terça-feira, 30 de agosto de 2011

Não às medidas de austeridade, a classe capitalista que Pague a Crise !




A violência anti-social e anti-laboral da politica reaccionária do Governo capitalista PSD/CDS, com o apoio parlamentar do PS, seguida do anúncio reforçado em conferência de imprensa pelo FMI, que uma politica ainda mais reaccionária e austera está para chegar, são a prova bem concreta de que estamos perante a maior ofensiva capitalista dos últimos 50 anos, como aliás o 1ª Ministro disso fêz questão em se vangloriar, ou seja trata-se de destruir o resto das conquistas económicas e sociais conseguidas após o 25 de Abril e inclusivamente aquelas que foram conseguidas na década de 1960 durante a ditadura fascista de Salazar e Caetano.

O que quer dizer, que, o corte de 50% no décimo terceiro mês; O aumento brutal dos transportes colectivos, públicos e privados, (com anúncio de novo aumento para Janeiro); O aumento do IVA de 6%, para 23% da Electricidade, do Gaz e da maior parte dos géneros alimenticios de primeira necessidade; Os cortes anunciados de 10 a 15% no O.G.E. particularmente nas áreas da Saúde e Educação, fazendo a população pagar mais por estas; A reducção ao minimo do sistema proteccionista previsto na Lei Laboral, reduzindo drásticamente as indemnizações a que os trabalhadores tem direito, e desta forma facilitando os despedimentos e criando mais precariedade; Congelar os salários e reduzir o tempo e os subsídios de desemprego; Redução da Taxa Social Única ao patronato, que terá que ser compensada com mais aumentos de impostos, são apenas as primeiras medidas de austeridade de uma longa escalada reaccionária.

Para justificar esta ofensiva anti-social e anti-laboral o governo capitalista apoia-se em três pontos:
1º Que está vinculado ao cumprimento do "acordo memorando" que assinaram conjuntamente com o PS, com a triade imperialista UE/BCE/FMI.
2º Que lhes foi atribuída uma maioria pelos eleitores nas últimas eleições para governar e cumprir o seu programa.
3º Que se trata de um "esforço necessário" que visa reduzir o Déficit Público e recuperar a competitividade da economia nos próximos dois anos.

Sobre o empréstimo pedido à UE/BCE/FMI e do qual resultou este dito "acordo" altamente ruinoso e penalizante para os trabalhadores e para os mais pobres, diremos que ele é o resultado das politicas capitalistas anteriores que colocaram o país na Banca Rôta e que agora de novo servirá para recapitalizar a banca e a burguesia capitalista e ao mesmo tempo garantir o pagamento dos juros da divida presente e das anteriores contraidas pelos vários governos capitalistas.

Sobre a dita maioria eleitoral de que dizem beneficiar, não se trata de facto da maioria dos eleitores, mas sim apenas da maioria dos 55% que votaram, dado que o restante decidiu abester-se devido ao descrédito que sentem em relação a todos os partidos existentes, e em particular os com assento parlamentar.

Sobre o terceiro ponto, diremos que só por demagogia se pode dizer que a recessão económica e os sacrificios a impôr apenas durarão dois anos e que depois haverá uma retoma que permitirá o crescimento da economia, quando até os próprios economistas que defendem o sistema capitalista e o próprio governo, são unânimes em considerar que não vai ser fácil sair do meio deste furacão, e mesmo que haja qualquer recuperação, ela demorará no minimo uma década, mas com o agravar do actual quadro económico mundial, particularmente nas grandes potências económicas ocidentais, as suas consequências sobre a economia nacional serão ainda mais devastadoras e obrigará a um longo periodo de recessão, que só poderá ser ultrapassada pela redução drástica dos custos de produção, que implicará reduções colossais nos salários e nos direitos sociais e laborais do proletariado e restantes camadas pobres da população trabalhadora não assalariada e pensionista.

Perante esta ofensiva capitalista sem memória onde o quadro de exploração e de empobrecimento se aprofunda constantemente e sem qualquer possibilidade de retorno no quadro do sistema ecónomico capitalista, como é possivel se assistir a tanta passividade por parte da CGTP particularmente, dado que da UGT só se pode esperar traição, não só porque apoiou o acordo com a UE/BCE/FMI, como foi declaradamente apoiante da maior parte das medidas dos PECs do anterior governo, apesar de na sua demagogia diária se procurar encobrir em torno de qualquer medida que lhe pareça mais grave e não lhe deixe qualquer espaço de manobra. Foi esta passividade, moderação, diremos mesmo colaboracionismo, as formas limitadas e inconsequêntes das lutas travadas contra as politicas reaccionárias do anterior governo capitalista, o medo da sua radicalização como se provou a seguir à Greve Geral de 24 de Novembro que nos trouxe até aqui.

O mesmo se coloca em relação ao PCP e BE, que reduzem práticamente a sua dita oposição ao quadro parlamentar e a insistir na sua velha cruzada utópica de procurar humanizar o capitalismo, quando propõem uma maior equidade nas medidas, o que prova que não estão contra elas, mas apenas, que se peça mais aos capitalistas.

Exigem a "renegociação" ou "reestruturação" da divida soberana, com o objectivo de alargar o prazo e reduzir as Taxas de Juro, afim de suavizar as medidas de austeridade exigidas, pela simples razão que têm medo que tais medidas possam mobilizar os trabalhadores e provocar "conflitos sociais gravissimos" que possam colocar a ordem económica capitalista em causa.

Exigem que se crie os meios que permita o aumento da produção, que no seu entender combateria a crise e permitiria um maior desenvolvimento da economia capitalista, quando o problema e a origem da crise económica mundial e nacional está no excesso de produção e perda de competitividade, proposta esta, que a ser levada à prática no actual quadro capitalista, só poderia criar mais exploração e desemprego.

Censuram o governo capitalista por falta de perspectiva e o alertam para os perigos de recessão económica que tais medidas anti-sociais de austeridade provocam na economia, como se o governo e a classe capitalista disso não soubessem ou tivessem outra alternativa para defender os seus interesses, quando está impedida de modernizar e reestruturar o tecido produtivo, devido à falta de capitalização das empresas e ao estado de banca rôta em que se encontra o país.

O governo capitalista diáriamente nos sacode com várias e violentas medidas de austeridade, a cada minuto que passa torna a nossa vida num inferno, a CGTP só agora anunciou uma manifestação nacional e intenções de convocação de uma Greve Geral que já devia ter sido feita quando o governo anunciou o corte de 50% no 13º mês e no aumento brutal dos transportes, situação esta que permitiu ao governo uma primeira vitória e a embalagem para novas medidas como aquelas que já foram aprovadas e as anunciadas, assim esperamos tendo em conta que a ofensiva do Governo capitalista está para durar, que não nos fiquemos apenas por estas intenções, o proletariado e os mais pobres devem se mobilizar e exigir a radicalização das lutas até onde for possivel, afim de fazermos recuar o Governo e seus aliados e contribuirmos para a sua derrota.


Não às medidas de austeridade, a classe capitalista que pague a crise !


terça-feira, 26 de julho de 2011

A guerra de Israel contra as crianças: 1200 presas num só ano



Jonathan Cook [*]
A polícia israelita tem sido criticada pelo tratamento infligido a centenas de crianças palestinas, algumas das quais com apenas sete anos, presas e sujeitas a interrogatório por suspeita de arremesso de pedras em Jerusalém Leste.


Segundo estatísticas policiais recolhidas pela ACRI (Associação Israelita dos Direitos Humanos) no ano passado foram abertas investigações criminais, em Jerusalém, a mais de 1200 menores palestinos acusados de arremesso de pedras. Este número é perto do dobro do número de crianças presas no mesmo ano no território Palestino mais alargado da Faixa Ocidental.

A maior parte das detenções ocorreu no distrito de Silwan, próximo da Cidade Velha de Jerusalém, onde 350 colonos judeus extremistas instalaram vários enclaves ilegais, fortemente guardados, no meio de 50.000 residentes Palestinos.

No final do mês passado, e numa atitude que reflete a crescente indignação face às prisões em Silwan, foi noticiado que uma multidão impediu a polícia de prender Adam Rishek, uma criança de sete anos acusada de arremessar pedras. Mais tarde os seus pais apresentaram um protesto acusando os policiais de tê-la agredida.

A tensão entre residentes e colonos tem aumentado constantemente desde que o município de Jerusalém revelou, em Fevereiro, um plano de demolição de dezenas de habitações Palestinas no bairro Bustan com vista à expansão de um parque arqueológico de temática bíblica gerido pela Elad, uma organização de colonos.
No momento o plano está suspenso, em resultado de pressão dos EUA sobre o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu.

Fakhri Abu Diab, um dirigente da comunidade local, alertou para que os constantes confrontos entre os jovens de Silwan e os colonos, que alguns designam como “intifada das pedras”, poderiam desencadear um levante geral palestino.

“As nossas crianças estão sendo sacrificadas em nome do objetivo dos colonos de se apossarem da nossa comunidade”, disse.
Num relatório recente intitulado “Espaço Inseguro”, a ACRI concluiu que, na repressão sobre o arremesso de pedras, a polícia está ignorando os direitos legítimos das crianças e deixando muitos menores profundamente traumatizados.

Testemunhos recolhidos por grupos defensores dos direitos revelam um padrão comum de prisões de crianças em operações que decorrem em altas horas da noite, sendo algemadas e interrogadas durante horas sem a presença quer dos pais quer de advogado. Em muitos casos as crianças têm relatado que foram alvo de ameaças e de violência física.

No mês passado, 60 peritos israelitas - juristas e especialistas em cuidados infantis - incluindo Yehudit Karp, antigo procurador-geral adjunto, escreveram a Netanyahu condenando o comportamento da polícia.“Causam particular preocupação”, escreveram, “os testemunhos de crianças com idades inferiores a 12 anos, a idade mínima legal para responsabilização criminal, que foram sujeitas a inquérito e que não foram poupadas a formas violentas e agressivas de interrogatório”.

Ao contrário do que sucede na Faixa Ocidental, sujeita a um regime jurídico militar, supor-se-ia que as crianças suspeitas de arremesso de pedras em Jerusalém Leste fossem tratadas de acordo com a lei criminal israelita.
Israel anexou Jerusalém Leste depois da guerra dos Seis Dias, em 1967, violando a lei internacional, e seus 250.000 habitantes Palestinos são tratados como residentes permanentes de Israel.

Os menores, por definição qualquer pessoa com idade inferior a 18 anos, deveriam ser interrogados por pessoal especialmente formado e apenas no decurso do dia. As crianças devem ter a possibilidade de consultar um advogado e um familiar deve estar presente.

Ronit Sela, uma porta-voz da ACRI, afirmou que a sua organização ficara “chocada” com o número de crianças presas em Jerusalém Leste no decurso dos últimos meses, frequentemente por policiais à paisana.“Ouvimos muitos testemunhos de crianças que descrevem terríveis experiências de violência, tanto no momento da prisão como no interrogatório posterior”.

Muslim, de 10 anos, vive no bairro Bustan numa casa cuja demolição foi ordenada pelas autoridades israelitas. O seu caso foi incluído no relatório da ACRI e, em uma entrevista, ele afirmou que tinha sido preso quatro vezes em 2010, embora tivesse idade inferior ao limite mínimo para responsabilização criminal. Da última vez, em Outubro, foi apanhado na rua por policiais a paisana que saltaram de uma van.

“Um dos homens agarrou-me por trás e começou a estrangular-me. O segundo agarrou a minha camisa e rasgou-a pelas costas, e o terceiro torceu-me as mãos atrás das costas e amarrou-as com tiras de plástico. “Quem atirou pedras?” perguntou um deles. “Não sei”, respondi. Começou a me bater na cabeça e eu gritei de dor”.

Muslim foi levado preso e libertado seis horas mais tarde. Um médico local relatou que o rapaz tinha os joelhos feridos e ensanguentados e inchaços em várias partes do corpo.

O pai de Muslim, que tem dois filhos na prisão, disse que desde então o filho acorda frequentemente em pânico e perdeu a capacidade de concentração nos estudos escolares. “Estes acontecimentos arrasaram-no”.

Ronit Sela disse que o número de prisões em Silwan aumentou significativamente desde setembro, quando um segurança privado de um colonato matou um Palestino, Samer Sirhan, e feriu dois outros.Confrontos entre os colonos e jovens de Silwan ganharam maior visibilidade em outubro, quando David Beeri, diretor da organização de colonos Elad, foi filmado quando procurava atropelar dois rapazes que apedrejavam o seu carro.

Um deles, Amran Mansour, de 12 anos, que foi lançado por cima da viatura pelo impacto, foi preso pouco tempo depois, no fim da noite, em casa de sua família.

Ainda em outubro, nove deputados israelitas da direita queixaram-se de que o micro-ônibus em que se deslocavam foi apedrejado. Eles iam prestar solidariedade a Beit Yonatan, uma grande habitação na zona controlada pelos colonos em Silwan. Os tribunais israelitas ordenaram que essa habitação fosse demolida, mas o presidente do município de Jerusalém, Nir Barkat, recusou-se a cumprir a ordem.

Na véspera do ataque, Yitzhak Aharonovitch, ministro da segurança pública, avisou: “Vamos fazer com que o arremesso de pedras cesse usando a força secreta ou ostensiva, e vamos restabelecer a tranquilidade”.

No mês passado a polícia anunciou que passará a utilizar com maior frequência a detenção domiciliária de crianças e que passarão a ser impostas aos pais multas que poderão atingir até $ 1.400 dólares.

Um grupo israelita de defesa dos direitos humanos, B’Tselem, relatou o caso de “A.S”, de 12 anos, preso às 3 da madrugada e levado a interrogatório.

“Puseram-me de joelhos voltado para a parede. De cada vez que me movia um homem a paisana batia-me no pescoço com a mão…O homem mandou prostrar-me ao chão e pedir perdão, mas eu me recusei e disse-lhe que apenas me ajoelho perante Alá. Entretanto sentia dores intensas nos pés e nas pernas. Senti um violento temor e comecei a tremer”.

B’Tselem declara: “É difícil conceber que as forças de segurança atuassem de forma semelhante contra menores judeus”.

Micky Rosenfeld, um porta-voz da polícia, negou que a polícia tivesse violado os direitos das crianças. E acrescentou: “Cabe aos pais a responsabilidade de fazer parar o comportamento criminoso dos seus filhos”.

Jawad Siyam, activista da comunidade local de Silwan, afirmou que o objetivo das prisões e o recrudescimento da atividade dos colonos são “tornar a nossa vida insuportável e expulsar-nos da área”.

Os 60 peritos que escreveram a Netanyahu advertiram que a agressão sobre as crianças conduz a “distúrbios pós-traumáticos como pesadelos, insônia, descontrole urinário e temor permanente de policiais e soldados”. Sublinharam também que as crianças sujeitas a prolongada detenção domiciliar estavam sendo privadas do seu direito à educação.

No ano passado [2009] o Comitê das Nações Unidas Contra a Tortura exprimiu “profunda preocupação” face à forma como Israel trata os menores Palestinos, denunciando que Israel viola a Convenção da ONU sobre os Direitos da Criança, da qual é subscritor.

No decurso dos últimos 12 meses, a Defesa Internacional das Crianças tem fornecido à ONU dados acerca de mais de 100 crianças que afirmam terem sido violentadas física e psicologicamente sob custódia militar.

[*] Jonathan Cook - é escritor e jornalista residente em Nazaré, Israel
***
O original encontra-se em Counterpunch, (13.12.2010): http://www.counterpunch.org/cook12132010.html
Esta página encontra-se em http://www.cecac.org.br/
13/julho/2011

terça-feira, 5 de julho de 2011

Proclamação da PAME - Frente Militante de Todos os Trabalhadores - Grécia

Trabalhadores e trabalhadoras – Jovens


Não ajoelharemos - Não deixaremos cair os braços na greve geral pan-helénica nos dias em que o memorando antipopular será discutido no parlamento.


Temos de “deixar vazias” todas as fábricas, locais de construção, escritórios, lojas, portos, barcos, tudo.
· Para que a condenação das medidas anti-populares seja geral e em massa e a nossa mensagem à plutocracia, ao governo e à troika seja forte.


· Para que esta greve seja o começo do cancelamento destas medidas bárbaras através da luta, mesmo que a maioria governamental, possivelmente em conjunto com os outros partidos ou deputados, as votem.

· Temos de entrar rapidamente na luta para tornar mais próximo o dia em que sejamos para sempre libertados da exploração de classe e da opressão. Só assim nos poderemos salvar das bancarrotas, crises, memorandos,especuladores e desemprego.

Camaradas

O quadro em que ocorre e a duração de 48 horas desta greve – a sua forma e as suas reivindicações – tornam-na uma das mais importantes mobilizações das últimas décadas no nosso país.

2 O seu sucesso será uma poderosa mensagem em todos os sentidos:· Que não estamos dispostos a comprometer-nos com o pesadelo que nos prepararam.

· Que está contra eles não um “movimento das praças”, um movimento passivo e domesticado, geral e abstrato, um movimento de alguns “indignados”, mas um movimento sindical de classe que está organizado e forte em todos os locais de trabalho, em todos os bairros e povoações, e é capaz de determinar os acontecimentos a favor dos interesses populares.

Camaradas
NÃO DEVEMOS TER ILUSÕES – TEMOS DE AGIR AGORA
Esta crise é profunda e o seu desenvolvimento agrava-la-á. Não é o resultado de roubos ou maus gestores; não é uma crise provocada pela dívida. Isso é o sintoma, não a doença.

É uma crise de sobreacumulação de capital e de sobreprodução. É uma crise do capitalismo. É uma crise que diz respeito não só à Grécia, mas a todos os países. É por isso que o assalto aos direitos dos trabalhadores e do povo não tem fim.

A propriedade privada dos meios de produção está a aumentar o seu conflito com as necessidades do povo. A propriedade privada acumula enormes quantidades de capital que encontram dificuldade em ser investidos e realizados; produz imensas quantidades de mercadorias que não podem ser vendidas, apesar de as necessidadesdo povo não estarem satisfeitas.

A saída para a crise em benefício do capital implica a destruição dos excedentes, o esmagamento das conquistas e dos direitos dos trabalhadores tornando mesmo a força de trabalho mais barata, ao mais baixo nível possível, a exploração mais brutal e o desemprego em massa.

Contudo, há uma outra saída em benefício dos trabalhadores e das camadas populares. Implica uma mudança na relação de forças, o poder dos trabalhadores e uma economia popular.

SEM MEDO NEM COMPROMISSOSEstá na hora de os trabalhadores rejeitarem falsos dilemas. A dívida não foi criada pelo povo nem em seu benefício. Os défices nas contas públicas e nos bolsos das famílias são os enormes lucros nos cofres dos capitalistas. Eles procuram travar, obstruir os processos positivos que se desenvolvem entre o povo.

O POVO NÃO DEVE NADA A NINGUÉM – A PLUTOCRACIA E OS PARTIDOSBURGUESES É QUE DEVEM AO POVO· Nós não queremos apenas regatear a retirada do memorando. Lutamos contra as políticas que dão origem aos memorandos.

· Não queremos apenas que o PASOK (socialdemocratas) se vá embora e que mude o administrador. Queremos acabar com o capital e com as multinacionais cujos lucros são geridos pelos vários administradores.

3 O capitalismo não se tornou humano, quaisquer que possam ser os administradores do capitalismo na Grécia e na Europa. Será cada vez mais brutal para as camadas populares.

Não devemos cair na ratoeira dos referendos. Isso é causar desorientação, é uma caricatura da pretensa “democracia direta”. Na essência, o que eles procuram fazer é implantar um sistema reacionário e uma política antipopular com a concordância do povo.

PODEMOS MUDAR A SITUAÇÃO A NOSSO FAVOR

É um momento de responsabilidade para todos nós e especialmente para aqueles que reforçaram o PASOK (socialdemocratas), a ND (conservadores) e os partidos que apoiam a EU, através do seu voto e da sua atuação.

DIRIGIMO-NOS a todos os homens e mulheres que acreditaram no PASOK e na ND e lhes deram o poder e os seus mecanismos no movimento sindical. Apelamos a que dêem o passo hoje. Apelamos a que se juntem à luta comum para travar a humilhação do povo. A assumir a nossa própria perspetiva.

· Temos de tornar os nossos sindicatos autênticas organizações de massas; temos de nos juntar a eles para os transformar em baluartes da luta, em praças-fortes de resistência contra os patrões, contra os capitalistas e o sistema burguês como um todo. Todos os trabalhadores se devem organizar em massa dentro dos sindicatos. Os baluartes fundamentais da organização são as assembleias de trabalhadores e empregados na fábrica, na empresa, no sindicato.

· As ações diárias dos trabalhadores devem partir do sindicato, do processo coletivo de assembleias-gerais.

· Temos de correr com os sindicatos dos patrões, os comprometidos, a aristocracia operária que é o aliado e o braço direito do capital. Nos nossos sindicatos temos de puxar pelas pessoas lutadoras que são honestas ededicadas aos interesses da classe trabalhadora.

· Temos de enfraquecer o PASOK e a ND e todos os partidos que são os administradores dos interesses capitalistas e defensores dos blocos imperialistas e de mecanismos como a União Europeia e a NATO. Temos de melhorar a relação de forças a nosso favor e contra eles.

· Temos de construir a nossa própria frente social contra o esforço deles para se unirem na tomada de medidas para nos retirar tudo e nos pôr de joelhos por muitas décadas.

O futuro dos nossos filhos e o nosso próprio futuro não podem ser determinados pela vontade dos nossos exploradores. Temos de ganhar forças para impor os nossos próprios interesses.

COM A PODEROSA PAME E A ALIANÇA SOCIAL PODEMOS CONSEGUI-LO

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Grécia, Greve de 48 horas: A resposta aos novos dilemas intimidantes do governo e da EU.

"Enquanto em Portugal, os partidos ditos defensores dos trabalhadores, apelam e exigem a "renegociação" da divida soberana, que a fazer no quadro do capitalismo não deixara de ser o proletariado e os mais pobres da população a pagar a crise económica criada pela burguesia e pelo capitalismo? Na Grécia o PCdaGrécia e a Frente Sindical PAME apelam ao povo para levar a sua luta o mais longe possivel contra a ofensiva capitalista e o capitalismo." "A Chispa!"


KKE*
Após três dias de discussão no Parlamento, o retocado governo obteve, na terça-feira, 22 de junho,1 um voto de confiança, com os votos dos parlamentares do PASOK. 2. 155membros do Parlamento, dos 298 que participaram no processo, deram um voto de confiança ao governo, enquanto 143 votaram contra. 3.A Secretária-geral do CC do KKE Aleka Papariga, denunciou o dilema intimidante que a UE e o governo colocaram ao povo trabalhador grego:

“O ultimato da UE, da zona euro, não é dirigido ao governo grego, que já o aceitou há muito tempo, mas ao povo grego. E diz: baixem os braços; se o não fizerem não receberão a quinta prestação do empréstimo”.


Aleka Papariga assinalou: “consideramos que o povo grego deve fazer o seu próprio ultimato. Isto é a melhor coisa a fazer. Não pode haver nenhuma negociação radical no quadro da UE. Também há partidos da oposição que fazem sugestões ao governo para que tais negociações se verifiquem. Ou se trata de uma dita solução fácil ou de uma posição que ignora o caráter da UE. Diria mesmo que isso é uma deliberada ignorância do verdadeiro carácter desta aliança predadora, como lhe chamamos, apesar de ser uma frase suave dada a corrente situação.


Assim, o povo grego deve fazer o seu próprio ultimato. Nós podemos assinalar o que a UE, o governo da ND4 e do PASOK, a burguesia grega – todos os seus setores: industriais, armadores, banqueiros, comerciantes, etc. – devem ao povo grego”.


Da tribuna do Parlamento, a Secretária-geral do CC do KKE fez um apelo aos trabalhadores para que ignorassem os dilemas intimidantes e assumissem uma parte activa na luta: “agora que o povo abre os olhos e o medo desperta consciências – porque há também o medo do despedimento – o KKE defende com mais intensidade a posição de que o povo deve tomar nas suas próprias mãos a propriedade dos meios de produção, assim como dos recursos naturais”.


As forças de classe que se aglutinam na PAME5 apelam a uma greve de 48 horas, logoque o governo apresente no Parlamento o novo pacote de medidas antipopulares.
22/6/2011
* PCdaGrécia-KKE

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Única alternativa não é a "renegociação"da divida, mas sim Resistir à ofensiva capitalista, acumular e alterar a correlação de forças !




Depois de lançarem o país numa longa década de estagnação, recessão económica e banca rôta, de ataques profundos aos direitos económicos e sociais dos trabalhadores, crise económica capitalista esta, que é responsável por um milhão de desempregados, dos quais perto de 30% são jovens e entre estes 75 mil são licenciados; 20% da população activa em situação de precariedade laboral e recibos verdes; Por uma vaga emigratória só comparável com aquela ocorrida nos anos sessenta do século passado; 2 milhões de pessoas a viver abaixo dos limites de pobreza; 40% das nossas crianças, (segundo dados oficiais recentes) a passar fome; De elevada corrupção e onde os corruptos saiem sempre ilesos, o que é que determinou que fossem exactamente os partidos capitalistas mais conservadores a beneficiar e a capitalizar o descontentamento social que parte do proletariado e dos mais pobres vêm travando contra esses ataques?

O BE e o PCP para encobrirem o seu desaire e estagnação eleitoral, afirmam que o resultado obtido pelo conjunto dos três partidos que realizaram o "acordo" se deve à pressão, manipulação e intoxicação que os meios de comunicação social burgueses realizaram em torno dos perigos que o pais podia correr, caso não se viabiliza-se e vota-se nos partidos que "acordaram" com a triade imperialista UE/BCE/FMI o empréstimo. E é evidente que esta pressão existiu e teve a sua quota parte de responsabilidade, mas o contrário nos espantaria se não o fizessem, visto que são defensores e propagandistas do sistema económico capitalista.

Afirmaram ainda para completar o seu raciocínio politico o facto de o PSD, PS e CDS, fugirem ao debate e ao esclarecimento das medidas que "aprovaram", o que também não deixa de ser verdade. Mas se o PSD, PS e CDS sabiam que tal debate os impossibilitava de utilizarem a sua demagogia politica e os podia prejudicar com resultados eleitorais menos favoráveis e a colocar em causa a sustentação social que tais medidas necessitam para ser concretizadas, porque razão fazê-lo se estavam a ir contra os seus interesses económicos e politicos.

Apesar da sua importância não foram estes dois factores que determinaram que 80% dos eleitores votantes,votassem nos partidos que assinaram o chamado "memorando" foi antes sim, a intervenção politica oportunista social-democrata do BE e do PCP que é feita em torno do combate às politicas de direita dos vários governos ao longo dos anos, como se estes governos estivessem obrigados a fazer uma politica de acordo com os interesses gerais do país e da sociedade e não em torno dos interesses económicos da classe e do sistema económico capitalista que defendem, ou seja em vez de combaterem o capitalismo de que dizem opôr-se, acabam por defender uma politica dita social à esquerda do quadro constitucional capitalista, escondendo o caracter explorador, reaccionário e responsável do sistema económico, como o causador das chagas sociais existentes, provocando a confusão nas massas menos conscientes e dando aso que estas optem sempre independentemente dos seus interesses económicos e sociais pelo partido que lhes parece a ALTERNÂNCIA na esperança de melhorarem o seu nivel de vida, como foi agora o caso.

Outra das questões que mais contribuiu para o seu desaire e estagnação eleitoral, foi o facto de o BE e o PCP estarem impedidos pela suas propostas politicas de se demarcarem politicamente das causas principais que determinaram a crise profunda que o capitalismo nacional atravessa e apresentarem como alternativa central ao "acordo" a "renegociação" ou "reestruturação" da divida soberana, quando se sabia e sabe que tal alternativa não era mobilizadora e muito menos defendia os interesses do proletariado e dos mais pobres da sociedade. Ou seja a preocupação que revelaram e revelam com o pagamento da divida contraída que serviu para enriquecimento da burguesia, foi e é de tal ordem, que acabaram também eles por ajudar a criar um clima de medo e terror que favoreceu a actual maioria se voltou contra as suas próprias pretensões eleitorais.

No nosso entender o que determinou este resultado eleitoral e a obtenção por parte do PSD, PS e CDS de uma maioria esmagadora parlamentar, que lhes concede uma base numérica confortável para aplicar as suas politicas reaccionárias, foram as formas de luta inconsequentes, pouco combativas e a conta gotas que os dirigentes sindicais proposeram aos trabalhadores durante toda a vigência da politica capitalista sócratista, que permitiram a este aplicar os seus OGE e PECs e aprofundar a ofensiva capitalista com o minimo de instabilidade social, razão pelo qual os trabalhadores foram recuando e não elevaram a sua capacidade de resistência e o seu nivel de consciência de classe e politica, criando assim as condições propicias para transformar o acto eleitoral num PLEBESCITO de apoio às politicas de austeridade que querem impôr. E tanto assim é, que P.P.Coelho debaixo da sua arrogância reaccionária já prometeu levar as medidas para além do "acordado" o que prova de certa maneira que a triade imperialista pouco impôs e que apenas exigiu aquilo que a burguesia financeira e capitalista vem exigindo à muito.



Esperamos que todos compreendam a nova situação e as exigências que ela comporta, para que possamos romper com todas as nossas forças as situações que nos trouxe até aqui.
























terça-feira, 31 de maio de 2011

Não às imposições capitalistas ! Em 5 de Junho votemos todos contra a tríade PS, PSD, CDS !



Afinal a dita "ajuda" financeira a Portugal de 78 mil milhões de euros, a juros de 5.7% na qual grande parte servirá para recapitalizar e manter os lucros do sistema financeiro privado, foi também um enorme negócio lucrativo para o BCE e FMI (que arrecadarão em juros apróximadamente 30 mil milhões de euros) mas que no entanto, não só não eliminará os riscos iminentes de colapso económico em que se encontra a economia e o sistema financeiro nacional, como sujeita o país a novos e imediatos empréstimos, criando novas exigências de cumprimento do pagamento da divida soberana insuportáveis, para uma economia absoleta, em perda de competitividade e que revela incapacidade crónica de crescimento.
Ficou demonstrado ainda, como antes o tinhamos previsto, que o "memorando acordado" entre a tríade nacional PS/PSD/CDS e a EU/BCE/FMI, é afinal um conjunto de medidas, ainda mais reaccionárias e DRACONIANAS que aquelas que o Governo/PS aplicou e que vai muito mais para além do PEC IV , medidas essas que os economistas ao serviço da grande burguesia, o PSD e o CDS há muito vinham a exigir e que agora vão ter a possibilidade de as aplicar ao abrigo da intervenção da UE/BCE/FMI.

Trata-se de um conjunto de medidas que visa reduzir o Déficite Público e que exige, uma nova ornamentação administrativa do território nacional, com encerramento de Câmaras e Juntas de Fréguesia e outras Instituições Públicas, a privatização acelerada das empresas públicas rentáveis, que acarretará milhares de despedimentos, independentemente de estes virem a ser objecto ou não, do chamado acordo de "rescisão amigável", bem como a continuação do desmantelamento e redução ao minimo do que resta do chamado Estado de Previdência.


Na Segurança Social, na Saúde e na Educação, não só exigem que os mais pobres paguem mais por estes serviços, como querem garantir a continuidade da privatização e o sustento desta por parte do Estado. Com o argumento da insustentabilidade dos fundos da segurança social, cortam vários apoios às familias quando estas não têm outro meio de sobrevivência, reduzem e congelam as pensões, cortam nos subsidios e nos prazos de tempo que os desempregados têm direito, querem o aumento da idade de aposentação para os 67 anos, obrigando estes a trabalhar até morrer ou então a recorrerem à reforma antecipada para lhes diminuir a pensão a que têm direito, entretanto reduzem em 4% se não for mais, os descontos da Taxa Social Única aos capitalistas.

Com o objectivo de reduzirem a perda de competitividade da economia e relançar esta numa nova fase de crescimento, única condição que lhes permite o retorno aos lucros a que estavam habituados e a garantir o pagamento da divida e o acesso a novos empréstimos ruinosos, (além da redução de 4% na Taxa Social Única)exigem ainda, o congelamento do Salário Minimo e o rebaixamento dos outros salários, bem como a eliminação do que resta dos direitos económicos e sociais agregados à Lei Laboral e uma maior flexibilização desta, como por exemplo: Reduzir as indemnizações que os trabalhadores têm direito, de um MÊS por cada ANO, para dez dias por ANO, e a ABOLIÇÃO do conceito de " Justa Causa" que devia de servir para defender o trabalhador das arbitrariedades do poder patronal.

O dito "acordo" entre a TRÍADE NACIONAL e a IMPERIALISTA EUROPEIA, não é nada mais que a continuação a um grau mais elevado da ofensiva capitalista que o actual governo e os anteriores já realizaram e que não vai ficar por aqui. A classe capitalista nacional já demonstrou e demonstra constantemente, que é INCAPAZ de INOVAR e de ULTRAPASSAR a sua habitual subserviência económica em relação às outras economias e como tal, não tem outra saída para a crise económica profunda que atravessa, que não seja baixar os custos da sua produção para poder readquerir a competitividade perdida, e a fazê-lo, só tem duas formas para o fazer : Primeiro, pela redução dos salarios e dos direitos sociais, do aumento dos ritmos e do horário de trabalho. Segundo, pela concentração e fusão de capitais entre as pequenas e médias empresas ( caso vão a tempo e tenham capital para o fazer) e pela sua modernização tecnológica. Ambas as situações, não só não resolverão o desemprego existente como o irão agravar no presente e no futuro, na medida em que a competitividade ainda se torne mais agressiva.

VOTEMOS TODOS CONTRA A TRÍADE CAPITALISTA, PS, PSD, CDS !
A burguesia financeira e capitalista, quer transformar o próximo acto eleitoral num PLEBESCITO POPULAR de apoio às medidas que quer impôr, para isso cobre-se de toneladas de demagogia para salvaguardar e irresponsabilizar o sistema económico capitalista, procurando responsabilizar o Governo e J.Sócrates, pelo descalabro económico e social e pelas centenas de milhar de desempregados, como se este não tivesse tomado as medidas necessárias para defender os interesses económicos capitalistas e não fizesse parte do mesmo sistema, para justificar e coptar o apoio popular para as medidas DRACONIANAS de austeridade que querem impôr.

Para completar a situação o PCP e o BE embora com posições politicas diferentes,ou seja à esquerda do sistema, mas que acabam por servir os interesses do partido da alternância sempre que o outro que está no governo se apresente esgotado defendem a mesma coisa, responsabilizam Sócrates e deixam o sistema económico isento de responsabilidades. Esta VELHA TÁCTICA que tem permitido ao longo de 35 anos o PS substituir o PSD e vice-versa com o apoio do CDS, lógica reaccionária esta, com consequências económicas e sociais gravissimas para o proletariado e para os mais pobres da população trabalhadora e aposentada.

Mas mais grave é apresentarem como ALTERNATIVA soluções económicas que se caracterizam e se reduzem a auxiliar a burguesia nacional a ultrapassar os seus momentos de crise, como por exemplo este que agora atravessa, quando propõem propostas que em vez de combaterem a ofensiva capitalista, pelo contrário vão ao seu encontro, tais como: O apoio ao "desenvolvimento e crescimento económico", à "dinamização do mercado interno", "apoio às pequenas e médias empresas" aplicação de "Taxas de Juro Fiscais Extraordinárias" apenas para os capitalistas que obtenham um lucro anual superior a 50 milhões de euros, que convenhamos não está ao alcance de qualquer grande capitalista, e por fim, a "renegociação ou reestruturação" da divida soberana, quando se sabe que este desenvolvimento e dinamização, como mesmo o pagamento da divida com prazos mais alargados e a juros mais baixos, no quadro do capitalismo será sempre realizado e renegociado segundo os interesses económicos da classe capitalista e como tal, será sempre o proletariado e os mais pobres a pagar.

Quando pelo contrário era necessário mobilizar o proletariado, a juventude e todos aqueles que vão sofrer profundamente as consequências da ofensiva capitalista numa frente de RESISTÊNCIA para novas e mais consequentes formas de luta, contra as medidas que nos querem impôr, resistência esta que pode acumular e alterar a correlação de forças e reduzir o apoio social eleitoral, bem como o espaço de manobra ao futuro Governo e os obrigue a recuar e a fazê-los pagar a crise que criaram.





quarta-feira, 18 de maio de 2011

Trabalhadores gregos fazem Greve Geral contra as medidas anti-sociais de austeridade ! Um Forte exemplo a seguir pelos trabalhadores portugueses !

Grécia: A Greve Geral de 11 de Maio
por KKE


Uma greve geral de grande importância, conduzida pela PAME (Central Sindical), foi iniciada na quarta-feira, dia 11 de Maio, contra o contínuo ataque contra os trabalhadores que vem sendo praticado pelo governo do PASOK, a União Europeia, o FMI, o Banco Central Europeu, a plutocracia do país apoiada por seus partidos.


Milhões de trabalhadores do sector público e privado, aderiram à Greve Geral. Fábricas, empresas, estabelecimentos comerciais, todos os orgãos de comunicação, os portos e outros sectores permaneceram encerrados. Linhas de piquetes desde a madrugada, rodearam locais de trabalho e apoiaram a greve dos trabalhadores de forma organizada. Os trabalhadores grevistas ao demonstraram uma enorme combatividade desafiaram o terrorismo da classe capitalista, a intimidação, a decepção e o fatalismo.


Milhares de comunistas, membros e dirigentes do KKE e KNE, visitaram e interviram nas fábricas e em diversos locais de trabalho com sucesso, apresentando as suas alternativas revolucionárias imediatas aos trabalhadores.


Dezenas de milhares de manifestantes protestaram e lutaram no centro de Atenas e em dezenas de outras cidades pela condenação das medidas anti-trabalhadores que estão sendo implementadas pelo Governo capitalista, em particular, os salários do sector público e as antigas empresas públicas que pretendem privatizar, os direitos sociais e as pensões, eles estão a querer impôr, como um principio geral "relações laborais mais fléxiveis" e favoráveis aos interesses da classe patronal, ao mesmo tempo o Governo está a elaborar um plano de encerramento de organismos públicos e a demitir os trabalhadores que se encontram em situação de trabalho com contrato a prazo e precário. Estão previstos cortes mais profundos nos serviços de Saúde e no apoio à medicação, na Educação e Bem estar e na cobertura de seguro social para profissões perigosas e insolubres, novos impostos indirectos vão ser implementados.


A secretária-geral do KKE, Aleka Papariga, participou da manifestação da PAME em Atenas e fez a seguinte declaração aos jornalistas: "A linha política dos de cima (da burguesia capitalista) leva a uma falência organizada e controlada. O povo, os trabalhadores do sector público e privado , os trabalhadores pobres e por conta própria, devem escrever suas próprias páginas na história deste país, em letras realmente bem grandes e em negrito. Esta angústia deve ser transformada em força para que a nossa resistência se possa transformar num contra-ataque e nos levar à vitória. Não há outro caminho".


O principal orador da manifestação da PAME em Atenas, Vasilis Stamoulis, presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Têxteis e Curtume, salientou, entre outras coisas na sua intervenção: "Nós estamos a enviar uma mensagem, onde dizemos, que as novas e bárbaras medidas que eles estão a preparar encontrarão resistência massiva e decisiva dos trabalhadores, dos autônomos, dos agricultores pobres e médios, da juventude e de todo o povo. Eles querem que nos ajoelhemos, querem nos subjugar para que não ergamos nossas cabeças em resposta. Eles serão surpreendidos por um plano e uma perspectiva para nossa libertação final e radical da propriedade capitalista. Não importa a forma de administração que eles escolham, a barbárie não pode se tornar humana. Com ou sem uma renegociação com prazos mais dilatados ou uma maquilhagem ou qualquer outra forma que eles escolham para lidar com a dívida, continuaremos a pagar sem fim no horizonte.


Eles estão a levar-nos à falência económica e social mais completa no intuito de salvar os lucros do capital. Exigimos que sejam eles a pagar a sua crise. O déficit e a dívida são da sua inteira responsabilidade. Há lucros massivos nos seus bancos e cofres...


" A promoção de rodadas vazias pelas maiorias da Confederação Geral dos Trabalhadores Gregos (GSEE) e da Confederação dos Sindicatos de Funcionários Públicos (ADEDY) não nos ilude. Eles estão completamente alinhados à linha política básica do capital e do governo. Eles defendem, como saída o reforço da competitividade do capital. Isso faz parte da liderança comprometida dos sindicatos Europeus que virão ao nosso país nos próximos dias para promover seu congresso, os quais, por anos, tem sido activos e ansiosos na mesma direção – como o capital, em nível Europeu, se tornará mais competitivo que outros centros imperialistas e competidores como a China, a Índia, etc. Essa casta de burocracias sindicais, esses capachos das transnacionais não são bem vindos em nosso país".


Depois disso, os manifestantes marcharam ao longo das ruas de Atenas e passaram pelo parlamento do país. O slogan "Sem nós nenhuma engrenagem gira. Os trabalhadores, podem fazer as coisas sem os patrões", que agitou os actos da greve, demonstrou que o movimento sindical classista, que é organizado pela PAME, não somente almeja a organização da luta com o intuito de repelir os ataques anti-sociais, mas também reforçar o seu conteúdo político-ideológico, enfatizando a possibilidade e a necessidade de outra sociedade, sem a exploração do homem pelo homem.


A PAME, no total, realizou manifestações de greve e marchas em 73 cidades, que foram claramente, maiores que aquelas organizadas pelos líderes comprometidos com as federações sindicais privadas (GSEE) e públicas (ADEDY). Em Atenas, na marcha da GSEE-ADEDY, depois da conclusão da manifestação de greve da PAME, houve brigas devido à actividade de provocadores. Seguiu-se um ataque das forças especiais da polícia, que teve, como resultado, um manifestante gravemente ferido. O ataque criminoso da polícia contra os manifestantes foi denunciado na declaração da assessoria de imprensa do CC do KKE, que apontou além de outras coisas, que: "o KKE denuncia o assalto criminoso da polícia contra manifestantes que resultou no grave ferimento de um manifestante. O ataque policial é parte de, e o resultado, tanto da linha política governamental quanto dos mecanismos burgueses de barrar a fúria e a luta do proletariado, que foram provocadas pelo furacão anti-social das medidas de austeridade do governo capitalista, da UE e da plutocracia. O povo não deve se submeter a nenhum tipo de chantagem e ataque contra ele; deve organizar uma muralha e contra-atacar".

terça-feira, 3 de maio de 2011

Viva o 1º de Maio !




I.V. Stalin
Abril 1912
No século XIX, os trabalhadores de todos os países resolveram celebrar anualmente este dia, o primeiro de maio. Isso foi em 1889, quando, no Congresso de Socialistas de Toureza está acordando de seu sono de inverno, quando as matas e morros estão vestindo seus mantos verdes e os campos e os prados estão adornando-se com flores,quando o sol brilha mais calorosamente, quando a alegria do renascimento enche o ar e a natureza se entrega à dança e à alegria – eles resolveram proclamar, abertamente e em alta voz a todo o mundo, precisamente neste dia, que os trabalhadores estão trazendo a primavera à humanidade e sua libertação das correntes do capitalismo, que essa é a missão dos trabalhadores, de renovar o mundo com base na liberdade e no socialismo.

Toda classe tem seus próprios festivais. A nobreza introduziu seus festivais, e neles proclama seu “direito” de roubar os camponeses. A burguesia tem os seus festivais e em suas datas “justificam” seu “direito” de explorar os trabalhadores. O clero também tem seus festivais, e neles elogia o sistema existente sob o qual os trabalhadores morrem na pobreza enquanto os ociosos nadam na luxúria.


Os trabalhadores, também, precisam ter seus festivais, e neles devem proclamar: trabalho universal, liberdade universal, igualdade universal de todos os homens. Este festival é o Primeiro de Maio.


É isso o que os trabalhadores resolveram fazer já naquela data, em 1889.
Desde então o grito de guerra dos trabalhadores pelo socialismo tem ecoado cada vez mais alto nos encontros e passeatas do primeiro de maio. O oceano do movimento operário se expande mais e mais, se espalhando para novos países e estados, da Europa e da América à Ásia, África e Austrália.


No curso de apenas algumas décadas, a previamente débil associação internacional dos trabalhadores se tornou uma poderosa irmandade internacional, que mantem congressos regulares e une milhões de trabalhadores em todas as partes do mundo. O mar de fúria proletária está subindo em ondas gigantescas, e avança cada vez mais ameaçadoramente contra as cidadelas cambaleantes do capitalismo. A grande greve dos mineiros recentemente deflagrada na Grã-Bretanha, na Alemanha, na Bélgica, na América, etc, uma greve que colocou medo nos corações dos exploradores e dos governantes de todo o mundo, é um claro sinal de que a revolução socialista não está distante…


“Nós não adoramos o bezerro de ouro!” Nós não queremos o reino da burguesia e dos opressores! Condenação e morte ao capitalismo e seus horrores da pobreza e derramamento de sangue!

Viva o reino do trabalho, viva o socialismo!


Isso é o que os operários conscientes de todos os países proclamam neste dia.
E confiantes na vitória, serenos e fortes, eles marcham orgulhosamente ao longo da estrada para a terra prometida, rumo ao glorioso socialismo, passo a passo levando a cabo o grande chamado de Karl Marx: “Trabalhadores de todos os países, uni-vos!”

É assim que os trabalhadores nos países livres celebram o primeiro de maio.
Vamos, então, estender nossas mãos a nossos camaradas em todo o mundo e junto com eles proclamar:
Abaixo o capitalismo!
Viva o socialismo!

sábado, 16 de abril de 2011

Não pagamos a vossa crise ! UE/FMI FORA DAQUI !


Em trinta e sete anos é a terceira vez, que os vários governos capitalistas afundam e aproximam o país da Banca Rôta.

O Individamento Externo que na maioria esmagadora das vezes foi feito para servir os interesses económicos da grande burguesia capitalista e financeira, atingiu valores colossais e superiores a 400.000 milhões de euros (sendo a divida pública perto de 175.000 milhões de euros) tornando quase impossível o seu pagamento.


Apesar deste valor volumoso da divida ainda receberem milhares de milhões de euros provindos da UE,(onde o FARTAR VILANAGEM, foi a palavra de ordem diária) o governo é OBRIGADO a recorrer a novo RESGATE, agora à UE/FMI, para pagamento dos juros aos crédores e injectar liquidês financeira na banca privada à beira do colápso e ainda para satisfazer as contas correntes do Estado.


Para que este RESGATE financeiro decorra de acordo com os seus interesses económicos, montaram um circo mediático à volta das decisões da UE/FMI, como se as imposições fossem o resultado do diálogo e da negociação préviamente obtido. É preciso dizer que não há NEGOCIAÇÃO NENHUMA entre a UE/FMI e o Governo, as medidas que vão ser impostas tanto no plano social, como no plano laboral para atender à situação de crise do DÉFICE PÚBLICO e do INDIVIDAMENTO EXTERNO são as medidas que a grande burguesia nacional e internacional vem exigindo ao governo há muito tempo e que este vem satisfazendo.


Para provar isto mesmo basta lêr as declarações do Sr. Strauss-Kahn, Director do Fundo Monetário Internacional (FMI) : "Portugal vai sofrer cortes orçamentais dolorosos e durante muito tempo". Dito de outra forma quer dizer: O governo cumprindo as ordens da UE/FMI e servindo os interesses económicos da classe capitalista dominante, vai impôr medidas de austeridade DOLOROSAS ao proletariado e aos mais pobres da população trabalhadora não assalariada.


Ou seja, eles vão impôr a redução do Estado Providência à sua minima expressão, com cortes financeiros no Sistema de Saúde e obrigar a população a pagar mais pelos serviços de saúde e farmaciéuticos que lhes são prestados; Congelamento das pensões e cortes nos apoios sociais em todas as áreas da Segurança Social; Cortes no apoio financeiro ao Ensino, prevendo-se o despedimento de milhares de professores.


No plano económico do Estado vão impôr a privatização das empresas publicas rentáveis e o encerramento das não rentáveis, como se todas as empresas que o Estado cria, estejam obrigadas a dar lucro, aqui milhares de trabalhadores tem o seu posto de trabalho em risco. Pretendem alargar ainda mais os sectores públicos da Educação e da Saúde ao capital privado e à igreija; Privatizar parte dos fundos da Segurança Social, como há muito o PSD e CDS exigem.


No sector económico privado e de acordo com as medidas que o actual governo tinha já preparado, vão impôr a Flexibilização total da Lei Laboral, transformando esta num farrapo, impondo uma maior precariedade laboral, maior facilidade para despedir e o não pagamento de qualquer soma indemnizatória ao trabalhador e cortes nos direitos económicos e sociais agregados ao trabalho, o aumento da carga horária e da exploração sobre os trabalhadores, com ritmos mais intensivos de trabalho.


A exemplo do que aconteceu no PEC III, as camadas intermédias assalariadas serão novamente fustigadas, além dos novos cortes salariais definitivos que vão sofrer, a UE/FMI/Governo está-se a preparar para lhes roubar também o décimo terçeiro mês e a juntar-se a estes estão também os pensionistas que auferem pensões acima do escalão dos 1500 euros (se não for mais baixo) que sofrerão cortes na sua pensão, que a juntar ao número da inflação de 4% tanto uns como outros verão os seus ordenados e pensões baixar perto de 7,5% vendo assim o seu nível de vida adquerido a aproximar-se da pobreza.


As camadas mais baixas do proletariado e da população trabalhadora não assalariada, que sobrevivem de baixos rendimentos e abaixo do limite de pobreza verão também a sua miséria social aumentar, por um lado pelo congelamento dos salários e pensões, por outro pela diminuição resultante dos aumentos dos impostos e pelo aumento da inflação.


Mas não só, dado que estas medidas são altamente gravosas, DRÁCONIANAS (como afirmam os seus autores) e a ser implementadas nos próximos anos, nós dizemos enquanto o crescimento económico não se verificar e que segundo os economistas do sistema capitalista poderá demorar no minimo uma década, e como vão agravar profundamente a miséria social existente, a burguesia, JÁ EXIGE um governo FORTE e MAIORITÁRIO que abranga os seus três partidos, PS, PSD e CDS, para PODER REPRIMIR o movimento proletário e popular que tente resistir a tal ofensiva reaccionária e colocar os seus interesses económicos em causa.


Covarde e Enganadora

A esquerda do sistema constitucional parlamentar burguês, o B.E. e o PCP e também a CGTP confrontados com esta ofensiva e vendo o campo de manobra para a sua politica reformista, conciliadora e colaboracionista a fugir-lhe debaixo dos pés, dizem-se contra a intervenção da UE/FMI, mas de pronto corrigem as suas posições politicas e recuam, (como é hábito na sua lógica utópica e demagógica de procurar suavizar os sacrificios impostos pela burguesia e pelo capitalismo) propondo a RENEGOCIAÇÃO ou REESTRUTURAÇÃO da DIVIDA, que a ser renegociada ou reestruturada só o será por um governo burguês capitalista, que não terá os interesses e sacrifícios populares em conta, mas sim e apenas como é lógico, os interesses da burguesia capitalista e financeira, daí esta proposta para os interesses dos trabalhadores, não ter interesse nenhum.


Esta atitude COVARDE e ENGANADORA que nem sequer tem em conta o VALOROSO exemplo que veio do povo Islandês, que se nega a pagar as dividas contraídas pela sua burguesia, PROVA mais uma vez até que ponto estes partidos estão dispostos a sacrificar os interesses dos trabalhadores e a quebrar a sua resistência à ofensiva capitalista, em prol de contra-partidas menos dolorosas e que não coloquem em causa a existência da aristocracia operária e a pequena e média burguesia capitalista que defendem.


A CGTP que pela voz de C. da Silva já antes tinha chamado a atenção para o "perigosissimo conflito social que estas medidas podiam incorporar", quando antes devia de ter chamado os trabalhadores à luta mais intrasigente contra a ofensiva capitalista da UE/FMI/Governo, vêm agora também propôr que se lute por "mobilizar as pessoas para a resolução dos problemas do interesse nacional" como se o interesse nacional, fosse o interesse das várias classes que compõem a sociedade.

Ao tomar esta atitude de colaboração com a dita "defesa dos interesses nacionas" a CGTP está-se a colocar ao lado dos interesses imediatos da burguesia capitalista nacional e internacional e a procurar sujeitar o proletariado e as camadas mais pobres da população, a arcar com as responsabilidades do Estado de Banca Rôta em que a burguesia colocou o país e a vida dos trabalhadores e ao mesmo tempo a dar sinais de que não se vai opôr a tal ofensiva e a ter o mesmo papel que determinou a aplicação dos PECs anteriores.


É necessário mobilizar e chamar as pessoas sim, mas é para novas Greves Gerais e novas manifestações mais combativas e que ultrapassem o número de presenças das de 12 de Março e de 1 de Abril, assim apelamos a todos os trabalhadores, à juventude e a todas as Gerações à Rasca, para que em 25 de Abril e no 1ºde Maio, encham as ruas e praças de todas as cidades de Portugal e gritem bem alto, NÃO PAGAMOS A VOSSA CRISE ! UE/FMI FORA DAQUI !

domingo, 10 de abril de 2011

Carvalho da Silva no seu melhor !


Depois de várias governações com politicas reaccionárias e em particular os últimos seis anos, onde cumpriu e praticou as ordens imanadas pela grande burguesia financeira nacional e europeia, dirigindo contra os trabalhadores uma poderosa ofensiva capitalista, destruindo práticamente todos os seus direitos económicos e sociais, C. da Silva ainda acha que o PS é um partido de esquerda e desafiou-o a juntar-se às conversações entre o PCP e o BE, para que haja um "amplo entendimento de governação à esquerda" (veja-se só, À ESQUERDA).


Ou seja, o que C.da Silva propõe é de facto, um AMPLO ACORDO SOCIAL que permita à burguesia capitalista portuguesa e à UE/FMI aplicar as medidas de austeridade com o minimo de conflitualidade social (como aliás aconteceu nos PECs anteriores) que evite o tal "perigosissimo conflito social" (de que tem medo) e que pode resultar de tais medidas anti-sociais.

Será que esta opinião, é apenas de C.da Silva ou este, é, apenas, o porta voz,de um movimento muito mais vasto e que por diversas vezes já se manifestou disposto a "sacrificar-se" (a sacrificar os trabalhadores) em nome do "ALTO SENTIDO PATRIÓTICO" que tão caro é ao BE e ao PCP?


Esperamos que os trabalhadores REFLITAM e ANALISEM CONVINIENTEMENTE a dita opinião de C.da SILVA e se preparem para a luta, porque o desejo "deste" dirigente sindical é continuar a CLAUDICAR perante a continuição, mas agora mais grave da ofensiva capitalista sobre os trabalhadores a levar à prática pelo Governo P"S"/UE/FMI, com o apoio do P"SD" E C"D"S.


segunda-feira, 4 de abril de 2011

Resposta massiva e dinâmica do P.C.Grego-KKE, contra a guerra imperialista na Líbia !


"Estas acções do Partido Comunista Grego, e da PAME (Central Sindical Grega) de incorporar no movimento de luta do proletariado Grego, contra a burguesia, o capitalismo e o imperialismo, em solidariedade internacionalista militante, contra a intervenção militar imperialista na Libia, deve de servir como exemplo para todos os comunistas, revolucionários e sindicalistas portugueses, que não vão além de simples MOÇÕES e ínclusivamente não condenam enérgicamente o apoio que o grupo parlamentar europeu do BE deu no Parlamento Europeu a tal intervenção militar imperialista. -A Chispa !"


No domingo à tarde, 20 de Março de 2011, o KKE realizou manifestações de massas e protestos com placards, em Atenas e dezenas de cidades gregas, contra a intervenção imperialista na Líbia e o envolvimento do governo grego nos planos imperialistas, através da concessão de bases militares, barcos de guerra e aviões.


A resposta do KKE foi imediata, precisamente no momento em que começaram as operações de guerra dos imperialistas. O comunicado de imprensa do CC de 19 de Março realçava: «O KKE denuncia a intervenção militar na Líbia, desencadeada pelo imperialismo internacional, com a participação da Grécia e encabeçada pelos imperialistas da UE, os carniceiros da França e Grã-Bretanha, com o apoio dos EUA.


Isto é a EU da “democracia e liberdade”; isto é o “mundo livre”!

O pretexto dos imperialistas – e, também de G. Papandreou – que proclamam que o seu interesse é “humanitário” é uma vergonhosa hipocrisia, pois, abertamente ou em segredo, cooperam e negoceiam com os governos autoritários e antipopulares em África, Médio Oriente e em qualquer outro lugar. Não têm legitimação.


O seu interesse tem a ver com o petróleo e o gás natural da Líbia e não com o seu povo, o qual querem explorar pondo-se ao lado da oposição, enquanto, até uns dias atrás, todos apoiaram Kadhafi – incluindo G. Papandreou.


O povo da Líbia é o único que tem a responsabilidade de encontrar a solução para os imensos problemas que enfrentam. Não precisa de lobos para o proteger.


O povo grego deve ser solidário com o povo da Líbia. Aqueles que atacam a Líbia são aqueles que puseram o peso da crise nas costas dos trabalhadores, aqueles que exploraram o povo com os memorandos, as privatizações, a abolição dos acordos coletivos de trabalho, os salários de fome.


As bases americanas e da NATO em Suda e Aktio devem ser imediatamente encerradas. Os aviões e barcos militares gregos devem retirar imediatamente da Líbia.»


Realizou-se uma manifestação até à embaixada americana e escritórios da UE na tarde de domingo (20/3), o KKE realizou uma grande manifestação junto ao Parlamento grego, na praça central da capital grega.


Thanassis Paphilis, membro do CC do KKE, porta-voz parlamentar e Secretário-geral do Conselho Mundial da Paz falou na concentração e realçou: “O povo grego e os povos da região e de todo o planeta não devem ser e já não são ingénuos. Estão conscientes e têm muita experiência. O petróleo e o gás natural, o controlo dos recursos naturais, os lucros da plutocracia e dos monopólios foram e são as causas para a intervenção imperialista”. E mais à frente sublinhou que “Os assassinos que atacam hoje a Líbia são os mesmos que estão a eliminar os direitos dos trabalhadores nesses países, fazendo-os carregar o fardo da crise capitalista. São os mesmos que conduzem os jovens ao desemprego, que aniquilam os acordos coletivos de trabalho, que condenam os produtores da riqueza, isto é, os trabalhadores, a salários de fome e os convidam a trabalhar até à morte. São os mesmos que asseguram lucros fabulosos aos monopólios e grupos empresariais.”


A manifestação deslocou-se para os escritórios da delegação da UE e para a embaixada americana. A primeira paragem foi nos escritórios da União Europeia, em cuja porta foi colocado o comunicado de imprensa do CC do KKE. O mesmo aconteceu nas embaixadas francesa e britânica.


Aleka Papariga, Secretária Geral do CC do KKE, que participou na concentração do partido, fez a seguinte comunicação aos média: “Jugoslávia, Iraque, Afeganistão e agora a Líbia – pela quarta vez, a Grécia, com a responsabilidade do governo grego, participa num grave crime. No crime de uma injusta e suja guerra imperialista, em troca da participação numa parte dos recursos petrolíferos, daí resultando a intensificação da crise e novos sofrimentos para todos os povos da região.”


A Secretária Geral do CC do KKE, numa carta ao presidente do parlamento grego, exigiu a imediata convocação de uma sessão plenária do parlamento grego e um debate, ao nível dos líderes dos partidos, sobre o envolvimento da Grécia na intervenção imperialista na Líbia.


Deve realçar-se que, no domingo, se realizou uma manifestação (com uma grande adesão) junto à base americana de Suda (Creta), convocada pelo Comité Grego para a Paz e Cooperação, a Frente Militante de Todos os Trabalhadores (PAME) e outras organizações anti-imperialistas. Delegações de organizações anti-imperialistas de 11 países dos Balcãs e do Médio Oriente participaram na manifestação. Os manifestantes exigiram a imediata cessação da intervenção imperialista e o encerramento da base americana.


Foi publicada a extensa resolução do CC do KKE, em que se analisam os desenvolvimentos em toda a região. Na introdução, entre outras questões, destacam-se os seguintes pontos: «Na nossa região (Balcãs, Mediterrâneo Oriental, Médio Oriente, Norte de África, Cáucaso) desenrolam-se sérios e perigosos desenvolvimentos, que se caraterizam pela intensificação das contradições entre os poderes imperialistas e pela competição entre as classes burguesas, numa região que possui ricos recursos de energia e constitui uma “rota de transporte” de matérias primas da Ásia central, do Cáspio e do Médio Oriente para o Ocidente e para as potências emergentes da Ásia (China, Índia, etc.). Os mais poderosos monopólios, uniões imperialistas e poderes imperialistas emergentes enredaram-se numa rede de contradições e luta.


No quadro do sistema imperialista, as classes burguesas da região procuram alianças de “interesses” e movimentam-se em alianças e compromissos, de forma a beneficiarem da luta pelas riquezas naturais e pela partilha de mercados. Estas “alianças” internacionais, formadas pelos poderes imperialistas e grupos monopolistas, têm em conta a posição geopolítica de cada país, a sua posição na pirâmide imperialista e, também, a dinâmica da sua força (económica, militar, política). […] Muitas vezes, a luta que se desenvolve vai além de um quadro político e diplomático “pacífico” e tem continuidade com guerras económicas e de espionagem – e, mesmo, com meios militares – provando que “a guerra é a continuação da política por outros meios (especificamente violentos)”.


As rivalidades e a cooperação entre os capitalistas são como os dois polos opostos de um “íman”. Nesta luta utilizam-se a ONU e a NATO, as forças policiais e militares da UE, as bases militares, as grandes frotas navais, usando variados pretextos, como a “luta contra o terrorismo” e a “defesa de minorias”, os fluxos de imigração causados pelas guerras e intervenções imperialistas, ou a miséria e a pobreza engendradas pelo capitalismo, etc.».


A resolução do CC do KKE realça ainda, que é necessário fortalecer a luta anti-imperialista na região, em conjugação com a luta pelo derrube do capitalismo.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Liberdade para ARENAS !


“Arenas” en folga de fame indefinida 31 de Mar de 2011

SRI

Por mor da brutal situación que atravesa Manuel Pérez Martínez “Camarada Arenas” desde a súa dispersión ao cárcere de Albocasser, en Castelló, a sexta feira 1 de abril enceta unha folga de fame de carácter indefinido até que cese a represión que sofre:

Os carcereiros tírano ao chan e tentan vexalo cada vez que sae da cela, sexa ao patio ou ao teléfono. Prohíbenlle todo tipo de material mínimo de lectura, escritura e debuxo. Nin simples lapis. Mantéñenlle a luz acesa toda a noite, a lle impediren un sono en mínimas condicións. Na visita familiar do 26 de marzo tiveron o locutorio totalmente a escuras, sen apenas poder verse. Continúan as ameazas, diariamente.

“Arenas” ten 67 anos, leva 18 anos preso político e está gravemente enfermo.Impidamos o seu exterminio físico.


Chamamos á SOLIDARIEDADE e á DENUNCIA.

Centro Penitenciario de Castelló II – Alobcasser Paraje Mascarell, acceso CV-129, km. 15 12140 Albocasser (Castellón) Tlf.: 964158500 Fax.: 964158536

quinta-feira, 24 de março de 2011

Abaixo a intervenção imperialista na Líbia ! Imperialistas Fora da Líbia !



Em nome da "ajuda humanitária" dos "direitos humanos" e da "democracia" o Conselho de Segurança da ONU tem vindo a tomar resoluções que cada vez mais transforma o chamado Direito Internacional de proteção aos povos e às Soberanias Nacionais, como o direito das potências imperialistas, em particular do imperialismo EUA a intervirem de acordo com os seus interesses económicos, politicos e militares.

Assim aconteceu, na Iuguslávia, no Afeganistão,no Iraque, agora na Libia e com o evoluir da situação, certamente que se vão preparar para o fazerem na Síria. No entanto, a Israel que há 60 anos coloca em causa os direitos do povo palestiniano às suas terras e independência, que promove genocidios através das suas incursões militares, não poupando nada nem ninguém e no mais completo desrespeito por todas as convenções e resoluções aprovadas contra essas práticas, nada faz de concreto para impedir esses actos barbaros e sanguinários. O que demonstra à evidência dois pesos e duas medidas e está definitivamente contra a libertação e emancipação dos povos e ao serviço das burguesias e potências imperialistas mundiais.

A recente intervenção militar levada a cabo na Libia, por uma coligação alargada de potências imperialistas com os EUA,França e Inglaterra à cabeça e ao abrigo da resolução do C.S. da ONU, dita em defesa do povo libio, não passa de uma profunda mentira com que pretendem cegar os povos e as opiniões públicas mundiais.

O que está por detrás destas intervenções militares, não são a defesa do povo libio ou de outros povos, porque se assim fosse o C.S. da ONU teria que tomar as mesmas resoluções práticas em relação à Tunisia, ao Egipto, ao Iémem, ao Bharein, à Arabia Saudita e outros países, onde milhares de pessoas foram e são vitimas das politicas de opressão e exploração por parte dos ditadores e classes dominantes locais ao serviço do imperialismo.

O que os leva a intervir em nome da "ajuda humanitária" não são os direitos dos povos, mas o MEDO que as REBELIÕES POPULARES ponham em causa, as riquezas naturais de toda esta região que querem continuar a CONTROLAR, a DOMINAR e a SAQUEAR, particularmente as fortes reservas energéticas de petróleo e gaz.

Denunciamos a diplomacia burguesa capitalista portuguesa, que mais uma vez se prestou ao seu papel SUBSERVIÊNTE e LAMBE-BOTAS perante os interesses predadores do imperialismo internacional, dando todo o seu apoio a esta MISERÁVEL e SANGUINÁRIA intervenção militar.

Denunciamos ainda o papel TRAIDOR do grupo parlamentar europeu do B.E., que se juntou às forças reaccionárias e pró-imperialistas europeias, votando favoravelmente no parlamento europeu a Moção de apoio a esta intervenção militar imperialista.

Para vergonha de milhares de militantes, os dirigentes nacionais deste partido ainda não tiveram a coragem pública de denunciar esta atitude reaccionária e pró-imperialista deste seu grupo parlamentar, não os substituiram, nem os expulsaram, como não esboçaram qualquer auto-critica e pedido de desculpas, particularmente ao povo libio.

Acreditamos e esperamos que os milhares de militantes, pessoas honestas e de esquerda que engrossam as fileiras do BE, que sempre lutaram contra a exploração capitalista, o imperialismo e o capitalismo, que reflictam sobre estas e outras situações, e vejam, que elas não são obra do ocaso, mas sim resultado da sua linha e intervenção politica ideológica pequeno burguesa, pseudo radical.

Apelamos à população trabalhadora, particularmente ao proletariado, à juventude que se manifesta de novo a 1 de Abril como parte mais interessada nos acontecimentos de explosão social ocorrida no Norte de Africa e Médio Oriente, que devem manifestar a sua solidariedade internacionalista e todo o seu APOIO à luta destes povos que lutam pelos seus direitos e emancipação.

Para que este APOIO seja de facto significativo, não basta que aprovemos MOÇÕES em seu apoio, é necessário que incorporemos na nossa luta imediata de resistência à ofensiva capitalista a DENÚNCIA do apoio do Estado português a este CRIME BÁRBARO e exigamos a saída de Portugal da Nato e o FIM IMEDIATO da ofensiva militar imperialista contra o povo da Libia ou outros que sejam vitimas das mesmas agressões.

Viva a justa luta dos povos do Norte de Africa e Médio Oriente, contra as ditaduras e as classes reaccionárias dominantes locais e o imperialismo !

segunda-feira, 14 de março de 2011

Liberdade para Arenas e para todos os presos politicos anti-fascistas, vitimas da BARBARIDADE da ditadura monarca/capitalista espanhola !


A Chispa! presta toda a sua solidariedade à luta pela libertação do Camarada Arenas, bem como de todos os presos politicos anti-fascistas, vítimas da BARBARIDADE da ditadura monarco/capitalista espanhola.

Comunicado dos Comités por un SRI sobre o Camarada Arenas
14 de Mar de 2011

O Estado quere masacrar o Secretario Xeral do PCE(r)

Comités por un Socorro Roxo Internacional
13 de marzo de 2011

O único 'delito' é ser comunista

Por iso está encarcerado desde o 2000

Nas últimas semanas a situación penitenciaria de Areas agravouse notabelmente.

Foi trasladado á prisión de Castelló II, a centos de quilómetros do seus familiares e avogados.
Os carcereiros quitáronlle as súas pertenzas.
Só pode ter na súa cela algo de roupa e un pequeno lapis.
Ten prohibido os libros, os materiais de lectura e escritura, de xeito que non pode ler, estudar nin escribir unha carta.
A situación chegou até un punto que se viu obrigado a rexeitar a bandexa de comida porque lle retiveron a súa dentadura postiza alegando "motivos de seguridade".
Négase a saír ao patio (que só ten 6 pasos de lonxitude) polos continuos cacheos vexatorios.
Aos familiares que chaman á prisión de Castelló II preguntando por el, ou querendo comunicar, non lles informan e inclusive chegaron a mentir dicindo que non estaba alí.

Esta situación está obrigando a Arenas a pensar na realización dunha folga de fame por unhas condicións de vida na prisión dignas.
Todas estas medidas de illamento e torturas están sendo sistematicamente agochadas pola dirección da prisión. Pretenden eliminar a este dirixente comunista sen que ninguén o saiba.

E NECESARIO DENUNCIARMOS ESTAS TORTURAS!!
RACHEMOS O MURO DE SILENCIO!!


Escribe a Arenas para amosarlle a túa solidariedade:


Manuel Pérez Martínez
C.P. Albocasser, Castelló II
Castelló

Mais informações sobre a situação dos presos politicos anti-fascistas, ver "estoutrasnotaspoliticas.blogspot.com"

segunda-feira, 7 de março de 2011

Contra os Contratos a Prazo, os Falsos Recibos Verdes, os Baixos Salários, a Precariedade Laboral e o Desemprego - Todos à Manifestação de 12 Março !


É com enorme satisfação que manifestamos a nossa solidariedade com as manifestações convocadas pela juventude, para várias cidades do País, contra os CONTRATOS a PRAZO, os FALSOS RECIBOS VERDES, os BAIXOS SALÁRIOS, a PRECARIEDADE LABORAL, e o DESEMPREGO, por condições legitimas e dignas de vida.

Saudamos esta convocação, também pelo facto de ela se enquadrar numa politica de RESISTÊNCIA à ofensiva capitalista do Governo, ofensiva esta, responsável, pela legislação anti-laboral, pelos baixos salários, pelo desemprego e pela actual degradação social de centenas de milhares de jovens.

Saudamos ainda esta importante iniciativa, porque ela é também uma resposta à FALTA de LUTA, À CONCILIAÇÃO e até CAPITULAÇÃO dos dirigentes das Centrais Sindicais em relação à longa ofensiva capitalista, que os vários governos têm vindo a fazer contra os trabalhadores e em particular contra a juventude, como por exemplo é o caso das recentes medidas acordadas e outras ainda em fase de negociação, que visam particularmente os jovens trabalhadores que agora entram no mercado de trabalho.

É necessário ter presente que a actual ofensiva capitalista, é resultado de uma enorme e profunda crise económica que atravessa o sistema capitalista nacional e mundial, e como tal, os governos capitalistas tudo vão fazer para recuperar as suas economias e salvar as suas burguesias à custa de uma OFENSIVA CONTINUADA, utilizando o exército de mão de obra disponível (cada vez mais intenso) como força de reserva, para desregulamentar totalmente a legislação laboral e a tornar mais DÓCIL e segundo as CONVINIÊNCIAS do PATRONATO, retirar os direitos sociais e outros, aumentar os ritmos e a carga de exploração e baixar os custos salariais.

Tudo indica, que as várias iniciativas convocadas, estão a ter uma enorme receptividade entre a juventude, que milhares de jovens vão participar nestas acções, assim, e ao aperceber-mo-nos do entusiamo envolvente, e sabendo que o pior que pode acontecer a quem luta, caso não consiga atingir os fins a que se propôs é perder a confiança na luta e nas suas forças, FAZEMOS o seguinte alerta: Em 24 de Nov. fez-se uma Greve Geral, que mobilizou cerca de três milhões de trabalhadores e paralizou-se os principais sectores da economia, por motivo de essa luta não ter continuado, com novas mobilizações mais amplas e radicais, o governo não só não recuou, como mesmo endureceu a sua ofensiva reaccionária com mais medidas contra os trabalhadores.

Assim para não se CAIR de novo nesta situação, é preciso ter em conta que apesar da sua importância, as manifestações convocadas para dia 12/3, são manifestamente insuficientes, ou seja, elas são apenas o início de uma prolongada caminhada, que novas mobilizações e manifestações serão necessárias para se conseguir os objectivos propostos. Para que este movimento ganhe ainda mais força, é necessário ampliá-lo e incorporar todos os trabalhadores (independentemente da sua idade) em idêntica situação social.

Por último, é necessário ultrapassar o carácter espontaneista e voluntarista inícial da INICIATIVA e adquirir uma melhor ORGANIZAÇÃO, assim, sugerimos, que em cada localidade onde as manifestações vão decorrer, que se organizem Grupos ou Comissões de Luta contra o desemprego ou outras chagas sociais, que se estendam a outras localidades, para que haja uma maior CÔORDENAÇÃO, EFICÀCIA e EFICIÊNCIA, afim de se evitar qualquer tipo de dispersão, tanto nos objectivos a conseguir, como nas formas de luta a realizar.

Lutemos por condições legitimas e dignas de vida !

Abaixo a politica reaccionária do governo capitalista !

Todos às manifestações de 12 de Março !

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Não é com formas de luta, TIMIDAS e DISPERSAS que conseguiremos travar a ofensiva capitalista !

"O que é feito do impacto da Greve Geral de 24 de Novembro ?"

Depois de considerarem a Greve Geral de 24 de Novembro, uma grande jornada de luta contra as medidas anti-laborais e de austeridade do governo e nela terem participado mais de três milhões de trabalhadores, paralisando práticamente os principais sectores da economia, era suposto, que a luta continua-se visto que o governo não recuou, pelo contrário, endureceu ainda mais as suas politicas anti-laborais e anti-sociais, como mesmo alterou, (dando cumprimento às exigências do patronato), o acordo aprovado à quatro anos sobre o aumento do Salário Minimo.

A UGT que sempre colaborou com a politica do governo e manifestou apoio ao OGE, do qual as medidas de austeridade do PEC III fazem parte, que pela mão da CGTP decidiu aderir à greve geral para encobrir as suas verdadeiras intenções politicas, rápidamente se desmascara quando acordou alterar o acordo sobre o Salário Minimo e dar o seu apoio às novas 50 medidas anti-laborais apresentadas pelo governo/P"S", em concordância com os outros partidos capitalistas ainda mais à sua direita.

Por seu lado a CGTP, em vez de continuar a mobilizar e a elevar a consciência dos trabalhadores e dessa forma ampliar o movimento contra a ofensiva capitalista e a arrogância do governo, com novas e imediatas formas de luta mais combativas e radicais e com essa atitude desmascarar a FALSIDADE e a DEMAGOGIA da UGT, Não... recuam, substituem a luta concreta das massas e recorrem para os tribunais como forma de "luta" como se estes fossem o meio e a via para deter o governo e impedir os cortes salariais, esquecendo todas as outras medidas que estão contidas no PEC III, deixando milhares de trabalhadores e aposentados sujeitos às restantes medidas reaccionárias do governo.

Têm, tanto uns como outros, CGTP e UGT, o CUIDADO de não levantar o minimo protesto social contra a aplicação prática do OGE durante a campanha eleitoral, quando era sabido o apoio dado, a este, pelos dois principais candidatos, contribuindo assim consciêntemente para o clima de paz social existente e para a vitória do candidato mais reaccionário Cavaco Silva.

Só no fim de Janeiro, passado mais de dois meses da data da Greve Geral, surgem de novo novas formas de luta, TIMIDAS, DISPERSAS e a CONTA GOTAS, nem sequer foram greves de 24 horas como era de esperar e como MINIMO dado a envergadura da ofensiva capitalista, não provocaram por isso mesmo qualquer impacto assinável, nem contribuiram para uma maior mobilização da população trabalhadora para a luta, dando-se assim novas oportunidades ao governo capitalista para continuar a aplicar as suas politicas reaccionárias.

É esta intervenção e conduta politica sindical moderada, conciliatória e colaboracionista com os governos que representam os interesses da burguesia capitalista e do imperialismo, que tem que ser responsabilizada por não se procurar mobilizar as massas trabalhadoras para uma politica de resistência consequênte e combativa, em torno da defesa dos direitos económicos e sociais, que desde o 25 de Novembro de 1975 são atacados e destruidos pela ofensiva capitalista.

Em sede de "Concertação Social" em diálogo e negociação permanente com o Governo/Patronato, COM ACORDO OU NÃO, o que é facto, é, que os vários governos ao longo destas três décadas conseguiram impôr as reivindicações exigidas pela burguesia capitalista, com o minimo de resistência e de conflito social. Foram impostos os Contratos a Prazo, os falsos Recibos Verdes, a Redução dos Salários, por fim o trabalho Temporário e Precário onde os trabalhadores estão expostos e sujeitos a baixos salários e à perda de outros direitos e às mais indignas condições de trabalho.

Com a perda da competitividade económica e com o agravamento da crise capitalista, que tem colocado centenas de milhar de trabalhadores no desemprego, e de acordo com as orientações politicas e ideológicas pequeno-burguesas dos seus partidos, sugerem ao governo em nome de uma dita "MUDANÇA" mais apoios à modernização do tecido produtivo e reduções nos impostos para as empresas privadas, como forma de se aumentar a productividade, quando estas estão directamente relacionadas com o aumento do desemprego e da exploração, quando antes deviam defender, como medida anti-capitalista a redução do horário de trabalho e o trabalho para todos.

É por demonstrarem esta disponibilidade e sujeitarem os trabalhadores à capitulação permanente perante a ofensiva capitalista, que o actual Governo à semelhança dos anteriores tem vindo a desmantelar os direitos sociais e as leis laborais, através dos vários PECs e por isso, agora o 1º Ministro e o Ministro das Finanças, já fizeram saber, que se as medidas de austeridade já tomadas não forem suficientes e a crise económica se manter e aprofundar, que mais medidas serão tomadas.

Perante esta situação só nos resta, tomarmos como exemplo as recentes movimentações sociais ocorridas no Norte de África e no Médio Oriente, onde as massas trabalhadoras pela sua mobilização e combatividade derrubaram TIRANOS e REGIMES que durante largas décadas os oprimiram, criando assim novas condições para prosseguirem a sua luta para novas conquistas e pela sua emancipação. É neste sentido que apelamos aos jovens, aos desempregados, às mulheres e a todos os trabalhadores que participem nas próximas manifestações de protesto e dêem-lhes um carácter mais combativo e revolucionário e EXIGAM o continuar da luta e levem esta o mais longe possivel contra a ofensiva dos governos capitalistas e o capitalismo.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

PAME convoca Greve Geral para 23 de Fevereiro, em Solidariedade com as lutas dos Povos Árabes !


"A "A Chispa !" concorda e solidariza-se por inteiro com a posição politica internacionalista da PAME e ao mesmo tempo APELA para que os trabalhadores e trabalhadoras, os jovens, os desempregados e pensionistas exigam a mesma tomada de posição dos dirigentes das Centrais Sindicais portuguesas, as mesmas formas de luta em solidariedade com os povos Àrabes e outros em luta e ao mesmo tempo contra a ofensiva capitalista do governo, contra as medidas de austeridade e anti-laborais, pela defesa dos direitos do proletariado e do povo de Portugal." A Chispa!


COMUNICADO DA PAME
Atenas, 09/02/11
PAME expressa a sua solidariedade com os traballadores e povos do Egipto, da Tunisia, de Marrocos, do Iemen e de outros lugares, que, massiva e combativamente, se erguem, protestam e tentam rachar as cadeias da pobreza, do desemprego, da miséria, da violência e do autoritarismo.

A violência, a brutal repressão, a desorientacão ou qualquer outra forma de manipulacão governamental e patronal só podem travar temporalmente o progresso dos povos no seu caminho da conquista do poder popular.

Chamamos os trabalhadores do nosso país a expressarem o seu apoio e a sua solidariedade com os povos destes países. Quantos mais sejam os golpes que receba o imperialismo em cada país, melhor será para todos os povos do mundo.

PAME CHAMA-TE !
TODOS JUNTOS NA GREVE GERAL DE 23 DE FEVEREIRO
NINGUÉM PODE FALTAR À DEMONSTRAÇÃO NA PRAÇA DE OMONIA ÀS 11 A.M.

Trabalhadora, trabalhador, desempregado, jovens !
Úne-te a nós na organização e ofensiva da nossa classe, vocês, que nunca até agora participaram numa greve.

Vocês devem fazê-lo agora, para mostrar que não toleramos o que sucede, que não legitimamos a brutal política anti-operária, que não dobramos os joelhos e que fortalecemos a nossa resistência contra as novas medidas que se prepararam. Vocês devem contribuír também, e lograr uma mobilização que os encha de terror. Temos de demonstrar a nossa força ao governo, aos patrões, à União Europeia, ao Fundo Monetário Internacional. As pessoas com medo devem ter coragem.
NÃO MAIS SACRÍFICOS PARA A PLUTOCRACIA
NÃO AOS ÚLTIMATOS ANTI-LABORAIS E À AUSTERIDADE

A classe operária está em guerra e deve demonstra-lo. Com esta greve e as lutas vindouras, os depredadores da riqueza social que produzimos, quer dizer, os industriais, os banqueiros, os empresários com os seus partidos e os seus aliados no movimento sindical ao seu serviço, podem e devem ser derrotados.

Temos o poder de construírmos um muro impenetrável para contra-atacarmos as piores medidas aínda por chegarem. Chega como organizamos as nossas forças em cada lugar de trabalho, em todos os sectores.
Podemos dar-lhes a volta às medidas e políticas antilaborais, com a PAME como ferramenta, e abrirmos o caminho a outra política, a outro modo de desenvolvimento que responda às necesidades do povo.
Nenhum consenso, nenhuma submissão.
Indisciplina e desobediência ao furacão anti-laboral e anti-popular.
Luta unida em todos os sitios. Organização. Solidariedade.

NINGUÉM SÓ, TODOS POR UM E UM POR TODOS.

Só assím podemos enfrentar o terrorismo e a brutalidade do capital, do governo e da União Europeia.
O intento de espólio do povo com as novas e piores medidas continuará sem pausa. As chantagens contra os trabalhadores não vão cessar. Não aceitamos pagar pela sua crise, os seus déficits, as suas dividas. Os seus crédores que os paguem. A plutocracia e os seus partidos, o PASOK (social-demócrata) e Nova Democracia (conservador).

Vocês não devem deixar-se enganar pelas mentiras que dizem que se beneficiará da ampliação da divida, da renegociação. Os banqueiros, os capitalistas, serão quem se beneficia, mais uma vez, disto. Vocês não paguem a conta outra vez.

NENHUMA TOLERÂNCIA COM AS SUAS MENTIRAS!

Com a lei sobre os contratos empresariais querem reduzir drásticamente os salários também no sector privado. Querem derrogar os contratos laborais sectoriais e impôrem contratos individuais. Querem que trabalhamos de forma flexível, sem horários. Querem suprimir o descanso ao domingo.

DEVEMOS RESPONDER:
Fora as suas mãos dos Convénios Colectivos Laborais. Nenhuma negociação sobre as reduções dos salarios ou de qualquer direito social ! Aumento dos salarios já, que devem responder às necesidades populares.

O ataque contra a Segurança Social continua. As pensões são reduzidas aínda máis. As pensões assistênciais minguaram pelo menos em 20%. Eliminaram para metade as pensões de invalidez. A 13ª e 14ª pensão eliminam-na permanentemente. (Grécia tem uma em que os pensionistas recebem um abono de duas semanas de pensão pela Semana Santa e um pagamento correspondente a um mês pelo Natal. Estas são a 13ª e 14ª pensão)

A metade dos trabalhadores que estão na lista das Profissões Pesadas e Afins desapareceram dessa lista. Assím, a idade de reforma incrementa-se de 5 a 7 anos. As pensões minguaram pelo menos 20%. Os empresários beneficiaram-se.

Abolição imediata de todas as leis contra a segurança social. Pensão mínima de 1.120 euros. Reforma aos 60 anos para os homens e aos 55 para as mulheres.
Os desempregados são mais de um milhão. É absolutamente seguro que o seu número medrará drásticamente.

O governo tenta reduzir aínda mais a prestação de desemprego. A grande maioría dos desempregados não têm assistência médica. Abonos já ! Aumentos substânciais nas prestações de desemprego, assistência médica para todos sem condições.

As privatizações dos caminhos de ferro e dos meios de transporte urbano trazem novas subidas nos bilhetes. Muitos trajéctos dos meios de transporte urbano suprímem-se e outro tanto reduziram os bilhetes grátis para categorias específicas de pessoas ou de grupos vulneráveis.

Com o projécto de lei sobre a Saúde dão o ataque final ao carácter gratuíto e social da assistência sanitária, favorecendo os empresários da Saúde. A situação será dramática para os desempregados, os pensionistas, e para as pessoas com incapacidade fisica. O governo e os grandes comerciantes tentam liberalizar o horário de trabalho, suprimirem o descanso do domingo, convertendo os trabalhadores do comércio em escravos, convertendo os centros de trabalho em galéras medievais onde se trabalhará segundo os desejos, os días e as horas que o patronato queira.

Esta medida funcionará como piloto para todos os sectores. O horário de trabalho será fléxível segundo as necessidades dos capitalistas.
Esta medida também se converterá numa arma mais nas mãos dos monopólios para destruír as pequenas empresas do sector.

Exigimos que nenhum trabalhador esteje sem segurança social. Nenhum trabalhador deve ser pago em virtude dos convénios colectivos e perder o resto das disposições que tem.
As familias dos desempregados deveríam ter todo o necessário para viver. Todo o mundo deve organizar-se nos sindicatos de classe.
Trabalhador, trabalhadora, desempregado, desempregada, NÃO DEVEIS PERDER MAIS TEMPO
Uma organização forte e uma frente unida contra os monopólios, os seus governos, o sindicalismo governamental e patronal é necesaria para que a clase operária e as camadas populares do nosso país contém com uma defesa eféctiva que assegure un projécto vitorioso de contra-ataque. A PAME luta por um movimento como este.

As maiorías de GSEE e de ADEDY (organizações do sindicalismo governamental e patronal no sector privado e público) não querem nem podem servir nesta luta. Estão no lado oposto. Estiveram e estão do lado do PASOK e da ND. Tráta-se de uma burocracia organizada, que tem fortes víncúlos com a classe patronal e com o Estado capitalista. Expressão a aristocracia operária que tem como interesse e objéctivo manter a situação de miséria no nosso movimento sindical.

A decisão de convocar uma Greve Geral para o dia 23 de Fevereiro foi tomada pela pressão da PAME. As maiorías da GSEE e do ADEDY nem querem nem vão lutar pelo seu êxito. O resultado será julgado pela concentração e a luta que se dará nas federações, nos sindicatos e noutras organizações em cada lugar de trabalho.
Lutamos decisiva e organizadamente como sindicatos contrários aos empresários e o governo.
Temos o dever de assim com as nossas mãos assumir a responsabilidade da organização e a escalada da luta.

Devemos criar comités de greve em todos os lugares de trabalho.
A greve do dia 23 de Fevereiro deve converter-se num grande passo em adiante.

Podemos impôr o nosso direito. Não podemos caminhar junto com as forças que negoceiam o que podemos perder. O nosso futuro, o futuro dos nosos filhos não pode ser determinado pela vontade dos nossos exploradores. Todos devem abandonar o PASOK e a ND, partidos da plutocracia e os seus aliados.

Devemos unir as nossas forças com firmeza para que a riqueza que produzimos passe a ser propiedade da classe operária, de todos os trabalhadores.
Nenhum compromisso, nenhuma tolerância com a política anti-laboral. Nenhuma submissão à brutalidade.
Com a Frente Militante de Trabalhadores da Grecia (PAME), a Coalisão Anti-monopolista de Artesáns, Comerciantes e Trabalhadores por Conta Própria de Toda a Grécia (PASEVE), a Asociação Combativa de Todos os Camponeses da Grecia (PASY), a Frente Militante Estudantil (MAS), a Federação das Mulheres da Grécia (OGE), para abrir o caminho de uma sociedade livre de monopólios, onde os meios de produção sejam propiedade popular.

Nós somos a força que varrerá os governos e os seus intereses e imporá o nosso próprio poder popular. Só assím o trabalho pleno, estável e as necesidades populares actuais serão assegurados para todo o mundo, sem patrões e sem exploração. Sem nós, a engrenaguem não gira.
PAME chama-te a esta luta.

Todos á Greve Geral no dia 23 de Fevereiro e à manifestação na Praça de Omonia às 11 A.M.