quarta-feira, 28 de agosto de 2019

AS AGRESSÕES À AMAZONIA

AS AGRESSÕES À AMAZONIA

As agressões à Amazonia intensificaram-se de forma bárbara no governo do sr. Bolsonaro, mas não tiveram início com ele.

No tempo da ditadura militar-empresarial, o governo do general Garrastazu Medici (1969-1974) promoveu o projecto absurdo da construção da rodovia transamazonica, com mais de 5000 km.

Por sua vez, no governo da sra. Dilma Rousseff a ministra escolhida para a Agricultura foi uma latifundiária interessada em continuar a expansão do agro-negócio, ou seja, continuar a estender as fronteiras agrícolas através da desflorestação.


Foi também no governo desta sra. Rousseff (dito "progressista") que tiveram início projectos de construção de hidroeléctricas na Amazonia – com as consequentes desflorestações e violações das reservas dos povos ancestrais que ali viviam, os índios.

A indignação com a tragédia que agora se verifica não deveria fazer esquecer o passado recente. O culpado por este crime ambiental é, em última análise, o capitalismo.

Via "resistir.info"

sábado, 24 de agosto de 2019

Liberdade para Manuel Pérez Martínez !

 Liberdade para Manuel Pérez Martínez, "Camarada Arenas"

10 de agosto de 2019

Recebemos informações sobre a situação do preso político Manuel Pérez Martínez, Camarada Arenas , secretário-geral do Partido Comunista da Espanha reconstituído, que por si só é injusto - já que ele é um preso político cujo único crime é ser um quadro comunista - ele está sendo agravado pela deterioração de sua saúde e, mais especificamente, pela desatenção de seus carcereiros aos sintomas que ele sofre de doenças cardíacas.

Manuel Perez Martinez, cuja idade é de cerca de 75 anos, sem dúvida, está sendo vítima de um estado fascista que possui violência vil e de feroz anti-comunismo. Esta é a verdadeira face deste estado, que será responsável por um novo crime se não o libertar imediatamente para receber o atendimento médico necessário.

Há menos de um ano, o partido mais corrupto da Europa, o PP, pediu  liberdade para Eduardo Zaplana e ele foi tratado medicamente em um hospital e não na cadeia. Por quase meio ano, Eduardo Zaplana foi provisoriamente libertado. Rapidamente oportunistas de todos os matizes saíram para exigir a liberdade de Zaplana, como por exemplo Pablo Iglesias que apontou, dizendo: "Eu concordo completamente com o PP sobre isso. Qualquer prisioneiro, seja lá o que ele tenha feito, merece que sua dignidade seja respeitada se ele sofrer uma doença como a de Zaplana. A humanidade também amplia a democracia quando enfrenta o crime ”. No entanto, Iglesias olha para o outro lado quando o preso é um comunista e está preso por sua ideologia e militância.

Mais uma vez, o estado espanhol manifesta sua essência classista, anti-operária, anti-comunista, enfim, fascista; como são todos aqueles que defendem esse Estado.

O Partido Comunista Operário de Espanha, protesta a situação em que se encontra o prisioneiro político comunista Manuel Pérez Martínez e exige sua libertação imediata, transferindo nossa solidariedade a ele e ao resto dos presos políticos que estão presos nas prisões do Estado espanhol. , da qual exigimos sua libertação imediata.

Hoje é mais necessário do que nunca a construção da Frente Única Popular que reúna todas as lutas dos diferentes setores do proletariado em uma única luta de classes contra o capitalismo e pela conquista do socialismo como o único sistema em que as liberdades e os direitos dos trabalhadores sejam realmente eficazes. É hora de os trabalhadores das fábricas, das empresas, dos bairros, o movimento antifascista, anti-repressivo, aposentado, enfim, todos os sectores sociais do proletariado unirem forças para construir a Frente Única do Povo que não apenas formará um instrumento. de avanço e defesa de nossos interesses de classe, mas é o embrião dos órgãos de poder do futuro Estado proletário que é a única coisa que nos garantirá o fim da tirania burguesa e sua ditadura criminosa.


LIBERDADE PARA ARENAS !

LIBERDADE PARA TODOS OS PRESOS ANTIFASCISTA E REVOLUCIONÁRIOS !

PARA A ÚNICA FRENTE DO POVO! PARA O SOCIALISMO!

Madrid, 10 de agosto de 2019.

COMITÊ EXECUTIVO DA PARTE COMUNISTA ESPANHOLA (PCOE)

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Com POMPA e CIRCUNSTÂNCIA a Antram anunciou a sua dita vitória é o resultado da submissão da Fectrans aos seus interesses!

Com POMPA e CIRCUNSTÂNCIA a Antram anunciou o "acordo" e o ambiente responsável como decorreu a farsa negocial a que a Fectrans se submeteu, considerando-o de"acordo histórico" é bem demonstrativo de quem saiu vitorioso.

O "acordo" conseguido entre a Antram e a Fectrans é um recuo em relação ao acordo de Maio e continua a não ter as reivindicações exigidas pelos motoristas de matérias perigosas.

Mas ainda assim é necessário dizer que como o acordo de Maio, só a luta dos motoristas permitiu à Fectrans não ter que se rebaixar ainda mais, caso contrário dado a prepotência da ANTRAM, provada na farsa negocial durante vinte anos, onde por variadas vezes a interrompeu, teria de prolongar por mais vinte anos tal situação para o conseguir, daí a necessidade dos trabalhadores de recorrer à greve.

Tal acordo não só rompe com o acordado em Maio, em benefício do patronato, como fica muito abaixo e sabota desde já, a proposta de 850 euros para o salário minimo nacional a partir do próximo ano proposto pela própria CGTP (central onde pertence a Fectrans) na medida em que o aumento de salário aceite de 120 euros a somar aos 630 actuais, não ultrapassará os 750 euros.

A CGTP que denunciou os "serviços minimos" como máximos e a Requisição Civil como um grave atropelo ao direito à greve, mas que até hoje ainda não compareceu junto dos PIQUETES dos motoristas, para lhes dar o seu apoio e incentivar à luta, como se esperaria de uma central sindical que diz ser de classe e defensora dos interesses e direitos dos trabalhadores, que no minimo se pronuncie e denuncie este "acordo" vergonhoso e humilhante para os motoristas realizado pela Fectrans sua associada, na medida em que se trata de um pior acordo do que foi assinado em Maio, e que por outro SABOTA a sua própria proposta de 850 euros de salário minimo nacional a iniciar a partir de 2020.

Viva a justa luta dos motoristas!
A luta continua!


quarta-feira, 14 de agosto de 2019

GREVE dos MOTORISTAS Um espelho da política que por aí va

Por:Urbano de Campos  
Jornal Mudar de Vida
Terça-feira, 13 Agosto, 2019

Todas as forças do poder se conjugam contra os motoristas em greve: a fúria dos patrões de todos os sectores, exigindo sempre mais do seu Governo, inclusive a requisição civil “preventiva”; as palmas da direita, louvando a “justeza” das medidas de António Costa, reconhecendo que ela própria não faria melhor; o servilismo da comunicação social, numa campanha sem vergonha para denegrir os trabalhadores e dar boa imagem da Antram; a sanha dos comentadores “especializados”, em campanha pela revisão da lei da greve; enfim, os ataques pessoais ao porta-voz dos camionistas, na tentativa de anular através da intriga a justeza da luta.

Tudo isto convergindo com o arreganho do Governo, empenhado em mostrar aos patrões e aos eleitores temerosos que sabe “pôr ordem” no país.

A greve, logo desde o pré-aviso, conseguiu arrumar do mesmo lado o patronato, o Governo e a direita — o que, só por si, é uma lição política. A greve tornou-se, muito justamente, o assunto político da ordem do dia, colocando na sombra a habitual vidinha partidária e as disputas eleitorais apontadas para Outubro que vem. A política do país foi, por estes dias, deslocada para o terreno do confronto de classes — que é o seu foco, mesmo quando não surge como tal.

Deve-se isto, antes de mais, à clareza da denúncia feita pelos motoristas das suas condições de trabalho e salariais, à firmeza posta na luta e à inegável justeza do que reivindicam. Ninguém ousa, de facto, dizer que eles não têm razão.

Deve-se ainda à razão que têm quando apontam que os patrões estão a negar o que fora negociado em Abril e a protelar, como é seu costume, a assinatura do acordo de trabalho.

O mesmo, aliás, é confirmado pela Fectrans (que não participa na greve) a respeito do Contrato Colectivo de Trabalho negociado no final do ano passado e que a Antram agora renega. Só que a Fectrans resolveu recorrer à mediação do Governo, dos tribunais e da Autoridade para as Condições de Trabalho, que por regra nada resolvem…

Uma coisa parece certa: sem a protecção do Governo, a Antram não teria vencido o braço de ferro com os motoristas. É bom que os trabalhadores, todos eles, tenham isto em mente quando em Outubro forem chamados a eleições.

Torna-se portanto legítimo perguntar se o patronato cederia ou não em poucos dias, ou mesmo antes do início da greve, caso tivessem mais sindicatos de motoristas apoiado a luta. E se o Governo teria o à-vontade de fazer o que agora faz, e a comunicação social dizer o que diz, etc. se deparassem com uma vasta frente de luta, e não apenas com dois sindicatos, firmes mas isolados.

E é de perguntar também se António Costa teria os ganhos políticos que lhe auguram pela “autoridade” exibida, caso uma luta vitoriosa demonstrasse que os trabalhadores têm outra via de fazer valer a sua política que não seja abrigar-se debaixo da asa do PS ou confiar na boa-vontade das “instituições”.

O BE e o PCP, que não se cansam de explicar — sobretudo nos últimos meses e com vista às eleições de Outubro — que o PS se bandeia facilmente com a direita, têm agora diante de si a prova disso mesmo. Mas, em vez de o denunciarem, mostrando com factos a colagem do PS aos interesses do capital, limitam-se a criticar os “exageros” do Governo na definição dos serviços mínimos ou o recurso à requisição civil… É uma outra forma de descalçar a luta dos motoristas — e dar trunfos políticos à direita.

"jornalmudardevida.net"


quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Viva a justa luta dos trabalhadores motoristas! Abaixo as medidas reaccionárias contra o direito à greve!


Governo cumpre em toda a linha às exigências das associações patronais dos diversos sectores da economia impondo serviços de 50%, 75% e 100% ou seja serviços máximos, que esmaga por completo os efeitos que a greve dos motoristas possa vir a ter, numa clara demonstração de apoio à rejeição do cumprimento de parte do protocolo assinado em Maio com os sindicatos, nomeadamente nos aumentos salariais acordados.


A ANTRAM e outras associações patronais congratularam-se pela satisfação das suas exigências, elogiando a atitude do governo e já exigem a revogação da lei da greve procurando assim dificultar cada vez mais o direito dos trabalhadores a recorrer à greve para defender os seus direitos.

Pelo seu lado a Fectrans com enormes responsabilidades na degradação salarial, laboral e social vivida pelos motoristas ao longo dos anos e depois de andar 20 anos a sustentar uma farsa negocial com o objectivo de dotar o sector de um novo CCTV conseguindo apenas cedências minimas e várias vezes interrompida pela chantagem e prepotência escravizadora por parte da ANTRAM, em vez de repudiar a nova manobra e ilegalidade da ANTRAM em não querer aplicar os novos salários acordados, em Maio, razão pela qual surge com razão o pré-aviso de greve para dia 12 de Agosto, a Fectrans que devia como era sua obrigação acompanhar por seu lado, na medida em que só conseguiu avançar nas negociações em Maio, graças à greve realizada pelos motoristas que obrigou a ANTRAM a sentar-se e a ceder, submete-se covardemente de novo à chantagem e recua no acordado no protocolo, colocando as matérias salariais já acordadas em risco e a nova negociação que só pode ser para pior, colocando em causa os interesses e particularmente a UNIDADE da CLASSE o que lhe valeu fortes elogios por parte do patronato pela sua "moderação e responsabilidade".

Atitude louvável  e combativa tiveram os dirigentes do STTRUN, (Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários Urbanos do Norte) pertencente à Fectrans que percebendo as intenções do patronato, não alinharam no recuo da sua Federação, anunciando por seu lado um pré-aviso de greve a iniciar na mesma data, ou seja de 12 a 20 de Agosto.

Acusamos ainda o miserável secretário geral da UGT, Carlos Silva elogiou a acção do governo pelos serviços máximos que impôs, o que mais uma vez demonstra que estamos na presença não de um sindicalista que devia defender os interesses dos trabalhadores que diz representar, mas na presença de um verdadeiro inimigo e lacaio do patronato.

Tais medidas contra o direito à greve, a concretizarem-se, abre a porta a partir daqui,caso não seja combatido com firmeza pelos trabalhadores, a este, ou a outro governo a aplicá-las e ampliá-las a outros sectores de actividade, desde que para tal façam apreciações económicas e conjunturais e as considerem prejudiciais aos interesses capitalistas, bem como às formas de luta que os trabalhadores possam decidir em defesa dos seus interesses e direitos.

Fazemos sinceros votos que todos os motoristas se unam e levem para a frente a sua luta, como apelamos aos sindicatos para repudiar veementemente tal ofensiva capitalista, mobilizando os trabalhadores não só contra tais medidas reacionárias contra o direito à greve, mas também pela defesa dos seus interesses e direitos, na medida em que centenas de milhares de trabalhadores se encontram na mesma situação ou pior.

A Chispa! apela ainda a todos os trabalhadores para que prestem o máximo de solidariedade à luta dos motoristas, hoje por eles, amanhã por nós!

Viva a justa luta dos trabalhadores motoristas!

Abaixo as medidas reaccionárias contra o direito à greve!

domingo, 4 de agosto de 2019

Os grandes bancos espanhóis preparam a saída de cerca de 10 mil trabalhadores ao longo de 2019.

Os grandes bancos espanhóis preparam a saída de cerca de 10 mil trabalhadores ao longo de 2019. 


Somente o Santander e o Caixabank vão gastar 1.500 milhões de euros na demissão de mais de 5.200 trabalhadores por meio do Employment Regulation Files (ERE), medida que já passou do tempo de ser o penúltimo recurso das empresas antes do concurso de credores, para fazer parte da política de recursos humanos como um processo padrão para “reestruturar” os modelos - que tem sido para reduzir os custos de pessoal e obter ainda mais benefícios - sempre com a ajuda inestimável da CCOO e da UGT , que assinam quanto os empregadores e empresas os colocam à frente.

Não é mais necessário que uma empresa tenha perdas para que uma ERE seja aprovada, desculpas não são mais necessárias, nem para falsificar declarações de renda, apenas a vontade da burguesia de ganhar mais e mais às nossas custas. O Caixabank faturou 622 milhões de euros nos primeiros 6 meses do ano, um montante que teria subido para 1.307 milhões se o ERE não tivesse sido realizado, o que significou a demissão de 2.023 trabalhadores . O Deutsche Bank anunciou em julho de 2019 uma "reestruturação" que deixará 18.000 trabalhadores em todo o mundo desempregados , depois de obter benefícios no valor de 267 milhões de euros em 2018 . O Santander realizou um ERE em 2019 para 3.223 trabalhadores (além de um ERE paralelo nas operações do Santander para 118), incluindo 100 demissões forçadas de trabalhadores que não ' aceitaram ' voluntariamente , após obter benefícios de 7.810 em 2018 milhões de euros , 18% a mais que no ano anterior.

O negócio bancário cresceu 7300% desde 1975 , período em que os grandes bancos vêm absorvendo seus concorrentes e as caixas de poupança desapareceram, até concentrar tudo em grandes impérios bancários, ajustando-se completamente ao estágio do capitalismo monopolista. de Estado que governa em nosso país, a fase imperialista do capitalismo.

Enquanto isso, 90% do resgate bancário de 60.000 milhões de euros já está perdido , a fusão dos monopólios e do Estado sendo clara - oito empresas do Ibex 35, entre as quais estão o Santander, o BBVA (que combate a corrupção). ele pede para cobrar o caso Villarejo ) e Caixabank, eles pagaram uma campanha contra o "processo" a pedido do governo Rajoy - onde o poder financeiro dirige absolutamente tudo e não deixa espaço para reformas, independentemente da cor com a qual eles querem disfarçar os funcionários políticos do capital.

As únicas medidas que podem beneficiar as classes populares são aquelas que visam socializar a economia, acabar com o capitalismo e construir o socialismo, avançando na implementação da ditadura do proletariado como o primeiro estágio em direção ao comunismo. Tudo o que envolve dar ao sistema um balão de oxigênio enfraquece a classe trabalhadora e supõe um novo capítulo de traição do povo pelas classes dominantes, servos fiéis do capital.

Do Partido Comunista Operário de Espanha, apelamos a todas as classes populares para que se unam numa Frente Única de Pessoas que sirva como um contra-poder contra o sistema, que supõe um órgão genuíno dos trabalhadores para orientar as nossas vidas e construir o socialismo. Também chamamos a classe trabalhadora para engrossar as fileiras do Partido e fazer parte da vanguarda que guia o povo para a construção de um mundo novo e melhor.



Secretaria de Agitação e Propaganda do Partido Comunista Operário de Espanha (PCOE)