terça-feira, 3 de maio de 2011

Viva o 1º de Maio !




I.V. Stalin
Abril 1912
No século XIX, os trabalhadores de todos os países resolveram celebrar anualmente este dia, o primeiro de maio. Isso foi em 1889, quando, no Congresso de Socialistas de Toureza está acordando de seu sono de inverno, quando as matas e morros estão vestindo seus mantos verdes e os campos e os prados estão adornando-se com flores,quando o sol brilha mais calorosamente, quando a alegria do renascimento enche o ar e a natureza se entrega à dança e à alegria – eles resolveram proclamar, abertamente e em alta voz a todo o mundo, precisamente neste dia, que os trabalhadores estão trazendo a primavera à humanidade e sua libertação das correntes do capitalismo, que essa é a missão dos trabalhadores, de renovar o mundo com base na liberdade e no socialismo.

Toda classe tem seus próprios festivais. A nobreza introduziu seus festivais, e neles proclama seu “direito” de roubar os camponeses. A burguesia tem os seus festivais e em suas datas “justificam” seu “direito” de explorar os trabalhadores. O clero também tem seus festivais, e neles elogia o sistema existente sob o qual os trabalhadores morrem na pobreza enquanto os ociosos nadam na luxúria.


Os trabalhadores, também, precisam ter seus festivais, e neles devem proclamar: trabalho universal, liberdade universal, igualdade universal de todos os homens. Este festival é o Primeiro de Maio.


É isso o que os trabalhadores resolveram fazer já naquela data, em 1889.
Desde então o grito de guerra dos trabalhadores pelo socialismo tem ecoado cada vez mais alto nos encontros e passeatas do primeiro de maio. O oceano do movimento operário se expande mais e mais, se espalhando para novos países e estados, da Europa e da América à Ásia, África e Austrália.


No curso de apenas algumas décadas, a previamente débil associação internacional dos trabalhadores se tornou uma poderosa irmandade internacional, que mantem congressos regulares e une milhões de trabalhadores em todas as partes do mundo. O mar de fúria proletária está subindo em ondas gigantescas, e avança cada vez mais ameaçadoramente contra as cidadelas cambaleantes do capitalismo. A grande greve dos mineiros recentemente deflagrada na Grã-Bretanha, na Alemanha, na Bélgica, na América, etc, uma greve que colocou medo nos corações dos exploradores e dos governantes de todo o mundo, é um claro sinal de que a revolução socialista não está distante…


“Nós não adoramos o bezerro de ouro!” Nós não queremos o reino da burguesia e dos opressores! Condenação e morte ao capitalismo e seus horrores da pobreza e derramamento de sangue!

Viva o reino do trabalho, viva o socialismo!


Isso é o que os operários conscientes de todos os países proclamam neste dia.
E confiantes na vitória, serenos e fortes, eles marcham orgulhosamente ao longo da estrada para a terra prometida, rumo ao glorioso socialismo, passo a passo levando a cabo o grande chamado de Karl Marx: “Trabalhadores de todos os países, uni-vos!”

É assim que os trabalhadores nos países livres celebram o primeiro de maio.
Vamos, então, estender nossas mãos a nossos camaradas em todo o mundo e junto com eles proclamar:
Abaixo o capitalismo!
Viva o socialismo!

sábado, 16 de abril de 2011

Não pagamos a vossa crise ! UE/FMI FORA DAQUI !


Em trinta e sete anos é a terceira vez, que os vários governos capitalistas afundam e aproximam o país da Banca Rôta.

O Individamento Externo que na maioria esmagadora das vezes foi feito para servir os interesses económicos da grande burguesia capitalista e financeira, atingiu valores colossais e superiores a 400.000 milhões de euros (sendo a divida pública perto de 175.000 milhões de euros) tornando quase impossível o seu pagamento.


Apesar deste valor volumoso da divida ainda receberem milhares de milhões de euros provindos da UE,(onde o FARTAR VILANAGEM, foi a palavra de ordem diária) o governo é OBRIGADO a recorrer a novo RESGATE, agora à UE/FMI, para pagamento dos juros aos crédores e injectar liquidês financeira na banca privada à beira do colápso e ainda para satisfazer as contas correntes do Estado.


Para que este RESGATE financeiro decorra de acordo com os seus interesses económicos, montaram um circo mediático à volta das decisões da UE/FMI, como se as imposições fossem o resultado do diálogo e da negociação préviamente obtido. É preciso dizer que não há NEGOCIAÇÃO NENHUMA entre a UE/FMI e o Governo, as medidas que vão ser impostas tanto no plano social, como no plano laboral para atender à situação de crise do DÉFICE PÚBLICO e do INDIVIDAMENTO EXTERNO são as medidas que a grande burguesia nacional e internacional vem exigindo ao governo há muito tempo e que este vem satisfazendo.


Para provar isto mesmo basta lêr as declarações do Sr. Strauss-Kahn, Director do Fundo Monetário Internacional (FMI) : "Portugal vai sofrer cortes orçamentais dolorosos e durante muito tempo". Dito de outra forma quer dizer: O governo cumprindo as ordens da UE/FMI e servindo os interesses económicos da classe capitalista dominante, vai impôr medidas de austeridade DOLOROSAS ao proletariado e aos mais pobres da população trabalhadora não assalariada.


Ou seja, eles vão impôr a redução do Estado Providência à sua minima expressão, com cortes financeiros no Sistema de Saúde e obrigar a população a pagar mais pelos serviços de saúde e farmaciéuticos que lhes são prestados; Congelamento das pensões e cortes nos apoios sociais em todas as áreas da Segurança Social; Cortes no apoio financeiro ao Ensino, prevendo-se o despedimento de milhares de professores.


No plano económico do Estado vão impôr a privatização das empresas publicas rentáveis e o encerramento das não rentáveis, como se todas as empresas que o Estado cria, estejam obrigadas a dar lucro, aqui milhares de trabalhadores tem o seu posto de trabalho em risco. Pretendem alargar ainda mais os sectores públicos da Educação e da Saúde ao capital privado e à igreija; Privatizar parte dos fundos da Segurança Social, como há muito o PSD e CDS exigem.


No sector económico privado e de acordo com as medidas que o actual governo tinha já preparado, vão impôr a Flexibilização total da Lei Laboral, transformando esta num farrapo, impondo uma maior precariedade laboral, maior facilidade para despedir e o não pagamento de qualquer soma indemnizatória ao trabalhador e cortes nos direitos económicos e sociais agregados ao trabalho, o aumento da carga horária e da exploração sobre os trabalhadores, com ritmos mais intensivos de trabalho.


A exemplo do que aconteceu no PEC III, as camadas intermédias assalariadas serão novamente fustigadas, além dos novos cortes salariais definitivos que vão sofrer, a UE/FMI/Governo está-se a preparar para lhes roubar também o décimo terçeiro mês e a juntar-se a estes estão também os pensionistas que auferem pensões acima do escalão dos 1500 euros (se não for mais baixo) que sofrerão cortes na sua pensão, que a juntar ao número da inflação de 4% tanto uns como outros verão os seus ordenados e pensões baixar perto de 7,5% vendo assim o seu nível de vida adquerido a aproximar-se da pobreza.


As camadas mais baixas do proletariado e da população trabalhadora não assalariada, que sobrevivem de baixos rendimentos e abaixo do limite de pobreza verão também a sua miséria social aumentar, por um lado pelo congelamento dos salários e pensões, por outro pela diminuição resultante dos aumentos dos impostos e pelo aumento da inflação.


Mas não só, dado que estas medidas são altamente gravosas, DRÁCONIANAS (como afirmam os seus autores) e a ser implementadas nos próximos anos, nós dizemos enquanto o crescimento económico não se verificar e que segundo os economistas do sistema capitalista poderá demorar no minimo uma década, e como vão agravar profundamente a miséria social existente, a burguesia, JÁ EXIGE um governo FORTE e MAIORITÁRIO que abranga os seus três partidos, PS, PSD e CDS, para PODER REPRIMIR o movimento proletário e popular que tente resistir a tal ofensiva reaccionária e colocar os seus interesses económicos em causa.


Covarde e Enganadora

A esquerda do sistema constitucional parlamentar burguês, o B.E. e o PCP e também a CGTP confrontados com esta ofensiva e vendo o campo de manobra para a sua politica reformista, conciliadora e colaboracionista a fugir-lhe debaixo dos pés, dizem-se contra a intervenção da UE/FMI, mas de pronto corrigem as suas posições politicas e recuam, (como é hábito na sua lógica utópica e demagógica de procurar suavizar os sacrificios impostos pela burguesia e pelo capitalismo) propondo a RENEGOCIAÇÃO ou REESTRUTURAÇÃO da DIVIDA, que a ser renegociada ou reestruturada só o será por um governo burguês capitalista, que não terá os interesses e sacrifícios populares em conta, mas sim e apenas como é lógico, os interesses da burguesia capitalista e financeira, daí esta proposta para os interesses dos trabalhadores, não ter interesse nenhum.


Esta atitude COVARDE e ENGANADORA que nem sequer tem em conta o VALOROSO exemplo que veio do povo Islandês, que se nega a pagar as dividas contraídas pela sua burguesia, PROVA mais uma vez até que ponto estes partidos estão dispostos a sacrificar os interesses dos trabalhadores e a quebrar a sua resistência à ofensiva capitalista, em prol de contra-partidas menos dolorosas e que não coloquem em causa a existência da aristocracia operária e a pequena e média burguesia capitalista que defendem.


A CGTP que pela voz de C. da Silva já antes tinha chamado a atenção para o "perigosissimo conflito social que estas medidas podiam incorporar", quando antes devia de ter chamado os trabalhadores à luta mais intrasigente contra a ofensiva capitalista da UE/FMI/Governo, vêm agora também propôr que se lute por "mobilizar as pessoas para a resolução dos problemas do interesse nacional" como se o interesse nacional, fosse o interesse das várias classes que compõem a sociedade.

Ao tomar esta atitude de colaboração com a dita "defesa dos interesses nacionas" a CGTP está-se a colocar ao lado dos interesses imediatos da burguesia capitalista nacional e internacional e a procurar sujeitar o proletariado e as camadas mais pobres da população, a arcar com as responsabilidades do Estado de Banca Rôta em que a burguesia colocou o país e a vida dos trabalhadores e ao mesmo tempo a dar sinais de que não se vai opôr a tal ofensiva e a ter o mesmo papel que determinou a aplicação dos PECs anteriores.


É necessário mobilizar e chamar as pessoas sim, mas é para novas Greves Gerais e novas manifestações mais combativas e que ultrapassem o número de presenças das de 12 de Março e de 1 de Abril, assim apelamos a todos os trabalhadores, à juventude e a todas as Gerações à Rasca, para que em 25 de Abril e no 1ºde Maio, encham as ruas e praças de todas as cidades de Portugal e gritem bem alto, NÃO PAGAMOS A VOSSA CRISE ! UE/FMI FORA DAQUI !

domingo, 10 de abril de 2011

Carvalho da Silva no seu melhor !


Depois de várias governações com politicas reaccionárias e em particular os últimos seis anos, onde cumpriu e praticou as ordens imanadas pela grande burguesia financeira nacional e europeia, dirigindo contra os trabalhadores uma poderosa ofensiva capitalista, destruindo práticamente todos os seus direitos económicos e sociais, C. da Silva ainda acha que o PS é um partido de esquerda e desafiou-o a juntar-se às conversações entre o PCP e o BE, para que haja um "amplo entendimento de governação à esquerda" (veja-se só, À ESQUERDA).


Ou seja, o que C.da Silva propõe é de facto, um AMPLO ACORDO SOCIAL que permita à burguesia capitalista portuguesa e à UE/FMI aplicar as medidas de austeridade com o minimo de conflitualidade social (como aliás aconteceu nos PECs anteriores) que evite o tal "perigosissimo conflito social" (de que tem medo) e que pode resultar de tais medidas anti-sociais.

Será que esta opinião, é apenas de C.da Silva ou este, é, apenas, o porta voz,de um movimento muito mais vasto e que por diversas vezes já se manifestou disposto a "sacrificar-se" (a sacrificar os trabalhadores) em nome do "ALTO SENTIDO PATRIÓTICO" que tão caro é ao BE e ao PCP?


Esperamos que os trabalhadores REFLITAM e ANALISEM CONVINIENTEMENTE a dita opinião de C.da SILVA e se preparem para a luta, porque o desejo "deste" dirigente sindical é continuar a CLAUDICAR perante a continuição, mas agora mais grave da ofensiva capitalista sobre os trabalhadores a levar à prática pelo Governo P"S"/UE/FMI, com o apoio do P"SD" E C"D"S.


segunda-feira, 4 de abril de 2011

Resposta massiva e dinâmica do P.C.Grego-KKE, contra a guerra imperialista na Líbia !


"Estas acções do Partido Comunista Grego, e da PAME (Central Sindical Grega) de incorporar no movimento de luta do proletariado Grego, contra a burguesia, o capitalismo e o imperialismo, em solidariedade internacionalista militante, contra a intervenção militar imperialista na Libia, deve de servir como exemplo para todos os comunistas, revolucionários e sindicalistas portugueses, que não vão além de simples MOÇÕES e ínclusivamente não condenam enérgicamente o apoio que o grupo parlamentar europeu do BE deu no Parlamento Europeu a tal intervenção militar imperialista. -A Chispa !"


No domingo à tarde, 20 de Março de 2011, o KKE realizou manifestações de massas e protestos com placards, em Atenas e dezenas de cidades gregas, contra a intervenção imperialista na Líbia e o envolvimento do governo grego nos planos imperialistas, através da concessão de bases militares, barcos de guerra e aviões.


A resposta do KKE foi imediata, precisamente no momento em que começaram as operações de guerra dos imperialistas. O comunicado de imprensa do CC de 19 de Março realçava: «O KKE denuncia a intervenção militar na Líbia, desencadeada pelo imperialismo internacional, com a participação da Grécia e encabeçada pelos imperialistas da UE, os carniceiros da França e Grã-Bretanha, com o apoio dos EUA.


Isto é a EU da “democracia e liberdade”; isto é o “mundo livre”!

O pretexto dos imperialistas – e, também de G. Papandreou – que proclamam que o seu interesse é “humanitário” é uma vergonhosa hipocrisia, pois, abertamente ou em segredo, cooperam e negoceiam com os governos autoritários e antipopulares em África, Médio Oriente e em qualquer outro lugar. Não têm legitimação.


O seu interesse tem a ver com o petróleo e o gás natural da Líbia e não com o seu povo, o qual querem explorar pondo-se ao lado da oposição, enquanto, até uns dias atrás, todos apoiaram Kadhafi – incluindo G. Papandreou.


O povo da Líbia é o único que tem a responsabilidade de encontrar a solução para os imensos problemas que enfrentam. Não precisa de lobos para o proteger.


O povo grego deve ser solidário com o povo da Líbia. Aqueles que atacam a Líbia são aqueles que puseram o peso da crise nas costas dos trabalhadores, aqueles que exploraram o povo com os memorandos, as privatizações, a abolição dos acordos coletivos de trabalho, os salários de fome.


As bases americanas e da NATO em Suda e Aktio devem ser imediatamente encerradas. Os aviões e barcos militares gregos devem retirar imediatamente da Líbia.»


Realizou-se uma manifestação até à embaixada americana e escritórios da UE na tarde de domingo (20/3), o KKE realizou uma grande manifestação junto ao Parlamento grego, na praça central da capital grega.


Thanassis Paphilis, membro do CC do KKE, porta-voz parlamentar e Secretário-geral do Conselho Mundial da Paz falou na concentração e realçou: “O povo grego e os povos da região e de todo o planeta não devem ser e já não são ingénuos. Estão conscientes e têm muita experiência. O petróleo e o gás natural, o controlo dos recursos naturais, os lucros da plutocracia e dos monopólios foram e são as causas para a intervenção imperialista”. E mais à frente sublinhou que “Os assassinos que atacam hoje a Líbia são os mesmos que estão a eliminar os direitos dos trabalhadores nesses países, fazendo-os carregar o fardo da crise capitalista. São os mesmos que conduzem os jovens ao desemprego, que aniquilam os acordos coletivos de trabalho, que condenam os produtores da riqueza, isto é, os trabalhadores, a salários de fome e os convidam a trabalhar até à morte. São os mesmos que asseguram lucros fabulosos aos monopólios e grupos empresariais.”


A manifestação deslocou-se para os escritórios da delegação da UE e para a embaixada americana. A primeira paragem foi nos escritórios da União Europeia, em cuja porta foi colocado o comunicado de imprensa do CC do KKE. O mesmo aconteceu nas embaixadas francesa e britânica.


Aleka Papariga, Secretária Geral do CC do KKE, que participou na concentração do partido, fez a seguinte comunicação aos média: “Jugoslávia, Iraque, Afeganistão e agora a Líbia – pela quarta vez, a Grécia, com a responsabilidade do governo grego, participa num grave crime. No crime de uma injusta e suja guerra imperialista, em troca da participação numa parte dos recursos petrolíferos, daí resultando a intensificação da crise e novos sofrimentos para todos os povos da região.”


A Secretária Geral do CC do KKE, numa carta ao presidente do parlamento grego, exigiu a imediata convocação de uma sessão plenária do parlamento grego e um debate, ao nível dos líderes dos partidos, sobre o envolvimento da Grécia na intervenção imperialista na Líbia.


Deve realçar-se que, no domingo, se realizou uma manifestação (com uma grande adesão) junto à base americana de Suda (Creta), convocada pelo Comité Grego para a Paz e Cooperação, a Frente Militante de Todos os Trabalhadores (PAME) e outras organizações anti-imperialistas. Delegações de organizações anti-imperialistas de 11 países dos Balcãs e do Médio Oriente participaram na manifestação. Os manifestantes exigiram a imediata cessação da intervenção imperialista e o encerramento da base americana.


Foi publicada a extensa resolução do CC do KKE, em que se analisam os desenvolvimentos em toda a região. Na introdução, entre outras questões, destacam-se os seguintes pontos: «Na nossa região (Balcãs, Mediterrâneo Oriental, Médio Oriente, Norte de África, Cáucaso) desenrolam-se sérios e perigosos desenvolvimentos, que se caraterizam pela intensificação das contradições entre os poderes imperialistas e pela competição entre as classes burguesas, numa região que possui ricos recursos de energia e constitui uma “rota de transporte” de matérias primas da Ásia central, do Cáspio e do Médio Oriente para o Ocidente e para as potências emergentes da Ásia (China, Índia, etc.). Os mais poderosos monopólios, uniões imperialistas e poderes imperialistas emergentes enredaram-se numa rede de contradições e luta.


No quadro do sistema imperialista, as classes burguesas da região procuram alianças de “interesses” e movimentam-se em alianças e compromissos, de forma a beneficiarem da luta pelas riquezas naturais e pela partilha de mercados. Estas “alianças” internacionais, formadas pelos poderes imperialistas e grupos monopolistas, têm em conta a posição geopolítica de cada país, a sua posição na pirâmide imperialista e, também, a dinâmica da sua força (económica, militar, política). […] Muitas vezes, a luta que se desenvolve vai além de um quadro político e diplomático “pacífico” e tem continuidade com guerras económicas e de espionagem – e, mesmo, com meios militares – provando que “a guerra é a continuação da política por outros meios (especificamente violentos)”.


As rivalidades e a cooperação entre os capitalistas são como os dois polos opostos de um “íman”. Nesta luta utilizam-se a ONU e a NATO, as forças policiais e militares da UE, as bases militares, as grandes frotas navais, usando variados pretextos, como a “luta contra o terrorismo” e a “defesa de minorias”, os fluxos de imigração causados pelas guerras e intervenções imperialistas, ou a miséria e a pobreza engendradas pelo capitalismo, etc.».


A resolução do CC do KKE realça ainda, que é necessário fortalecer a luta anti-imperialista na região, em conjugação com a luta pelo derrube do capitalismo.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Liberdade para ARENAS !


“Arenas” en folga de fame indefinida 31 de Mar de 2011

SRI

Por mor da brutal situación que atravesa Manuel Pérez Martínez “Camarada Arenas” desde a súa dispersión ao cárcere de Albocasser, en Castelló, a sexta feira 1 de abril enceta unha folga de fame de carácter indefinido até que cese a represión que sofre:

Os carcereiros tírano ao chan e tentan vexalo cada vez que sae da cela, sexa ao patio ou ao teléfono. Prohíbenlle todo tipo de material mínimo de lectura, escritura e debuxo. Nin simples lapis. Mantéñenlle a luz acesa toda a noite, a lle impediren un sono en mínimas condicións. Na visita familiar do 26 de marzo tiveron o locutorio totalmente a escuras, sen apenas poder verse. Continúan as ameazas, diariamente.

“Arenas” ten 67 anos, leva 18 anos preso político e está gravemente enfermo.Impidamos o seu exterminio físico.


Chamamos á SOLIDARIEDADE e á DENUNCIA.

Centro Penitenciario de Castelló II – Alobcasser Paraje Mascarell, acceso CV-129, km. 15 12140 Albocasser (Castellón) Tlf.: 964158500 Fax.: 964158536

quinta-feira, 24 de março de 2011

Abaixo a intervenção imperialista na Líbia ! Imperialistas Fora da Líbia !



Em nome da "ajuda humanitária" dos "direitos humanos" e da "democracia" o Conselho de Segurança da ONU tem vindo a tomar resoluções que cada vez mais transforma o chamado Direito Internacional de proteção aos povos e às Soberanias Nacionais, como o direito das potências imperialistas, em particular do imperialismo EUA a intervirem de acordo com os seus interesses económicos, politicos e militares.

Assim aconteceu, na Iuguslávia, no Afeganistão,no Iraque, agora na Libia e com o evoluir da situação, certamente que se vão preparar para o fazerem na Síria. No entanto, a Israel que há 60 anos coloca em causa os direitos do povo palestiniano às suas terras e independência, que promove genocidios através das suas incursões militares, não poupando nada nem ninguém e no mais completo desrespeito por todas as convenções e resoluções aprovadas contra essas práticas, nada faz de concreto para impedir esses actos barbaros e sanguinários. O que demonstra à evidência dois pesos e duas medidas e está definitivamente contra a libertação e emancipação dos povos e ao serviço das burguesias e potências imperialistas mundiais.

A recente intervenção militar levada a cabo na Libia, por uma coligação alargada de potências imperialistas com os EUA,França e Inglaterra à cabeça e ao abrigo da resolução do C.S. da ONU, dita em defesa do povo libio, não passa de uma profunda mentira com que pretendem cegar os povos e as opiniões públicas mundiais.

O que está por detrás destas intervenções militares, não são a defesa do povo libio ou de outros povos, porque se assim fosse o C.S. da ONU teria que tomar as mesmas resoluções práticas em relação à Tunisia, ao Egipto, ao Iémem, ao Bharein, à Arabia Saudita e outros países, onde milhares de pessoas foram e são vitimas das politicas de opressão e exploração por parte dos ditadores e classes dominantes locais ao serviço do imperialismo.

O que os leva a intervir em nome da "ajuda humanitária" não são os direitos dos povos, mas o MEDO que as REBELIÕES POPULARES ponham em causa, as riquezas naturais de toda esta região que querem continuar a CONTROLAR, a DOMINAR e a SAQUEAR, particularmente as fortes reservas energéticas de petróleo e gaz.

Denunciamos a diplomacia burguesa capitalista portuguesa, que mais uma vez se prestou ao seu papel SUBSERVIÊNTE e LAMBE-BOTAS perante os interesses predadores do imperialismo internacional, dando todo o seu apoio a esta MISERÁVEL e SANGUINÁRIA intervenção militar.

Denunciamos ainda o papel TRAIDOR do grupo parlamentar europeu do B.E., que se juntou às forças reaccionárias e pró-imperialistas europeias, votando favoravelmente no parlamento europeu a Moção de apoio a esta intervenção militar imperialista.

Para vergonha de milhares de militantes, os dirigentes nacionais deste partido ainda não tiveram a coragem pública de denunciar esta atitude reaccionária e pró-imperialista deste seu grupo parlamentar, não os substituiram, nem os expulsaram, como não esboçaram qualquer auto-critica e pedido de desculpas, particularmente ao povo libio.

Acreditamos e esperamos que os milhares de militantes, pessoas honestas e de esquerda que engrossam as fileiras do BE, que sempre lutaram contra a exploração capitalista, o imperialismo e o capitalismo, que reflictam sobre estas e outras situações, e vejam, que elas não são obra do ocaso, mas sim resultado da sua linha e intervenção politica ideológica pequeno burguesa, pseudo radical.

Apelamos à população trabalhadora, particularmente ao proletariado, à juventude que se manifesta de novo a 1 de Abril como parte mais interessada nos acontecimentos de explosão social ocorrida no Norte de Africa e Médio Oriente, que devem manifestar a sua solidariedade internacionalista e todo o seu APOIO à luta destes povos que lutam pelos seus direitos e emancipação.

Para que este APOIO seja de facto significativo, não basta que aprovemos MOÇÕES em seu apoio, é necessário que incorporemos na nossa luta imediata de resistência à ofensiva capitalista a DENÚNCIA do apoio do Estado português a este CRIME BÁRBARO e exigamos a saída de Portugal da Nato e o FIM IMEDIATO da ofensiva militar imperialista contra o povo da Libia ou outros que sejam vitimas das mesmas agressões.

Viva a justa luta dos povos do Norte de Africa e Médio Oriente, contra as ditaduras e as classes reaccionárias dominantes locais e o imperialismo !

segunda-feira, 14 de março de 2011

Liberdade para Arenas e para todos os presos politicos anti-fascistas, vitimas da BARBARIDADE da ditadura monarca/capitalista espanhola !


A Chispa! presta toda a sua solidariedade à luta pela libertação do Camarada Arenas, bem como de todos os presos politicos anti-fascistas, vítimas da BARBARIDADE da ditadura monarco/capitalista espanhola.

Comunicado dos Comités por un SRI sobre o Camarada Arenas
14 de Mar de 2011

O Estado quere masacrar o Secretario Xeral do PCE(r)

Comités por un Socorro Roxo Internacional
13 de marzo de 2011

O único 'delito' é ser comunista

Por iso está encarcerado desde o 2000

Nas últimas semanas a situación penitenciaria de Areas agravouse notabelmente.

Foi trasladado á prisión de Castelló II, a centos de quilómetros do seus familiares e avogados.
Os carcereiros quitáronlle as súas pertenzas.
Só pode ter na súa cela algo de roupa e un pequeno lapis.
Ten prohibido os libros, os materiais de lectura e escritura, de xeito que non pode ler, estudar nin escribir unha carta.
A situación chegou até un punto que se viu obrigado a rexeitar a bandexa de comida porque lle retiveron a súa dentadura postiza alegando "motivos de seguridade".
Négase a saír ao patio (que só ten 6 pasos de lonxitude) polos continuos cacheos vexatorios.
Aos familiares que chaman á prisión de Castelló II preguntando por el, ou querendo comunicar, non lles informan e inclusive chegaron a mentir dicindo que non estaba alí.

Esta situación está obrigando a Arenas a pensar na realización dunha folga de fame por unhas condicións de vida na prisión dignas.
Todas estas medidas de illamento e torturas están sendo sistematicamente agochadas pola dirección da prisión. Pretenden eliminar a este dirixente comunista sen que ninguén o saiba.

E NECESARIO DENUNCIARMOS ESTAS TORTURAS!!
RACHEMOS O MURO DE SILENCIO!!


Escribe a Arenas para amosarlle a túa solidariedade:


Manuel Pérez Martínez
C.P. Albocasser, Castelló II
Castelló

Mais informações sobre a situação dos presos politicos anti-fascistas, ver "estoutrasnotaspoliticas.blogspot.com"

segunda-feira, 7 de março de 2011

Contra os Contratos a Prazo, os Falsos Recibos Verdes, os Baixos Salários, a Precariedade Laboral e o Desemprego - Todos à Manifestação de 12 Março !


É com enorme satisfação que manifestamos a nossa solidariedade com as manifestações convocadas pela juventude, para várias cidades do País, contra os CONTRATOS a PRAZO, os FALSOS RECIBOS VERDES, os BAIXOS SALÁRIOS, a PRECARIEDADE LABORAL, e o DESEMPREGO, por condições legitimas e dignas de vida.

Saudamos esta convocação, também pelo facto de ela se enquadrar numa politica de RESISTÊNCIA à ofensiva capitalista do Governo, ofensiva esta, responsável, pela legislação anti-laboral, pelos baixos salários, pelo desemprego e pela actual degradação social de centenas de milhares de jovens.

Saudamos ainda esta importante iniciativa, porque ela é também uma resposta à FALTA de LUTA, À CONCILIAÇÃO e até CAPITULAÇÃO dos dirigentes das Centrais Sindicais em relação à longa ofensiva capitalista, que os vários governos têm vindo a fazer contra os trabalhadores e em particular contra a juventude, como por exemplo é o caso das recentes medidas acordadas e outras ainda em fase de negociação, que visam particularmente os jovens trabalhadores que agora entram no mercado de trabalho.

É necessário ter presente que a actual ofensiva capitalista, é resultado de uma enorme e profunda crise económica que atravessa o sistema capitalista nacional e mundial, e como tal, os governos capitalistas tudo vão fazer para recuperar as suas economias e salvar as suas burguesias à custa de uma OFENSIVA CONTINUADA, utilizando o exército de mão de obra disponível (cada vez mais intenso) como força de reserva, para desregulamentar totalmente a legislação laboral e a tornar mais DÓCIL e segundo as CONVINIÊNCIAS do PATRONATO, retirar os direitos sociais e outros, aumentar os ritmos e a carga de exploração e baixar os custos salariais.

Tudo indica, que as várias iniciativas convocadas, estão a ter uma enorme receptividade entre a juventude, que milhares de jovens vão participar nestas acções, assim, e ao aperceber-mo-nos do entusiamo envolvente, e sabendo que o pior que pode acontecer a quem luta, caso não consiga atingir os fins a que se propôs é perder a confiança na luta e nas suas forças, FAZEMOS o seguinte alerta: Em 24 de Nov. fez-se uma Greve Geral, que mobilizou cerca de três milhões de trabalhadores e paralizou-se os principais sectores da economia, por motivo de essa luta não ter continuado, com novas mobilizações mais amplas e radicais, o governo não só não recuou, como mesmo endureceu a sua ofensiva reaccionária com mais medidas contra os trabalhadores.

Assim para não se CAIR de novo nesta situação, é preciso ter em conta que apesar da sua importância, as manifestações convocadas para dia 12/3, são manifestamente insuficientes, ou seja, elas são apenas o início de uma prolongada caminhada, que novas mobilizações e manifestações serão necessárias para se conseguir os objectivos propostos. Para que este movimento ganhe ainda mais força, é necessário ampliá-lo e incorporar todos os trabalhadores (independentemente da sua idade) em idêntica situação social.

Por último, é necessário ultrapassar o carácter espontaneista e voluntarista inícial da INICIATIVA e adquirir uma melhor ORGANIZAÇÃO, assim, sugerimos, que em cada localidade onde as manifestações vão decorrer, que se organizem Grupos ou Comissões de Luta contra o desemprego ou outras chagas sociais, que se estendam a outras localidades, para que haja uma maior CÔORDENAÇÃO, EFICÀCIA e EFICIÊNCIA, afim de se evitar qualquer tipo de dispersão, tanto nos objectivos a conseguir, como nas formas de luta a realizar.

Lutemos por condições legitimas e dignas de vida !

Abaixo a politica reaccionária do governo capitalista !

Todos às manifestações de 12 de Março !

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Não é com formas de luta, TIMIDAS e DISPERSAS que conseguiremos travar a ofensiva capitalista !

"O que é feito do impacto da Greve Geral de 24 de Novembro ?"

Depois de considerarem a Greve Geral de 24 de Novembro, uma grande jornada de luta contra as medidas anti-laborais e de austeridade do governo e nela terem participado mais de três milhões de trabalhadores, paralisando práticamente os principais sectores da economia, era suposto, que a luta continua-se visto que o governo não recuou, pelo contrário, endureceu ainda mais as suas politicas anti-laborais e anti-sociais, como mesmo alterou, (dando cumprimento às exigências do patronato), o acordo aprovado à quatro anos sobre o aumento do Salário Minimo.

A UGT que sempre colaborou com a politica do governo e manifestou apoio ao OGE, do qual as medidas de austeridade do PEC III fazem parte, que pela mão da CGTP decidiu aderir à greve geral para encobrir as suas verdadeiras intenções politicas, rápidamente se desmascara quando acordou alterar o acordo sobre o Salário Minimo e dar o seu apoio às novas 50 medidas anti-laborais apresentadas pelo governo/P"S", em concordância com os outros partidos capitalistas ainda mais à sua direita.

Por seu lado a CGTP, em vez de continuar a mobilizar e a elevar a consciência dos trabalhadores e dessa forma ampliar o movimento contra a ofensiva capitalista e a arrogância do governo, com novas e imediatas formas de luta mais combativas e radicais e com essa atitude desmascarar a FALSIDADE e a DEMAGOGIA da UGT, Não... recuam, substituem a luta concreta das massas e recorrem para os tribunais como forma de "luta" como se estes fossem o meio e a via para deter o governo e impedir os cortes salariais, esquecendo todas as outras medidas que estão contidas no PEC III, deixando milhares de trabalhadores e aposentados sujeitos às restantes medidas reaccionárias do governo.

Têm, tanto uns como outros, CGTP e UGT, o CUIDADO de não levantar o minimo protesto social contra a aplicação prática do OGE durante a campanha eleitoral, quando era sabido o apoio dado, a este, pelos dois principais candidatos, contribuindo assim consciêntemente para o clima de paz social existente e para a vitória do candidato mais reaccionário Cavaco Silva.

Só no fim de Janeiro, passado mais de dois meses da data da Greve Geral, surgem de novo novas formas de luta, TIMIDAS, DISPERSAS e a CONTA GOTAS, nem sequer foram greves de 24 horas como era de esperar e como MINIMO dado a envergadura da ofensiva capitalista, não provocaram por isso mesmo qualquer impacto assinável, nem contribuiram para uma maior mobilização da população trabalhadora para a luta, dando-se assim novas oportunidades ao governo capitalista para continuar a aplicar as suas politicas reaccionárias.

É esta intervenção e conduta politica sindical moderada, conciliatória e colaboracionista com os governos que representam os interesses da burguesia capitalista e do imperialismo, que tem que ser responsabilizada por não se procurar mobilizar as massas trabalhadoras para uma politica de resistência consequênte e combativa, em torno da defesa dos direitos económicos e sociais, que desde o 25 de Novembro de 1975 são atacados e destruidos pela ofensiva capitalista.

Em sede de "Concertação Social" em diálogo e negociação permanente com o Governo/Patronato, COM ACORDO OU NÃO, o que é facto, é, que os vários governos ao longo destas três décadas conseguiram impôr as reivindicações exigidas pela burguesia capitalista, com o minimo de resistência e de conflito social. Foram impostos os Contratos a Prazo, os falsos Recibos Verdes, a Redução dos Salários, por fim o trabalho Temporário e Precário onde os trabalhadores estão expostos e sujeitos a baixos salários e à perda de outros direitos e às mais indignas condições de trabalho.

Com a perda da competitividade económica e com o agravamento da crise capitalista, que tem colocado centenas de milhar de trabalhadores no desemprego, e de acordo com as orientações politicas e ideológicas pequeno-burguesas dos seus partidos, sugerem ao governo em nome de uma dita "MUDANÇA" mais apoios à modernização do tecido produtivo e reduções nos impostos para as empresas privadas, como forma de se aumentar a productividade, quando estas estão directamente relacionadas com o aumento do desemprego e da exploração, quando antes deviam defender, como medida anti-capitalista a redução do horário de trabalho e o trabalho para todos.

É por demonstrarem esta disponibilidade e sujeitarem os trabalhadores à capitulação permanente perante a ofensiva capitalista, que o actual Governo à semelhança dos anteriores tem vindo a desmantelar os direitos sociais e as leis laborais, através dos vários PECs e por isso, agora o 1º Ministro e o Ministro das Finanças, já fizeram saber, que se as medidas de austeridade já tomadas não forem suficientes e a crise económica se manter e aprofundar, que mais medidas serão tomadas.

Perante esta situação só nos resta, tomarmos como exemplo as recentes movimentações sociais ocorridas no Norte de África e no Médio Oriente, onde as massas trabalhadoras pela sua mobilização e combatividade derrubaram TIRANOS e REGIMES que durante largas décadas os oprimiram, criando assim novas condições para prosseguirem a sua luta para novas conquistas e pela sua emancipação. É neste sentido que apelamos aos jovens, aos desempregados, às mulheres e a todos os trabalhadores que participem nas próximas manifestações de protesto e dêem-lhes um carácter mais combativo e revolucionário e EXIGAM o continuar da luta e levem esta o mais longe possivel contra a ofensiva dos governos capitalistas e o capitalismo.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

PAME convoca Greve Geral para 23 de Fevereiro, em Solidariedade com as lutas dos Povos Árabes !


"A "A Chispa !" concorda e solidariza-se por inteiro com a posição politica internacionalista da PAME e ao mesmo tempo APELA para que os trabalhadores e trabalhadoras, os jovens, os desempregados e pensionistas exigam a mesma tomada de posição dos dirigentes das Centrais Sindicais portuguesas, as mesmas formas de luta em solidariedade com os povos Àrabes e outros em luta e ao mesmo tempo contra a ofensiva capitalista do governo, contra as medidas de austeridade e anti-laborais, pela defesa dos direitos do proletariado e do povo de Portugal." A Chispa!


COMUNICADO DA PAME
Atenas, 09/02/11
PAME expressa a sua solidariedade com os traballadores e povos do Egipto, da Tunisia, de Marrocos, do Iemen e de outros lugares, que, massiva e combativamente, se erguem, protestam e tentam rachar as cadeias da pobreza, do desemprego, da miséria, da violência e do autoritarismo.

A violência, a brutal repressão, a desorientacão ou qualquer outra forma de manipulacão governamental e patronal só podem travar temporalmente o progresso dos povos no seu caminho da conquista do poder popular.

Chamamos os trabalhadores do nosso país a expressarem o seu apoio e a sua solidariedade com os povos destes países. Quantos mais sejam os golpes que receba o imperialismo em cada país, melhor será para todos os povos do mundo.

PAME CHAMA-TE !
TODOS JUNTOS NA GREVE GERAL DE 23 DE FEVEREIRO
NINGUÉM PODE FALTAR À DEMONSTRAÇÃO NA PRAÇA DE OMONIA ÀS 11 A.M.

Trabalhadora, trabalhador, desempregado, jovens !
Úne-te a nós na organização e ofensiva da nossa classe, vocês, que nunca até agora participaram numa greve.

Vocês devem fazê-lo agora, para mostrar que não toleramos o que sucede, que não legitimamos a brutal política anti-operária, que não dobramos os joelhos e que fortalecemos a nossa resistência contra as novas medidas que se prepararam. Vocês devem contribuír também, e lograr uma mobilização que os encha de terror. Temos de demonstrar a nossa força ao governo, aos patrões, à União Europeia, ao Fundo Monetário Internacional. As pessoas com medo devem ter coragem.
NÃO MAIS SACRÍFICOS PARA A PLUTOCRACIA
NÃO AOS ÚLTIMATOS ANTI-LABORAIS E À AUSTERIDADE

A classe operária está em guerra e deve demonstra-lo. Com esta greve e as lutas vindouras, os depredadores da riqueza social que produzimos, quer dizer, os industriais, os banqueiros, os empresários com os seus partidos e os seus aliados no movimento sindical ao seu serviço, podem e devem ser derrotados.

Temos o poder de construírmos um muro impenetrável para contra-atacarmos as piores medidas aínda por chegarem. Chega como organizamos as nossas forças em cada lugar de trabalho, em todos os sectores.
Podemos dar-lhes a volta às medidas e políticas antilaborais, com a PAME como ferramenta, e abrirmos o caminho a outra política, a outro modo de desenvolvimento que responda às necesidades do povo.
Nenhum consenso, nenhuma submissão.
Indisciplina e desobediência ao furacão anti-laboral e anti-popular.
Luta unida em todos os sitios. Organização. Solidariedade.

NINGUÉM SÓ, TODOS POR UM E UM POR TODOS.

Só assím podemos enfrentar o terrorismo e a brutalidade do capital, do governo e da União Europeia.
O intento de espólio do povo com as novas e piores medidas continuará sem pausa. As chantagens contra os trabalhadores não vão cessar. Não aceitamos pagar pela sua crise, os seus déficits, as suas dividas. Os seus crédores que os paguem. A plutocracia e os seus partidos, o PASOK (social-demócrata) e Nova Democracia (conservador).

Vocês não devem deixar-se enganar pelas mentiras que dizem que se beneficiará da ampliação da divida, da renegociação. Os banqueiros, os capitalistas, serão quem se beneficia, mais uma vez, disto. Vocês não paguem a conta outra vez.

NENHUMA TOLERÂNCIA COM AS SUAS MENTIRAS!

Com a lei sobre os contratos empresariais querem reduzir drásticamente os salários também no sector privado. Querem derrogar os contratos laborais sectoriais e impôrem contratos individuais. Querem que trabalhamos de forma flexível, sem horários. Querem suprimir o descanso ao domingo.

DEVEMOS RESPONDER:
Fora as suas mãos dos Convénios Colectivos Laborais. Nenhuma negociação sobre as reduções dos salarios ou de qualquer direito social ! Aumento dos salarios já, que devem responder às necesidades populares.

O ataque contra a Segurança Social continua. As pensões são reduzidas aínda máis. As pensões assistênciais minguaram pelo menos em 20%. Eliminaram para metade as pensões de invalidez. A 13ª e 14ª pensão eliminam-na permanentemente. (Grécia tem uma em que os pensionistas recebem um abono de duas semanas de pensão pela Semana Santa e um pagamento correspondente a um mês pelo Natal. Estas são a 13ª e 14ª pensão)

A metade dos trabalhadores que estão na lista das Profissões Pesadas e Afins desapareceram dessa lista. Assím, a idade de reforma incrementa-se de 5 a 7 anos. As pensões minguaram pelo menos 20%. Os empresários beneficiaram-se.

Abolição imediata de todas as leis contra a segurança social. Pensão mínima de 1.120 euros. Reforma aos 60 anos para os homens e aos 55 para as mulheres.
Os desempregados são mais de um milhão. É absolutamente seguro que o seu número medrará drásticamente.

O governo tenta reduzir aínda mais a prestação de desemprego. A grande maioría dos desempregados não têm assistência médica. Abonos já ! Aumentos substânciais nas prestações de desemprego, assistência médica para todos sem condições.

As privatizações dos caminhos de ferro e dos meios de transporte urbano trazem novas subidas nos bilhetes. Muitos trajéctos dos meios de transporte urbano suprímem-se e outro tanto reduziram os bilhetes grátis para categorias específicas de pessoas ou de grupos vulneráveis.

Com o projécto de lei sobre a Saúde dão o ataque final ao carácter gratuíto e social da assistência sanitária, favorecendo os empresários da Saúde. A situação será dramática para os desempregados, os pensionistas, e para as pessoas com incapacidade fisica. O governo e os grandes comerciantes tentam liberalizar o horário de trabalho, suprimirem o descanso do domingo, convertendo os trabalhadores do comércio em escravos, convertendo os centros de trabalho em galéras medievais onde se trabalhará segundo os desejos, os días e as horas que o patronato queira.

Esta medida funcionará como piloto para todos os sectores. O horário de trabalho será fléxível segundo as necessidades dos capitalistas.
Esta medida também se converterá numa arma mais nas mãos dos monopólios para destruír as pequenas empresas do sector.

Exigimos que nenhum trabalhador esteje sem segurança social. Nenhum trabalhador deve ser pago em virtude dos convénios colectivos e perder o resto das disposições que tem.
As familias dos desempregados deveríam ter todo o necessário para viver. Todo o mundo deve organizar-se nos sindicatos de classe.
Trabalhador, trabalhadora, desempregado, desempregada, NÃO DEVEIS PERDER MAIS TEMPO
Uma organização forte e uma frente unida contra os monopólios, os seus governos, o sindicalismo governamental e patronal é necesaria para que a clase operária e as camadas populares do nosso país contém com uma defesa eféctiva que assegure un projécto vitorioso de contra-ataque. A PAME luta por um movimento como este.

As maiorías de GSEE e de ADEDY (organizações do sindicalismo governamental e patronal no sector privado e público) não querem nem podem servir nesta luta. Estão no lado oposto. Estiveram e estão do lado do PASOK e da ND. Tráta-se de uma burocracia organizada, que tem fortes víncúlos com a classe patronal e com o Estado capitalista. Expressão a aristocracia operária que tem como interesse e objéctivo manter a situação de miséria no nosso movimento sindical.

A decisão de convocar uma Greve Geral para o dia 23 de Fevereiro foi tomada pela pressão da PAME. As maiorías da GSEE e do ADEDY nem querem nem vão lutar pelo seu êxito. O resultado será julgado pela concentração e a luta que se dará nas federações, nos sindicatos e noutras organizações em cada lugar de trabalho.
Lutamos decisiva e organizadamente como sindicatos contrários aos empresários e o governo.
Temos o dever de assim com as nossas mãos assumir a responsabilidade da organização e a escalada da luta.

Devemos criar comités de greve em todos os lugares de trabalho.
A greve do dia 23 de Fevereiro deve converter-se num grande passo em adiante.

Podemos impôr o nosso direito. Não podemos caminhar junto com as forças que negoceiam o que podemos perder. O nosso futuro, o futuro dos nosos filhos não pode ser determinado pela vontade dos nossos exploradores. Todos devem abandonar o PASOK e a ND, partidos da plutocracia e os seus aliados.

Devemos unir as nossas forças com firmeza para que a riqueza que produzimos passe a ser propiedade da classe operária, de todos os trabalhadores.
Nenhum compromisso, nenhuma tolerância com a política anti-laboral. Nenhuma submissão à brutalidade.
Com a Frente Militante de Trabalhadores da Grecia (PAME), a Coalisão Anti-monopolista de Artesáns, Comerciantes e Trabalhadores por Conta Própria de Toda a Grécia (PASEVE), a Asociação Combativa de Todos os Camponeses da Grecia (PASY), a Frente Militante Estudantil (MAS), a Federação das Mulheres da Grécia (OGE), para abrir o caminho de uma sociedade livre de monopólios, onde os meios de produção sejam propiedade popular.

Nós somos a força que varrerá os governos e os seus intereses e imporá o nosso próprio poder popular. Só assím o trabalho pleno, estável e as necesidades populares actuais serão assegurados para todo o mundo, sem patrões e sem exploração. Sem nós, a engrenaguem não gira.
PAME chama-te a esta luta.

Todos á Greve Geral no dia 23 de Fevereiro e à manifestação na Praça de Omonia às 11 A.M.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Moção de Apoio ao povo egipcio



Há mais de duas semanas que, consecutivamente, centenas de milhares de pessoas se manifestam nas principais cidades do Egipto exigindo o fim do regime de Hosni Mubarak.

O apoio internacional é importante para que os direitos do povo egípcio sejam atendidos. Nesse sentido, convidamo-lo a subscrever e a divulgar a seguinte moção (enviar apoio para palestinavence@gmail.com ou para boletim@tribunaliraque.info):
Apoio ao povo egípcio
Desde 25 de Janeiro, a revolta popular no Egipto exige o fim do regime liderado por Hosni Mubarak.
Mais de 300 pessoas foram, entretanto, mortas pelas forças repressivas. Mas, longe de perder força, a revolta continua e ganha mais adeptos. No sétimo dia de protestos, mais de um milhão de pessoas manifestaram-se no Cairo e muitas mais centenas de milhares concentraram-se nas principais cidades do Egipto.
As suas exigências são as mesmas por todo o país: demissão do presidente Hosni Mubarak, fim do regime instaurado há 30 anos, liberdade, melhores condições de vida. A resposta do regime resume-se a procurar ganhar tempo, a lançar provocadores contra os manifestantes, a fomentar a insegurança – tentando com isso desmoralizar e desmobilizar os protestos.
Juntando-se às acções de solidariedade que decorrem por todo o mundo, os cidadãos e as organizações abaixo-assinados.
Manifestam o seu completo apoio à luta e às exigências do povo egípcio; Reclamam das autoridades portuguesas, designadamente, do Presidente da República, do Governo e da Assembleia da República, - que reconheçam publicamente a justeza dessas mesmas exigências; - que desenvolvam a acção diplomática necessária para que as autoridades egípcias respondam cabalmente às reivindicações populares abdicando sem mais demora do poder e abstendo-se de reprimir os manifestantes.
Lisboa, 1 de Fevereiro de 2011
Associação AbrilBloco de Esquerda
Colectivo Casa Viva, Porto
Colectivo Mudar de Vida
Colectivo Mumia Abu-Jamal
Colectivo Política Operária
Comité de Solidariedade com a Palestina
Fórum Pela Liberdade e Direitos HumanosPagan/Plataforma anti-Nato anti-guerra.
Resistir.info
SOS RacismoTerra Viva (Porto)
Tribunal-Iraque (Audiência Portuguesa do Tribunal Mundial sobre o Iraque)
Alfredo Martins (Porto)Ana Ribeiro (membro da mesa da assembleia geral da Associação José Afonso)
António Cunha (membro do colectivo Casa Viva, Porto)
António Pedro Valente (membro do colectivo Casa Viva, Porto)
António Sequeira (membro da Direcção da Associação José Afonso)
Domingues Rebelo (técnico oficial de contas, Porto)
Fernando Lacerda (presidente da direcção da Tane Timor – associação Amparar Timor)
Francisco Silvério de Almeida Fernandes (membro do núcleo do norte da Associação José Afonso)
Joana Afonso (membro do núcleo do norte da Associação José Afonso)
Judite Almeida (membro da direcção do Sindicato dos Professores do Norte)
Lígia Cardoso (membro da direcção da Tane Timor – associação Amparar Timor)
Maria José Ribeiro (dirigente do Sindicato Nacional dos Profissionais de Seguros e Afins)
Paulo Esperança (membro da Direcção da Associação José Afonso)

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

O despertar revolucionário do Magreb !



O povo egípcio não quer deixar passar o momento para dar cabo da ditadura de Mubarak e incrementa a pressão nas ruas.

O objetivo é levar um milhão de pessoas às ruas da capital, Cairo, nesta terça-feira, numa jornada de greve geral ao cumprir-se o sétimo dia de mobilizações crescentes, que ainda não conseguiram a queda de Hosni Mubarak.

Para dar mais força à jornada, manifestantes de Alexandria vão juntar-se aos do Cairo, numa convocatória dos sindicatos que quer paralisar a atividade no país. De fato, os bancos e parte do comércio levam dias paralisados no meio do movimento insurreccional que percorre as principais cidades do Egito.

Nas últimas horas, ficaram livres vários jornalistas da al Jazeera que tinham sido detidos pela polícia egípcia, diante da cada vez maior pressão popular nas ruas e a parálise do exército.

Os governos imperialistas estão já ocupando posições para a eventual queda de Mubarak, retirando-lhe o apoio e apelando a uma "transição ordenada". Estados Unidos e Israel são os mais interessados em evitar uma deriva anti-imperialista da situação institucional no Egito, consoante as aspirações do povo que ocupa as ruas do país. Também a União Europeia mostra preocupação pelo perigoso exemplo que a revolução egípcia pode supor para toda a região árabe e, portanto, da correlação de forças no palco internacional de um capitalismo mundial em grave crise.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Presidênciais 2011 : Porquê votar contra Cavaco


Por concordarmos inteiramente com a posição politica do jornal MudardeVida, sobre as presidenciais, decidimos reproduzir o seu comunicado. "A Chispa!"

Falta uma candidatura que ataque os problemas a partir de fora e não de dentro do sistema instalado; Que apresente os interesses das classes trabalhadoras sem o complexo derrotista de ter de "defender o regime" e "salvar a economia nacional"
PRESIDÊNCIAIS 2011
PORQUÊ VOTAR CONTRA CAVACO SILVA !
1. O regime está plenamente representado nas diferentes candidaturas presidenciais. Naquilo que importa para os adeptos ou defensores da actual ordem política e social, não sobra nenhum espaço por preencher, da direita à esquerda.Mas, por isso mesmo – como nenhuma das candidaturas coloca em causa os fundamentos do poder e do sistema social –, resta uma larga faixa de gente descontente, indignada, revoltada, desesperada, que não se identifica com nenhum candidato, que não acredita nas suas propostas de campanha e que, por isso, não vê como sair da situação que hoje se vive no país. Será essa a base e a razão maior da abstenção.

2. Cavaco Silva reúne o consenso da direita, o que inclui boa parte da direcção do PS e do seu eleitorado. É sobretudo pelo apoio, velado ou aberto, com que conta dentro do PS que Cavaco tem probabilidades de ganhar as eleições sem recurso a uma segunda volta. Se tal vier a verificar-se, será mais uma confirmação da natureza de direita do PS e mais um feito para o palmarés pessoal de José Sócrates.Cavaco apresenta-se como promotor de equilíbrios em torno do chamado “bloco central” porque a situação crítica do capitalismo português e a instabilidade política entre as forças do poder a isso o obriga. Mas é, sem dúvida, o candidato natural dos sectores mais à direita do regime (empresários, a generalidade dos capitalistas e proprietários, quadros, Igreja, partidos e forças sociais reaccionárias).

3. Os promotores da candidatura de Fernando Nobre pretenderam criar uma alternativa a Cavaco Silva – mas só ligeiramente mais “à esquerda”. Procuraram roubar apoios a Cavaco e anular Manuel Alegre. O resultado, porém, na ânsia de abarcar o maior espectro possível de eleitores e entrar pelo campo da direita, é uma miscelânea de nacionalismo reaccionário e de assistencialismo católico.Prestigiado pelas suas campanhas humanitárias, mas tendo revelado sempre grande inconsistência política, Nobre surge como uma figura instrumentalizada, sem convicções políticas próprias, que procura acertar o discurso pelos ventos dominantes – o que o torna vulnerável sobretudo a ideias de direita.

4. Manuel Alegre, que ganhou a aura de “esquerda do PS” (o que não é difícil), mostra-se incapaz sequer de dar voz a uma linha de contestação à política de José Sócrates – quanto mais de lhe criar uma alternativa. O apoio, formal, de Sócrates compromete-o com a política de direita seguida pelo PS, como se comprova pela sua incapacidade de crítica às medidas de verdadeiro terrorismo social exigidas pelo patronato e aplicadas pelo governo, antes e depois da candidatura estar lançada.O Bloco de Esquerda, que se iludiu com a ideia de fazer vergar Sócrates diante de uma esquerda mobilizada por Manuel Alegre (e de retirar, com isso, campo de manobra ao PCP ) vê-se agora na contingência de não fazer grandes exigências políticas ao candidato para ver se a direcção do PS não deserta por completo da campanha – correndo entretanto o risco de ver desanimar boa parte do próprio eleitorado bloquista.

5. A candidatura do PCP, antes mesmo de se saber que o candidato seria Francisco Lopes, foi anunciada como a única que teria a liberdade de contestar a política do PS e de defender os interesses populares. Tem sido esse o sentido da campanha. Mas o discurso de Francisco Lopes padece de uma falha grave: não ousa ultrapassar os limites do que se poderia chamar a “decência democrática” e a “decência nacional”. Fica-se pela indignação comum – nada contra o regime, nada contra o capitalismo.

Numa palavra, não ousa atacar a política do patronato, do governo e dos partidos da direita nos seus fundamentos capitalistas e burgueses. Ora, mais do que nunca, a presente crise capitalista mostra os limites do sistema social dominante e o futuro negro que está reservado para as próximas gerações. Sem mostrar isso mesmo à população, sem apontar a incapacidade presente e futura do capitalismo para satisfazer as necessidades sociais – não se dá a entender aos trabalhadores quais são os caminhos de resposta. E não se libertam as energias sociais capazes de fazer frente à ofensiva direitista do patronato europeu e português.

A candidatura do PCP apresenta-se, assim, como porta-voz daquilo que mais à esquerda se pode dizer sem sair dos limites do regime político e social dominante – mas não do que de mais à esquerda se pode dizer contra o regime político e social dominante.

6. Falta uma candidatura que ataque os problemas políticos e sociais a partir de fora e não de dentro do regime. Que apresente os interesses exclusivos das classes trabalhadoras sem compromissos nem meias tintas, sem o complexo derrotista de ter de “defender o regime” e “salvar a economia nacional”. Nas actuais condições, isso significaria, do nosso ponto de vista, conduzir uma campanha em torno de uma ideia central: mobilizar forças para obrigar o capital a pagar a crise. Só a partir de uma tal posição, descomprometida com o regime, se poderia chamar à acção massas capazes de fazer frente à política actual.

A ausência na campanha destas posições políticas não pode, obviamente, ser assacada a nenhuma das forças partidárias existentes, que cumprem os seus respectivos papéis, cada uma no seu lugar. A falta de uma candidatura deste tipo tem de ser encarada como um sinal da fraqueza, política e organizativa, da esquerda revolucionária.

7. Somos, por isso, indiferentes ao resultado da eleição presidencial? Não. Estamos certos de que nada de fundamental mudará sem uma participação directa das massas trabalhadoras na acção política, em defesa dos seus próprios interesses. E que, portanto, nada de fundamental mudará com as próximas eleições.

Mas reconhecemos, apesar de tudo, uma diferença entre uma vitória de Cavaco Silva e uma derrota de Cavaco Silva. Não por acreditarmos que qualquer dos outros candidatos possa operar uma mudança do quadro político no sentido que sugerimos – mas porque a derrota do principal candidato da burguesia alteraria, mesmo que momentaneamente, os equilíbrios políticos do poder; provocaria um período de confusão nas hostes da direita; seria um sinal público de condenação da política seguida pelo governo e, portanto, um aviso ao patronato que a promove, até aqui impunemente.

Mas, acima de tudo, daria conta de que uma alteração da relação de forças sociais é possível. E isso poderia ser um incentivo para a resistência de massas. A abstenção do eleitorado situado à esquerda favorece, para mais nas condições em que decorre o acto eleitoral, a possibilidade de Cavaco Silva arrecadar mais de metade dos votos e, assim, ganhar à primeira volta. Mesmo sendo difícil inverter esta tendência, a aposta política tem, de qualquer modo, de ser feita no sentido de derrotar Cavaco Silva – votando contra Cavaco Silva.

Colectivo Mudar de Vida
18 de Janeiro de 2011

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Chamamento do Partido Comunista dos Operários da Túnisia ao povo tunisino e a todas as forças democráticas !

O P.C.O da Túnisia, considera que o discurso de Ben Ali desta tarde, não é mais que uma repetição dos procedentes. Criminaliza os protestos populares e os qualifica, como sempre de agitação e de complotes orquestados pelos "extremistas", por "vendidos" e pretensos "grupos terroristas".
Com este método trata de deformar a realidade e evitar qualquer responsabilidade, sinalando as responsabilidades a outros. É uma maneira de justificar a repressão e os assassinatos cometidos pela policia que vem sofrendo o povo tunesino. Numerosos mártires já cairam em distintas regiões do país, particularmente em Tahla, Kasserine, Regueb, Sidi Bouzid e Menzel Bouzayane.
No seu discurso, uma vez mais Ben Ali à ameaçado em vão. Não tomou nenhuma medida para impedir os disparos sobre os manifestantes, para retirar a polícia, nem para libertar os detidos, nem para retirar o exército, nem tampouco para respeitar o direito do povo tunisino à liberdade de expressão, de manifestação e de livre organização.
A obsessão de Ben Ali de ameaçar, provocará sem dúvida alguma mais vitimas entre a população e seguramente um novo banho de sangue, de todo o qual são responsáveis as autoridades.
Ben Alí uma vez mais promete criação de empregos, mas ninguém sabe como serão financiados esses empregos, nem como poderá levá-lo a cabo, uma administração corrupta. Se é possível contratar 300.000 pessoas em tão pouco tempo, porquê as autoridades deixarão chegar a situação a tal ponto? Porque não tomarão medidas urgentes a favor dos desempregados otorgando-lhes uma subvenção que lhes permita viver com dignidade?
Os problemas concretos que originaram os protestos populares são profundos, muito sérios e não se concentram únicamente no desemprego, são também a exploração, a carestia de vida, a disparidade flagrante entre as regiões, a corrupção, as injustiças sociais e as arbitrariedades. O regime de Ben Ali, uma vez mais desmonstrou sua incapacidade para dar soluções adequadas às reivindicações.
O regime de Ben Ali fracassou em todos os seus planos económicos, sociais e politicos. Isso é o que manifesta a população, quando manifesta seus anseios de mudança. A população exige a saída de Ben Ali, no poder desde há 23 anos, para acabar com as arbitrariedades e garantir a sua liberdade individual e pública e a instauração de instituições democráticas em todos os terrenos: justiça independente e equidade, persecução das pessoas implicadas na corrupção e restituição dos seus bens ao povo.
Consideramos que esse anseio de mudança, exige a saída de Ben Ali, a dissolução das instituições fantoches do actual regime e a instauração de um governo provisório que concretise a organização de eleições livres e transparentes. Essas eleições permitirão instaurar uma constituinte encarregada de elaborar uma nova constituição que concretizará o esboço de uma Républica realmente democrática, que estabeleça a soberania ao povo, e que garanta o respeito pelos direitos humanos, a igualdade e a dignidade. Abordará uma nova politica económica e social, nacional e popular. Que garanta ao nosso povo o trabalho e os meios necessários para ter uma vida digna e por fim à corrupção, à arbitrariedade e à desigualdade regional.
Esta é a saída que o P.C.O. da Tunisia propõe e considera a mais acertada. Chama todos os partidos e forças politicas, sindicais os defensores dos direitos humanos, os jovens, intelectuais, para unir suas forças em torno de uma alternativa comúm contra o regime despóstico, que corresponde à vontade do povo para que seus sacrifícios e o sangue dos mártires não seja derramado em vão.
Partido Comunista Operário da Tunisia.
10 de Janeiro de 2011

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

A juventude Tunisina e Argelina saiem à Rua, contra o desemprego, a desigualdade social e a repressão policial, pela defesa dos seus direitos !


Na Argélia, os protestos também deixaram mortos. Altos índices de desemprego e falta de perspectivas, além da desigualdade social e repressão política, levam a juventude às ruas.

Os protestos,já atingiram várias cidades do país.
Imagens semelhantes chegam, ao mesmo tempo, da Argélia,o saldo é de dezenas de mortos e centenas de feridos, num balanço provisório dos protestos mais violentos que os dois países do Magreb já vivenciaram.

Os fatores que desencadearam a violência são diversos, embora as razões sejam idênticas nos dois países vizinhos: o desemprego e a falta de perspectiva dos jovens abaixo de 35 anos são comuns tanto na Tunísia quanto na Argélia. A situação atinge não apenas famílias de baixa renda, mas também pessoas com qualificação profissional, seja em nível técnico ou universitário.

"Quem reclama, vai preso"

Rafik, de 27 anos, natural de Tala, na Tunísia, é um exemplo. Há três anos ele tenta, em vão, encontrar um emprego. "Para achar trabalho é preciso pagar propinas ou ter boas relações", reclama. "Se você não tem dinheiro nem conhecidos, não ganha nada. E, se reclamar, ainda acaba na prisão", completa.

Sem emprego, muita coisa torna-se impossível para os jovens. Eles não encontram moradia, não podem se casar, ficam sem perspectivas. Há muito que nos dois países vale a máxima, também conhecida no vizinho Marrocos: quem pode, emigra para a vizinha Europa – legal ou ilegalmente.

Mas não apenas o desemprego leva os jovens às ruas no momento, também a repressão política e a chamada hogra – a sensação vergonhosa de ser desprezado pelos poderosos. Na Tunísia, isso começou há poucas semanas.

A sensação de hogra levou um jovem a se imolar em público. Ele havia conseguido sobreviver, por vários anos, vendendo legumes, em uma situação sem qualquer direito legal e constantemente maltratado por autoridades e departamentos públicos. O caso ganhou força simbólica e levou a uma disseminação rápida dos protestos.

Sensação de desprezo

Na Argélia, muita gente também fala de hogra. No país, os protestos se deram em forma de saques de estabelecimentos comerciais e incêndios de símbolos do bem-estar. O país não é, de forma alguma, pobre, pois pertence ao rol dos mais importantes exportadores de petróleo e gás natural do mundo.

Dos estimados 57 bilhões de dólares que o país contabilizou no último ano com exportações, muito pouco chega à população, avaliam vários especialistas. "A Argélia é um país completamente corrupto", afirma Werner Ruf, cientista político e especialista em questões ligadas à Argélia. "As elites embolsam elas próprias receitas gigantescas. Ou são compradas coisas não produtivas, como armamentos enormes", diz ele. As discrepâncias sociais e o abismo entre ricos e pobres nos três países do Magreb - Marrocos, Argélia e Tunisia é cada vez maior e bem possivel que os protestos se alarguem a outros países da zona, como por exemplo Marrocos que até aqui se manteve ileso à ira popular

A situação na Argélia acalmou-se um pouco depois que o presidente Abdelaziz Bouteflika anunciou uma queda nos preços de alimentos como óleo de cozinha e açúcar.

Por outro lado, as promessas do presidente tunisiano Zine el Abidine Ben Ali de criar 300 mil novos empregos não levou à esperada redução dos tumultos. Tanto na capital, Túnis, quanto no resto do país, cada vez mais gente vai às ruas protestar contra o desemprego, a repressão, a desigualdade e o cerceamento da liberdade de expressão e de imprensa.

"Temos direito a trabalho, bando de ladrões!" é o slogan dos manifestantes na Tunísia.

Autores: Chamselassil Ayari, Loay Mudhoon (sv)

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

É URGENTE exigir a continuidade da luta contra as medidas de austeridade do governo capitalista !


É natural que o governo pela brutalidade das medidas de austeridade já anunciadas e pelas que faltam anunciar como resultado do seu servilismo em relação à politica mandatada pela Comissão Europeia e que são mais cortes na Saúde e uma maior flexibilização da Lei do trabalho, no sentido de embaratecer os salários e de rasgar o que falta nos direitos que ainda assiste os trabalhadores, para servir os interesses da grande burguesia industrial e financeira nacional e europeia, que tente minimizar o grande protesto que foi realizado com a Greve Geral em 24 de Novembro.

As adesões na Administração Pública, na Educação, na Saúde, nos Transportes (Rodoviários, Ferroviários e Aviação), nos Portos, nos Correios e em algumas das maiores empresas industriais, a percentagem de grevistas foi altissimo e só não foram superiores e não atingiram com a mesma dimensão o conjunto do tecido produtivo (pequenas e médias empresas) porque o grau de precariedade laboral e a repressão a que os trabalhadores estão sujeitos, no dia a dia, com ameaças constantes de despedimento, os impediu de aderir fisicamente à Greve Geral. No comércio e em particular nas grandes superficies, pela juventude e falta de experiência de luta da maioria dos seus trabalhadores, aliada a uma enorme carência de um trabalho sindical devidamente organizado e revolucionário, esta situação ocorre ainda com mais persistência, daí a menor percentagem de adesão, mas melhores dias virão na medida em que a crise do capitalismo veio para ficar e os trabalhadores verem negados os seus direitos e a serem expostos a uma carga maior de exploração. Independentemente do número exacto de trabalhadores que aderiram à Greve Geral, de um dado estamos seguros, esta greve ultrapassou seguramente as previsões da classe capitalista, do Governo, do P"SD" e do C"DS".

No entanto é necessário dizer que esta Greve Geral podia ter ainda uma maior participação e um impacto maior junto dos trabalhadores, se estes tivessem sido mobilizados anteriormente de forma mais consequente contra as politicas anti-sociais e anti-laborais dos anteriores governos e não deixassem o actual governo aplicar com a facilidade que lhe foi concedida pelas direcções sindicais as politicas de austeridade do anterior OGE, materializadas através dos PECs I e II, ou se não tivessem feito as afirmações que fizeram sobre a aprovação deste OGE, onde o consideraram um "mal menor" e a necessidade da sua aprovação para se evitar "mal maiores para o país", ou ainda dizendo que esta luta não era contra o governo, mas sim contra as medidas de austeridade, como se o governo fosse alheio às medidas que tomou.

O governo respondeu às exigências dos trabalhadores com a aprovação do OGE e com a promessa de novas medidas de austeridade, ao contrário, os dirigentes sindicais responderam com um discurso frouxo e conciliador, que mereceram elogios rasgados dos sectores mais reaccionários da burguesia capitalista e dos seus comentadores de serviço, quando se imponha um discurso mais radical e mais mobilizador para futuras batalhas, que contempla-se um plano de luta até fazer o governo recuar, deram a entender estarem dispostos a partir do momento que se cumpra com o acordo sobre o salário minimo nacional, a dialogar sobre todo o resto das medidas de austeridade e tanto assim é, que o 1º Ministro, se pré-dispôs imediatamente a reatar o "diálogo" e a envolver as direcções sindicais em torno de um possível pacto social, que permita ao governo cumprir com êxito e com o minimo de instabilidade politica e social, as medidas para o qual foi mandatado pela Comissão Europeia e isto a acontecer será mais uma profunda derrota para os trabalhadores.

A moderação imposta pelos piquetes de greve, em relação a todos aqueles que furaram a Greve Geral, no cumprimento meticoloso da lei burguesa e a não convocação de manifestações para todas as cidades do País, como forma de radicalizar e de dar uma nova consciência mais combativa ao movimento, é identificativo de que os dirigentes sindicais a exemplo de lutas passadas e com pesadas derrotas para os trabalhadores, não estão dispostos a aprofundar a luta muito mais.

Assim apelamos à vigilância e à mobilização das várias camadas do proletariado, dos jovens trabalhadores e estudantes, dos desempregados, da população pobre, para a URGENTE continuação de novas formas de luta mais amplas e radicais a exemplo do que está a acontecer nos mais variados paises da europa.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O PC da China e os seus diálogos estratégicos com o PASOK e a "Internacional Socialista" por KKE

É bem sabido que o KKE chegou à conclusão de que estão a desenvolver-se relações capitalistas na China de hoje, com a peculiaridade de que isto está a acontecer sob a liderança política do partido governante o qual usa o título "comunista".

As consequências deste desenvolvimento são bem conhecidas: a elevação da China ao topo dos países com as taxas mais aceleradas de desenvolvimento capitalista e o maior número de multimilionários, a abolição de importantes conquistas dos trabalhadores, tais como cuidados de saúde e educação gratuitas, os quais os trabalhadores têm agora de pagar, e a existência de milhões de desempregados e trabalhadores com baixa remuneração.



Não foi por acidente, portanto, que Liu Jieyi, vice-director do Departamento Internacional do Comité Central do PCC, na sua reunião (16/Novembro) com G. Papandreu, primeiro-ministro grego e presidente do PASOK e da Internacional Socialista, declarou que "O relacionamento entre o PASOK e o Partido Comunista da China é excepcional e temos toda a intenção de trabalhar juntos mais estreitamente a fim de promover nossas relações inter-partidárias e através do diálogo inter-partidos reforçar a excepcional cooperação estratégia entre nossos dois países, especialmente agora quando enfrentamos muitos desafios". Liu Jieyi não esqueceu de cumprimentar G. Papandreu pelos "excelentes resultados eleitorais".


Não podia ser de outra forma, pois os representantes políticos dos monopólios (tal como a COSCO), sem se importarem com a embalagem ("socialista" na Grécia ou "comunista" na China), entendem os seus interesses de classe comuns. As opções anti-povo do governo PASOK são saudadas e apoiadas por responsáveis chineses, na medida em que são combinadas com a abertura da estrada para os monopólios chineses.


Mas como aprendemos com Liu Jieyi, o "amor" do PCC não é reservado apenas para o "socialista" PASOK mas também para toda a Internacional Socialista. Como disse ele próprio: "Somos da opinião de que a continuação da coordenação e do intercâmbio de pontos de vista são importantes, como é o diálogo estratégico entre a Internacional Socialista e o Partido Comunista da China. Temos toda a intenção de continuar a promover este diálogo, porque como descobrimos nas reuniões ao longo dos últimos dois dias, há muitos pontos de acordo entre a Internacional Socialista e a orientação política do Partido Comunista da China".


Deveríamos recordar que esta "Internacional" apoia as guerras dos EUA e da NATO e é um pilar político de apoio do sistema capitalista explorador na Europa e em todo o mundo. Depois de tudo isto, alguém poderia perguntar-se se o PC da China está a ficar pronto para abandonar a sua última "folha de parreira" – o seu título.


[*] Comentário do jornal "Rizospastis", órgão do CC do KKE (19/11/2010) O original encontra-se em http://inter.kke.gr/News/2010news/2010-11-22-kina

sábado, 23 de outubro de 2010

NÃO às medidas de austeridade do governo capitalista ! Viva a luta dos trabalhadores, VIVA a GREVE GERAL !

Como previmos o "novo" Orçamento Geral do Estado (OGE) é uma poderosa ofensiva de recuperação capitalista, com consequências terríveis para a vida das famílias da população trabalhadora, a miséria social já existente vai se aprofundar e atingir níveis só comparáveis aos tempos da ditadura fascista de Salazar e Marcelo Caetano.

O 1º Ministro diz que "lamenta" as medidas de austeridade que anunciou para o "novo" OGE, o ministro das finanças diz que teve "dificuldade em adormecer, quando pensava nas medidas, mas se não as tomasse que era bem pior, porque então é que não dormia mesmo", que não tinham outras alternativas, estupefactos ficariamos nós se o governo capitalista tomasse medidas no sentido de penalizar e que obriga-se a burguesia capitalista a pagar a crise económica, a ruína e a miséria que está a provocar às massas trabalhadoras e provocou ao país.

A Comissão Europeia, congratulou-se e elogiou a coragem reaccionária e anti-social da politica do governo, a burguesia capitalista e financeira nacional não plenamente satisfeita com o pacote,(por isso diz que ele é mau) faz chantagem e determina aos seus partidos tradicionais P"SD" e C"DS"que vendam o seu voto bastante caro e só no último dia da aprovação do Orçamento, na esperança de se possa introduzir novas e mais medidas que satisfaçam os seus interesses e que façam cair totalmente e o mais rápidamente possível os custos da crise económica sobre os ombros do proletariado e da população pobre trabalhadora.
As diferênças ou possiveis divergências entre o governo e o P"SD" e o C"DS", para se aprovar o OGE, está apenas em saber, qual deles melhor consegue gerir o sistema capitalista e os que são mais capaz em ROUBAR o povo trabalhador.

O objectivo principal deste OGE, não é apenas de procurar reduzir o défice das contas públicas, com os cortes elevados na Segurança Social, na Saúde, na Educação, é fazer baixar também os custos do trabalho, reduzindo substancialmente os salários e desmantelar todos os direitos sociais dos trabalhadores, para que a burguesia capitalista possa ganhar uma nova capacidade competitiva, por isso, estão a colocar em causa o acordo sobre o mísero salário minimo nacional que concordaram com as direcções das centrais sindicais, que a ser congelado e reduzido pelo efeito do aumento dos impostos coloca as camadas mais baixas do proletariado numa situação social ainda mais degradada.

As camadas intermédias assalariadas do funcionalismo público e privado, que até aqui, vinham desfrutando de um nivel de vida social equiparado à pequena burguesia, são também fortemente atingidas pelas politicas de austeridade do governo capitalista, medidas essas, que não só lhes reduzem significativamente os salários e outros direitos sociais conquistados, como vão colocar no desemprego milhares de trabalhadores e com tendência para serem ainda muito mais penalizadas, visto, que segundo a opinião dos próprios economistas e comentadores ao serviço do capitalismo, tudo indica, que: a economia tenderá a agravar-se na próxima década, na medida, em que, não conseguem ultrapassar a perda de competitividade, a crise económica se mantenha e aprofunde e o capitalismo vá entrando na sua fase de declínio definitivo como sistema económico.

Assim, estas camadas assalariadas irão assistir inevitávelmente, ao seu empobrecimento generalizado e pelo aumentar do desemprego até à queda na exclusão social e para o evitar, terão que se incorporar, na luta mais geral das camadas inferiores do proletariado e da população pobre trabalhadora contra o sistema de exploração capitalista.

PERANTE ESTA OFENSIVA BRUTAL DO GOVERNO, COMO REAGIRAM E O QUE PROPÕEM OS PARTIDOS DA ESQUERDA DO SISTEMA CAPITALISTA.
A sua reacção imediata foi de denúncia das medidas de austeridade, aliás, pela brutalidade das medidas outra coisa não se esperaria, visto que até o próprio governo e os outros partidos do capital o P"SD" e o C"DS" as "consideram" demagógicamente como tal.

Mas em vez, (já que têm uma representação parlamentar importante, pois representam quase 1 milhão de eleitores) de utilizar essa denúcia e o REPÚDIO TOTAL pelas medidas anti-sociais e anti-laborais e da tribuna parlamentar chamar os trabalhadores à luta imediata contra tal politica, a exemplo do que tem vindo a acontecer em França, na Grécia e em outros paises da europa, reduzem os seus discursos à exigência de uma melhor EQUIDADE na distribuição dos custos da crise, (como se o governo e a burguesia capitalista fossem nessa conversa) e na apresentação de propostas económicas e politicas,(Plano Finânceiro, apresentado pelo B.E e o programa por um "Portugal a produzir!"apresentado pelo PCP) que se enquadram perfeitamente no actual quadro de medidas com que o governo e a burguesia capitalista pretendem implementar para combater a crise económica, planos esses que visam dar um maior controlo e eficiência fiscal e um maior apoio às empresas (aos capitalistas) e ao desenvolvimento do próprio capitalismo.

Dirão, mas já não convocámos através dos nossos sindicalistas uma Greve Geral a realizar em 24 de Novembro e outras formas de luta até lá? Sim é verdade e nós saudamo-las, mas é preciso dizer que a Greve Geral só foi convocada porque as medidas apresentadas de tão BRUTAIS que são, JÁ não deixavam outra margem de manobra que fosse e a provar isso estão as politicas anti-sociais e anti-laborais dos governos capitalistas anteriores, os baixos salários que se permitiu existir durante décadas, as pensões miseráveis, o desemprego e a precariedade laboral, a exclusão social a que estão a submeter dezenas de milhares de jovens e o perto de 3 milhões de pessoas a viver abaixo dos limites, que eles consideram de pobreza e os PECs anteriores, politicas estas que foram aplicadas ao longo de anos, sem práticamente uma oposição digna desse nome e daí agora a ARROGÂNCIA POLITICA com que o governo apresenta este Orçamento do Estado e as medidas reaccionárias do futuro PEC III.

Consultem o Plano financeiro apresentado pelo BE e o programa por um "Portugal a produzir!" apresentado pelo PCP e ver vão se não temos razão. Não é por acaso que fazem afirmações do tipo: "Não queremos que o Governo (capitalista) caia, mas antes que se faça uma ruptura com esta politca." Como se o governo capitalista podesse fazer outra coisa, que não seja defender os interesses económicos da burguesia capitalista e se o combate que se tem que fazer a esta politica reaccionária, não tenha que passar necessáriamente pelo combate ao próprio governo.

VIVA A GREVE GERAL !

O aparecimento de vários anúncios de manifestações e greves sectoriais, que não estavam previstas antes da realização da Greve Geral de 24 de Novembro, são importantíssimos e um sintoma de que as direcções sindicais até agora com uma atitude bastante passiva e moderada, estão a ser bastante pressionadas não só pela BRUTALIDADE das politicas anti-sociais do governo, como mesmo pelos trabalhadores que não estão dispostos a aceitar mais sacríficios em pról dos interesses da burguesia capitalista e financeira e a acontecer, é um factor que nos permite concluir que a Greve Geral vai ter uma forte mobilização e participação, no entanto, é necessário compreender-mos e a exemplo das situações de luta passada que permitiu ao governo prosseguir a sua politica reaccionária, que um dia de Greve Geral não será suficiente para o derrotar-mos nem mesmo para o fazer recuar nesta enorme ofensiva contra o proletariado e contra a população pobre trabalhadora e aposentada, é necessário que se apresente no próprio dia 24 de Nov., novas iniciativas de luta mais radicais a levar à prática imediatamente, neste sentido os trabalhadores nos seus locais de trabalho, devem de exercer o MÁXIMO de PRESSÃO sobre os seus delegados e direcções sindicais.

É ainda muito importante, até fundamental, que os trabalhadores desempregados se incorporem nestas acções de protesto, de forma organizada e levantem, as suas reivindicações, particularmente a redução dos horários de trabalho para que TODOS possam ter trabalho e os APOIOS SOCIAIS necessários enquanto se mantiverem desempregados e ajudem a levar esta luta para fazer recuar o governo capitalista, o mais longe possível contra o próprio capitalismo e pela abertura de uma perspectiva socialista revolucionária proletária que garanta os interesses de emancipação do proletariado.

sábado, 16 de outubro de 2010

Greve Geral para 24 de Novembro ! Por que não mais cedo?

Enquanto em França, na Grécia e em outros países da Europa se luta diariamente contra as politicas anti-sociais de austeridade dos governos capitalistas, em Portugal as direcções das centrais sindicais, em vez de convocar de imediato os trabalhadores para uma resposta pronta, remetem-se para uma Greve Geral para dois meses depois de serem anunciadas as medidas anti-sociais de austeridade. Medidas reconhecidas por todos como gravíssimas e com consequências sociais profundas para as famílias dos trabalhadores e de amplas camadas da população trabalhadora, criando assim todas as possibilidades ao governo e à burguesia capitalista de as ver aprovadas no Parlamento e colocadas em prática.


É exactamente por se agir desta forma pacífica, sem audácia politica revolucionária, e não ter na devida conta os interesses do proletariado, que as politicas reaccionárias contidas no PEC I e II passaram sem que o governo tivesse problemas de maior. E esteja agora mais à vontade para fazer os trabalhadores e o povo pagar a crise económica capitalista, através de um novo ataque com maiores consequências que os anteriores.
Saudamos a Greve Geral, mas não deixamos de criticar os dirigentes das duas centrais sindicais, quando pretendem misturar na mesma luta os interesses dos trabalhadores com os dos capitalistas, quando afirmam: “os trabalhadores estão dispostos a colaborar para o desenvolvimento da economia (capitalista, pois é disso que se trata)” (Carvalho da Silva) ou “é preciso deixar bem claro que estamos contra as medidas de austeridade, mas não estamos contra o governo (João Proença) - realmente, mais clareza do que esta, de facto, não é preciso ter, para se saber de que lado está a UGT. Ou quando propõem, nos seus programas reivindicativos, o apoio e a exigência do desenvolvimento da economia capitalista, como forma de combate à crise económica, quando se sabe que todas as chagas sociais são consequências que decorrem do processo de produção capitalista e do desenvolvimento do capitalismo que não tem em conta as necessidades sociais do proletariado e das outras camadas da população trabalhadora.


Nós dizemos, o proletariado não tem que estar contra a crise económica produzida pelo sistema capitalista; pelo contrário, deve aproveitar todas as contradições dela decorrente e organizar-se para lutar contra todas as suas consequências e neste sentido levar a sua luta o mais longe possível contra o capitalismo.


Assim temos consciência que um dia de Greve Geral não vai ser suficiente para derrotar as politicas anti-sociais de austeridade do governo capitalista, nem mesmo para o fazer recuar. É necessário que os trabalhadores, particularmente os mais combativos e conscientes, tendo em conta as lutas INCONSEQUENTES do passado bem recente, que exerçam pressão politica sobre os delegados e dirigentes sindicais, a começar pela Função Pública por ser o sector mais atingido neste momento, e os obriguem a convocar formas de luta, e a partir de JÁ.


Luta que deve passar, sem qualquer tipo de hesitação, pela Greve Geral em TODA a função pública e ampliá-la a todos os sindicatos do sector privado, promovendo manifestações e concentrações para todas as cidades e vilas do País onde seja possível fazê-lo. No sentido de se mobilizar e elevar a consciência politica e de classe do proletariado e das amplas massas da população trabalhadora, afim de as preparar para uma luta continuada, longa e radical a travar contra a demagogia e as politicas do governo capitalista e das associações patronais; que já espreitam a oportunidade e o momento não só para fazer estender estas medidas de austeridade ao sector privado, como mesmo para não cumprirem com o acordo, estabelecido há quatro anos com as centrais sindicais, sobre o Salário Mínimo Nacional.


Derrotemos as políticas anti-sociais de austeridade do governo capitalista!


Não à colaboração de classes com o governo e com as associações capitalistas!


Viva a Greve Geral!