro".

https://twitter.com/jacobinmag/status/969632049844932613


sexta-feira, 2 de março de 2018

Bangladesh: crianças “cobertas de pó, lavadas em suor”

Como os antigos escravos que pela sua luta ajudaram a destruir o sistema esclavagista,  também a nova escravatura assalariada, a classe proletária, destruirá com a sua luta o bàrbaro sistema económico capitalista.


Bangladesh: crianças “cobertas de pó, lavadas em suor”

Existem, no Bangladesh, centenas de fábricas de produção de óxido de ferro semelhantes à que Probal Rashid fotografou. Dentro e em redor destas oficinas, "o ambiente encontra-se carregado de pó de óxido de ferro, de pó de carbono e de outros materiais tóxicos", explica o fotógrafo. Os trabalhadores, que têm todos entre 15 e 19 anos, "passam a maior parte do dia imersos neste ambiente poluído, inalando gases e partículas nocivas". Adoecem com regularidade.


As crianças e jovens trabalham 12 a 14 horas por dia, seis dias por semana, e ganham entre mil e três mil taka por mês, o que corresponde a valores entre os 10 e os 30 euros mensais. O pagamento varia conforme a idade. "Os mais novos recebem menos", explica o fotógrafo. Não têm contratos de trabalho formais e "trabalham em condições extremas, sem acesso a qualquer equipamento de segurança": sem luvas, viseiras, vestuário adequado, máscaras ou calçado apropriado. "São forçados a viver no local onde trabalham, uma vez que o alojamento é providenciado pelo dono da fábrica." A maioria dos operários provém do norte do país, área que o fotógrafo descreve como "extremamente pobre" e "onde o desemprego é dramático". Como acabam estas crianças e jovens em fábricas como esta? Murad, um dos trabalhadores, partilhou com Probal Rashid a sua história. Estava no oitavo ano de escolaridade quando o seu pai faleceu e se viu forçado a sustentar as suas irmãs. "Tive de parar de estudar. Hoje, o meu dia começa no meio do pó e termina comigo lavado em suor."
 
A sina de Murat não é um cenário incomum no Bangladesh. "Não há legislação que proteja estes trabalhadores, especificamente, porque a própria fábrica funciona ilegalmente", explicou Probal Rashid ao P3, em entrevista. "É suposto que todas as fábricas sejam licenciadas pelo departamento do Ambiente", o que nem sempre acontece. "Existem algumas organizações não-governamentais no terreno que trabalham sobretudo questões relacionadas com a exploração do trabalho infantil e questões ambientais, mas a sua acção é insuficiente face ao número de casos existentes no país."

Esta fábrica desmobilizou quando este projecto foi publicado pela primeira vez. "Foi também nessa altura que alertei as autoridades."

Probal Rashid, fotografo jornalista


quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

A Lógica dos exploradores não tem limite, comem a carne e mandam os ossos fora! Ferraz da Costa: "As pessoas não querem trabalhar"


Ferraz da Costa: "As pessoas não querem trabalhar"

O presidente do Forum para a Competitividade, diz que falta gente nova a trabalhar e que as empresas se estão a transformar "em lares de terceira idade". Diz ainda que faltam candidatos não por falta de qualificações, mas porque "as pessoas não querem trabalhar".

O que o canalha explorador queria mesmo... era que os trabalhadores e particularmente os jovens trabalha-sem ainda por piores salários e com direitos sociais e laborais ainda mais reduzidos.

No entanto fica ainda o ALERTA de que as empresas estão a "transformar-se em lares de terceira idade".

O que quer dizer que tal ameaça a concretizar-se, não só visa o despedimento dos trabalhadores mais idosos, como vai ao encontro da nova legislação, que em nome da sustentação dos fundos da Segurança Social vai obrigar os trabalhadores a ter que trabalhar até aos 66 anos e cinco meses, tendo como objectivo reduzir as pensões de reforma, caso estes trabalhadores recorram à reforma antecipada. Objectivo este há muito perseguido pelos vários governos capitalistas de serviço.

Esperemos que o movimento sindical se deixe de ameaças e dê a resposta social necessária a este cão miserável e explorador e à sua classe, como também ao actual governo.


quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Explicando o que é o Marxismo-Leninismo !

Marxismo-Leninismo

— Explicando o que é o marxismo-leninismo, Iudin e Rosental escreveram: — “É a teoria do movimento de libertação do proletariado: teoria e tática da ditadura do proletariado: teoria da construção da sociedade comunista". “A historia da filosofia e a historia da ciência social ensinam, com toda a clareza, que não existe, no marxismo, nada que se assemelhe ao sectarismo, no sentido de ser uma doutrina rígida, petrificada, nascida à margem da linha geral da evolução da civilização mundial. Pelo contrario, a genialidade de Marx consiste, exatamente, em ter ele dado respostas a perguntas que já haviam sido formuladas pelo pensamento avançado da humanidade. Sua doutrina surgiu como um prolongamento direto e imediato das doutrinas dos maiores representantes da filosofia, da economia politica e do socialismo". (Lenine).

A filosofia do marxismo (materialismo dialético c materialismo histórico) constitui o fundamento teórico do comunismo, a base teórica do Partido Marxista. Defendendo com a maior energia o materialismo filosófico contra todas as tentativas de desvirtuamento, lutando contra as diversas formas do idealismo filosófico, Marx e Engels não se detiveram no materialismo do seculo XVIII; avançaram mais ainda, impulsionando a filosofia e enriquecendo-a com as aquisições dos clássicos alemães, particularmente do sistema de Hegel que, por sua vez, deu origem ao materialismo de Feuerbach. A mais importante dessas aquisições é a dialética. A alma do marxismo é a dialética materialista, “doutrina da evolução na sua forma mais completa, profunda e isenta de unilateralidade; doutrina sobre a relatividade do conhecimento humano e que nos mostra a matéria em sua eterna evolução”. (Lenine).

— “Aprofundando e desenvolvendo o materialismo filosófico, Marx foi ate as ultimas consequências, aplicando seu conhecimento da natureza ao conhecimento da sociedade humana. O materialismo histórico de Marx veio a ser, dessa forma, uma grande conquista do pensamento cientifico. O caos e a arbitrariedade, que até então imperavam nos conceitos sobre historia e política, foram substituídos por uma teoria assombrosamente solida, harmônica e cientifica; por de sc demonstra como um sistema de vida social, em consequência do aumento das forças produtivas, dá origem a um outro, mais elevado: da servidão da gleba, por exemplo, surge o capitalismo”. (Lenine).

— Em contraposição às teorias idealistas, que reconhecem como base da evolução da sociedade as ideias e a razão. Marx demonstrou que o regime econômico, as condições materiais da produção (e não as ideias) constituem a base sobre a qual se elevam a superestrutura politica e as outras; e que a Jorça motriz da evolução das sociedades, divididas em classes antagônicas, é a luta de classes. O trabalho principal de Marx, O Capital, consagrou-se ao estudo do regime econômico da sociedade capitalista: por trás das relações entre as coisas (troca de mercadorias), Marx descobriu e apontou as verdadeiras relações entre os homens.

“A doutrina da mais-valia é a pedra angular da teoria econômica de Marx” (Lenine). Investigando as leis de desenvolvimento do modo capitalista de produção, Marx fundamentou a inevitabilidade da sua destruição e a vitoria do comunismo.

O capitalismo, que passou a substituir o regime feudal, foi um regime mais progressista. Aconteceu, porém, que uma forma de exploração e opressão dos trabalhadores foi substituída por outra. Como consequência da opressão capitalista e como protesto contra a mesma, começaram a aparecer diversas doutrinas socialistas. O socialismo primitivo, entretanto, foi utópico: criticava e condenava a ordem capitalista; sonhava com um regime melhor, em que não houvesse exploração; mas não sabia indicar a verdadeira solução. Marx e Engels foram os primeiros que transformaram o socialismo de um sonho que era, numa ciência. Explicaram o papel histórico da classe trabalhadora, apontando-a como coveira do capitalismo e criadora da sociedade socialista.

O principal, no marxismo, é a doutrina sobre a ditadura do proletariado. Marx escrevia que “entre a sociedade capitalista e a comunista existe um período de transição revolucionaria da primeira à segunda" e que o Estado, nesse período, não pode ser outro senão o da ditadura revolucionária do proletariado. O marxismo armou a classe operaria, em sua luta contra a burguesia, de uma teoria revolucionaria; deu ao movimento operário que, até então, se desenvolvia espontaneamente, uma direção socialista. E, ante as primeiras manifestações da influencia das ideias marxistas sobre as massas, “todas as forças da velha Europa se uniram para a santa cruzada contra o marxismo A burguesia lutou e luta contra o marxismo e não somente pela força. “A dialética da historia é de tal natureza que o triunfo histórico do marxismo obriga seus inimigos a se disfarçarem sob a capa de marxistas. O liberalismo, interiormente apodrecido. faz tentativas para reviver sob o aspecto de um socialismo oportunista”(Lenine).

— "O oportunismo nem sempre significa uma negação direta da teoria marxista ou de suas diversas afirmações e conclusões. O oportunismo, por vezes, apresenta-se aferrado a certas afirmações do marxismo, já envelhecidas, transformando-as em dogmas com o objetivo de deter, por esse meio, a evolução ulterior do marxismo e, por conseguinte, também o desenvolvimento do movimento revolucionário do proletariado" (“Curso de História").

O marxismo é uma ciência criadora. Os fundadores do marxismo sempre consideraram sua teoria como revolucionaria, como um movimento no sentido da realidade. Depois da morte de Engels, o grande teórico Lenine e, depois da morte de Lenine, Stalin e outros discípulos de Lenine foram os únicos marxistas que não somente desmascararam, implacavelmente, os oportunistas de toda a especie, defendendo o marxismo contra o seu desvirtua- mento, mas também levaram adiante a teoria marxista, enriquecendo-a com experiencias novas, sob as novas condições da luta de classes. Demonstraram praticamente a onipotência do marxismo criador. O marxismo-leninismo é uma concepção do mundo unitário, indivisível, solido e cientifico. Marx e Engels trabalharam e lutaram no período de pujança do capitalismo industrial, que se desenvolvia em linha ascendente; no período em que o proletariado se preparava para a revolução. Lenine e Stalin, discípulos geniais de Marx e Engels, atuaram no período do capitalismo em decomposição, no período das revoluções proletárias, no período em que a revolução proletária já triunfou num país e abriu a época da democracia proletária, a era dos Soviets, a era da construção socialista. “Eis porque o leninismo vem a ser o desenvolvimento ulterior do marxismo" (Stalin). O leninismo é o marxismo da época do imperialismo e das revoluções proletárias...” Lenine não acrescentou ao marxismo nenhum principio novo, e muito menos modificou qualquer de seus velhos princípios” (Stalin). Apoiando-se inteira e completamente nos princípios do marxismo, Lenine o desenvolveu, aplicando-o a novas condições, à nova fase do capitalismo.

Stalin, em sua entrevista com a Primeira Delegação Operaria Americana, mostrou o que de novo havia sido incorporado por Lenine ao tesouro marxista. Em primeiro lugar, Lenine estudou o imperialismo como uma nova fase do capitalismo. ‘‘O mérito de Lenine, o novo em Lenine, consiste em que, apoiando-se nas afirmações fundamentais de O Capital, fez uma perfeita analise marxista do imperialismo como ultima fase do capitalismo, pondo a nu suas mazelas e as condições de sua inevitável destruição. Apoiando-se nessa analise, Lenine fez a sua conhecida afirmação de que sob as condições do imperialismo é possível a vitoria do socialismo em determinados países capitalistas tomados separadamente" (Stalin).

Mais adiante, Lenine desenvolveu a ideia marxista sobre a ditadura do proletariado, mostrando que o Poder Soviético era a forma estatal da ditadura do proletariado; Lenine definiu-a como uma forma particular da aliança classista do proletariado com as massas exploradas não proletárias (campesinato e outras); demonstrou que a ditadura proletária é o tipo superior de democracia numa sociedade de classes. O ponto essencial do leninismo é a ditadura do proletariado, o que faz com que o mesmo se torne “uma doutrina internacional” para os proletários de todos os países, servindo a todos, sem exceção e, entre eles, os da forma capitalista desenvolvida" (Stalin).

Lenine, sob novas condições, no período de transição do capitalismo para o socialismo, num país cercado de outros capitalistas, delineou de nova maneira a questão sobre as formas e modos de construir o socialismo. Fundamentou a possibilidade de construir a sociedade socialista num país de ditadura proletária, rodeada de Estados capitalistas, desde que não fosse esmagado por uma intervenção militar. Mais adiante, Lenine desenvolveu a ideia marxista da hegemonia do proletariado; expandiu essa ideia “num harmônico sistema em que o proletariado assume a direção das massas trabalhadoras da cidade e do campo, não só tendo em vista a destruição do tsarismo e do capitalismo, como também a construção socialista sob as condições da ditadura do proletariado". (Stalin).

Apoiando-se nas ideias marxistas sobre o problema nacional e colonial Lenine desenvolveu-as, aplicando-as às novas condições; unificou e construiu um harmônico sistema de conceitos sobre as revoluções nacionais e coloniais na época do imperialismo. Demonstrou que a solução do problema nacional e colonial está indissoluvelmente ligada à destruição do imperialismo e "declarou que o problema nacional e colonial é parte integrante do problema geral da revolução proletária internacional". (Stalin).

Lenine deu à classe operaria russa e à dos demais países uma doutrina harmônica sobre o partido e as bases políticas, táticas, programáticas e de organização do mesmo; um partido de novo tipo, que se diferencia de modo radical dos partidos da II Internacional, totalmente contagiados pelo oportunismo. A teoria de Marx—Engels—Lenine recebeu seu impulso ulterior com os trabalhos de Stalin. Este não só desmascarou implacavelmente os inimigos; não só defendeu contra eles a unidade monolítica e a pureza do partido, como também desenvolveu e deu impulso à doutrina de Lenine sobre o Partido.

Baseando-se na doutrina de Lenine, Stalin deu incremento à teoria da possibilidade da vitoria do socialismo em alguns países e, até mesmo, num só; demonstrou a impossibilidade do triunfo simultâneo do socialismo em todos os países, sob as condições do imperialismo; desenvolveu também as grandes ideias de Lenine sobre a industrialização do país e a coletivização da economia rural. Stalin reelaborou o problema relativo aos meios pelos quais devia ser levada a efeito a transformação socialista da aldeia e a liquidação dos kulaks como classe, à base da coletivização total. Reelaborou e desenvolveu a doutrina de Marx—Engels—Lenine sobre o Estado, sob o regime socialista, nas condições de cerco capitalista. Armou o Partido com o conhecimento das leis sobre a luta de classes, sob essas novas condições. Desenvolveu a doutrina de Marx—Engels—Lenine sobre o socialismo e o comunismo. Mostrou que o movimento stakanovista prepara as condições para a transição do socialismo ao comunismo. Sob a sua direção, as afirmações fundamentais do comunismo cientifico já estão praticamente realizadas na União Soviética e incorporadas à Constituição da URSS — o primeiro Estado socialista do mundo.

Ensina Stalin que o elo central da cadeia dos problemas históricos, no período socialista, é o problema do domínio da teoria marxista-leninista, pelos quadros da intelectualidade do Partido. Dominar o marxismo-leninismo significa aprender a distinguir sua letra de seu espirito, assenhorear-se de sua ciência, aprender a empregá-lo nas diferentes condições da luta de classes, saber enriquecê-lo, desenvolvê-lo e impulsioná-lo de acordo com o novo meio histórico e os novos problemas. Um instrumento poderoso para dominar o marxismo-leninismo é o Curso de Historia do Partido Comunista (b), publicado pelo Comitê Central do Partido, em Moscou, com a intervenção pessoal de Stalin.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Toda solidariedade ao Rapper espanhol Pablo Hasel


Militante do PCE(r) – Partido Comunista Espanhol (reconstituído), Pablo Hasel é um “rapper” e poeta catalão de ideologia comunista que compõe suas letras baseado na luta de classes, fazendo duras críticas ao capitalismo, o estado e a monarquia espanhola, além de pregar uma revolução socialista como única saída para solucionar as mazelas sociais existentes no mundo. Sua carreira começou em 2005, coincidindo com o aparecimento de diferentes grupos do mesmo estilo musical como “Los Chiko milho” ou “Arma X”, entre outros, momento que alguns indicam como o surgimento de uma forma estável de “rap político” na Espanha. Pablo também é o autor de vários livros que contêm uma dura crítica social e política conhecida como “regime de 78” em todas as suas áreas: monarquia, judiciário, forças policiais, empregadores, hierarquia eclesiástica, partidos parlamentares.

Suas canções, escritos e opiniões levaram Pablo Hasel ao Tribunal Nacional nesta quinta-feira, 1 de fevereiro 2018 para enfrentar a sentença de prisão de dois anos e nove meses e uma multa 40.500 euros pelos crimes de “glorificação do terrorismo”, “calúnias e insultos contra a Coroa e as instituições do Estado” por dizer em alguns de seus tópicos coisas como “Joseba Arregi¹ foi morto pela polícia torturando-o” ou a denúncia de que “Isabel Aparicio², morreu após o estado ter negado cuidados médicos” ou a letra de uma canção publicada por ele em seu canal YouTube com o título “Pablo Hasel – Juan Carlos el Bobón” em que aparecem imagens e cortes de voz do rei emérito, bem como uma imagem do rei Felipe VI, que emerge do interior da cabeça de seu pai e, por sua vez, o interior do chefe do golpista e ditador Francisco Franco.

O rapper também tem mais duas causas pendentes, com as quais as sentenças de prisão que enfrenta podem somar até 12 anos. Conforme foi explicado no vídeo publicado em seu canal no youtube, uma dessas causas é afirma Hasel “desprezar um jogador de futebol nazista”, em referência ao jogador de futebol Roman Zozulya. “Aqui os antifascistas que são acusados de crimes de ódio contra o fascismo e não o contrário”, lamenta Hasel.

A outra condenação, explica ele, por denunciar que a polícia local de Lleida usou uma falsa testemunha para encobrir em um julgamento uma abordagem brutal a um militante que estava colando cartazes pelo direito à autodeterminação.

Este fato, infelizmente, não é o único porque atualmente existem outros artistas, músicos, escritores, jornalistas ou cidadãos simples que estão atualmente sob acusações semelhantes o que levanta o debate sobre as limitações da liberdade expressão do estado espanhol, na medida em que a “democracia” não é capaz de conviver com críticas mais pertinentes sem criminalizar e perseguir os agentes mais conscientes do povo espanhol, paralisada por “tiques” autoritários da ditadura que o precederam e que ainda não foi completamente quebrado. Toda solidariedade a Pablo Hasel!

Jailson Davi (Mc’ Demo)

¹ José Ignacio Arregui Izaguirre (1951-1981), também conhecido como Joseba Arregi, foi um histórico militante da ETA – Euskadi Ta Askatasuna “Pátria Basca e Liberdade”, mais conhecida pela sigla ETA, é a principal organização do Movimento de Libertação Nacional Basco o principal ator do chamado conflito basco. Foi fundada em 1959 como um grupo de promoção da cultura basca. No final dos anos 1960, evoluiu para uma organização, paramilitar separatista, lutando pela independência da região histórica do País Bascol(Euskal Herria), cujo antigo território atualmente se distribui entre a Espanha e a França. Ao mesmo tempo, a ETA assumiu uma ideologia marxista-leninista revolucionária.

² Isabel Aparicio Sánchez completou 60 anos em 2 de fevereiro. Ele tinha sido prisioneiro político desde 2007 e já havia passado mais oito anos de prisão (outubro de 1979 a janeiro de 1988). Madrileña, militante histórica do PCE (r) – Partido Comunista da Espanha (reconstituído) desde a sua fundação em 1975, teve inúmeros problemas médicos que não foram abordados desde a sua entrada na prisão.Toda solidariedade ao Rapper espanhol Pablo Hasel

1 de Fevereiro de 2018



quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Stalingrado: a vitória do socialismo contra o fascismo

Stalingrado: a vitória do socialismo contra o fascismo

A batalha de Stalingrado deve nos servir como exemplos de comunistas. Um partido comunista com uma linha ideológica firme, que atinge as últimas consequências na luta pelos interesses da classe trabalhadora, enfrentará, como fizeram os nossos irmãos soviéticos nos últimos 75 anos, os testes mais difíceis. A Segunda Guerra Mundial foi um exemplo disso, assim como o Partido Comunista da União Soviética e o povo russo heróico eram exemplos de disciplina, orgulho e força.

A construção do socialismo, tarefa primordial do PCUS, que deu aos trabalhadores da União Soviética a vida digna que mereciam e pelo qual lutavam por tanto tempo, foi interrompida pelo início de uma nova Guerra Mundial. Se, em 1914, as burguesias das grandes potências decidissem iniciar a Primeira Guerra Mundial para obter uma nova divisão, criando na Rússia as condições para que os trabalhadores, os camponeses e o exército compreendessem, graças ao Partido bolchevique, a necessidade da revolução socialista para para obter paz, pão e terra, esta nova guerra foi focada de um ponto totalmente diferente para o povo já soviético. Foi o momento de defesa de tudo o que foi alcançado, a defesa da dignidade do povo socialista e a rejeição de um novo, o enésimo ataque do imperialismo desta vez na sua faceta mais espinhosa: o fascismo.

Mais de 26 milhões de mortes foram o custo que teve que assumir a União Soviética para derrotar o fascismo, liderado pela Alemanha nazista. Um meio milhão de soviéticos, entre civis e soldados do invencível Exército Vermelho, pereceram na batalha de Stalingrado, dando suas vidas pela pátria, terra do socialismo. O slogan de Stalin " Não é um passo atrás!" Foi assumido pelo Exército Vermelho e pelo povo russo, tanto na frente como na parte traseira, evitando assim que o país dos soviéticos seja subjugado pelo fascismo alemão e permitindo que as tropas soviéticas começassem a ofensiva que terminaria em Berlim quase três anos depois.

Uma batalha que serve de exemplo para os comunistas do mundo inteiro hoje. Stalingrado mantém a essência da vitória do socialismo, a aspiração máxima do proletariado e que defendeu e defenderá com sua vida, se necessário, contra o fascismo, o filho favorecido do capitalismo e o resultado final do aprofundamento da democracia burguesa. A batalha de um país com justiça por bandeira contra a pior criação do capitalismo em toda a sua história.

Uma vitória ressonante para todo um povo, tecnicamente e produtivamente em desvantagem, que, apoiada pela justa linha ideológica e política de seu Partido, o PCUS e, na disciplina mais severa, poderiam derrotar, com o Exército Vermelho na frente, o inimigo mais perigoso que a humanidade já enfrentou. Um exemplo de que as pessoas organizadas podem derrotar até o inimigo mais feroz, um sucesso do Partido Comunista de Lênin e Stalin que nunca deixou de organizar a classe trabalhadora e enfrentando todos os desafios necessários para atingir o objetivo do socialismo.

A batalha de Stalingrado, a primeira pedra da vitória soviética na Segunda Guerra Mundial, é um dos exemplos mais claros dos desafios criminais que a burguesia lança para os trabalhadores que, organizados, lutam por um mundo melhor e um exemplo disso, igualmente organizado com o Partido Comunista, todos esses desafios podem ser superados. O Partido dos Trabalhadores Comunistas de Espanha, seguindo o exemplo dos mestres Marx, Engels e Lenin, da mesma forma que Stalin fez brilhantemente, assume e assumirá todos os desafios que são necessários para a construção do socialismo e sua defesa.

D. García - Secretário de Relações Internacionais do Partido Comunista Operário de Espanha ( PCOE)

4 de fevereiro de 2018

sábado, 3 de fevereiro de 2018

O Desenvolvimento Econômico da Sociedade : IV- O Capitalismo

L. Segal

O Capitalismo

O capitalismo desenvolveu-se economicamente, ao surgir a produção mercantil, em substituição à economia natural do sistema feudal. Sob os regimes da escravidão e do feudalismo, de fato, existiu a troca de produtos, o dinheiro e o comércio, em geral. Mas a maior parte dos produtos não era destinada ao mercado. Sob o capitalismo é que a produção mercantil se converteu num modo de produção generalizado e dominante. O capitalismo fez desenvolver-se amplamente a divisão social do trabalho. Da manufatura capitalista, na qual o trabalho manual constituía a base da produção, surgiu a fábrica capitalista, pro- vida de maquinismos potentes.

A produtividade do trabalho aumentou consideravelmente. Surgiram novas mercadorias e cresceu o número de indústrias. O capitalismo destruiu parte dos antigos modos de produção e o restante foi incorporado ao seu próprio mecanismo. Promoveu o desenvolvimento dos meios de comunicação, penetrou em todos os rincões do globo e criou um mercado e uma economia capitalista de caráter mundial.

No regime capitalista, a produção não tem como objetivo satisfazer necessidades sociais. Seu móvel é o enriquecimento dos capitalistas. A caça aos lucros é sua força motriz. Para alcançar a maior vantagem possível, cada capitalista, submetido às leis do mercado, trata de aumentar sua produção, de intensificar a exploração de seus operários e de introduzir novas e mais perfeitas máquinas, afim de diminuir o custo da produção e aumentar seu lucro.

Já citamos as palavras de Engels quando diz que, numa sociedade dividida em classes,"cada passo para a frente, na produção, é ao mesmo tempo, um passo para trás na situação da classe oprimida, ou seja, da grande maioria".
O capitalismo agrava intensamente essa contradição, própria, aliás, de qualquer sociedade dividida em classes.

"Como produtor, à custa do esforço alheio, espoliador da "mais-valia" e explorador da "força de trabalho", o capitalismo ultrapassa em energia, exagero e eficiência a todos os sistemas de produção que o precederam — o escravagista e o feudal — baseados diretamente no trabalho forçado".

As desenvolver as forças produtivas da sociedade, o capitalismo revela-se, cada vez mais, incapaz de dominá-las. As crises, que enfraquecem periodicamente o sistema capitalista e destroem parte de suas forças produtivas, são bastante eloquentes na demonstração desse fenômeno de descontrole e anarquia.

O capitalismo torna-se agora um obstáculo ao desenvolvimento das forças produtivas geradas por ele próprio. Torna-se uma necessidade histórica a supressão do capitalismo pelo processo revolucionário e sua substituição pelo comunismo, isto é, pela sociedade sem classes, na qual os meios de produção sejam de propriedade coletiva.

O desenvolvimento do capitalismo cria as condições materiais e técnicas necessárias à edificação da sociedade comunista. Ao mesmo tempo, gera a força que é destinada a derrubá-lo : a classe operária revolucionária. A situação social desta classe agrava-se com o desenvolvimento do capitalismo e não tem outra saída senão a de destruí-lo e construir, a seguir, a sociedade comunista.

A contradição entre as forças produtivas e as relações da produção

A visão rápida, que acabamos de dar sobre o desenvolvimento da sociedade, mostra que a passagem de um modo de produção para outro não é resultado do acaso, mas consequência do desenvolvimento da contradição que se gera entre as forças produtivas e as relações de produção. Vejamos como Marx expõe essa lei da evolução histórica:

"...na produção social para sua existência, os homens entram em relações determinadas, necessárias e independentes de silas vontades. Essas relações de produção correspondem a uma etapa determinada de desenvolvimento de suas forças produtivas materiais... Durante o curso de seu desenvolvimento, as forças produtivas da sociedade entram em contradição com as relações de produção que, nessa época, existem, ou, o que não é mais que sua expressão jurídica, entram em contradição com as relações de propriedade dentro das quais se tinham movimentado até então. As relações, que eram, antes, formas evolutivas das forças de produção, se convertem em empecilhos... Então, uma era de revolução social se inaugura".

Cada sistema de relações de produção ou cada. agrupamento social (comunismo primitivo, escravidão, feudalismo, capitalismo, comunismo), cada um tem suas particularidades. Mas, se considerarmos os três modos, de produção que se seguiram ao comunismo primitivo, descobrimos um traço comum a todos: as relações de produção são relações de classes, todos esses sistemas se caracterizam pelo antagonismo entre as classes. A luta de classes é o traço fundamental que caracteriza toda a vida social. O capitalismo é a última sociedade antagônica, a última sociedade dividida em classes. O seu lugar será ocupado pela sociedade socialista, sem classes. Esta é a primeira fase do comunismo e sua edificação inicia-se com a vitória da classe operária, ou, seja, com a instauração da ditadura do proletariado.

Todas as revoluções anteriores se limitavam à mudança de um regime de exploração por outro, enquanto que a revolução proletária suprime toda forma de exploração.

"Só a Revolução Soviética, a Revolução de Outubro, conseguiu solucionar o problema de não substituir um grupo de exploradores por outro, de não substituir uma forma de exploração por outra, mas o de acabar com toda exploração, suprimir todos os exploradores, ricos e opressores, antigos ou novos".

Nas sociedades divididas em classes, o domínio do homem sobre a natureza realiza-se através da dominação da imensa maioria da sociedade por um ínfimo punhado de exploradores. Assim, cada passo para a frente, na produção, constitui um retrocesso na situação dos trabalhadores, como já o demonstramos. A revolução proletária, pelo contrário, inaugura uma nova era, na qual um passo ascendente da produção significa ,ao mesmo tempo, um passo progressista na situação social dos trabalhadores. Pela primeira vez, a sociedade é dona da natureza. Pela primeira vez, as forças produtivas podem desenvolver-se com um ritmo tal, que não seria alcançado por nenhuma sociedade baseada na exploração de uma classe por outra. O rápido crescimento das forças produtivas e a vitória do socialismo, na URSS, são a prova mais evidente desse fato

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Espanha:A pobreza aumenta na capital


A pobreza aumenta na capital

Chega o frio e nem a capital nem o capital perdoam; Madrid se torna cada noite uma trilha de castelos de papelão, meias sujas e rostos cansados ​​para caminhar por todos os lados do grande motor econômico espanhol.


Os dados revelados pelos últimos estudos em dezembro de 2017 não deixam espaço para bons presságios. O município de Manuela Carmena tem 2.059 casos de sem-teto, Cáritas tem mais de 3000 . Outras associações, como " Chupano " (criado por " Papi " , um sem-teto que vive na rua há 22 anos, para visibilizar a pobreza severa sofrida na capital e no resto do Estado espanhol) eleva a figura Caritas, estimando que mais de 5000 pessoas sufr na presente situação na capital.


Mesmo com base nos dados positivos, o município de Carmena, daqueles 2.059 desabrigados estão desabrigadas 524, ou seja, dormir e viver a inte m Perie. Dos 524 ( 26% do total datado pelo município), a maioria v a ga no centro da cidade.


O que é mais impressionante desses dados ' positivo' o governo ' mudança' é a porcentagem de pessoas com ensino superior que vivem entre estes 2.059 despossuídos, 58,9%. Se os governos herdados pelo regime não trataram bem nossos filhos, os governos das supostas mudanças só perpetuaram o acordo. Mas com pelo menos um sorriso de orelha a orelha .


O resto de " sem casas" vive nos cantos que os recebem e especialmente em abrigos. Organizações como a anterior chamada Chupano denunciam estas. Eles afirmam que são prisões, que massificam pessoas que abrigam até 6 seres humanos na mesma sala, não permitem a entrada com animais de estimação ou casais e seus horários são típicos de uma penitenciária, chutando-os antes das trinta e meia da manhã .


Tampouco mostram boas novas os dados do conselho da cidade, uma vez que os abrigos têm 95% de ocupação e as medidas de Carmena são risíveis de apaziguar esta situação de miséria e pobreza.


Um deles deve ter dado 135 casas individuais a pessoas necessitadas, o que é uma tentativa vã de esconder a realidade existente, uma medida cosmética à frente da galeria que não aborda o problema real dessas pessoas, o desemprego e precariedade laboral que condena milhares de trabalhadores na Comunidade de Madri e o resto das regiões da Espanha à pobreza e à indigência. Assim, de acordo com dados da UE através do indicador Arope, quase 13 milhões de espanhóis vivem em risco de exclusão social .


Esta figura assusta na capital, mesmo que ( tendo em conta o barómetro da ' mudança') lemos que 26,1% dos estas 2.059 pessoas desabrigadas cobrada qualquer salário ou benefício, refletindo claramente a realidade que milhares de pessoas nossa região em particular e em geral em todo o estado espanhol, onde os salários de pobreza até mesmo permitir que a classe trabalhadora para viver sob o mesmo teto, ter que depender de caridade ONG s e governo Carmena, em um ato de O clareamento de mídia leiloou 135 casas em que terá que abrigar cerca de 5000 pessoas, de acordo com números estimados por alguns grupos , incapazes de pagar eletricidade, água ou aquecimento.


Os dados confirmam que nem a caridade nem os bons gestos servem para combater o desemprego ou a pobreza, problemas estruturais intrínsecos ao próprio sistema capitalista. Não há bons rostos ou capitalismo rosa, como a social-democracia nos faz acreditar. Reformismo e oportunismo, características das " prefeituras da mudança ", como a de Manuela Carmena na capital , fazem parte desse sistema e não buscam resolver os problemas da classe trabalhadora .


Somente a classe trabalhadora, combativa e consciente, organizada através do Partido, pode pôr fim à sua própria miséria e saque, acabar com este sistema criminal e seguir em direção ao socialismo, que é a única saída para que os trabalhadores tenham uma vida digna que saia por trás da miséria e da exploração capitalista.

Comitê local do Partido Comunista Operário de Espanha em Madri