sábado, 13 de julho de 2019

Eles coitados não têm culpa de que a burguesia seja ingrata e veja nas suas posições politicas qualquer perigo ou radicalismo...


"É um grande dia para o Serviço Nacional de Saúde" defende o BE.


"A solução encontrada (diz o PCP) remete para uma base aprovada por proposta do PCP que fixa o princípio  de que o Estado só deve recorrer à prestação de cuidados de saúde por privados de forma supletiva, temporiariamente e enquanto o SNS não dispõe de capacidade de resposta" ou seja  não só vai ao encontro do projecto de lei do PS, como mantêm as PPP existentes.

Ou um recuo em toda a linha do BE e do PCP quando antes se diziam contra o projecto de lei do PS, e agora o aprovam sem que haja qualquer alteração ou garantia por parte do PS em acabar com as PPP na saúde ou mesmo em qualquer outro sector, porque se assim não fosse o que poderia impedir desde já o PS fazê-lo, na medida em que agora reunia todas as condições politicas para o fazer?


Como aconteceu com a votação da contagem total do tempo de serviço congelado nas carreiras, no retorno dos direitos laborais roubados, no abaixamento do IVA para 6% na electricidade e no gaz, na aprovação dos OE recomendados pela UE/BCE/FMI, mais uma vez se prova que para esta pseudo-esquerda o que conta mesmo não é mobilizar os trabalhadores para garantir o retorno completo de todos os direitos laborais e sociais até aqui roubados pelos sucessivos governos, desde 25 de Novembro de 1975, com particular destaque para os governos Socrates e Passos Coelho/P.Portas/ Troika, mas a continuação dos acordos e aliança com o futuro governo capitalista PS, para que dessa forma possam reivindicar a seu favor, as côdeas que entretanto possam cair,
com o consentimento da UE.


Com mais esta demonstração colaboracionista com os interesses da burguesia e de capitulação perante as politicas capitalistas do PS, esperemos que os trabalhadores e particularmente os mais conscientes e militantes se mobilizem por criar uma nova alternativa politica partidária, que lute efectivamente pela defesa dos interesses e direitos dos trabalhadores, rumo à sua emancipação social. 

sexta-feira, 5 de julho de 2019

A exploração capitalista não tem limites, e caso faltem a um dia de trabalho, terão de pagar uma penalização : Mulheres trabalhadoras indianas retiram úteros para que menstruação não impeça trabalho.

© Reuters
POR LUSA
MUNDO ÍNDIA

Milhares de mulheres jovens da Índia retiraram os úteros nos últimos três anos para deixarem de menstruar e poderem trabalhar no corte de cana-de-açúcar, em campos onde não há casas de banho e qualquer falta é penalizada.

Dois focos de notícias regionais recentes citados hoje pela BBC mostram que a Índia, país que considera que as mulheres ficam impuras quando estão com o período, continua a ter uma relação muito problemática com a menstruação.

O primeiro tem origem no estado de Maharashtra, com a imprensa indiana a revelar que milhares de jovens mulheres se sujeitaram a procedimentos cirúrgicos para retirar os seus úteros nos últimos três anos.

Um número substancial destes casos teve como motivação a possibilidade de trabalhares nas colheitas e corte de cana de açúcar, referem os jornais citados pela estação britânica.

Todos os anos, dezenas de milhares de famílias pobres dos distritos de Beed, Osmanabad, Sangli e Solapur emigram para zonas conhecidas como "faixa do açúcar" para trabalharem seis meses no corte de cana de açúcar.

Uma vez lá, essas famílias são controladas pelos empreiteiros, habitualmente relutantes em contratar mulheres, já que o trabalho é muito duro e as mulheres podem ter de faltar um ou dois dias durante os seus períodos.

Caso faltem a um dia de trabalho, terão de pagar uma penalização.

Estes trabalhos estão longe de ter boas condições já que as famílias têm de viver em cabanas ou tendas perto dos campos, não há casas de banho, e como o corte da cana de açúcar é feito muitas vezes durante a noite, não há horas para dormir nem para acordar.

Quando as mulheres têm os seus períodos, tudo isto se torna ainda mais difícil.

Além disso, muitas mulheres apanham infeções porque as condições higiénicas são inexistentes ou quase e, de acordo com ativistas que trabalham nessa região, muitos médicos encorajam-nas a retirar os úteros mesmo quando elas têm apenas problemas ginecológicos menores, que são fáceis de tratar com medicação.

Como a maioria das mulheres destas zonas se casam muito novas, muitas já têm dois ou três filhos quando chegam aos vinte e tal anos, e como os médicos não as avisam dos problemas que enfrentam ao sujeitarem-se a histerotomias, acreditam não haver qualquer problema em retirar os úteros.

Tudo isto transformou várias aldeias da região em "aldeias de mulheres-sem-útero".

A questão foi levantada no mês passado na assembleia nacional pelo deputado Neelam Gorhe, tendo o ministro da Saúde de Maharashtra, Eknath Shinde, admitido que se registaram 4.605 histerotomias só no distrito de Beed, desde 2016.

Segundo sublinhou o ministro regional, embora nem todas estas cirurgias tenham sido feitas em mulheres que trabalham no corte de cana de açúcar, o governo criou um comité para investigar vários dos casos.

Um segundo foco de notícias regionais refere-se ao estado de Tamil Nadu e é sobre as mulheres que trabalham na multimilionária indústria de vestuário.

Num inquérito feito pela Fundação Thomson Reuters a 100 mulheres, todas disseram ter recebido medicação dada pelos seus empregadores quando se queixaram de dores menstruais, embora a lei preveja um dia de folga.

Segundo adiantaram, os medicamentos raramente são fornecidos por médicos e muitas admitiram que não sabem o nome dos medicamentos que tomam nem conhecem os possíveis efeitos secundários.

As costureiras, que proveem na quase totalidade de famílias pobres da região, consideram que estes medicamentos lhes causam problemas de saúde - desde depressões até crises de ansiedade, passando por infeções urinárias e abortos -- mas alegam que não podem perder o salário de um dia por causa de dores menstruais.

Perante os alertas, a Comissão da Índia para as Mulheres descreveu as condições em Maharashtra como "patéticas e miseráveis" e apelou ao Governo nacional para adotar medidas que previnam este "tipo de atrocidades".

O Governo (que tem permitido todas estas barbaridades e atrocidades por parte do patronato explorador" para que as denuncias não se virem contra ele) vem agora prometer monitorizar a saúde das trabalhadoras da indústria de vestuário de Tamil Nadu.

Na índia, a presença das mulheres no mercado laboral caiu de 36% em 2005-2006, para 25,8% em 2015-16.

sábado, 29 de junho de 2019

O governo sírio e seus aliados não tomam como alvo hospitais e escolas, porque esses hospitais e essas escolas são os nossos hospitais e as nossas escolas.

Intervenção do delegado permanente da Síria nas Nações Unidas, Dr. Bashar al-Jaafari.

Obrigado, senhor presidente

A realização desta reunião do Conselho de Segurança acontece em boa hora, pois dá-nos a oportunidade, assim como a outros Estados, de vos traçar o quadro dos ataques lançados por grupos terroristas armados, reunidos em Idleb, nas cidades e aldeias vizinhas, nomeadamente o Rif d’Alepo, os Rifs do norte de Hama e de Latakia.

Falando de ataques, assinalo-vos que o mais recente é o massacre cometido há dois dias a sul de Aleppo, na aldeia de Doueihi; um crime que deixou 12 mortos e mais de 16 feridos em plena celebração de um casamento. 

Um ataque que transformou a vida pacata dos habitantes num terror difícil de descrever, no seguimento da deflagração de projécteis lançados pelos terroristas da “Frente al-Nusra”, apoiados pelo regime turco de Erdogan. 

Os corpos dos mártires e dos feridos, a maioria mulheres e crianças, estavam espalhados pelas vielas da aldeia, enquanto as casas dos habitantes e das propriedades públicas e privadas, incluindo o Centro de Saúde e a mesquita, foram amplamente destruídas.

Este crime bárbaro insere-se em toda uma série de crimes cometidos por esses grupos terroristas dirigidos por “Hay’at tahrir al-Sham”, aliás “Frente-al-Nusra”, organização terrorista inscrita na lista do Conselho de Segurança da ONU. e entidades terroristas enquanto sucursais da Al Qaeda na Síria. Crimes que requerem uma condenação clara e directa por parte deste Conselho.

Senhor Presidente

Vou mencionar, muito brevemente, alguns desses crimes, todos eles envolvendo a morte de dezenas de civis inocentes e o ferimento de centenas de outros, muitos dos quais mulheres e crianças. Por outras palavras, mencionarei apenas as vítimas civis, sem mencionar as vítimas militares:

• A cidade de Squelbié e as aldeias de Aïn al-Kouroum e Balhassine alvejadas em 25 de Maio por dezenas de projécteis
• As cidades de Salhab e Squelbie alvejadas em 26 de Maio por mais de 30 projécteis.
• A cidade de Qamhani atingida em 29 e 31 de Maio por numerosos rockets.
• As aldeias de Qal’at al-Madif, Karakate e Chatha ao norte e noroeste de Hama alvejadas com dezenas de rockets e mísseis.
• Numerosas regiões do Governato de Aleppo repetidamente alvejadas com dezenas de rockets e mísseis.
• A cidade de Jablé alvejada com numerosos mísseis
• O repetido alvejamento da cidade de Mhardeh com dezenas de mísseis, tendo o último ocorrido no alvorecer do dia de hoje

Isso, sem mencionar o contínuo alvejamento das posições do Exército Árabe Sírio e das Forças russas aliadas, nomeadamente o Aeroporto Hmeimim, com mísseis e drones armadilhados.

E uma vez que alguns gostam de nos colocar questões, seria bom que colocassem a si próprios e a nós as seguintes questões:

• Quem fornece todas essas armas aos terroristas?
• De onde vêm essas armas? Em para-quedas, vindas de outro planeta? Ou de Estados-Membros dentro ou fora deste Conselho?
• De onde vêm essas quantidades consideráveis de armas e também de terroristas? Não fomos nós invadidos por 100 mil terroristas estrangeiros só a partir da nossa fronteira com a Turquia? Quantas vezes o repetimos perante este Conselho e em outros lugares, enquanto uma das suas subcomissões confirmava a veracidade das nossas declarações quanto ao facto de que 101 Estados Membros desta Organização [das Nações Unidas] exportavam terrorismo em estado puro para a Síria?

Sr. Presidente

As declarações ouvidas hoje neste local indicam uma consciência partilhada por todos quanto à necessidade de lidar com um problema colocado por Idleb. Pelo menos é isso que entendemos das exposições dos nossos colegas: Idleb coloca um problema!

Idleb, a síria, obviamente. Não estou falando de Idleb na Flórida, na Grã-Bretanha ou em França … Todavia, no mês passado, 17 de Maio, tinha-vos demonstrado de forma muito detalhada que a causa deste problema é a persistência do regime turco e seus associados em fornecer todo o tipo de apoio aos grupos terroristas e a subtrair-se às obrigações decorrentes do acordo de redução da escalada militar e dos compromissos assumidos em Astana e Sotchi. O que permitiu à organização terrorista Hay’at tanrir al-Cham - que conta nas suas fileiras dezenas de milhares de terroristas estrangeiros, dos quais mais de 15.000 europeus - controlar a quase totalidade da cidade de Idleb e certas regiões vizinhas do noroeste da Síria, criar um foco de terrorismo desafiando o Estado sírio, tomar centenas de milhares de civis como escudos humanos.

Civis contra os quais cometem os mais hediondos crimes, espalhando morte e destruição; apropriando-se de instalações civis, incluindo hospitais e escolas convertidas em casernas militares, centros de detenção e tortura; assassinando todos aqueles que rejeitam a ideologia takfirista extremista e as suas disposições obscurantistas.

A esse propósito, quando certos colegas – entre os quais figuram, o que muito lamentamos, o Sr. Lowcock e a Sra. DiCarlo [respectivamente, Secretário-Geral adjunto para assuntos humanitários, Gabinete de coordenação dos assuntos humanitários (OCHA) e Coordenador dos socorros de emergência; Secretária-Geral adjunta para os assuntos políticos tendo sucedido a Jeffrey Feltman] cujas fontes não sei quais são, vos dizem que 27 instalações médicas ou, mais precisamente, 27 hospitais foram alvejados em Idleb, eu digo-vos que:

• A capital, Damasco, onde vivem 8 milhões de pessoas, tem apenas 8 hospitais públicos dentro dos seus muros e 9 hospitais na periferia, ou seja um total de 8 + 9 = 17 hospitais, não mais. Se somarmos os 10 hospitais privados, nem chegamos a 30 hospitais para uma capital onde residem 8 milhões de habitantes.
• Enquanto Alepo conta com 11 hospitais públicos mais 10 hospitais privados. Donde 21 hospitais na segunda cidade do país onde residem 5 milhões de pessoas.
• Quanto ao Idleb, a cidade conta 4 hospitais públicos e 4 hospitais privados, donde 8 hospitais no máximo.

De onde vem então esse número de 27 hospitais alvejados em Idleb? Que eles tenham a gentileza de nos indicar as suas fontes. Quanto a mim, digo-vos publicamente que essas declarações são desinformação e mentiras. A fonte, seja ela qual for, na origem dessas informações trabalha para vos enganar. Não há 27 hospitais em Idleb!
Agora, para responder à minha colega a embaixadora britânica: se a organização dos “Capacetes Brancos” ocupa um compartimento na cave de um qualquer edifício e o usa como plataforma de lançamento dos seus projécteis, é outra coisa. Não é um hospital. É o que se chama “instalação médica improvisada”. E é, mais exatamente, uma palhaçada e uma encenação sobre algo a que se chamou hospital, mas que se verifica ser apenas uma sala numa cave, destinada a atingir os civis e os soldados do Exército árabe sírio.

Além disso, e uma vez que hoje os sentimentos “humanitários” florescem em toda a parte, falar-vos-ei de um outro escândalo. Sabeis vós, Senhoras e Senhores, que após 8 anos de sanções - ditas “medidas coercivas unilaterais” por que ilegítimas e não decididas por vós - os Estados Unidos e a União Europeia persistem em proibir a exportação de equipamentos médicos para ressonância magnética e tomografia axial computorizada, e até mesmo fio cirúrgico para a Síria? Qual é então essa empatia humanitária que proíbe a exportação desses materiais e equipamentos para os nossos médicos e cirurgiões que tanto necessitam dela? Para não falar de crime, é uma vergonha e é o mínimo que podemos dizer sobre isso. Mas a OCHA evidentemente que não vê nada, e a Sra. DiCarlo e os papagaios do humanitário também não!

O governo sírio e seus aliados não tomam como alvo hospitais e escolas, porque esses hospitais e essas escolas são os nossos hospitais e as nossas escolas.

Sr. Presidente

A aplicação dos princípios do direito internacional, das disposições da Carta e das resoluções deste Conselho relativamente ao terrorismo necessitam, neste caso específico, de apoiar os esforços do Estado sírio e dos seus aliados na sua luta contra o terrorismo. bem como a criação de uma parceria para esse efeito, uma vez que são a parte interessada na erradicação do terrorismo e na melhoria da situação humanitária na Síria, em vez de exigirem a realização destas sessões espectaculares, de divulgarem informações enganosas e de fabricarem acusações contra a Síria e seus aliados a fim de socorrer os grupos terroristas, de fazerem obstrução aos procedimentos legítimos do Estado sírio com o objectivo de proteger os seus cidadãos desembaraçando-os da sujeição às organizações. terroristas que fazem deles os seus escudos humanos.

Portanto, é necessário abandonar totalmente todas as tentativas de minar a soberania, a unidade e a integridade territorial da Síria, parar todas as tentativas de exploração da crise a fim de servir as agendas destrutivas de certos Estados e seus cúmplices, renunciar às políticas selectivas sistemática e incontestavelmente partidárias.

Políticas que se reflectem no facto de que certos Estados Membros fecham os olhos aos crimes cometidos por grupos terroristas, ao papel dos governos de Estados notoriamente conhecidos pelo seu apoio ao terrorismo, aos crimes de guerra e crimes contra a humanidade cometidos pela ilegítima “Coligação Internacional” em Raqqa, Deir ez-Zor, Hajine, Al-Baghouz, etc. - como o evocou o meu querido colega embaixador russo, graças lhe sejam feitas - e sobre a detenção de dezenas de milhares de civis sírios pelas forças de ocupação dos EUA no campo de Al-Roukbane.

E pela centésima vez, lembramos que o campo de Al-Roukbane é uma terra síria ocupada por forças norte-americanas que alimentam uma facção terrorista chamada “Maghawir al-Thawra”, que cobram 100.000 libras sírias por cada civil que deseje deixar o campo, coisa a que os americanos, evidentemente, fecham os olhos.

Sr. Presidente

Acabar com o sofrimento dos sírios em Idlib e outras regiões exige:

Primeiro: Contrariar as principais causas desse sofrimento. Ou seja, as políticas dos governos que apadrinham o terrorismo, as ações de organizações terroristas e milícias assim instrumentalizadas, os crimes incessantes cometidos pela dita “Coligação Internacional”, incluindo os incêndios deliberados das plantações de cevada e trigo. A esse propósito, há dois dias, o regime turco publicou um anúncio em língua árabe, dirigido aos agricultores sírios, para os informar de que o governo turco estava disposto a comprar as suas colheitas em liras turcas. Por outras palavras, o que não terá sido queimado poderá ser vendido à Turquia a um quarto do preço. O que não impede que nos acusem de prejudicar a Turquia. Não, não é esse o caso. O regime turco não respeita absolutamente as regras de boa vizinhança. Se possuísse um pingo de sabedoria política, reflectiria sobre o futuro, já para não falar do direito internacional e dos acordos que organizam as relações entre a Turquia e a Síria. É o que deveria fazer: tomar em conta o futuro, porque estamos presentes nesta região pelo facto da Geografia e da História. O regime de Erdogan não deveria abrir as nossas fronteiras comuns a dezenas de milhares de terroristas estrangeiros e a todos os tipos de armas, incluindo armas químicas vindas de Bengasi, via Istambul, para Khan al-Assal, perto de Aleppo. Um percurso que já vos referi muitas vezes, os produtos químicos tendo sido encaminhados por um terrorista sírio trabalhando para os Serviços de informações turcos: Haytham al-Kassar. Tanta informação na vossa posse, dadas as 800 mensagens detalhadas que nós vos enviámos. Mas alguns recusam ler.

Segundo: Acabar com a presença ilegal de forças dos EUA e da Turquia no território da República Árabe da Síria e, em consequência, com o sofrimento de milhões de civis nas regiões controladas por essas mesmas forças.

Terceiro: Levantar imediata e incondicionalmente as medidas económicas coercivas unilaterais e ilegítimas impostas ao povo sírio; as quais constituem um terrorismo econômico e uma punição colectiva.

Quarto: Deter a politização deliberada e sistemática da situação humanitária bem como a sua exploração para fins totalmente contrários aos princípios da acção humanitária.

Quinto: Apoiar os esforços do Estado sírio com vista à reconstrução do que foi destruído pelo terrorismo - deixo-vos julgar o objectivo visado por estas destruições -; facilitar o retorno dos sírios deslocados com dignidade e segurança e trabalhar para orientar nesse sentido as promessas dos doadores.

Sr. Presidente

Apesar da adopção pelo Conselho de Segurança de mais de 46 resoluções relacionadas com a luta contra o terrorismo, a guerra terrorista imposta ao meu país desde há quase nove anos, das suas consequências e do papel desempenhado pelos governos de certos países para a prolongar, alguns fora e mesmo dentro deste Conselho continuam a explorar o terrorismo até ao ponto de ver nele um parceiro, em lugar de construir uma parceria com a Síria para o erradicar. Aqui também vos deixo ajuizar sobre o objectivo de tais manobras.

Aqui, reitero que o governo sírio não se curvará perante a guerra terrorista que lhe é imposta, não permitirá que as vidas de seus cidadãos continuem a ser assim ameaçadas, continuará a exercer os seus direitos soberanos e constitucionais e a apoiar-se nas disposições da Carta e nos princípios do direito internacional para defender o seu território e os seus cidadãos, lutar contra o terrorismo e pôr termo à presença estrangeira ilegítima sobre o conjunto da República árabe da Síria.

No entanto, o governo do meu país permanece empenhado na concretização de uma solução política que permita aos sírios fazer a sua escolha e decidir do seu futuro, através do diálogo realizado por eles mesmos, sem ingerência estrangeira, de uma forma que garanta a soberania, a independência, a unidade e a integridade territorial da Síria.

Obrigado, senhor presidente.

Dr. Bashar al-Jaafari :Delegado Permanente da Síria junto das Nações Unidas

Fonte: https://www.legrandsoir.info/conseil-de-securite-appels-pressants-pour-contenir-le-conflit-dans-le-nord-ouest-syrien-et-eviter-des-consequences-humanitaires.html




quarta-feira, 19 de junho de 2019

Espanha: criminalizar a solidariedade

Espanha: criminalizar a solidariedade

Manuel Raposo - Sábado, 15 Junho, 2019

Ao mesmo tempo que o escandaloso julgamento político dos independentistas catalães decorre em Madrid, um outro julgamento — muito menos mediático, mas igualmente revelador dos propósitos políticos da Justiça herdada do franquismo — segue trâmites nos tribunais espanhóis. Três militantes de uma organização comunista (Red Roja) estão acusadas, nada mais, de “financiamento do terrorismo”. O acto concreto que, para a Justiça espanhola, justifica esta acusação foi a recolha e entrega de fundos em apoio dos palestinos, quando estavam debaixo de fogo da tropa israelita.

A Red Roja promoveu, em meados de 2014 e no final de 2015, a recolha de ajuda económica destinada ao povo palestino. Ángeles Maestro, dirigente da organização, com mais duas militantes, María e Beatriz, eram titulares da conta bancária em que a ajuda foi recebida.

Em ambas as ocasiões, houve campanhas militares do estado de Israel que resultaram em centenas de mortes, milhares de feridos e destruição maciça de casas e edifícios, sobretudo na Faixa de Gaza. As contribuições, destinadas à ajuda humanitária, foram enviados às organizações que a Red Roja entendeu serem representantes legítimos do povo palestino. No primeiro caso, os fundos foram entregues a Leila Khaled (da FPLP), que na altura visitava diferentes regiões do Estado espanhol — chegando a ser recebida por representantes institucionais — e, no segundo caso, foram entregues a representantes da Autoridade Nacional Palestina.

No depoimento perante o Tribunal, em 5 de Fevereiro, Ángeles Maestro assumiu total responsabilidade pela realização das campanhas de fundos — uns modestos 5.300 euros em 2014 e 3.085 em 2015 — para ajudar na reconstrução de escolas e hospitais. O cumprimento deste objectivo foi acreditado por meio de um documento oficial da Autoridade Nacional Palestina apresentado perante o Tribunal.

O Tribunal rejeitou, em 10 de Junho último, um pedido de arquivamento do caso e determinou levá-lo a julgamento na base de “financiamento do terrorismo”. As penas previstas no Código Penal vão de dois e dez anos de prisão e multas de três vezes os valores enviados.

A acusação teve origem numa denúncia feita pela associação israelita “The Lawfare Project Spain” e argumenta como o facto de Leila Khaled ser dirigente da Frente Popular de Libertação da Palestina.

A FPLP não reconhece o estado de Israel e defende a criação de um só estado na região, englobando palestinos e israelitas. Tanto basta para que Israel, os EUA e a União Europeia tenham decidido classificar a FPLP de “terrorista” e, à sombra disso, criminalizar os actos de solidariedade para com as vítimas do, esse sim, terrorismo israelita, como sucede no caso das activistas espanholas.

Como a Red Roja salienta, a acusação visa atemorizar e desactivar a solidariedade para com a Palestina, amplamente difundida na sociedade espanhola. Há pois que romper o silêncio dos meios de comunicação sobre o caso, denunciar a sua natureza de perseguição política e manifestar pleno apoio às activistas acusadas.

(Texto baseado em comunicados difundidos por Red Roja, www.redroja.net)

Texto partilhado do jornalmudardevida.net

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Ditadura fascista Saudita quer executar uma criança ativista após 5 anos de prisão

Arábia Saudita quer executar uma criança ativista após 5 anos de prisão


● Murtaja Qureiris tinha 10 anos quando falou com um megafone em uma manifestação com mais crianças e foi preso. Agora, aos 18 anos, ele enfrenta decapitação.

Por EM / ECS.

Murtaja tornou-se o enésimo ícone do sofrimento sofrido por aqueles que desafiam a monarquia saudita.

Era o ano de 2011. O vento soprava em favor da primavera árabe. Murtaja Qureiris tinha apenas dez anos quando , em uma concentração de crianças com bicicletas, ele jogou um megafone na mão, um apelo: "As pessoas reivindicam direitos humanos".

Para esse episódio, ele foi preso três anos depois e agora, pouco maior de idade, ele enfrenta a pena de morte, com o pedido do promotor de que seu corpo seja submetido à crucificação pública e ao desmembramento.

"Murtaja é, sem dúvida, a vítima mais jovem de um sistema judiciário saudita que descaradamente viola a lei internacional", reconhece El Mundo Maya Foa, diretor da organização britânica Reprieve. "Há muitos outros jovens no corredor da morte saudita , com um risco iminente de execução por exercer seu direito à liberdade de expressão." Os parceiros ocidentais no reino deveriam exigir justiça para todos eles ", diz ele.

Murtaja tornou-se o enésimo ícone da provação sofrida por aqueles que desafiam a monarquia saudita do príncipe herdeiro Mohamed bin Salman .

O jovem vem de uma província no leste da Arábia Saudita e cresceu em uma família de ativistas da minoria xiita, que denuncia décadas de marginalização. Seu irmão Ali morreu na repressão governamental de uma das marchas que tomaram a rua desde 2011 , no calor das revoltas que abalaram a região e que foram sufocadas com a cumplicidade ocidental por meio de uma onda renovada de autoritarismo.

O menor foi preso em setembro de 2014, mas o Ministério Público da Arábia Saudita não apresentou acusações contra ele até três anos depois.

As acusações incluem participar de protestos contra o governo, assistir ao funeral de seu irmão, estar de posse de armas de fogo, jogar coquetéis Molotov em uma delegacia de polícia e se alistar em uma organização terrorista. Murtaja , transferido para um centro de detenção juvenil, passou seu primeiro mês atrás das grades em confinamento solitário.


Madrid, 11 de junho de 2019. - (The Saharaui Confidential)


quarta-feira, 12 de junho de 2019

Estivadores italianos se recusam a carregar navios que transportam armas para a Arábia Saudita

Estivadores italianos se recusam a carregar navios que transportam armas para a Arábia Saudita


Na Itália, estivadores paralisaram os trabalhos após receberem ordens para carregar um navio de armas que seria utilizada pela Arábia Saudita contra o Iêmen.

“Portos fechado à Guerra, portos abertos aos Imigrantes!”

ITÁLIA – Com o acirramento das relações militares entre a Arábia Saudita e o Iêmen, trabalhadores estivadores declararam greve nos portos italianos após receberem ordens de carregamento de um navio de armas para a Arábia Saudita, sendo uma clara e importante manifestação de Internacionalismo Proletário e solidariedade ao povo do Iêmen que atualmente sofre uma criminosa intervenção da Arábia Saudita em sua Guerra Civil.

O navio Bahri-Yanbu chegou com atraso no domingo (19) da Arábia Saudita ao porto de Gênova, por conta das manifestações dos estivadores que se tornou uma ampla greve em toda a categoria. Os trabalhadores do porto receberam apoio da comunidade dos Direitos Humanos, que também se posicionaram contra qualquer tipo de carregamento para a Arábia Saudita.

Até o momento, as greves e manifestações têm sido vitoriosas, segundo a Confederação Geral do Trabalho (CGIL) e o Sindicato dos Trabalhadores de Transportes e Cargas (FILTER). O Secretário-Geral do Sindicato, Genoa Branch, declarou que os trabalhadores sabem “que estão fazendo uma pequena contribuição para um grande problema de uma nação que é diariamente massacrada”.

Além disso, piquetes foram realizados em todos os portos da Itália, alguns sendo igualmente paralisados por conta da guerra. Isso demonstra que toda a categoria de estivadores no país está unificada contra o genocídio promovido pelo imperialismo no Iêmen.

A UNIÃO EUROPEIA E A GUERRA

Genoa Branch declarou também que “Nenhum estivador quer ser cúmplice do genocídio promovido contra a população do Iêmen”, segundo o relatório do sindicato, o Bahri-Yanbu já havia sido carregado com munição em Antuérpia, na Bélgica, no mês passado. Após esse carregamento, o navio se dirigiu ao Porto de La Havre, na França, onde também encontrou resistência dos defensores dos Direitos Humanos.

Segundo a Anistia Internacional, Bahri-Yanbu já está carregado o suficiente para promover um verdadeiro genocídio contra o Iêmen, pois, além de passar pelos portos já citados, o navio seguiu para os portos da Inglaterra e Espanha, mostrando o verdadeiro apoio da União Europeia no estabelecimento da guerra e como ela pode ser lucrativa aos estados imperialistas, fabricantes de armas.

A Anistia Internacional ainda informou que os estados que compõe a União Europeia participaram de até 607 carregamentos armamentistas com a Arábia Saudita, o que acumula um valor de 15,8 milhões de euros somente em 2016 e sendo a Grã-Bretanha, França, Espanha, Itália e a Bulgária os principais comerciantes de armas com a Arábia Saudita, outros países, incluindo Alemanha, Holanda e Noruega negociam armas com os Emirados Árabes, que também tomam parte na Guerra do Iêmen.

REDAÇÃO – JORNAL A VERDADE

24 de maio de 2019

terça-feira, 11 de junho de 2019

Viva o 14 de Junho dia de Greve Geral no Brasil!


Construir a GREVE GERAL e reorganizar a Classe

Coordenação Nacional da Unidade Classista

O balcão de negócios da burguesia funciona a todo vapor; a mídia promove o programa econômico do governo escancaradamente; os cortes no orçamento da educação anunciados, mesmo após dois dias de manifestações e greves em centenas de cidades estão mantidos; os acordos sobre o texto do projeto de emenda constitucional que pretende destruir nosso sistema previdenciário e implantar o sistema de capitalização estão sendo costurados no congresso. Em breve virão as privatizações e a ampliação da retirada de direitos trabalhistas por meio da carteira verde e amarela.

A correlação de forças entre trabalho e capital nas duas câmaras federais, nas assembleias legislativas e em todas as esferas do poder executivo é amplamente desfavorável aos trabalhadores. O saldo das últimas eleições tem sido, na maioria dos casos, de sucessivas derrotas, e a classe trabalhadora encontra-se tão gravemente desorganizada, que setores da extrema direita já disputam e dirigem alguns sindicatos.

Aos trabalhadores, não há outra alternativa para barrar o projeto da reforma da previdência, e iniciar as lutas de resistência contra todos os demais ataques, que não passe pela construção de um movimento grevista de imensas proporções, que paralise a produção, o comércio, os serviços e a circulação de mercadorias.

A construção da Greve Geral Contra a Reforma da Previdência, de 14 de junho, marcada pelo Fórum das Centrais Sindicais, é tarefa mais do que necessária e bastantes complexa, pois, apesar do ataque frontal aos interesses dos trabalhadores contidos no projeto da reforma, o peleguismo, o banditismo e o apassivamento promovido pelas políticas de conciliação de classe difundidas no interior dos sindicatos e movimentos sociais nos últimos anos, além das diversas formas de alienação e opressão próprias da sociedade capitalista, dificultam a mobilização dos trabalhadores.

Não há como reverter um quadro tão desfavorável sem ações políticas bem planejadas, que extrapolem a mera intervenção das direções sindicais junto às bases, pois no caso da maioria delas, este movimento significa um retorno ao lugar de onde saíram há muito tempo. Neste contexto, é necessário intensificarmos os esforços e transformarmos os problemas em oportunidades, para desenvolver consciência de classe e organização de trabalhadores e estudantes.

Experiências exitosas como a criação dos TERRITÓRIOS SEM MEDO, dos FÓRUNS SINDICAIS, POPULARES E DE JUVENTUDE, dos FÓRUNS DE LUTA EM DEFESA DAS APOSENTADORIAS e das FRENTES SINDICAIS CLASSISTAS precisam ser multiplicadas. Nestes espaços, ao mesmo tempo em que convivemos com militantes de diversas organizações sindicais e populares, dialogamos com trabalhadores e estudantes que participam pela primeira vez de ações organizadas, e que estão tendo o primeiro contato consciente com a luta de classes. É principalmente daí que deriva sua importância.

A Greve Geral de 14 de junho, que já é produto de uma ação mais consciente e organizada, será fundamental na luta contra a reforma da previdência e nas próximas lutas de resistência e, se bem trabalhada, poderá também potencializar a construção das bases para a reorganização da classe trabalhadora!

Avante camaradas!

Construir a Greve Geral!

Unidade Classista, futuro socialista!

CONSTRUIR A GREVE GERAL PARA BARRAR A REFORMA DA PREVIDÊNCIA E REORGANIZAR A CLASSE TRABALHADORA!


9 de junho de 2019

quinta-feira, 23 de maio de 2019

"Sobre o capitalismo pré-industrial e a acumulação primitiva de capital"

Ainda que os Marxistas deem crédito ao capitalismo por ter sido um avanço econômico em comparação com o feudalismo, expõem ao mesmo tempo as brutais desumanidades através das quais este acumulou primeiramente seu capital. A acumulação primitiva do capital é explicada em O Capital, mas seu foco é o capitalismo industrial, quando a produção de mercadoria se torna dominante na sociedade.

A semente do capitalismo cresceu em meio à crise da sociedade feudal. Com uma economia predominantemente natural, dependente sobretudo da terra, a produção de mercadorias desenvolveu-se gradualmente por um longo período.

Antes de a produção de mercadorias, sob a forma do capitalismo industrial, ter se tornado o modo de produção dominante no século XIX, atravessou duas etapas: a etapa artesanal; e a etapa manufatureira, que durou por centenas de anos na Europa.

As corporações de ofício eram as unidades básicas de produção nas cidades que emergiram durante as Idades Médias. Sob a direção do mestre de ofício numa pequena unidade produtiva, cada um dos artesãos fabricava por si só o produto completo com instrumentos manuais que eles próprios possuíam.

Foi no final das Idades Médias, particularmente na Itália do século XIII, que a manufatura pré-industrial começou a desenvolver-se. A base era ainda artesanal, mas as manufaturas trouxeram um nível maior de produtividade através da divisão do trabalho. No dia a dia, grupos de operários cumpriam apenas partes limitadas de todo o processo. A produção era mais rápida e maior que aquela que havia sob as corporações.

À medida que se desenvolviam as manufaturas, as corporações de ofício eram dissolvidas. Os artesãos perdiam seus instrumentos e eram compelidos a trabalharem nas linhas de produção do sistema fabril.

A manufatura amadureceu e começou a se tornar capitalismo industrial no final do século XVIII. A indústria capitalista moderna foi impulsionada por invenções como o tear mecânico e a máquina a vapor.

As etapas artesanal e manufatureira podem ser colocadas conjuntamente como o período da acumulação primitiva do capital. As origens históricas da classe capitalista industrial e da classe operária remontam a este período. O capitalista manufatureiro despojou o artesão de suas ferramentas e acumulou capital por meio das formas mais desumanas de exploração.

O período da acumulação primitiva de capital não significou simplesmente a adoção de meios mais eficientes de organização produtiva. Há toda uma expansão da exploração desumana perpetrada pelo manufatureiro e o comerciante.

No sistema fabril, homens, mulheres e crianças eram obrigados a trabalhar de 16 a 18 horas por dia, e até mesmo 20 horas em casos extremos. Até a primeira metade do século XIX, as horas de trabalho eram prolongadas. Os salários eram tão baixos que até mesmo crianças de menos de dez anos de idade tinham de trabalhar. Os ambientes de trabalho eram insalubres a ponto de os operários poderem ser facilmente mortos ou feridos pelas máquinas. Castigos físicos eram impostos sobre os operários, que viviam em alojamentos semelhantes a chiqueiros.

O crescimento da manufatura pré-industrial levou ao movimento dos cercamentos. Camponeses foram expulsos das terras que eram transformadas em pasto para as ovelhas (para a produção de lã como principal produto) e a produção especializada de lavouras comerciais (algodão, beterraba, batata, etc.). À medida que os camponeses eram expulsos das terras, tinham de competir pelos empregos disponíveis nas manufaturas. Havia sempre muitos para poucos empregos, depreciando assim as condições salariais. O pauperismo e o banditismo disseminaram-se no século XVI. Imensas rebeliões camponesas também ocorreram no século XVII.

A classe manufatureira e a monarquia feudal cooperaram na condução da política mercantilista. O manufatureiro tinha interesses na consolidação do mercado nacional contra os concorrentes de outros países, e também se colocava contra os barões feudais que cobravam taxas pelas passagens das mercadorias pelas estradas e rios. O interesse do manufatureiro coincidia com os interesses do rei na consolidação de seu poder e no apoio financeiro por parte dos manufatureiros e comerciantes às guerras.

O mercantilismo foi também o principal motivo econômico das expedições coloniais do século XVI. Num primeiro momento, o objeto de interesse das colônias era o ouro, especiarias e outros produtos exóticos. 

Posteriormente, as metrópoles decidiram produzir lavouras comerciais nessas colônias para seu próprio benefício.

Não apenas os povos nativos foram forçados a cultivar lavouras comerciais como tabaco, cana de açúcar, algodão, pimenta e demais, mas também dado que no sul e no norte da América havia escassez de índios nativos para trabalhar sob o chicote, escravos tiveram de ser trazidos à força da África pelas potências coloniais. 

Incidentalmente, até mesmo isso foi uma desculpa para catequizar os negros. Os jesuítas portugueses enriqueceram muito com o comércio de escravos, principalmente após terem causado a morte de milhares de indígenas no Brasil, ao colocarem-nos em campos de concentração.

1981-1982

Escrito por José M. Sison